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Informação Cereulida em fórmulas infantis? Os riscos da toxina e os sinais de alerta

Lordelo

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Em causa estão lotes da NAN e Alfamino Júnior que podem conter cereulida numa matéria-prima. Esta é uma toxina que pode levar a algumas complicações. Conheça os riscos e alguns dos sinais de alerta a ter em conta.


Na publicação da Nestlé é referido que esta ação tratou-se de uma medida preventiva e que até ao momento “não foi confirmada nenhuma incidência associada ao consumo destes lotes”. Ainda assim, explicam que a presença desta toxina poderá causar vómitos, diarreia e sonolência entre 30 minutos e 6 horas após o consumo.


A cereulida é uma toxina criada por certas bactérias Bacillus cereus. De acordo com Roberto Ortuño, especialista em segurança alimentar da AINIA, estas bactérias são entradas no solo e no meio ambiente e por vezes em alguns alimentos, como leite vegetais, cereais, farinhas, ervas e especiarias.


Alguns tipos Bacillus cereus podem acabar por apresentar riscos para segunda alimentar e levar a dois tipos de doenças: intoxicação do tipo emético ou do tipo diarreico. No primeiro caso, poderá ser causada pela ingestão de bactérias que levam à produção da toxina cereulida. Poderá levar a náuseas, vómitos, cólicas intestinais e mal estar geral. Poderá acontecer entre 30 minutos a 6 horas depois do consumo.





Os sintomas e os riscos​


Revelam que os sintomas possam persistir ao longo de 24 horas. "A toxina afeta vários tipos de células humanas e, em alguns casos, pode levar a complicações graves, como insuficiência hepática reversível", revela Roberto Ortuño.


Por outro outro, no caso de sintomas diarreicos, é o trato intestinal que acaba mais afetado pela toxina. Os sintomas podem durar até 24 horas, como diarreia e dor intestinal e por norma as complicações são raras. Nos dois casos, é algo que não é transmissível devido ao facto de ser causada por um toxina.


“A evolução clínica é, regra geral, favorável e os sintomas desaparecem normalmente ao fim de 24h. Em indivíduos saudáveis, normalmente não é necessário qualquer tipo de tratamento. No entanto, a administração de líquidos é aconselhável quando a diarreia e os vómitos são intensos”, revela a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE).


A mesma autoridade afirma que toda a população é suscetível de uma intoxicação do género. A intensidade dos sintomas pode variar de pessoa para pessoas, mas as crianças, os idosos e pessoas imunodeprimidos podem vir a ter sintomas mais graves.


Como prevenir problemas mais graves​


Uma das forma de prevenir problemas mais causas devido a este tipo de bactérias e toxinas passa pelo controlo das temperaturas. “O controlo de temperatura é a principal ferramenta que temos para evitar a produção de toxinas nos produtos”, continua o especialista.


“Se os alimentos forem mantidos a temperaturas que permitam a criação de Bacillus cereus, a proliferação bacteriana ocorrerá rapidamente, assim como a geração e o acúmulo da toxina. Portanto, o tempo de armazenamento intermediário, a temperatura e a carga bacteriana inicial são os fatores que determinarão a segurança desta etapa.”


Por outro lado, a ASAE aponta ainda outras formas que conseguir evitar as intoxicações causadas por Bacillus cereus. Assim, deverá “aquecer os alimentos a temperaturas suficientes para que sejam destruídas as formas vegetativas; manter os alimentos a temperaturas superiores a 65ºC depois de preparados e até que sejam servidos; e promover o arrefecimento rápido dos alimentos que vão ser armazenados a temperaturas de refrigeração, para que não ocorra germinação de esporos”.


Evite ainda a contaminação cruzada de alimentos crus cozinhados e lavar bem os produtos hortícolas.

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