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Os novos parceiros da União Europeia

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A postura ameaçadora de Donald Trump obrigou a Europa a acelerar acordos comerciais que estavam parados à décadas. Primeiro com o Mercosul, mais recentemente com a Índia.

O aumento do tom das ameaças de Donald Trump levou a Europa a acelerar acordos comerciais que estavam pendentes há décadas. Primeiro o acordo com os países do Mercosul e agora com a Índia. É a abertura do Velho Continente com antigos parceiros, mas para onde vender e comprar custava muito dinheiro. Na prática, as exportações e importações com os dois mercados vão ficar mais baratas. No início do ano ficaram assinadas as novas regras comerciais com o Mercosul, uma área comercial que junta quatro países da América do Sul: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. O acordo promete acabar com tarifas ou reduzi-las em mais de 90 por cento dos produtos. Os automóveis, por exemplo, pagam tarifas até 35 por cento e com este acordo vão reduzir gradualmente. O vinho hoje em dia paga quase 30 por cento de taxa e o objetivo é desaparecer. O mesmo acontece com produtos como o chocolate, máquinas industriais, produtos químicos e farmacêuticos. Mas este acordo ainda não está garantido. O Parlamento Europeu votou a favor do envio da legislação para a justiça europeia. A análise pode fazer com que o acordo fique novamente suspenso até dois anos. E na rua há quem seja contra. Os agricultores de vários países europeus saíram à rua e os protestos em Bruxelas, por exemplo, foram muito violentos. Dizem que é um acordo que abre porta a um mercado desigual e temem a qualidade dos produtos que a Europa vai importar. Pelo contrário, o Governo português saudou o acordo com o Mercosul.

Mas este não foi o único. A União Europeia também firmou um novo tratado comercial com a Índia. Ursula Von der Leyen diz que é o “maior de todos os acordos” e que abre porta a uma “zona de comércio livre com dois mil milhões de pessoas”. Aqui, por exemplo, o vinho passa a ter uma taxa de 30 ou 20 por cento consoante a gama, enquanto hoje em dia chega aos 150 por cento. Azeite, carne de carneiro e borrego podem mesmo ficar sem qualquer tarifa. Nos automóveis, a descida pode chegar até aos 10 por cento. Aos dias de hoje, as taxas superam os cem por cento. A União Europeia exporta em mercadorias 48,8 mil milhões de euros, enquanto importa 71,4 por cento, o que demonstra bem o saldo negativo da balança comercial. Portugal, por exemplo, tem vindo a crescer nas exportações para esse mercado. Em 2024, o nosso país exportou 273 milhões de euros em bens e serviços para a Índia.

Correio da Manhã
 
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