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Foram detidos mais nove agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP), esta quarta-feira, no âmbito de um segundo inquérito relativo a suspeitas de tortura e violação que terão ocorrido na esquadra do Rato, em Lisboa. Estão também a ser efetuadas buscas domiciliárias.
"O MP e a PSP [...] informam que, no âmbito de um segundo inquérito relativo a factos ocorridos na Esquadra do Rato, a correr termos no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa (11.ª Secção), se encontram em curso nove buscas domiciliárias e sete não domiciliárias, estas últimas em Esquadras da Polícia de Segurança Pública", pode ler-se num comunicado enviado às redações esta manhã.
A mesma nota refere que "no inquérito investiga-se a eventual prática de diversos crimes, designadamente, tortura grave, violação, abuso de poder e ofensa à integridade física qualificada", acrescentando que as diligências foram "presididas por sete magistrados do MP".
Note-se ainda que o inquérito se encontra em segredo de justiça.
De recordar que no primeiro processo, dois agentes da PSP, de 21 e 24 anos, foram acusados de tortura e violação pelo Ministério Público, visando sobretudo toxicodependentes, sem-abrigo e estrangeiros.
Os dois arguidos foram acusados pelo Ministério Público de crimes de tortura, abuso de poder, violação, ofensas à integridade física, entre outros.
Na acusação é referido que os dois agentes agrediam pessoas que tinham detido com "socos e chapadas e coronhadas na cabeça, tendo inclusivamente filmado e fotografado algumas dessas situações e as respetivas vítimas".
O Ministério Público conta na acusação que os agentes escolhiam maioritariamente toxicodependentes, pessoas que cometeram pequenos delitos, muitos com nacionalidade estrangeira e ilegais, ou em situação de sem-abrigo.
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