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Os postos "low cost" (de marca branca ou de supermercados, por exemplo) podem ser vistos como uma alternativa mais económica na hora de abastecer o veículo face às gasolineiras premium - devido ao contexto atual em que os preços estão em máximos históricos.
A galopante escalada do custo do gasóleo e da gasolina das últimas semanas está a ser provocada pelo conflito no Irão e instabilidade no Médio Oriente, que tem feito subir o preço do petróleo nos mercados internacionais.
Voltando ao que importa neste artigo - a qualidade dos postos com combustíveis "low cost". Diz a sabedoria popular que "o barato pode sair caro". Mas será que isto se aplica à gasolina e ao gasóleo?
Segundo a Caetano, uma das grandes empresas do setor automóvel do país, os combustíveis de baixo custo são simples, sem aditivos. Estes químicos podem atuar no sentido de resultarem em melhorias de eficiência, desempenho, consumos e emissões poluentes - para além de poderem ter algumas vantagens do ponto de vista da manutenção e fiabilidade.
Mas, mesmo os combustíveis "low cost" têm de ter aditivos para cumprirem normas - embora em menor quantidade. E há padrões de qualidade mínimos e especificações definidas por lei que têm de ser cumpridas - sejam os combustíveis "normais" ou de baixo custo. Estabelecidas estão, igualmente, as regras do controlo de qualidade dos carburantes e as especificações das misturas de biocombustíveis com gasolina e gasóleo rodoviário.
Por outro lado, o produto combustível básico não é diferente: o petróleo importado é todo tratado nas mesmas refinarias e de forma idêntica. Então, neste aspeto, o perfil de segurança e qualidade não é diferente dos combustíveis nos postos "normais". Mas estes últimos podem ter aditivos para além do básico que as regras mandam.
Embora remonte a 2012, um estudo da DECO Proteste percorreu 12 mil quilómetros com quatro carros diferentes - cada um com o seu combustível - dois de marca branca, dois de uma gasolineira reputada.
A conclusão? Não existiam diferenças significativas no interior dos motores e dos depósitos, nem nos consumos feitos por cada veículo, independentemente do seu combustível.
Mais: esse mesmo trabalho "não encontrou diferenças significativas que justifiquem a diferença de preço entre as marcas".
Assim, e segundo reitera a DECO Proteste, "não há nenhuma razão para que um veículo que abasteça num posto de abastecimento, legalmente aberto ao público, tenha problemas a curto ou a longo prazo".
Perante isto, o ditado "o barato sai caro" pode mesmo não se aplicar aos combustíveis se a escolha for entre os "low cost" e os "normais" - claro que produtos adulterados ou que fujam às leis de outra forma, são um caso à parte.
Lá fora, o site Petro Industry News, no Reino Unido, aponta no mesmo sentido ao escrever que "em alguns casos os combustíveis de marca podem ter um desempenho melhor e melhorar ativamente o desempenho do motor". Mas, ao mesmo tempo - e a citar a The Automobile Association - ressalva, não há nada que indique que a gasolina e gasóleo baratos causem danos.
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