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"O Governo aprovou o projeto de lei sobre a denúncia do acordo de criação da CEI, redigido em Minsk [Bielorrússia], em 08 de dezembro de 1991 - o Protocolo ao Acordo de Criação da CEI -, redigido em Almaty [Cazaquistão], em 21 de dezembro de 1991, e o projeto de lei sobre a denúncia do Estatuto da CEI, adotado em Minsk, em 22 de janeiro de 1993", noticiou a agência de notícias da Moldova Unimedia.
A decisão de iniciar estes procedimentos fora anunciada em 20 de janeiro pelo vice-primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros moldovo, Mihai Popsoi, seguindo-se a necessária aprovação do parlamento.
Os responsáveis de Chisinau acusaram a presidência da Federação Russa (Kremlin) de tentar desestabilizar o país localizado junto perto do mar Negro, designadamente através de financiando a partidos da oposição, depois de a Moldova ter vindo a apoiar a Ucrânia desde o início da invasão russa.
O 'divórcio' moldavo da CEI valeu críticas por parte dos principais opositores da política pró-europeia da Presidente da Moldova, Maia Sandu, como a do antigo chefe de Estado moldovo e líder do partido socialista local, Igor Dodon, que classificou a decisão como "absolutamente inaceitável".
"Vamos continuar a via da diplomacia popular e das relações interparlamentares, num esforço para preservar a participação da Moldova na CEI e restabelecer relações estratégicas com a Rússia e os [outros] países", escreveu Dodon na plataforma digital Telegram.
A Rússia reconheceu o direito da Moldova a deixar a CEI, embora tenha considerado a decisão prejudicial para os cidadãos devido à "situação económica catastrófica" da antiga república soviética.
"Os índices de pobreza ultrapassaram os 30% e a percentagem de pessoas com baixos rendimentos atingiu os 65%", afirmou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, acrescentando que o défice comercial da Moldova aumentou 29,5% nos primeiros 11 meses de 2025.
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