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Um novo estudo apurou que o horário a que vai dormir pode estar ligado a um maior risco de demência.
Assim, o ritmo circadiano de cada pessoa - normalmente definido como o relógio biológico interno de 24 horas de corpo - mantém o organismo a funcionar num padrão saudável de sono.
Embora o ritmo circadiano da maioria das pessoas seja regulado automaticamente, fatores como os níveis de luz pode desequilibrá-lo, noticia a Fox News.
Os especialistas realçam que pessoas com ritmos circadianos fortes geralmente conseguem manter horários regulares para dormir e fazer exercício físico, mesmo com as mudanças de horário ou da estação do ano.
No caso daqueles com um ritmo circadiano mais fraco há uma maior probabilidade das mudanças de luz e horário perturbarem o seu relógio biológico.
O novo estudo, publicado na revista Neurology, tentou apurar se essas disfunções desempenham um papel no risco de demência em adultos mais velhos.
Os investigadores acompanharam mais de 2.000 pessoas durante uma média de 12 dias para estudar os seus padrões de repouso e atividades rítmicas.
A idade média dos participantes era de 79 anos e nenhum apresentava demência no momento do estudo. Estes foram divididos em três grupos com base na intensidade dos seus ritmos circadianos.
No grupo daqueles com os ritmos mais fortes, 31 de 728 pessoas desenvolveram demência, em comparação com 106 de 727 pessoas no grupo com os ritmos mais fracos.
Após ajustes para fatores como a idade, a pressão arterial e doenças cardíacas, os pesquisadores descobriram que as pessoas no grupo com o ritmo cardíaco mais fraco apresentavam um risco quase 2,5 vezes maior de desenvolver demência.
Pessoas cujo pico de atividade ocorreu às 14h15 ou mais tarde apresentaram um risco 45% maior de desenvolver demência em comparação com aquelas cujo pico de atividade ocorreu mais cedo. Cerca de 7% das pessoas no grupo com pico de atividade mais cedo desenvolveram demência, em comparação com 10% no grupo com pico de atividade mais tarde.
Também se constatou que as pessoas que mantinham níveis de atividade mais baixos registavam ritmos circadianos menos estáveis.
IN:NM
