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Chefes da diplomacia chinesa, alemã e francesa discutem Ucrânia e comércio
Reuniões ocorreu à margem da Conferência de Segurança de Munique.
Os chefes da diplomacia alemã, chinesa e francesa realizaram uma cimeira trilateral, à margem da Conferência de Segurança de Munique, na qual abordaram fricções comerciais entre Pequim e a União Europeia (UE) e a guerra na Ucrânia.
"Esperamos que a China use a sua influência para garantir uma paz duradoura para a Ucrânia", indicou na sua conta oficial na rede social X o ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Johann Wadephul, depois de aludir ao "perigo para a segurança europeia" que representa não só a invasão russa, mas também o "apoio" prestado por "terceiros".
O comunicado chinês limita-se a indicar que os três representantes discutiram esta sexta-feira "questões de interesse comum, como a crise na Ucrânia", fórmula habitualmente utilizada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros do país asiático para se referir a esse conflito.
De acordo com o comunicado, o chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, afirmou que a conjuntura internacional "enfrenta as mudanças mais profundas e complexas desde a Segunda Guerra Mundial", referindo-se especificamente ao auge "do unilateralismo, do protecionismo e das políticas de poder".
Quanto às tensões existentes entre Pequim e Bruxelas, especialmente em matéria comercial, Wang apelou ao "esclarecimento do rumo" das relações entre a China e a UE, afirmando que as partes "são parceiras, não adversárias".
"A interdependência não é um risco, os interesses cruzados não são uma ameaça e a cooperação aberta não afetará a segurança. O desenvolvimento da China é uma oportunidade para a Europa, e os desafios para a Europa não vêm da China", afirmou o ministro chinês.
Wang exortou Wadephul e o seu homólogo francês, Jean-Noël Barrot, a que os países de ambos "ajam de acordo com os próprios interesses e com o interesse geral da UE", e pediu que Bruxelas adote uma postura "racional e pragmática" em relação ao gigante asiático.
De acordo com o comunicado chinês, Wadephul mostrou-se disposto a "consultar a China para resolver os atritos comerciais e promover o desenvolvimento equilibrado das relações económicas e comerciais entre a China e a UE", enquanto Barrot indicou que os laços de Paris, Berlim e Bruxelas com Pequim "podem avançar em paralelo sem conflitos".
Wang também manteve reuniões individuais com ambos os ministros. Na reunião com Wadephul, pediu que a Alemanha e a China "sejam uma força estabilizadora para um mundo turbulento" e destacou a importância dos laços económicos na relação bilateral, prometendo mais oportunidades de mercado para as empresas alemãs.
"Temos fortes laços económicos. Precisamos de mercados abertos e comércio livre. A concorrência deve ser justa e baseada em regras. As distorções do mercado e as restrições à exportação não beneficiam os nossos interesses e prejudicam a nossa economia», acrescentou Wadephul numa das suas mensagens no X.
Por sua vez, da reunião com Barrot, Wang destacou que as relações entre a China e a França "têm mostrado uma inércia positiva e de progresso" desde a visita do Presidente francês, Emmanuel Macron, ao país asiático no ano passado.
De acordo com o comunicado chinês, os ministros também abordaram a questão nuclear iraniana, mas não foram fornecidos mais detalhes a esse respeito.
Correio da Manhã
Reuniões ocorreu à margem da Conferência de Segurança de Munique.
Os chefes da diplomacia alemã, chinesa e francesa realizaram uma cimeira trilateral, à margem da Conferência de Segurança de Munique, na qual abordaram fricções comerciais entre Pequim e a União Europeia (UE) e a guerra na Ucrânia.
"Esperamos que a China use a sua influência para garantir uma paz duradoura para a Ucrânia", indicou na sua conta oficial na rede social X o ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Johann Wadephul, depois de aludir ao "perigo para a segurança europeia" que representa não só a invasão russa, mas também o "apoio" prestado por "terceiros".
O comunicado chinês limita-se a indicar que os três representantes discutiram esta sexta-feira "questões de interesse comum, como a crise na Ucrânia", fórmula habitualmente utilizada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros do país asiático para se referir a esse conflito.
De acordo com o comunicado, o chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, afirmou que a conjuntura internacional "enfrenta as mudanças mais profundas e complexas desde a Segunda Guerra Mundial", referindo-se especificamente ao auge "do unilateralismo, do protecionismo e das políticas de poder".
Quanto às tensões existentes entre Pequim e Bruxelas, especialmente em matéria comercial, Wang apelou ao "esclarecimento do rumo" das relações entre a China e a UE, afirmando que as partes "são parceiras, não adversárias".
"A interdependência não é um risco, os interesses cruzados não são uma ameaça e a cooperação aberta não afetará a segurança. O desenvolvimento da China é uma oportunidade para a Europa, e os desafios para a Europa não vêm da China", afirmou o ministro chinês.
Wang exortou Wadephul e o seu homólogo francês, Jean-Noël Barrot, a que os países de ambos "ajam de acordo com os próprios interesses e com o interesse geral da UE", e pediu que Bruxelas adote uma postura "racional e pragmática" em relação ao gigante asiático.
De acordo com o comunicado chinês, Wadephul mostrou-se disposto a "consultar a China para resolver os atritos comerciais e promover o desenvolvimento equilibrado das relações económicas e comerciais entre a China e a UE", enquanto Barrot indicou que os laços de Paris, Berlim e Bruxelas com Pequim "podem avançar em paralelo sem conflitos".
Wang também manteve reuniões individuais com ambos os ministros. Na reunião com Wadephul, pediu que a Alemanha e a China "sejam uma força estabilizadora para um mundo turbulento" e destacou a importância dos laços económicos na relação bilateral, prometendo mais oportunidades de mercado para as empresas alemãs.
"Temos fortes laços económicos. Precisamos de mercados abertos e comércio livre. A concorrência deve ser justa e baseada em regras. As distorções do mercado e as restrições à exportação não beneficiam os nossos interesses e prejudicam a nossa economia», acrescentou Wadephul numa das suas mensagens no X.
Por sua vez, da reunião com Barrot, Wang destacou que as relações entre a China e a França "têm mostrado uma inércia positiva e de progresso" desde a visita do Presidente francês, Emmanuel Macron, ao país asiático no ano passado.
De acordo com o comunicado chinês, os ministros também abordaram a questão nuclear iraniana, mas não foram fornecidos mais detalhes a esse respeito.
Correio da Manhã
