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Notícias "Uma história marcada por muitas lacunas": mãe de Eliza Samudio exige esclarecimentos após aparecimento de passaporte

Roter.Teufel

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"Uma história marcada por muitas lacunas": mãe de Eliza Samudio exige esclarecimentos após aparecimento de passaporte

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Numa publicação na rede social Instagram, Sónia insiste que quer "respostas que ainda não foram dadas".

O aparecimento do passaporte de Eliza Samudio, num apartamento em Portugal, 15 anos após o seu homicídio, trouxe atenção novamente para o caso da modelo que, segundo justiça brasileira, foi assassinada pelo então guarda-redes do Flamengo, Bruno Fernandes, em 2010 no Brasil. A mãe de Eliza, Sónia Fátima Moura, diz agora que o caso tem várias lacunas e que os pontos não se encaixam.

Numa publicação na rede social Instagram, Sónia insiste que quer "respostas que ainda não foram dadas" e que as irá exigir junto das autoridades, acrescentando que esta é um história marcada por muitas lacunas que precisam de ser esclarecidas. "A minha filha merece respeito, verdade e justiça", pode ler-se na publicação.

Sónia falou do sofrimento e exaustão emocional que o aparecimento do passaporte trouxe à tona. "Em relação à matéria publicada ontem sobre o passaporte da minha filha, tudo o que tenho a dizer, neste momento, vem de um lugar de profunda dor e exaustão emocional", escreveu a mãe de Eliza.

Recorde-se que Eliza, na altura com 25 anos, desapareceu numa viagem de regresso a casa quando ia ter com o guarda-redes Bruno Fernandes, com quem tinha tido um filho (na altura com quatro meses) e cuja paternidade não era reconhecida. Desde então nunca mais foi vista.

Segundo o G1, em 2010, Eliza foi levada à força do Rio de Janeiro, Brasil, para uma propriedade do atleta onde terá permanecido até ser entregue a Marcos Aparecido dos Santos, ex-polícia, que, alegadamente, a terá asfixiado e feito desaparecer o corpo.

O bebé, de nome Bruninho, terá sido encontrado bem de saúde em Ribeirão das Neves.

Bruno Fernandes foi condenado em 2013 por homicídio, ocultação de cadáver e sequestro. A ex-mulher do guarda-redes, Dayanne Rodrigues, também foi julgada, mas não lhe foi aplicada nenhuma pena. O guarda-redes Bruno Fernandes está em liberdade condicional desde janeiro de 2023.

Correio da Manhã
 
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