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Afeganistão. Primeira execução pública desde tomada do poder talibã

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Duas novas explosões abalam centro da capital do Afeganistão




Duas explosões foram ouvidas hoje no centro de Cabul, provocando incêndios e pânico na capital afegã, num contexto de escalada de tensão entre o Afeganistão e o vizinho Paquistão.



Duas novas explosões abalam centro da capital do Afeganistão






O porta-voz do governo talibã, Zabihullah Mujahid, informou que as deflagrações ocorreram após a explosão de um camião-cisterna e de um transformador elétrico, provocando incêndios em vários quarteirões do centro da cidade.



As forças de segurança talibãs isolaram a área e ambulâncias foram vistas a circular em alta velocidade pelas principais avenidas, enquanto densas colunas de fumo negro eram visíveis no céu da capital.



Segundo várias testemunhas, o impacto das explosões partiu janelas de vários edifícios, deixando o chão coberto de vidro e detritos.



Na semana passada, Cabul já tinha sido atingida por duas explosões de grande magnitude, que o governo talibã atribuiu ao Paquistão.



Esses ataques antecederam confrontos armados na fronteira entre os dois países, que se prolongaram até hoje e que provocaram dezenas de mortos, agravando a crise diplomática entre Cabul e Islamabad.




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Paquistão e Afeganistão chegam a acordo para cessar-fogo de 48 horas




O Paquistão e o Afeganistão aprovaram um cessar-fogo de 48 horas a partir de hoje, anunciou a diplomacia paquistanesa após vários dias de confrontos entre os dois países.


Paquistão e Afeganistão chegam a acordo para cessar-fogo de 48 horas





"O Governo paquistanês e o regime talibã afegão (...) decidiram instaurar um cessar-fogo temporário a partir das 18:00 de hoje [menos quatro horas em Lisboa], pelo período de 48 horas", disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros num comunicado.



"Durante este período, ambas as partes esforçar-se-ão sinceramente por encontrar uma solução positiva para este problema complexo, mas resolúvel, através de um diálogo construtivo", acrescentou, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).



Um porta-voz em Cabul disse que o governo dos talibãs ordenou ao exército afegão que respeitasse o cessar-fogo com o Paquistão.



"O Emirado Islâmico ordena também a todas as forças que respeitem este cessar-fogo", disse o porta-voz do governo talibã, Zabihullah Mujahid, nas redes sociais, citado pela AFP.



O anúncio do cessar-fogo seguiu-se a bombardeamentos realizados hoje pelo exército paquistanês contra alvos dos talibãs afegãos e de grupos rebeldes próximos dos fundamentalistas em Cabul e Kandahar, segundo fontes de segurança paquistanesas.


"O Paquistão realizou ataques de precisão nas províncias de Kandahar e Cabul exclusivamente contra esconderijos dos talibãs afegãos e dos 'khawarij'", disseram as fontes de segurança aos meios de comunicação locais.


Islamabad usa o termo 'khawarij', que designa os primeiros dissidentes do Islão no século VII, para se referir aos militantes do Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), que reúne talibãs paquistaneses e que atua ao longo da fronteira com o Afeganistão.


O novo ciclo de violência entre os dois países, que têm relações instáveis, foi desencadeado por explosões ocorridas em Cabul e no sudeste do país em 09 de outubro.


As explosões foram atribuídas ao Paquistão pelo governo talibã, que posteriormente lançou uma operação na fronteira.



Desta vez, o governo talibã não acusou o Paquistão, mas confirmou a explosão de um camião-cisterna e de um transformador elétrico em Cabul, sem dar mais detalhes.



Já as fontes da segurança paquistanesas disseram que foi atingido o centro e a liderança dos talibãs paquistaneses em Cabul.



Também foram visados quartéis dos talibãs afegãos e da brigada fronteiriça em Kandahar, no sul do Afeganistão.


Os alvos foram "cuidadosamente selecionados e estavam isolados da população civil", disseram as fontes aos jornalistas paquistaneses, segundo a agência de notícias espanhola EFE.


"O Exército do Paquistão está plenamente capacitado para dar uma resposta adequada a qualquer ato de agressão", acrescentaram.



Os confrontos armados da semana passada entre os dois países do sul da Ásia fizeram 23 mortos entre os soldados paquistaneses, segundo Islamabad, enquanto Cabul admitiu ter sofrido pelo menos nove baixas.



Na segunda e na terça-feira, a situação manteve-se calma, mas agravou hoje novamente com novos confrontos fronteiriços, durante os quais os quais morreram 12 civis afegãos, segundo os talibãs, e "entre 15 e 20 combatentes", de acordo com Islamabad.



A Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (Manua) afirmou ter registado "dezenas de civis mortos e feridos", enquanto o relator especial da ONU Richard Bennett apelou à "máxima contenção".



Desde a queda de Cabul para os talibãs em 2021, as relações entre o Afeganistão e o Paquistão atravessam o momento mais tenso em vários anos.


Islamabad acusa o regime dos talibãs de dar abrigo ao TTP, enquanto o governo afegão nega as acusações e denuncia incursões paquistanesas ao longo da fronteira comum.



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Pelo menos 40 mortos em confrontos fronteiriços entre Afeganistão e Paquistão




Quarenta civis foram mortos e 170 ficaram feridos na quarta-feira em confrontos na fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão, antes da entrada em vigor de uma trégua temporária, informaram hoje autoridades de saúde afegãs.




Pelo menos 40 mortos em confrontos fronteiriços entre Afeganistão e Paquistão






O balanço foi divulgado por Karimullah Zubair Agha, diretor de Saúde Pública da província fronteiriça de Spin Boldak (no sul do Afeganistão), que confirmou que todas as vítimas reportadas eram civis que foram atingidos durante combates violentos registados na quarta-feira.



Após dias de trocas de fogo e ataques aéreos que agravaram a tensão entre os dois países vizinhos, Islamabad e Cabul acordaram uma cessação das hostilidades por 48 horas na noite de quarta-feira, com o objetivo de desanuviar a crise e retomar o diálogo.



A ONU apelou a um fim imediato dos confrontos e à proteção da população civil, avançando números preliminares inferiores --- pelo menos 17 a 18 mortos e mais de 340 feridos do lado afegão --- e alertando para o risco de desestabilização regional.



Os incidentes concentraram-se no eixo Spin Boldak (província de Kandahar, Afeganistão) e Chaman (província do Baluchistão, Paquistão), uma das principais passagens fronteiriças para o comércio bilateral e frequentemente palco de tensões.



Os dois lados trocam acusações de responsabilidade pelo agravamento da violência.



A recente trégua levou ao abrandamento dos combates, mas postos fronteiriços permaneceram parcialmente encerrados e o tráfego de mercadorias registou fortes condicionamentos, com as autoridades locais à espera de avaliações adicionais e de novos contactos políticos.



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Cheias e fortes nevões causam pelo menos 12 mortos no Afeganistão




Pelo menos 12 pessoas morreram e 11 ficaram feridas no Afeganistão devido a fortes nevões e cheias repentinas nos últimos três dias, que destruíram quase 300 casas em quase um terço das províncias do país.


Cheias e fortes nevões causam pelo menos 12 mortos no Afeganistão





"Doze cidadãos perderam a vida e outros 11 ficaram feridos", afirmou na quinta-feira um porta-voz da Autoridade Nacional de Gestão de Catástrofes do Afeganistão, em declarações divulgadas pela cadeia de televisão TOLO.



O porta-voz informou ainda que "um total de 274 casas foram completamente destruídas e 1.558 parcialmente destruídas" nas províncias de Kapisa, Parwan, Daikondi, Uruzgan, Kandahar, Helmand, Badgis, Faryab, Badakhshan, Herat e Farah.



As inundações também afectaram grandes áreas de terras agrícolas e pomares, bem como infra-estruturas públicas, incluindo oito mesquitas, 209 quilómetros de estradas, oito pontes e 27 empresas, de acordo com o portal de notícias Kabul Now.



Além disso, a queda de neve em algumas províncias bloqueou as principais estradas e deixou viajantes isolados.



Em 21 de dezembro, a agência das Nações Unidas para os Refugiados alertou para a enorme vulnerabilidade dos 2,8 milhões de afegãos que tiveram de regressar ao país da Ásia Central, pedindo 250 milhões de euros para financiar a assistência.



O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) disse que cerca de 2,8 milhões de refugiados afegãos tiveram de regressar ao seu país, provenientes do Paquistão e do Irão, este ano, solicitando cerca de 250 milhões de euros para prestar assistência de emergência, incluindo abrigo temporário, artigos de socorro essenciais e serviços de proteção para apoiar as famílias à sua chegada.



Sem apoio internacional urgente, a combinação de migrações em grande escala, vulnerabilidades persistentes nos países vizinhos e uma grave escassez de financiamento pode aprofundar ainda mais a crise humanitária no Afeganistão, alerta a ACNUR.



No caso do Paquistão, em abril entrou em vigor a segunda fase do chamado Plano de Repatriação para Estrangeiros Ilegais contra os afegãos sem documentos no país, e no Irão os repatriamentos aceleraram drasticamente a partir de março, com a implementação de um novo sistema de retorno que afetou mais de dois milhões de afegãos na república islâmica.



Estes regressos em massa sobrecarregaram a capacidade de muitas províncias no Afeganistão e aumentaram o risco de novos deslocamentos internos dos repatriados, muitos dos quais tinham abandonado o país por medo de represálias do regime fundamentalista talibã, novamente no poder desde 2021.



Cerca de seis milhões de refugiados afegãos, na sua maioria sem documentos, vivem atualmente no estrangeiro, a maioria no Irão e no Paquistão, de acordo com os números do Ministério dos Refugiados e Repatriação do Afeganistão, citados pela Europa Press.




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