Cidades Perdidas Redescobertas!

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O ser humano tem a mania de imaginar o passado como maior que o presente; isso porque nos parece que os Antigos tinham algum conhecimento que nós perdemos. Tal ideia é reacendida por descobertas arqueológicas esplêndidas de cidades importantes que ninguém sabia que existiam antes. Ao longo da história, as cidades entraram em decadência por uma variedade de motivos, e sem uma população residente, ficaram perdidas na história por séculos até serem redescobertas. Sempre que são discutidas cidades perdidas, recordamos sempre da Atlântida. Embora não haja uma forte evidência de que Atlântida realmente existiu (além do conto alegórico de Platão), muitas cidades sofreram o destino suposto da Atlântida: serem engolidas pelo mar!
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Pavlopetri - Cidade Pré-Grécia Clássica!

Pavlopetri era uma cidade pré-Grécia Clássica, que foi erguida na Idade da Pedra e persistiu até 1000 A.C. O local submerso ofereceu aos arqueólogos uma perspectiva única sobre a vida nesse local. A cidade foi provavelmente submersa pela elevação dos mares e a subsidência do solo causada por terramotos. Como o nível do mar oscilou muito ao longo da existência humana, é provável que existem outros locais submersos aguardando serem descobertos.
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O Mistério Anasazi!

Considerada uma das civilizações indígenas mais antigas da América, os Anasazi viviam nos Estados Unidos, numa região que actualmente se encontra dividida nos Estados do Arizona, Novo México, Utah e Colorado. Oriundos de regiões do norte, os Anasazi estabelecerem-se no sul dos E.U.A. e construíram prédios de argila, onde passaram a residir a partir do ano de 600 D.C.
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Os Anasazis constituíram uma civilização notável ao formarem as técnicas desenvolvidas por eles para conseguir captar os recursos hídricos necessários a uma região tão desértica como aquela onde viviam. Eles obtinham a água de lençóis freáticos próximo, ou de outras regiões mais longínquas através de canais, também armazenavam água das raras chuvas em cisternas. A partir deste sistema, conseguiam praticar agricultura de milho, abóbora e feijão, e sustentar milhares de pessoas.

A sua civilização deixou vários monumentos litúrgicos em diferentes locais, dos quais dois destes foram classificados como património mundial pela UNESCO. Os restos encontrados mostram um conhecimento de cerâmica, tecelagem e irrigação. Além disso faziam observações dos movimentos solares e usavam símbolos que, até ao momento, não foram decifrados. Possuíam uma astronomia altamente desenvolvida que influenciava directamente a sua arquitectura. Suspeita-se que tal astronomia estava associada a motivos religiosos.
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A sociedade Anasazi era complexa, e como tal, ela foi subdividida em classes dominantes e classes subalternas. As classes subalternas trabalhavam para as dominantes, criando um padrão de vida de relativo conforto para estas. É provável que as classes dominantes fossem formadas por guerreiros e sacerdotes, que conheciam astronomia, e guiavam o povo. A sociedade Anasazi era formada não só por um, mas vários grupos, que controlavam cada um seu "Pueblo", ou seja, o povoado onde viviam.

Não se sabe ao certo o motivo da decadência desta sociedade. Pensa-se que o declínio foi devido ao desmatamento das florestas próximas aos Pueblos. Isso teria ocasionado uma escassez de material para construção das vigas dos prédios, além de terem aprofundado os lençóis freáticos, anteriormente próximos a superfície. Esses eventos coincidiram com uma terrível seca, que reduziu ainda mais os escassos recursos das populações. Os Pueblos então entraram em guerra, e os sobreviventes migraram para outras regiões. O seu desaparecimento está relacionado com a lenda do Pássaro de Fogo, o qual se acredita que as suas aparições coincidiam com certas datas de alinhamento estelar.

O povo Pueblo, nativos americanos do sudoeste dos E.U.A., são nomeados pelas aldeias (Pueblos) que construíram. Embora existam actualmente comunidades pueblos, a mais famosa, os Anasazi, floresceu entre 900 e 1200 D.C. Considera-se que os actuais descendentes dos índios Anasazi são os índios Pueblo (como os Zuni e os Hopis) mas não se sabe ao certo se realmente existe continuidade étnica entre estes povos e os Anasazi ou apenas continuidade geográfica.

O nome "Anasazi" é assim chamado pelos Navajos contemporâneos ao antigo povo construtor de cidades. A palavra "Anasazi" significa "os antigos" ou "os antigos inimigos" em língua Navaja. Os índios Hopis usam a palavra "Hisatsinom" já que consideram a palavra anasazi desrespeitosa. Por último, os historiadores sob a designação Anasazi agrupam algumas culturas similares que residiram na mesma zona como os Hohokam, Los Mogollon e os Pataya, que desapareceram todas antes do século XVI.

O Palácio Cliff é a maior moradia dos Anasazi construída na América do Norte. Está situado no Parque Nacional Mesa Verde, no Colorado, no sudoeste dos Estados Unidos. "Cliff Palace" (Palácio Cliff) foi construído na época de ouro dos Anasazi; a maioria dos edifícios é datado de 1200 D.C. A ocupação do local foi de curta duração e abandonada por volta de 1300 D.C. Permaneceu desconhecido no deserto até 1888. Cliff Palace era uma aldeia que supostamente foi abandonada. Embora o motivo do seu abandono não seja certo, a teoria amplamente aceita é que a primeira das grandes secas, que tem sido associada ao colapso da Idade do Ouro dos Anasazi, interrompeu a agricultura em toda a região.


 
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A Civilização Minóica de Creta!

A Civilização Minóica de Creta é nomeada em homenagem ao mítico rei Minos, construtor do labirinto. Há pouco material escrito desta civilização. Esta esplendorosa civilização foi ignorada até a virada do século XX. Com a descoberta do grande Palácio de Cnossos, as glórias dos Minóicos foram redescobertas. A Civilização Minóica de Creta é também conhecida como Civilização Cretense!
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Creta é a maior ilha da Grécia e forma a fronteira sul do mar Egeu, ao mesmo tempo que é o elo principal de ligação de uma Cadeia de ilhas menores. Também é o território mais meridional da Europa. Tem 250 km de comprimento e a sua paisagem é constituída por uma montanha de espinha com encostas suaves a norte e penhascos íngremes na costa sul. Os historiadores acreditam que por volta de 3000 A.C., as populações que habitavam a Ásia Menor navegaram até a Ilha de Creta e lá se instalaram. Com o passar dos séculos a população multiplicou-se dando origem à Civilização Cretense ou Minóica, formada por uma sociedade voltada ao comércio marítimo. O arqueólogo inglês Sir Arthur Evans foi o maior estudioso da Civilização Cretense. Foi ele que encontrou e escavou a Cidade de Cnossos.

Costuma-se dividir a história dos antigos habitantes de Creta em três períodos de civilização:
- A Civilização Egeia: Foram os primeiros habitantes da Ilha de Creta. Dedicavam-se à prática da agricultura e pastoreio de bois e cabras.
- A Civilização Cretense: Com o crescimento das actividades comerciais, foi criada uma unidade política, e a Ilha de Creta passou a ser governada por um rei.
- A Civilização Minóica: Civilização que iniciou-se após a destruição das cidades cretenses, provavelmente por um terramoto. As cidades foram reconstruídas de forma mais evoluída, notando-se a evolução cultural dos cretenses.

Diferenciação entre Civilização Minóica e Civilização Micénica:


Civilização Minóica (2600 A.C – 1450 A.C.). Também é conhecida como Civilização Cretense, por se localizar na ilha de Creta. Sabe-se muito pouco sobre os Minóicos, cujo nome provém de Minos, lendário rei de Creta. Há registos de escrita conhecida como Linear A, mas que ainda não foi decifrada pelos investigadores. Eram voltados para o comércio marítimo. Foram invadidos pelos Micénicos. Proeminência de figuras religiosas femininas. As produções em cerâmica desse povo possui um grande valor artístico, e alguns historiadores apontam que este é um dos principais produtos comerciais dos cretenses.

Civilização Micénica (1600 A.C – 1100 A.C). Conhecido também como Grécia da Idade do Bronze. Um Deus importante para os Micénicos era Poseidon. Eram dominados por uma aristocracia guerreira, sob o comando de um rei. Ao invadir Creta, adoptaram uma forma de escrita minóica para registar sua língua (linear B), considerada uma variante primitiva da língua grega. Eram grandes navegadores. Começaram a utilizar ferro e bronze, principalmente como armamento. Não se sabe ao certo como os Micénicos chegaram ao fim, mas a principal razão apontada pelos historiadores é a invasão dos Dórios, os quais destruíram toda a potência marítima. Creta, até então centro da Grécia, perdeu sua hegemonia, com sua divisão em cidades-Estado.

A Organização da Sociedade


Ao alcançar um grande desenvolvimento económico, formou-se uma Monarquia, e os governantes de Creta passaram a ser conhecidos como Minos, o mesmo que rei. Para abrigar a realeza foi construído os Palácios de Cnossos e Faístos.
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Interior do Palácio de Cnossos com os seus belos murais, azulejos da arte cretense e frescos.

O Rei Cretense exercia a função de chefe político e religioso. Acredita-se que os Cretenses formaram uma sociedade com quase nenhuma diferença de classes.
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Após um terramoto por volta de 1700 A.C., o Palácio de Cnossos foi reconstruído tornando-se
ainda maior e rodeado por um labirinto de corredores. Segundo a Mitologia Grega, o grande
labirinto foi criado para abrigar uma criatura selvagem, metade homem e metade touro: o
Minotauro!

O Mito do Minotauro

O Minotauro (touro de Minos) é uma figura mitológica criada na Grécia Antiga. Com cabeça e cauda de touro num corpo de homem, esta personagem povoou o imaginário dos gregos, com medo e terror. De acordo com o mito, a criatura habitava um labirinto na Ilha de Creta que era governada pelo rei Minos. Segundo o mito, o Minotauro nasceu em função de um desrespeito de Minos ao deus dos mares, Poseidon. O rei Minos havia feito um pedido a Poseidon para que ele o tornasse rei de Creta. Poseidon aceita o pedido, porém pede em troca que Minos sacrificasse, em sua homenagem, um lindo touro branco que sairia do mar. Ao receber o animal, o rei ficou tão impressionado com sua beleza que resolveu sacrificar um outro touro em seu lugar, esperando que o deus não percebesse.

Indignado com a atitude do rei, Poseidon resolveu castigar o mortal. Faz com que a esposa de Minos, Pasífae, se apaixonasse pelo touro, ficando grávida do animal. Nasceu desta união o Minotauro. Desesperado e com muito medo, Minos solicitou a Dédalos que este construísse um labirinto gigante para prender a criatura. O labirinto foi construído no subsolo do palácio de Minos, na cidade de Cnossos, em Creta.

Após vencer e dominar, numa guerra, os Atenienses, que haviam matado Androceu (filho de Minos), o rei de Creta ordenou que fossem enviados todos os anos, sete rapazes e sete raparigas de Atenas para serem devorados pelo Minotauro.

Após o terceiro ano de sacrifícios, o herói grego Teseu resolve apresentar-se voluntariamente para ir à Creta matar o Minotauro. Ao chegar à ilha, Ariadne (filha do rei Minos) apaixona-se pelo herói grego e resolve ajudá-lo, entregando-lhe um novelo de lã para que Teseu pudesse marcar o caminho na entrada e não se perder no grandioso e perigoso labirinto. Tomando todo cuidado, Teseu escondeu-se entre as paredes do labirinto e atacou o monstro de surpresa. Usou uma espada mágica, que havia ganhado de presente de Ariadne, colocando fim aquela terrível criatura. O herói ajudou a salvar outros atenienses que ainda estavam vivos dentro do labirinto. Saíram do local seguindo o caminho deixado pelo novelo de lã.
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O mito do Minotauro foi um dos mais contados na época da Grécia Antiga. Passou de geração em geração, principalmente de forma oral. Pais contavam aos filhos, filhos aos netos, e assim por diante. Era uma maneira dos gregos ensinarem o que poderia acontecer àqueles que desrespeitassem ou tentassem enganar os deuses.

O Nascimento da Escrita

Com o crescimento da sociedade os Cretenses desenvolveram a escrita. Foram encontrados placas de argila que continham uma escrita pictográfica muito parecida com a dos Egípcios, baptizada de Linear A. Havia também uma escrita grega antiga, baptizada de Linear B.
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Placas de argila encontradas em Creta.

Para melhor se protegerem de ataques dos povos invasores, foi criado um exército composto por tropas terrestres e Marinha de guerra.

Economia Cretense

Os Cretenses alcançaram um grande desenvolvimento económico graças ao comércio marítimo. Eles comercializavam produtos na região balcânica e na Ásia Menor, porta de entrada comercial para o Oriente. Na agricultura, os Cretenses deram importância ao cultivo de cereais, videiras, oliveiras. Os principais produtos comercializados por eles eram jóias, tecidos, armas e objectos feitos de bronze.

A Arte e a Arquitectura Cretense

As construções eram feitas de tijolos, pedra e barro. As moradias eram bem evoluídas para a época: palácios e algumas casas eram equipados com banheiros e possuíam canalização de água e esgoto.

Os Cretenses destacaram-se também na cerâmica, algumas construções eram decoradas com pinturas nas paredes. Eram desenhos de animais, plantas e outros desenhos que abordavam cenas da vida quotidiana da época.

A Religião Cretense

Os Cretenses tinham como principal divindade a Deusa Mãe que simbolizava fecundidade e fertilidade da terra. Por adorarem uma divindade feminina, a sociedade cretense dava grande importância as mulheres. Elas passaram a exercer a função religiosa de Sacerdotisa. Plantas e animais também eram adorados.
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Estátua representando a Deusa-Mãe ou então uma Sacerdotisa
Minóica durante um ritual. Creta, 1600 A.C.

Os Minóicos tinham uma religião matriarcal, isto é, adoravam exclusivamente divindades femininas. Os frescos descobertos pela arqueologia e ainda visíveis da civilização minóica revelam a importância conferida à mulher, as quais eram retratadas exercendo funções religiosas, administrativas e políticas. Os minóicos são considerados pacíficos, acreditavam que os deuses governavam tudo e a mulher era vista como fundamental para garantir a pacificação social.

O Declínio da Civilização de Creta

Após ser acometida por catástrofes naturais como terramotos, erupção vulcânicas e tsunamis, a sociedade cretense ficou enfraquecida e incapaz de defender-se de incursões invasoras de outros povos. Por volta de 1400 A.C, os Indo-Europeus invadiram a Ilha de Creta e conseguiram dominar toda a região. Primeiro foram os Aqueus, depois vieram os Dórios.

Os Cretenses foram os responsáveis pela formação da Civilização Grega. Ao invadirem a ilha de Creta, os Indo-Europeus (Aqueus, Dórios, Eólios e Jónios), assimilaram os costumes dos povos locais passando a difundi-lo por toda a Península Balcânica e litoral da Ásia Menor. Mas perto de Cnossos, está um posto avançado dessa civilização, Akrotiri, que fica na ilha de Santorini. Santorini, ou Thera, é a casa do vulcão Thera. Pensa-se agora que a explosão de Thera, por volta de 1600 A.C., uma das maiores erupções na história, provocou o colapso do império.

A descoberta de Akrotiri, em 1967, trouxe à luz frescos excepcionalmente bem preservados, casas de até três andares, e um complexo planeamento. O sistema de abastecimento de água sugere que o povo de Akrotiri tinha acesso a água corrente quente e fria, com a água quente fornecida pelo vulcão que os destruiu.
 
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Cidade Maia de Tikal - Uma Grande Cidade do Novo Mundo!

A cidade Maia de Tikal foi a capital de um reino Maia e uma grande cidade do Novo Mundo. O local foi ocupado entre 200 e 900 D.C. Graças à preservação quase perfeita da cidade, se sabe muito sobre a grandeza de Tikal no seu auge, assim como os reis poderosos que governaram.
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Vista aérea da cidade Maia de Tikal, na Guatemala.

Enquanto o local é por vezes, como outras ruínas do Novo Mundo, como sendo misteriosamente abandonado, pesquisas mostram que o local enfrentou problemas com o excesso de população, a qual a terra não poderia sustentar. As consequências originaram o abandono do local ao longo de vários anos, e a cidade foi invadida pela selva. Parece no entanto, que alguns moradores sabiam da sua existência durante esses anos, e rumores de uma cidade perdida na área persistiram.

A primeira expedição organizada à cidade Maia de Tikal, no norte da Guatemala, ocorreu em 1848, realizada pelo general guatemalteco, Modesto Méndez, estando até então encoberta por uma densa vegetação tropical. O que eles encontraram foi uma cidade esplendorosa: existem pirâmides de até 70 metros de altura, palácios reais, monumentos e uma arena para jogar um jogo de bola maia. Neste momento estão a descoberto mais de 3000 estruturas, compostas por pirâmides, palácios, templos, jogos de bola, túmulos, terraços, praças e arruamentos. Tikal foi colonizada entre 200 e 900 D.C., apesar de existirem vestígios anteriores à era cristã. Na sua fase de apogeu terá albergado cerca de 11.000 habitantes, desconhecendo-se o motivo do seu abandono.

Destacam-se três grandes complexos palacianos e cinco templos piramidais, conservando-se na praça principal o núcleo em melhor estado de conservação: Aqui se erguem as pirâmides como o Templo do Jaguar Gigante, de 45 metros de altura, e o Templo das Máscaras. A pirâmide mais alta do complexo, a do Templo da Serpente Bicéfala, alcança os 65 metros de altura, sendo considerada a mais alta construção de toda a América pré-colombiana.
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Templo de Jaguar com 45 metros de altura.







 
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Civilização Maia!

A extraordinária civilização Maia, desaparecida há 300 anos do continente americano, legou-nos maravilhas e conhecimentos que são até hoje, objecto de investigação de historiadores do mundo inteiro.
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A civilização dos Maias desenvolveu-se lentamente ao longo do primeiro milénio A.C., e alcançou o seu auge no século III D.C.. O território dos Maias abraçava quase toda a Guatemala, o ocidente de Honduras, Belize, e os actuais Estados de Yucatán, Quintana Roo, Campeche, parte de Chiapas e Tabasco, no México. Por volta do século XIII, a sociedade Maia entrou em colapso. Ainda hoje, não existe uma explicação que consiga responder a essa última questão envolvendo a trajectória dos Maias. Recentemente, um grupo de investigadores norte-americanos passou a trabalhar com a hipótese de que a crise desta civilização esteja relacionada à ocorrência de uma violenta seca que se teria estendido por mais de dois séculos. Sem centralização estatal que unificasse as cidades, os Maias desenvolveram uma cultura extremamente homogénea no tempo e espaço.

Organização e Sociedade

Nunca chegaram a formar um império unificado, facto que favoreceu a invasão e domínio de outros povos vizinhos. As cidades formavam o núcleo de decisões e práticas políticas e religiosas da civilização e eram governadas por um Estado Teocrático. O Império Maia era considerado um representante dos deuses no Planeta Terra.
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A grande Civilização Maia no filme "Apocalypto" de Mel Gibson.

A zona urbana era habitada apenas pelas seguintes classes dominantes:
- Nobres (família real);
- Sacerdotes (responsáveis pelos cultos e conhecimentos);
- Chefes Militares e Administradores do Império (cobradores de impostos).
Os camponeses, que formavam a base da sociedade, artesãos e trabalhadores urbanos, faziam parte das camadas menos privilegiadas e tinham que pagar altos impostos.

Economia e Agricultura!


O esplendor da sociedade Maia é fundamentalmente explicado pelo controle e as disciplinas empregadas no desenvolvimento da agricultura. Entre os vários alimentos que integravam a dieta alimentar dos Maias, podemos destacar o milho, produto de grande consumo, o cacau, o algodão e o agave. Para ampliar a vida útil de seus terrenos, os Maias costumavam organizar um sistema de rotação de culturas. A economia era baseada na agricultura e praticavam o comércio de mercadorias com povos vizinhos e no interior do império.

Cultura

A arte Maia tinha suma importância na preservação das tradições religiosas, ao mesmo tempo em que contava e reproduzia as feições de suas principais divindades. Expressava-se sobretudo, na arquitectura e na escultura: As suas monumentais construções eram adornadas com elegantes esculturas, estuques e relevos.
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Torre de Palenque.
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Observatório Astronómico de El Caracol.
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Pirâmide de Chichén Itzá.

Podemos contemplar suas pinturas nos grandes murais coloridos dos palácios. Utilizavam várias cores. As cenas tinham motivos religiosos ou históricos. Destacam-se os frescos de Bonampak e Chichén Itzá. Os murais e as esculturas relatavam a grandeza das dinastias que controlavam uma determinada cidade-Estado. Sendo indicada como uma família abençoada pelos deuses, as expressões artísticas Maias eram importantes na legitimação do poder político.

Os Maias trabalhavam com pedras, matérias em madeira e cerâmica para construírem estátuas e figuras em baixo relevo que adornavam os templos e demais construções urbanas. Na cidade de Bonampak encontram-se várias construções e pinturas da civilização Maia. No chamado Templo das Pinturas existem câmaras que relatam a história política, cultural e militar dos povos que se fixaram naquela região. Em outras regiões encontramos ainda o importante legado deixado pela arquitectura Maia.

Escrita

Utilizavam uma escrita hieroglífica que ainda não foi totalmente decifrada. Somente com o auxílio de computadores é que, recentemente, cerca da metade dos caracteres foram traduzidos. Toda esta dificuldade é proveniente da falta de um padrão simplificado onde um glifo representa um único som ou letra. A escrita dos Maias adopta o uso de um mesmo caractere para representar dois ou mais símbolos e sons. Ao mesmo tempo, um mesmo conceito poderia ser representado por caracteres completamente diferentes.
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Além de constituir uma forma de comunicação entre os Maias, a escrita também tinha uma vinculação religiosa. Os Maias acreditavam que a escrita era um presente dos deuses e por isso, deveria ser ensinada a uma parcela privilegiada da população. De maneira geral, utilizavam diferentes materiais para o registo de alguma informação. Pedras, madeira, papel e cerâmica eram os materiais mais recorrentes. Além disso, os Maias também fabricavam livros e códices confeccionados a partir de fibra vegetal, resina e cal.

Arquitectura


A arquitectura deste povo esteve sempre muito ligada à reafirmação de seus ideais religiosos. Várias colunas, arcos e templos eram erguidos em homenagem ao grande panteão de divindades celebrado pela cultura Maia. A face politeísta das crenças Maias ainda era pautada pela crença na vida após a morte e na realização de sacrifícios humanos regularmente executados.
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As cidades da civilização Maia contavam com avenidas, calçadas,
templos e palácios, configurando a grande engenhosidade de
suas construções.

Em Chichén Itzá e Tikal podem ser encontrados poços, pirâmides e palácios que demonstram a grande riqueza do traçado arquitectónico Maia. Espalhadas por toda Meso América, as cidades Astecas são grande fonte de conhecimento da cultura e da história Maia.

As Crenças Religiosas


A religião deste povo era politeísta, pois acreditavam em vários deuses ligados à natureza.

Os murais pintados surpreendem pelo realismo e pela capacidade para transmitir sentimentos. É o caso dos vasos de Bonampak, elaborados entre 600 e 800 A.C. na região mexicana de Chiapas. Eles mostram as cerimónias e os momentos que antecediam as batalhas, o seu desenvolvimento, e o sacrifício final dos prisioneiros. O jade era um material ritual e mágico mais valorizado do que o ouro. Era a jóia favorita. Os reis Maias utilizavam-na como dentes postiços. Uma vez enterrados, as máscaras fúnebres, cobriam o seu rosto, e depositavam na sua boca contas de jade e milho para saciar a fome no País dos Mortos.

O Calendário Maia

Os avançados conhecimentos que os Maias possuíam sobre astronomia, como eclipses solares e movimentos dos planetas, e sobre matemática, permitiram-lhe criar um calendário cíclico de notável precisão.

Na realidade são dois calendários sobrepostos: o Tzolkin, de 260 dias, e o Haab de 365 dias:

- O Haab era dividido em 18 meses de 20 dias, mais 5 dias livres. Para datar os acontecimentos utilizavam a "conta curta", de 256 anos, ou então a "conta longa", que principiava no início da era Maia. Eles determinaram com exactidão incrível o ano lunar, a trajectória de Vénus e o ano solar (365 dias, 5 horas, 48 minutos e 45 segundos).

Graças à exactidão do calendário, os Maias eram capazes de organizar as suas actividades quotidianas e registar simultaneamente a passagem do tempo, historiando os acontecimentos políticos e religiosos que consideravam cruciais.

Os Maias compreendiam o tempo não como uma medida linear - passado, presente e futuro - mas formado por ciclos que se repetem e constituem o "eterno tempo presente", da mesma forma que afirmava Pitágoras, de Samos, no século V A.C.
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O Calendário Maia previa o final do ciclo actual no ano de 2012, quando tudo
se extinguiria para o início de uma nova era.

O povo Maia concebia a Terra como um ser vivo orgânico, antecipando o pensamento dos ecologistas do nosso século e entendiam o tempo da mesma forma que o conceito de "Noosfera" de Teilhard de Chardin e o "Num" dos Egípcios, oceano cósmico de onde tudo flui e de onde plasmam todas as formas vivas. A sua vasta cultura é muito similar a do antigo Egipto, não só pela precisão matemática de seus monumentos (templos e pirâmides), mas pela maneira como interpretavam o sentido da vida.
 
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Timgad - Cidade Perdida no Deserto!

Timgad é a cidade perdida arquetípica das histórias de aventura. No passado uma cidade vibrante, fundada no deserto por ordem do Imperador Trajano, sobreviveu às revoltas do império e cresceu tornando-se uma cidade de comércio de grande porte. Timgad foi fundada no ano 100 D.C., sob o reinado do Imperador Romano Trajano como protecção militar contra os berberes da região. Foi erguida uma cidade tipicamente romana servida por tavernas, lojas, fórum e um grande teatro.
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Apesar da passagem do tempo e das invasões árabes e berberes, Timgad se mantém em bom
estado de conservação. O teatro foi utilizado durante muitos anos como receptor de espectáculos
de todo o Mediterrâneo.

No século V, renasceu como um centro da vida cristã. No século VII, os Vândalos levaram ao completo abandono da cidade. Entretanto, as areias do Saara cobriram o local e o preservaram até sua redescoberta, em 1881. Agora as ruínas da cidade dão uma visão como seria as cidades romanas das províncias africanas.

Vista aérea de Timgad com o Arco de Trajano.
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As ruas seguem um design perfeito, como seria de esperar de uma cidade construída sob encomenda. Hoje pode-se ver o Arco de Trajano, os locais de banhos e o Templo de Júpiter. O Templo de Júpiter era tão grande quanto o Panteão em Roma, mostrando a importância da cidade. No Fórum, lê-se a inscrição: "Para caçar, tomar banho, jogar e rir. Esta é a vida!".
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Arco do Trajano da cidade de Timbad - um dos muitos arcos espalhados pelo
Império Romano.




 
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Machu Picchu – A Cidade Perdida dos Incas!

Nenhuma lista de cidades perdidas está completa sem Machu Picchu. Esta cidade Inca fica situada na Cordilheira dos Andes, a 2400 metros de altitude, no vale do rio Urubamba, no Peru. Machu Picchu, que em quíchua significa Machu Pikchu, ou "Velha Montanha", é conhecida também por "Cidade Perdida dos Incas". Foi construída no século XV, sob as ordens de Pachacuti, 9º governante do Império Inca e seu primeiro imperador, entre os anos 1438 e 1471. Foi apenas habitada por um curto período de tempo, de 1450 a 1572, antes de ser abandonada como resultado da conquista espanhola da América do Sul.
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Como os espanhóis nunca encontraram a cidade, e os moradores não revelaram a sua
localização, Machu Picchu só chamou a atenção do Ocidente no início do século XX.

Foi o professor norte-americano Hiram Bingham quem à frente de uma expedição da Universidade de Yale, redescobriu e apresentou ao mundo Machu Picchu em 24 de Julho de 1911. Este antropólogo, historiador ou simplesmente, explorador aficionado da arqueologia, realizou uma investigação da zona depois de haver iniciado os estudos arqueológicos. Bingham criou o nome de "A Cidade Perdida dos Incas" ao lançar um livro com esse título.
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Hiram Bingham (1875-1956), explorador e político
dos Estados Unidos, redescobriu a cidade perdida
dos Incas, Machu Picchu em 1911. Mais tarde, foi
governador de Connecticut e membro do Senado
dos Estados Unidos.

Apenas cerca de 30% da cidade é de construção original, o restante foi reconstruído. As áreas reconstruídas são facilmente reconhecidas, pelo encaixe entre as pedras. A construção original é formada por pedras maiores, e com encaixes com pouco espaço entre as rochas. Consta de duas grandes áreas: a agrícola formada principalmente por terraços e recintos de armazenagem de alimentos; e a outra urbana, na qual se destaca a zona sagrada com templos, praças e mausoléus reais. A disposição dos prédios, a excelência do trabalho e o grande número de terraços para agricultura são impressionantes, destacando a grande capacidade daquela sociedade. No meio das montanhas, os templos, casas e cemitérios estão distribuídos de maneira organizada, abrindo ruas e aproveitando o espaço com escadarias. Segundo a história Inca, foi tudo planeado para a passagem do Deus Sol. Machu Picchu foi elevado à categoria de Património Mundial da UNESCO, tendo sido alvo de preocupações devido à interacção com o turismo por ser um dos pontos históricos mais visitados do Peru.

Ainda há debate sobre a função de Machu Picchu: seria um retiro real, ou um santuário religioso?

Há diversas teorias sobre a função de Machu Picchu, e a mais aceita afirma que foi um assentamento construído com o objectivo de supervisionar a economia das regiões conquistadas e com o propósito secreto de refugiar o soberano Inca e seu séquito mais próximo, no caso de ataque. Machu Picchu é a mais velha conhecida ruína inca, porém pouco se sabe de sua história. Nada é mencionado nas crónicas dos conquistadores espanhóis. Conta-se que a cidade foi poupada porque não sabiam de sua existência. Por isso ela durou ainda mais uns séculos. Machu Picchu foi também um grande centro de estudos, onde se ensinava Astronomia, Agronomia, Medicina e Arquitectura. Por isso, é considerada a primeira Universidade das Américas.

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Foram encontrados muitos esqueletos, sendo 80% de mulheres. Uma recente teoria diz que era a cidade das mulheres escolhidas do Inca e que já estava vazia quando os espanhóis chegaram à região. Isto explica porque não foi mencionada pelos conquistadores. Actualmente, os acessos a Machu Picchu, faz-se por meio de autocarros e comboios regulares, tornando-se um dos pontos turísticos mais importantes do Peru.


 
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Mohenjo-daro - Civilização do Vale do Indo!

Junto com as civilizações Egípcia e Mesopotâmica, a Civilizaçãodo Vale do Indo é considerada uma das mais antigas do mundo. A civilização do Vale do Indo atingiu o seu pico cerca de 2000 A.C., embora seja consideravelmente mais velha.
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Ciência, comércio, artesanato, religião e agricultura progrediram notavelmente. A natureza avançada desta civilização pode ser vista em Mohenjo-daro, com as suas ruas ordenadas e sistema de drenagem. Ao contrário de outros locais desta lista, não há palácio ou complexo, ou templo. Isso levou alguns a considerar a civilização do Vale do Indo como igualitária, no entanto sabemos muito pouco das pessoas que viviam em Mohenjo-daro, de modo que tal declaração não é definitiva. A inundação parece ter destruído a cidade, e novas cidades foram construídas directamente sobre as ruínas. O que causou seu abandono final não é claro, mas ocorreu por volta de 1800 A.C.. Mohenjo-daro só foi redescoberta em 1922.
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Petra - Tesouro Arqueológico do Médio Oriente!

A inclusão de Petra nessa lista pode ser controversa, já que se pode questionar se estava realmente perdida. Foi certamente abandonada, mas pode ter sido muito bem conhecida pelos locais. Importante enclave arqueológico na Jordânia, Petra situa-se na bacia entre as montanhas que formam o flanco leste de Wadi Araba, o grande vale que vai do Mar Morto ao Golfo de Aqaba, perto do Monte Hor e do Deserto de Zin.
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De qualquer forma, ela foi perdida do conhecimento ocidental por pelo menos mil anos. A cidade foi levada para o domínio romano em 103 D.C. Floresceu no deserto até que um terramoto destruiu seu sistema de água vital. Com outras cidades disponíveis, pareceu mais fácil simplesmente abandonar o local do que o reconstruir. A partir de então, o local foi deixado no deserto, atraindo apenas viajantes curiosos e ladrões de túmulos. Actualmente é um dos grandes tesouros arqueológicos do Médio Oriente. A cidade é meia construída, meia esculpida nas rochas vermelhas das colinas que habita. A arquitectura é uma fusão de nabateu, romano, grego e nativo.

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Troia - Cidade Mítica!

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"Cante, ó Musa, a ira de Aquiles, filho de Peleu". (Ilíada de Homero)

Assim começa a Ilíada de Homero, o texto fundamental da literatura ocidental. Por toda a importância colocada na Ilíada, foi por muito tempo pensado que Tróia era tão mítica quanto Atlântida. Então em 1871, um arqueólogo clássico autodidacta, Heinrich Schliemann, financiou uma escavação numa colina em Hissarlik, na Anatólia (Turquia). Onde em tempos antigos, uma cidade chamada Ilium (assim Ilíada) tinha estado, eles descobriram enormes muralhas defensivas do tipo descrito por Homero.
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Heinrich Schliemann (1822-1890)
arqueólogo clássico alemão, autor da
descoberta de Tróia da Ilíada de Homero.

Além das muralhas de Tróia, Schliemann descobriu jóias de ouro que apresentou como sendo as jóias de Helena. Este tesouro que se pensava perdido após a Segunda Guerra Mundial foi de facto, saqueado pelos soviéticos e pode ser encontrado no museu Pushkin. Escavações modernas do local revelam que a cidade era grande o suficiente para ser a base da lenda antiga. Eles também descobriram que foi fundada por volta de 3000 A.C. e destruída várias vezes. Cada nova cidade foi construída sobre as ruínas da passada. Há um intenso debate sobre qual destas camadas pode se relacionar com a cidade sitiada pelos gregos. Curiosamente, as paredes poderosas da cidade teriam muito superado qualquer armamento de cerco disponível por atacantes – isso é o que a Ilíada descreve, e explica a necessidade de artimanhas como o cavalo de Tróia.

História do Cavalo de Tróia!
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O Cavalo de Tróia foi um grande cavalo de madeira usado pelos gregos durante a Guerra de Tróia, como um estratagema decisivo para a conquista da cidade fortificada de Tróia, cujas ruínas estão actualmente em terras turcas. Tomado pelos troianos como um símbolo de sua vitória, foi carregado para dentro das muralhas, sem saberem que no seu interior se ocultava o inimigo. À noite, os guerreiros saem do cavalo, dominam as sentinelas e possibilitam a entrada do exército grego, levando a cidade à ruína. A história da guerra foi contada primeiro na Ilíada de Homero, mas ali o cavalo não é mencionado, só aparecendo brevemente na sua Odisseia, que narra a acidentada viagem de Odisseu de volta para casa. Outros escritores depois dele ampliaram e detalharam o episódio.
 
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Pompeia - Cidade Trágica!

"Havia alguns com tanto medo da morte, que rezavam para morrer"
(Plínio, o Jovem, sobre a erupção do Monte Vesúvio em 79 D.C.)

Seu tio, o grande ancião Plínio, tinha tomado a frota romana em toda a baía de Nápoles para resgatar as pessoas presas no sopé do vulcão. A expedição custaria a Plínio "O Velho", a sua vida, conforme as cidades de Pompeia e Herculano foram sufocadas em cinzas. As cinzas que destruíram tantas vidas, perfeitamente preservaram as duas cidades por 1700 anos.
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"Jardimdos Fugitivos", com os moldes em gesso das vítimas do Vesúvio.

Enquanto muitas vezes nós pensamos nos antigos romanos como um povo habitando um mundo perfeito de mármore branco, Pompeia revela uma cidade real, com muitas características que reconheceríamos hoje. Pompeia foi outrora uma cidade do Império Romano situada a 22 km de Nápoles, na Itália, no território do actual município de Pompeia. A antiga cidade foi destruída durante uma grande erupção do vulcão Vesúvio em 79 D.C., que provocou uma intensa chuva de cinzas que sepultou completamente a cidade.
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Ruínas da cidade romana de Pompeia e o vulcão Vesúvio ao fundo.

A cidade manteve-se oculta por 1600 anos, até ser eventualmente reencontrada em 1749. Cinzas e lama protegeram as construções e objectos dos efeitos do tempo, moldando também os corpos das vítimas, o que fez com que fossem encontradas do modo exacto como foram atingidas pela erupção. Desde então, as escavações proporcionaram um sítio arqueológico extraordinário, que possibilita uma visão detalhada na vida de uma cidade dos tempos da Roma Antiga.
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As marcas das bigas romanas puxadas a cavalo ainda são visíveis nas ruas.

Existem slogans políticos pintados nas paredes: "Vote para Sabino Popídio Lucius!". Existem ainda grafites nas paredes dos banheiros. Um mural mostra um motim que ocorreu ao redor do anfiteatro na cidade. Pompeia tem sido uma mina de ouro para os arqueólogos e é um local turístico.
 
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O Mistério de Pompeia!

Há amplos registos históricos que documentam que a cidade romana de Pompeia foi enterrada em cinzas, após a erupção catastrófica do Monte Vesúvio, em 79 D.C. Sabe-se que a cidade foi parcialmente destruída por um terramoto anos antes de o vulcão entrar em erupção, e que muitas de suas maiores casas já foram abandonadas antes da explosão final, que apagou a cidade para sempre.
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Em Agosto do ano 79 D.C, uma erupção do monte Vesúvio escureceu o céu e sepultou a cidade. As únicas crónicas confiáveis do ocorrido foram escritas por Plínio "O Jovem", numa carta enviada ao historiador Tácito. Plínio observou desde a sua vila em Miseno (30 Km do Vesúvio) um estranho fenómeno: Uma grande nuvem escura com forma de pinheiro saindo do cume do monte. Ao cabo dum tempo, a nuvem desceu pelas bordas do Vesúvio e cobriu tudo pelos arredores, incluindo o mar. Como Pompeia foi perfeitamente preservada na configuração exacta que tinha em 79 D.C, existem centenas de detalhes históricos que são totalmente estranhos aos olhos contemporâneos, incluindo estranhas estátuas decorativas, grafite, artes inexplicáveis, e condições de vida diferentes. Uma coisa é ler relatos históricos da Roma Antiga, e outra coisa é andar pelas ruas de uma cidade romana inalterada desde o auge do Império. Os mistérios da vida quotidiana são muitas vezes maiores do que os mistérios de como a civilização entrou em colapso. Actualmente, Pompeia é considerada Património Mundial pela UNESCO, sendo uma das atracções turísticas mais populares da Itália.

A explicação das mortes em Pompeia foi sempre justificada com o pretexto das rochas voadoras e da lava quente. Isto é o que continuam a contar, hoje em dia, aos turistas que visitam o local. Mas há um mistério em toda esta explicação, uma vez que os habitantes de Pompeia souberam, com bastante antecedência, que o vulcão ia entrar em erupção e no entanto, ficaram ali, esperando uma morte segura.

Porque não fugiram? Os restos encontrados demonstram que apenas houve danos ou tentativas de fuga. Então, como morreram?

O Canal História revela neste documentário a terrível verdade através de novas teorias científicas e reconstruções dramáticas que explicam o mistério dos seus habitantes.
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Çatal Hüyük, Turquia: A Cidade mais antiga do Mundo!

Çatal Hüyük, a cidade mais antiga do mundo, foi um povoamento neolítico descoberto no Planalto da Anatólia, na Turquia. Situada a 12 km da cidade Çumra e a 60 km da cidade de Konya, possui cerca de 450 metros de comprimento e 275 metros de largura, ocupando uma área aproximada de 9 hectares. Datando aproximadamente de 6700 A.C., Çatal Hüyük foi um dos primeiros locais agrícolas desenvolvidos no Médio Oriente.
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Na cidade Çatal Hüyük, as casas feitas de tijolos crus, tinha as suas portas nos tectos, por onde entravam os seus habitantes por uma escada de madeira. Não havendo ruas, os seus habitantes circulavam pelos telhados das casas. As entradas das casas eram muitas vezes marcadas com chifres de touros, e os membros da família quando morriam eram enterrados no chão, dentro das suas casas, em posição fetal.
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Religião:

Há indicações do culto a algum deus com características do touro. Além da cerâmica, há várias camadas de murais superpostas dentro das casas, alguns deles figurativos e outros em forma de padrões repetidos. Foram encontradas muitas esculturas, em osso ou modeladas, algumas representando uma figura feminina cujo significado é discutido pelos arqueólogos: seria talvez uma deusa ou uma imagem para propiciar a fecundidade. Um aspecto muito marcante de Çatal Hüyük são as estatuetas femininas. O arqueólogo Mellaart, que primeiro iniciou as escavações, argumenta que estas estatuetas confeccionadas de maneira cuidadosa, cravadas do mármore, rocha azul e castanho, xisto, calcita, basalto, alabastro e argila representam a idealização de uma divindade feminina ou a Deusa-Mãe. Embora houvesse divindade masculina, as estatuetas femininas são em número muitas vezes maior do que as masculinas, as quais sequer parecem ter alguma importância. Estas estatuetas achadas pelo arqueólogo Mellaart parecem ter sido santuários.
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Uma destas estatuetas conhecidas é a Cibele da Anatólia, uma sumptuosa deusa sentada
num trono e ladeada por duas leoas, que foi encontrada num compartimento de grãos, de
um dos celeiros da aldeia neolítica de Çatal Hüyük, provavelmente para proteger as colheitas.
 
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Palenque: Jóia da Arqueologia do México!

Palenque é o mais importante conjunto de ruínas Maias da América Central. Rivaliza com a cidade maia de Tikal, na Guatemala. Mas hoje é consenso entre os arqueólogos que Palenque foi culturalmente mais importante do que Tikal, pela quantidade de expressões arquitectónicas, artísticas e religiosas, encontradas ali desde que foi descoberta por exploradores espanhóis que chegaram a Chiapas no século XVI.
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Como uma das maiores e mais bem preservadas cidades Maia, Palenque é o centro do mistério de toda a civilização Maia, que dominou partes do México, Guatemala, Belize e Honduras, e em seguida, desapareceu subitamente. Embora os descendentes dos Maias ainda vivem no México e na América Central, ninguém sabe ao certo porque será que as grandes cidades maias ficaram em ruínas e foram abandonadas por volta de 1400? Existem várias teorias que explicam que as cidades maias foram abandonadas devido às guerras, à fome e às mudanças climáticas.

Palenque atingiu o seu auge durante o período clássico da civilização Maia, entre os anos de 700 e 1100. Como muitas cidades maias, Palenque tinha templos, palácios e mercados. Mas a cidade situada perto do que hoje é conhecido como a região de Chiapas, tem algumas das esculturas mais detalhadas e inscrições da civilização Maia, oferecendo importantes informações históricas sobre reis, batalhas e a vida quotidiana da civilização.

Sob o comando de K`inich Janaab`Pakal – Pacal "O Grande" – seu governante mais importante, que assumiu o poder no ano de 603, Palenque viveu o auge de construções de edifícios inovadores. Um dos projectos mais impressionantes foi o Palácio, com paredes e tecto cobertos de argamassa feita com conchas moídas e cal, moldadas com figuras que representam as cerimónias e actividades dos governantes e dos deuses.
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K'inich J'anaab Pakal (603-683), também conhecido como Pacal II ou Pacal "O Grande", foi
o governante maia de B'aakal cuja sede era a cidade de Palenque. Pacal II é o mais conhecido
dos senhores de Palenque em razão do desenvolvimento e sofisticação que B'aakal atingiu
durante o seu governo, bem como pela sua tumba, considerado um dos achados arqueológicos
mais importantes da Mesoamérica.
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O Templo das Inscrições, a imensa pirâmide que domina a praça
central de Palenque, também conta o dia-a-dia de quem governava
os Maias da cidadela. O edifício é um dos mais estudados do mundo
Maia, não apenas por ter uma função crucial (servir de monumento
funerário para o rei Pacal), mas também por ter as inscrições mais
detalhadas e importantes já encontradas por quem pesquisa o mundo
Maia. Há ainda painéis esculturais dentro da tumba de Pacal.
 
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Cahokia (E.U.A.)

Cahokia é a área de uma antiga cidade indígena (600-1400), localizada na planície de baixio norte-americana, entre Saint Louis Leste e Collinsville no Sudoeste de Illinois, através do Rio Mississippi, de St. Louis, Missouri. O local com cerca de 8,9 km2 incluiu 120 montes de terra estendendo-se através de uma área de 15,5 km2, dos quais 80 montes ainda existem.

Cahokia foi durante centenas de anos, a maior cidade da América do Norte. Os seus habitantes construíram enormes montes de terra e grandes praças que serviram de mercados e locais de encontro. Há fortes evidências de que os habitantes tinham práticas agrícolas muito sofisticadas, e que eles desviaram afluentes do Mississippi várias vezes para regar seus campos.
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Tal como os Maias, o povo de Cahokia estava no seu auge civilizacional entre 600-1400. Ninguém sabe ao certo porque a cidade foi abandonada, nem como a região era capaz de sustentar uma civilização urbana de alta densidade (até 40.000 pessoas) por centenas de anos. O exemplo notável da sua estrutura sedentária pré-urbana permitiu o estudo de um tipo de organização social sobre o qual não existem informações escritas.
 
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Derinkuyu: Antiga Cidade Subterrânea!

Derinkuyu é uma enorme e antiga cidade subterrânea que remonta ao Império Bizantino. Situada na região histórica e turística da Capadócia, na Anatólia central (Turquia). Não se sabe quando a cidade foi construída (algumas fontes dizem que no 7º século A.C), mas não teria atingido seu maior tamanho até ao período entre 500-1000, quando a cidade tinha cinco andares de profundidade, com espaço para 20.000 habitantes, além de pecuária, cozinhas, uma igreja, e uma instalação de vinificação.

Os moradores cavaram túneis e salas sob suas casas, sob a areia vulcânica da região central turca da Capadócia. Uma civilização subterrânea inteira foi prosperando aqui durante a Idade Média. Durante séculos, as pessoas fugiram para a área para encontrar um refúgio seguro contra os anticristãos, bandidos, e mais tarde, muçulmanos. Eventualmente, eixos longos foram escavados para conectar Derinkuyu com outras cidades subterrâneas na área. A cidade foi selada em determinado momento após o século X, e só foi reaberta ao público em 1969.

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As fontes escritas mais antigas sobre cidades subterrâneas são os escritos de Xenofonte. Na sua obra "Anábase", ele escreve que as pessoas que viviam na Anatólia escavavam suas casas debaixo da terra, vivendo em acomodações suficientemente grandes para toda a família, animais domésticos e armazenagem de alimentos.
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A cidade subterrânea de Derinkuyu fornecia refúgio para os habitantes da região como os primeiros cristãos perseguidos, e possivelmente, habitantes anteriores, como era o caso dos gregos, que se escondiam dos ataques repentinos dos árabes Omíadas e dos exércitos Abássidas. As cidades possuíam lojas de alimentos, cozinhas, estábulos, igrejas, prensas de vinho e azeite, poços de ventilação, poços de água e uma escola religiosa. A cidade subterrânea de Derinkuyu possui pelo menos, 8 níveis e profundidade de 85 metros, e poderia ter abrigado milhares de pessoas. Actualmente é a principal atracção turística local.
 
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Thonis-Heracleion: A Cidade Lendária!

No século VIII A.C. a cidade lendária de Thonis-Heracleion, foi a porta de entrada para o Egipto: uma cidade portuária cheia de monumentos incríveis, comerciantes ricos, e grandes edifícios. Thonis, como era conhecida pelos egípcios, e Heracleion, como era chamada pelos gregos, era o porto de entrada do Egipto para todas as embarcações provenientes da Grécia. Além disso, a cidade também tinha importância religiosa, graças à presença de um grande Templo de Amon e Khonsou. Mas por volta do século VIII D.C., devido a uma série de catástrofes submarinas, Thonis-Heracleion afundou-se completamente. Actualmente a cidade está totalmente submersa no Mar Mediterrâneo.
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Thonis-Heracleion começou o seu lento declínio após a ascensão de Alexandria. Mas eventualmente, a cidade foi engolida pelo mar, que já foi a fonte de sua riqueza. Ninguém sabe ao certo como isso aconteceu, mas pelo século VIII D.C., a cidade desapareceu. Provavelmente vítima de terramoto e outras catástrofes submarinas.

A descoberta da cidade lendária!

Durante todos esses séculos, embora se soubesse da existência da cidade lendária devido a registos históricos e algumas inscrições encontradas por arqueólogos, nunca alguém havia encontrado qualquer vestígio do porto. No entanto, após 13 anos de trabalhos, em 2000, a equipa liderada pelo arqueólogo francês Frank Goddio, conseguiu resgatar inúmeros artefactos, assim como descobrir mais sobre a história desta importante localidade. Além de jóias, moedas, objectos ritualísticos, peças de cerâmica e majestosas estátuas, os arqueólogos também encontraram mais de 700 âncoras e aproximadamente 60 embarcações naufragadas. Afinal o mito de Thonis-Heracleion é real, só estava adormecido abaixo da superfície do Mar Mediterrâneo, em Abu Qir Bay, no Egipto.
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Estela ordenada pelo faraó Nectanebo I (que viveu entre 378 A.C. e 362 A.C.), encontrada
em Thonis-Heracleion sendo tirada do fundo do Mar Mediterrâneo.
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Outro importante achado arqueológico: A Deusa Ísis adorada
como mãe e esposa, bem como patrona da natureza e da magia.
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A estátua de 5,4 metros que representa Hapi, o Deus das inundações
do Nilo e um símbolo da fertilidade e da abundância. A estátua
decorava o templo de Heracleion.

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Cidades Perdidas: Revelando A Cidade De Nan Madol


 

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Cidades Perdidas: Lendas Do El Dorado


 
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