Nelson14
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Mulher, que quase morreu 80 vezes, é conhecida por ter 23 tipos de alergias

Karen Brammer, de 40 anos, diz que já quase morreu 80 vezes e arrisca sua vida cada vez que ela sai, por ter muitas alergias graves. A mulher mora Shefford, Bedfordshire, Inglaterra.
Ela entrou em choque anafilático 80 vezes e também teve de desistir de seu sonho como enfermeira, porque ela tem uma alergia séria ao látex.
Suas alergias também significam que ela raramente sai de férias e não fica ao ar livre durante os meses de verão. Brammer disse: "No ano passado eu estava lutando por minha vida depois de ser picada por uma vespa. Eu tive de manter a calma senão eu sabia que eu ia morrer”.
As alergias de Karen incluem frutas, como o kiwi; látex, vespas e penicilina. O látex é encontrado em balões, canetas, câmeras, equipamentos de televisão, carros, goma de mascar, corrimãos de escada rolante, sacos plásticos, selos, sapatos e em muitos outros lugares.
"Felizmente, eu levo um kit médico com EpiPens, inaladores, anti-histamínicos, lista das minhas alergias e meus contatos de emergência, bem como cartões, que podem ser usados para obter ajuda se minha garganta fecha e eu não posso mais falar”, explica Karen. Enquanto a maioria das pessoas pode ter drogas para ajudá-las no hospital, Karen encontra dificuldades, pois é alérgica a 16 medicamentos diferentes.

Quando ela era adolescente, descobriu que tinha uma doença auto-imune que afetava seu sistema imunológico e fazia com que seu corpo atacasse certos órgãos, como rins, bexiga, intestino, sistema nervoso e sangue. Ela disse: “Levei quatro meses e meio para me recuperar de uma picada de vespa, devido a várias reações e ao grande impacto em outras condições crônicas. Eu fiquei confinada dentro de casa durante os quatro meses desde que fui picada, para evitar que fosse picada novamente”. “Eu não conseguia tirar os cães para uma caminhada, não podia ir para o trabalho, e sofri majoritariamente financeiramente, pois sou trabalhadora autônoma e não recebo auxílio para doença”, afirma Karen.
Eventualmente, Brammer perdeu seu negócio de jardinagem, devido à sua alergia à vespa. Isso era algo que ela tinha construído depois de ter de deixar seu sonho de trabalhar como uma enfermeira.
Ela disse: “Minha vida poderia ser muito mais fácil se atitudes em relação a alergias fossem alteradas. Uma maior consciência sobre as alergias das pessoas, sobre o que desencadeia alergias e pesquisa nesse ramo ajudaria os alérgicos lidarem e viverem com isso”.
"Pequenas mudanças na rotulagem dos produtos poderiam me salvar, e outros também, de uma vida em risco de reação alérgica, que é o que acontece quando o conteúdo do produto é mal rotulado”.

Karen, muitas vezes, se sente isolada e restrita por causa de suas alergias. Se ela é convidada para um restaurante, festa ou qualquer outro evento social, tem de se preocupar se haverá balões, kiwi, ou faixas elásticas – ou qualquer coisa que contenha látex -, ou o tempo do ano, antes de aceitar.
No entanto, ela está determinada a não deixar suas alergias arruinarem sua vida. Ela disse: “Eu sou uma sobrevivente, eu fui forçada a mudar a minha vida de muitas maneiras, mas mantenho-me positiva”.
Lynne Regent, CEO da Campanha de Anafilaxia disse: "O caso de Karen destaca como a alergia grave pode afetar a vida das pessoas. Oferecemos suporte e informação aos pacientes como Karen e suas famílias que vivem com essa condição a cada dia"
Fonte: DailyMail Foto: Reprodução / DailyMail