- Entrou
- Ago 4, 2007
- Mensagens
- 51,708
- Gostos Recebidos
- 1,256
O Banco de Portugal (BdP), o Banco Central Europeu (BCE) e vários outros bancos centrais têm avisado que os cidadãos devem ter algum dinheiro em casa para responder em situações de emergência, como crises ou guerras. Afinal, quanto dinheiro é que deve ter em casa?
Não há um montante definido, porque depende da dimensão e circunstância de cada agregado, mas "há quem entenda que se deve ter entre 70 e 100 euros por adulto e 30 euros por criança, portanto estamos a falar de 260 euros" para uma família com dois adultos e duas crianças, explicou esta quarta-feira Natália Nunes, da DECO, em declarações à TVI.
Natália Nunes explicou que este montante deve ser constituído por "notas pequenas e até algumas moedas", alertando também que os cidadãos não devem ter muito dinheiro guardado em casa "por questões de segurança".
Riksbank emitiu recomendação na semana passada
De recordar que o banco central da Suécia, o Riksbank, disse, na semana passada, que os cidadãos devem ter em casa mil coroas suecas (cerca de 94 euros), com o objetivo de conseguirem fazer pagamentos em caso de "interrupções temporárias, crises e, no pior dos casos, guerra".
Este valor, refira-se, é por pessoa ,"deve ser considerado como uma referência" e "destina-se a cobrir as despesas essenciais de uma semana", de acordo com o banco central daquele país.
Mais: "Sempre que possível, recomenda-se que as famílias mantenham dinheiro em notas de diferentes denominações".
Além disso, o Riksbank também aconselha que as "famílias tenham acesso a pelo menos dois cartões de marcas diferentes, como Visa e Mastercard".
As recomendações do banco central sueco surgiram numa altura de escalada das tensões e da guerra no Médio Oriente.
O conflito fez também recear uma crise económica global dado o impacto nos mercados de energia por estarem envolvidos alguns dos maiores produtores de petróleo e gás mundiais.
A cotação do barril do petróleo Brent para entrega em maio mantinha-se hoje de manhã no mercado de futuros de Londres estável face ao encerramento, com uma ligeira variação, subindo 0,33% para 88 dólares.
e acordo com os dados de mercado recolhidos pela agência de notícias espanhola EFE, às 07h00 de hoje (06h00 hora de Lisboa), o Brent, a referência europeia para o crude, subia 0,33% para 88,07 dólares.
Na terça-feira, a cotação do barril de petróleo Brent para entrega em maio terminou no mercado de futuros de Londres em forte queda de 11,28%, para os 87,80 dólares.
O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, fechou a sessão no Intercontinental Exchange a cotar 11,16 dólares abaixo dos 98,96 com que encerou as transações na segunda-feira.
O acentuado recuo do Brent foi atribuído às declarações de Donald Trump, de que os ataques israelo-norte-americanos ao Irão estariam praticamente terminados e de ter dito que está disposto a falar com os dirigentes iranianos.
Na terça-feira, o The Wall Street Journal noticiou que a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) propôs a maior libertação de reservas de petróleo da sua história para reduzir os preços do crude.
Os países do G7 afirmaram na terça-feira estar prontos para agir "com urgência, quando necessário, e com todas as ferramentas disponíveis" para estabilizar os preços do petróleo.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano".
IN:NM
