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Notícias Criança britânica morre atropelada por carro elétrico: "Acelerou sozinho"

Lordelo

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Uma criança de cinco anos morreu e outra ficou ferida depois de o carro elétrico junto ao qual se encontravam, e que pertencia ao pai de uma delas, ter começado "a acelerar por sua própria vontade".


Ashenafei Demisse, de 52 anos, revelou, em tribunal, que estava sentado na sua viatura, um Volkswagen ID.4, quando a tragédia aconteceu, em novembro de 2022.


O homem contou que estava estacionado junto ao seu bloco de apartamentos em Londres, quando Maryam Lemulu e o filho Fareed, de cinco anos, se aproximaram.


Mãe e filho faziam o percurso de regresso a casa da escola, quando decidiram parar junto ao carro para falar com a mulher e o filho, de 12 anos, do homem, dado que eram amigos próximos.


Foi nesse momento que o condutor ofereceu comida ao pequeno Fareed, altura em que diz que o carro acelerou subitamente sozinho.


O carro abalroou o menino de cinco anos bem como o filho do dono do carro, tendo ainda embatido em cinco viaturas, antes de parar.


A mãe de Fareed levou a criança pelos seus próprios meios a um hospital nas redondezas, onde acabou por ser declarado o seu óbito. Terá sido vítima de múltiplas lesões traumáticas, incluindo uma fratura no crânio.


Já Rafael passou um mês internado no hospital com duas pernas partidas, noticia o The Sun.


Demisse está a ser julgado agora por condução imprudente ou negligente, embora o homem garanta que não foi responsável pela morte de Farreed.


Em tribunal, o procurador Michael Williams disse não haver provas de falha no Volkswagen. Uma investigação policial refere mesmo que o carro só conseguiu acelerar com o input do condutor, ou seja, através da ação humana, tendo o advogado afirmado que o arguido terá "de forma inadvertida, carregado no acelerador, causando a colisão". Acrescentou ainda que o carro estava "quase na velocidade máxima" e que o condutor terá acreditado "de forma errônea" que estava a pressionar o pedal do travão.


A defesa do homem alega de forma vigorosa que este não pressionou o acelerador. "O veículo elétrico moveu-se por conta própria", alega.


Em tribunal a mulher do arguido lembrou que este trabalhava como taxista há vários anos e que nunca tivera registos de incidentes na profissão, embora naquela altura estivesse a trabalhar há vários dias seguidos.


Ambos mostraram as suas condolências à mãe de Fareed, a quem se referiram como sendo parte da sua família.


O julgamento prossegue sem que tenha sido ainda tomada uma decisão final sobre a responsabilidade do homem.

IN:NM
 
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