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Notícias Ovos de galinhas criadas ao ar livre mais caros: Compensa comprá-los?

Lordelo

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Os ovos de galinhas criadas ao ar livre não escapam aos aumentos e o preço "sofreu um acréscimo considerável", segundo dados da DECO PROteste. Afinal, compensa ou não comprar este alimento?


A organização de defesa do consumidor explica que, "em consonância com o aumento do custo do cabaz alimentar, o preço dos ovos de galinhas criadas ao ar livre também sofreu um acréscimo considerável".


Ora, contas feitas, "se, em janeiro de 2022, meia dúzia custava 1,14 euros, agora custa 2,12 euros", o que significa um aumento de cerca de um euro.


Compensa comprá-los? A análise da DECO PROteste


De uma maneira geral, a "frescura é uma garantia e não se encontraram bactérias nocivas", mas "aspeto menos positivo é a casca de alguns dos ovos de cinco marcas não estar totalmente limpa, facto que, além de desagradável, aumenta a probabilidade de estar, ou vir a ser, contaminado".


"Livres de bactérias patogénicas, tanto no interior, como no exterior, os ovos de galinhas criadas ao ar livre revelaram estar frescos. Mas no melhor ovo cai a pior nódoa. Alguns ovos não estão devidamente limpos, o que seria desejável. Isto porque a maior fonte de contaminação encontra‑se na casca. É sobretudo aqui que podem aparecer bactérias potencialmente patogénicas, como a salmonela, que podem contaminar outros alimentos, superfícies e os recipientes. Por essa razão, é preferível não partir os ovos na taça na qual vão ser misturados, em preparações que não vão ser cozinhadas", conclui a organização de defesa do consumidor.


Além disso, "apesar de a qualidade dos ovos ser boa, seja qual for o modo de criação das galinhas, a forma como são tratadas durante a sua vida é um tema sensível para cada vez mais consumidores".


"Porém, o modo de criação ao ar livre, embora seja um avanço em relação às gaiolas, mesmo que melhoradas, não está isento de críticas", conclui a organização.


De sublinhar que, "na produção de ovos de galinhas criadas ao ar livre, a lei estabelece que devem ter 'acesso contínuo' ao exterior durante o dia, mas introduz exceções vagas, como a possibilidade de restringir esse acesso 'por um período limitado nas horas matinais' com base em 'boas práticas agrícolas'".


"Esta formulação não define critérios objetivos e dificulta mecanismos de controlo rigorosos. Na prática, o tempo que as galinhas passam fora dos pavilhões fica largamente dependente da boa vontade do produtor, podendo abrir espaço para abusos e para uma utilização quase simbólica da designação 'ao ar livre'. Esta possibilidade pode enfraquecer a confiança do consumidor, que espera que essa classificação corresponda a condições reais de acesso ao exterior", explica a DECO PROteste.

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