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Notícias Freiras excomungadas por aproximação a seita... terão vendido arte sacra

Lordelo

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"O tribunal de primeira instância de Briviesca concedeu a liberdade condicional às duas ex-freiras detidas na quinta-feira, que estão a ser investigadas por apropriação indevida de bens culturais", indicou o tribunal num comunicado.


Segundo a instância judicial, o antiquário acusado de receber as obras de arte sacra também foi libertado sob fiança.


Estas duas freiras fazem parte de um grupo de religiosas espanholas excomungadas em 2024 pelo Vaticano após se aproximarem de uma seita considerada herética pela Igreja Católica.


As freiras clarissas, em rutura com a hierarquia eclesiástica, continuam a ocupar o convento de Santa Clara de Belorado, a 50 quilómetros da cidade de Burgos, apesar de uma decisão judicial que ordenava a sua expulsão do local, pertencente à Igreja Católica. As freiras recorreram da decisão e o processo ainda está em curso.


No comunicado divulgado hoje, o tribunal espanhol não forneceu detalhes sobre as obras alegadamente roubadas, mas, segundo o jornal El País, as freiras teriam participado no tráfico de objetos de culto provenientes do convento.


Foi realizada uma busca ao local na manhã de quinta-feira.


"Não cometemos nenhum crime e não temos nada a esconder", defendeu-se uma das freiras num vídeo publicado na sua conta do Instagram na noite de quinta-feira.


O anúncio do tribunal marca um novo episódio nas tensões entre estas freiras excomungadas e a Igreja, um caso muito mediatizado em Espanha, um país de tradição católica.


Num manifesto de 70 páginas, estas irmãs clarissas justificaram, na primavera de 2024, a sua rutura com a Igreja por uma alegada perseguição da sua hierarquia, que, segundo elas, fez fracassar um projeto de aquisição pela sua comunidade de outro convento, situado no País Basco espanhol.


As freiras qualificaram o então Papa Francisco de "usurpador", apontaram um suposto "caos doutrinário" no Vaticano e anunciaram que se colocariam sob a autoridade de um padre excomungado, Pablo de Rojas Sánchez-Franco.


Este religioso, fundador da Piedosa União de São Paulo Apóstolo, reivindica o "sedevacantismo", uma corrente que considera heréticos todos os papas que sucederam a Pio XII (1939-1958).


Foi expulso da Igreja Católica em 2019 pelo arcebispo de Burgos.

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