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Nunca é demasiado cedo para começar a cuidar da saúde. Independentemente da idade, a pele é um espelho de todos os cuidados que tem consigo mesmo, por isso, preste atenção — alguns problemas refletem-se desde cedo de forma praticamente oculta.
Especialistas de dermatologia e neurociência revelam ao Self que todas as alterações no rosto podem ser um motivo de alerta. Seja o aparecimento de um sinal, excesso de oleosidade ou secura inusitada, deve procurar ajuda de um profissional.
Há cremes efetivamente milagrosos, mas será que se aplicar um creme contra a oleosidade ou para as rugas vai resolver os problemas internos? Talvez a origem do problema se mantenha.
Importância da barreira cutânea
Nem só na pele temos uma barreira protetora. Estes especialistas referem que precisamos de uma nas narinas, pulmões, intestino e vagina — todas elas "projetadas para impedir que toxinas entrem na corrente sanguínea", explica a neurocientista Malú Tansey.
Contudo, a barreira cutânea, isto é, a barreira protetora da pele, feita de "células mortas unidas por gorduras e proteínas, forma uma proteção que mantém a água dentro e substâncias nocivas fora" e é conhecida por ser "uma das maiores barreiras do corpo". No entanto, à medida que envelhece, o mesmo acontece com esta camada de proteção da pele.
"À medida que rachaduras na armadura do corpo se desenvolvem, invasores tóxicos podem escapar e acaba por ficar mais vulnerável a qualquer coisa que possa aparecer", explica Tansey à mesma fonte.
No entanto, não precisa de estar efetivamente "velho", a pele pode envelhecer de diversas formas, e os cuidados que tem com ela revelam isso mesmo. E por trás de alguns distúrbios da barreira cutânea "como eczema e psoríase podem estar muitos outros problemas".
Como se associa um problema de pele a sinais de demência
Tansey explica que o desgaste da barreira hematoencefálica pode causar inflamação cerebral, "ou o que chamamos de neuroinflamação."
Um estudo publicado no Journal of Investigative Dermatology confirma que a função da barreira cutânea pode estar mesmo ligada à função cognitiva.
Nesta investigação mediram a facilidade que a pele de cada pessoa tinha em reter — um sinal característico das funções da barreira protetora — e aperceberam-se de uma perda de água rápida em peles menos saudáveis.
Vinte e quatro horas depois, após a recuperação da pele, mediram novamente a perda de água e, a par disso, avaliaram a saúde da pele de cada participante com base nesses testes.
À margem desses testes físicos, os especialistas efetuaram testes de saúde cerebral, sendo que os participantes com as "piores funções da barreira cutânea haviam diminuído mais rapidamente a memória verbal, habilidades verbais e lembrança imediata de palavras", o que, de acordo com Abuabara se pode "relacionar com sinais iniciais de demência".
IN:NM
