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Notícias Hospital demorou quatro anos a diagnosticar cancro. Doente morreu

Lordelo

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O Serviço de Saúde da Andaluzia foi alvo de uma denúncia por negligência após a morte de um paciente de 70 anos, em Sevilha.


Segundo a queixa apresentada, o homem deslocou-se durante quatro anos a várias unidades de saúde da região, sem que nenhuma conseguisse descobrir qual era o seu problema de saúde.


O homem queixava-se de mal-estar persistente, perda de peso e dores constantes, desde novembro de 2020. O doente foi sujeito a vários exames, descartando-se sempre a hipótese de ser acompanhado a nível oncológico.


O diagnóstico final e definitivo chegou precisamente em novembro de 2024, altura em que lhe foi descoberto um cancro na garganta, já em fase avançada e inoperável.


Assim, escreve a Telecinco, aquilo que se apresentou sempre como um problema de saúde menor, acabaria por se tornar, devido ao diagnóstico tardio, na causa da sua morte.


O homem acabou por morrer em fevereiro deste ano. O utente, que já se encontrava sob cuidados paliativos, sofreu uma crise em sua casa, tendo a sua família ativado de imediato a ajuda de emergência médica. A ambulância, denunciam também, demorou duas horas a chegar ao destino.


O doente daria entrada no Hospital Virgen del Rocío de Sevilla, onde o seu óbito acabou por ser declarado.


A família está agora a estudar a interposição de ações penais por possíveis crimes de homicídio negligente e omissão, nomeadamente omissão do dever de prestar serviços de saúde e abandono das funções do serviço público.


"Pedimos uma investigação para apurar responsabilidades e evitar que mais famílias passem pelo mesmo", fez saber o advogado José Antonio Sires, que salienta que todas as pessoas têm direito a uma assistência "digna e oportuna".


O mesmo profissional faz referência a uma espécie da padrão de erros estruturais que podem pôr em risco a vida dos pacientes. Neste caso específico, a acusação refere que o hospital falhou no diagnóstico bem como na resposta urgente de que o homem precisava.


Esta queixa surge depois de uma outra situação semelhante marcar pela negativa o Serviço de Saúde da Andaluzia. Um outro homem foi diagnosticado com cancro após mais de três anos a deslocar-se a centros de saúde, sem que o seu problema ficasse resolvido.


Neste caso, a família denunciou que foi receitado ao doente analgésicos para acalmar as dores, ao invés de lhe realizarem exames que poderiam ter detectado o cancro ainda numa fase em que era tratável.


O Serviço de Saúde Andaluz deverá responder perante os tribunais por estas acusações de negligência.

IN:NM
 
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