- Entrou
- Ago 4, 2007
- Mensagens
- 51,524
- Gostos Recebidos
- 1,252
Um italiano de 27 anos é acusado pela procuradoria de Forlì, no norte de Itália, por ser suspeito de ter assassinado, pelo menos, cinco idosos. As vítimas eram transportadas dos lares até ao hospital, tipicamente para consultas, na ambulância da Cruz Vermelha que o suspeito conduzia.
O último caso de que há registo foi em novembro de 2025, quando uma mulher de 85 anos entrou em paragem cardíaca a bordo dessa mesma ambulância. Na altura, estava a ser transportada do lar onde vivia para o hospital, onde tinha marcada uma sessão de fisioterapia - à qual nunca chegou.
"É importante frisar que estas não são ambulâncias normais, com as sirenes a soar para levar os pacientes ao hospital rapidamente", notaram os advogados da família da idosa, Max Starni e Massimo Mambelli, ao The Guardian. "Estas ambulâncias tipicamente são usadas para transporte de rotina. Por exemplo, levar pacientes do lar para o hospital para uma consulta. Por isso é que só há dois condutores a bordo, e nenhum enfermeiro", acrescentaram.
Ao todo, a Justiça italiana identificou cinco idosos que morreram durante o transporte na ambulância ou pouco depois do mesmo, entre fevereiro e novembro do ano passado. Os procuradores acreditam que o suspeito possa ter administrado substâncias nocivas aos pacientes que estavam a bordo durante o transporte e que, por isso mesmo, o número de vítimas possa ser maior do que o conhecido.
O acusado alegou não ter responsabilidade em qualquer uma destas mortos. Aliás, segundo a sua advogada, Gloria Parigi, os pacientes transportados foram "acompanhados por um veículo médico com um médico abordo": "E podemos comprovar a sua inocência [do acusado] com documentação", garantiu.
Para além disso, "estamos a falar de idosos que tinham doenças terminais. Apenas um morreu na ambulância, os outros morreram nos dias seguintes. Num dos casos 13 dias depois do transportes. Os cinco tiveram crises respiratórias durante a viagem e em todos os casos um veículo de emergência médica interveio.
Tendo em conta os contornos do caso, a Cruz Vermelha decidiu suspender o funcionário de 27 por precaução.
IN:NM
