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A advogada de José Sócrates, Sara Leitão Moreira, pediu renúncia com efeitos imediatos, esta terça-feira, à defesa do antigo primeiro-ministro na Operação Marquês.
"O meu raciocínio é no sentido em que um tribunal tem de olhar para o processo, tem de olhar para a tramitação e verificar se está a surtir efeito ou não", começou por explicar a advogada, em declarações aos jornalistas, à porta do tribunal.
Sara Leitão Moreira, que esteve apenas 18 minutos dentro da sala de audiência, renunciou devido ao facto de o tribunal não ter dado mais do que 10 dias para a advogada se inteirar do processo.
"Eu acredito na justiça, amo muito aquilo que faço e tendo a fazer aquilo que, dentro da lei, está ao meu alcance para que efetivamente a justiça seja realizada. Agora, depende do tribunal a sua aferição e a justa composição do litígio. A única coisa que possa fazer é utilizar as armas que tenho para fazer o meu trabalho. Se não me deixam fazer o meu trabalho, eu não estou aqui a fazer nada", sublinhou.
Recorde-se que a jurista, que era a quarta advogada que José Sócrates mandatou para preparar a sua defesa, tem escritório em Coimbra e, segundo o seu Linkedin, uma carreira conciliada com a vida académica, enquanto professora assistente.
Num requerimento a que a Lusa teve acesso, o principal arguido da Operação Marquês informa o Tribunal que passou "uma terceira procuração à Sr.ª Dr.ª Sara Moreira" para o representar e, citando a Convenção Europeia dos Direitos Humanos, recorda que também Sara Moreira irá pedir tempo para se preparar.
A quarta advogada escolhida por José Sócrates, Sara Moreira, "pedirá, como é legitimo e justificado face à dimensão do processo, prazo para a preparação da defesa", refere o requerimento que cita um artigo da Convenção Europeia dos Direitos Humanos que dá aos acusados "como mínimo" o direito a "dispor do tempo e dos meios necessários para a preparação da sua defesa.
IN:NM
