Portal Chamar Táxi

Kristin provoca o caos

kok@s

GForum VIP
Entrou
Dez 9, 2019
Mensagens
10,431
Gostos Recebidos
453

Mais de 50 carros sofreram danos em Portalegre devido a 'mar de lama'




Mais de 50 automóveis sofreram hoje danos em Portalegre devido ao 'mar de lama', com pedras à mistura, vindo da Serra de São Mamede, na sequência da passagem da depressão Leonardo, divulgou o município.


Mais de 50 carros sofreram danos em Portalegre devido a 'mar de lama'





Em comunicado, publicado nas redes sociais do município, a autarquian faz um "balanço do dia", indicando que foram registados "danos materiais em 52 veículos automóveis e vários edifícios, sem vítimas".



"De modo a prevenir situações de risco e garantir a segurança de todos, apela-se à população para que circule com especial prudência, respeite a sinalização temporária existente nos locais, utilize percursos alternativos e cumpra as recomendações das autoridades no local", lê-se no documento.



A Câmara de Portalegre acrescenta ainda que a evolução da situação está a ser "continuamente monitorizada e acompanhada" pela Proteção Civil e serviços municipais e municipalizados no terreno.



O município informa também que devido às inundações e derrocadas provocadas pela passagem da depressão Leonardo, durante a madrugada de hoje, "há várias vias cortadas ao trânsito" na cidade, nomeadamente a avenida de Santo António, onde a situação foi mais crítica, a fim de permitir a "remoção de detritos e a limpeza" de ruas e estradas.



Fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e proteção Civil do Alto Alentejo especificou que os locais mais atingidos na cidade foram a avenida de Santo António e a entrada principal do Hospital de Portalegre, tendo o alerta sido dado às 06:49.



"A ribeira galgou as margens e essa inundação fez literalmente os carros virem barreira abaixo", arrastando veículos, detritos e pedras, disse a mesma fonte, revelando que a entrada principal do hospital "ficou inoperacional".



Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.



A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.



As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.



O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro, abrangendo 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.





nm
 

kok@s

GForum VIP
Entrou
Dez 9, 2019
Mensagens
10,431
Gostos Recebidos
453

De 1962 a 2010: Esta é a cronologia das maiores cheias em Portugal




Os caudais dos rios no continente português mantêm-se hoje elevados e as cheias continuam a provocar prejuízos, com o mau tempo das últimas semanas a ter já provocado 12 mortes e centenas de feridos e desalojados.


De 1962 a 2010: Esta é a cronologia das maiores cheias em Portugal





Estas são as piores cheias dos últimos anos, com alertas para Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, mas também para a bacia do Tejo ou para rios no Algarve ou a norte do país, e com previsões de mais chuva.



Mas Portugal já viveu situações dramáticas no passado, também com mortos, feridos e desalojados.



É a seguinte a cronologia dos principais acontecimentos relacionados com cheias em Portugal:




1962 - Inundações no norte e no centro do país, especialmente no Douro e no Mondego. O número de mortes, de feridos ou de desalojados não foi divulgado.



1967 - Em 25 de novembro, grandes cheias, repentinas e durante a noite, na grande Lisboa e Vale do Tejo, especialmente nos municípios de Loures, Vila Franca de Xira, Odivelas e Alenquer, provocam centenas de mortes, cerca de 500 (também se noticiou 700), embora os números oficiais sejam de 427. Milhares de pessoas ficaram desalojadas. Foi a maior tragédia do século XX provocada por cheias.



1979 - Em fevereiro, cheias na região de Santarém duram nove dias e causam dois mortos, 115 feridos e 1.187 desalojados.


1983 - Em novembro, cheias rápidas em áreas urbanas densas provocam 10 mortes em Lisboa, Loures e Cascais. Cerca de 1.800 famílias ficaram sem casa.


1997 - Também em novembro morreram 11 pessoas no baixo Alentejo e 200 famílias ficaram desalojadas devido a chuvas intensas (ciclogénese explosiva) que numa só noite provocaram cheias devido à subida das ribeiras.



2010 - Em fevereiro registam-se 47 mortes na Madeira, principalmente no Funchal e no sul da ilha. Aluviões e cheias violentas provocaram também centenas de feridos e desalojados (250 e 600, respetivamente).





nm
 

kok@s

GForum VIP
Entrou
Dez 9, 2019
Mensagens
10,431
Gostos Recebidos
453

Marinha Grande apela a cedência de plataformas elevatórias com manobrador




O Município da Marinha Grande pediu hoje a colaboração de empresas e particulares para a cedência urgente de plataformas elevatórias com manobrador para apoiar a população na recuperação dos danos provocados pela depressão Kristin.


Marinha Grande apela a cedência de plataformas elevatórias com manobrador




"Estes equipamentos são essenciais para apoiar as equipas de reparação e estabilização de estruturas, que estarão no terreno nos dias 07 e 08 de fevereiro", sábado e domingo, apelou a Câmara.



Esta é, de acordo com o município, uma forma de dar "resposta às dezenas de ocorrências que continuam a colocar em risco a segurança de famílias e edificações".



"A cedência temporária destes meios será determinante para garantir a intervenção rápida em coberturas danificadas, estruturas instáveis e edifícios com risco acrescido devido às infiltrações e ventos fortes que persistem após a tempestade".




Os interessados em colaborar devem contactar o Serviço Municipal de Proteção Civil através do email [email protected].




O ponto de encontro é no estaleiro municipal, que fica na rua do Matadouro.




Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.




A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.




O Governo decidiu na quinta-feira prolongar até ao dia 15 de fevereiro a situação de calamidade para 68 concelhos em além do pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros que já tinha anunciado, disse que a partir de hoje seriam disponibilizados 275 Espaços de Cidadão e 12 carrinhas móveis.




Admitiu ainda a possibilidade de se libertar trabalhadores de obras públicas que estejam disponíveis para prestar serviço nas localidades mais afetadas pelo mau tempo.




nm
 

Lordelo

Sub-Administrador
Team GForum
Entrou
Ago 4, 2007
Mensagens
50,843
Gostos Recebidos
1,230

Homem morre após queda de telhado no concelho de Leiria​


naom_697cc43b2e6a7.webp


Segundo fonte do Comando Territorial de Leiria da Guarda Nacional Republicana, a vítima, em estado grave e paragem cardiorrespiratória, na sequência de queda de telhado, foi transportada para o Hospital de Santo André, em Leiria.


No hospital, foi confirmado o óbito.


O presidente da Junta de Freguesia da Ortigosa, Américo Coelho, explicou que o homem "subiu a um anexo onde estava um animal, para arranjar o telhado".


"Veio vento forte, que levantou um painel. Atingiu-o na cabeça", adiantou o autarca.


Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.


A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.


As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.


O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.


A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

IN:NM
 

kok@s

GForum VIP
Entrou
Dez 9, 2019
Mensagens
10,431
Gostos Recebidos
453

Quase 900 realojados em vários distritos do país, diz a Proteção Civil




Quase 900 pessoas tiveram de ser realojadas desde domingo devido ao mau tempo em Portugal continental, anunciou hoje o comandante nacional da Proteção Civil.


Quase 900 realojados em vários distritos do país, diz a Proteção Civil




"No total e até ao momento, foram deslocadas 884 pessoas, estando todas elas devidamente realojadas", disse Mário Silvestre na conferência de imprensa na sede Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, no distrito de Lisboa.



As evacuações ocorreram em vários distritos, disse o responsável, exemplificando: 37 pessoas foram retiradas de um acampamento em Viana do Castelo, uma idosa em São Martinho do Porto (Leiria), duas em Ferreira do Zêzere (Santarém), oito em Vila Chã de Ourique (Santarém), dez em Reguengo de Valada no Cartaxo (Santarém), 200 em Alcácer do Sal (Setúbal), 18 em Alcobertas (Santarém), nove em Alpiarça (Santarém), 16 em Grândola (Setúbal) e duas em Odemira (Beja).




Mário Silvestre lembrou que há ainda localidades isoladas no Cartaxo, Coimbra e Algarve, onde uma família de Alma Daninha (Vila do Bispo) recebe apoio dos bombeiros.



Em Reguengo de Alviela, no distrito de Santarém, a Proteção Civil está a "equacionar a evacuação" preventiva da população.



Com a precipitação a manter-se, a ANEPC alerta que os efeitos "vão continuar" e sublinha que o comportamento seguro dos cidadãos é crítico nesta fase.




Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.




A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.




As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.




O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.



nm
 

kok@s

GForum VIP
Entrou
Dez 9, 2019
Mensagens
10,431
Gostos Recebidos
453

"Cenário de guerra" em Portalegre deixa bispo preocupado com obra




O bispo da Diocese Portalegre- Castelo Branco considerou hoje "praticamente impossível" encontrar soluções rápidas para resolver os danos causados na quinta-feira numa obra diocesana, em Portalegre, pela depressão Leonardo.


Cenário de guerra em Portalegre deixa bispo preocupado com obra




Portalegre, 06 fev 2026 (Lusa) - O bispo da Diocese Portalegre- Castelo Branco considerou hoje "praticamente impossível" encontrar soluções rápidas para resolver os danos causados na quinta-feira numa obra diocesana, em Portalegre, pela depressão Leonardo.



"Está uma obra em curso, com prazos para cumprir e é praticamente impossível, mesmo um bispo, não acredita suficientemente em milagres para esperar soluções rápidas numa situação catastrófica como esta que se pode ver", disse, considerando que a cidade alentejana viveu um "cenário de guerra e de destruição", com os danos causados pela água, lama e pedras provenientes da Serra de São Mamede.




O Centro Social Diocesano de Santo António tem em curso uma obra na avenida de Santo António, a mais afetada, com o objetivo de criar um infantário, creche e tempos livres, no antigo edifício da Escola Superior de Saúde.




O projeto, com um investimento de cerca de dois milhões de euros, é financiado "em menos de metade" pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).




Segundo Pedro Fernandes, a conclusão da obra tem como "prazo limite o final do mês de junho" e o centro social esperava cumprir todos esses prazos estipulados.




A Câmara de Portalegre indicou na quinta-feira que o 'mar de lama', com pedras à mistura, vindo da Serra de São Mamede, na sequência da passagem da depressão Leonardo, provocou danos em 52 automóveis, tendo também sido registados prejuízos em edifícios.




Fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Alentejo especificou que os locais mais atingidos na cidade foram a avenida de Santo António e a entrada principal do Hospital de Portalegre, tendo o alerta sido dado às 06:49.




"A ribeira galgou as margens e essa inundação fez literalmente os carros virem barreira abaixo", arrastando veículos, detritos e pedras, disse a mesma fonte, revelando que a entrada principal do hospital "ficou inoperacional".




Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.




A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.



nm
 

kok@s

GForum VIP
Entrou
Dez 9, 2019
Mensagens
10,431
Gostos Recebidos
453

Quase um milhar de feridos no hospital de Leiria desde depressão Kristin




O hospital de Leiria recebeu quase um milhar de feridos com traumas desde 28 de janeiro, quando a depressão Kristin atingiu a região, de acordo com informação dada hoje na reunião diária da Comissão Municipal de Proteção Civil.


Quase um milhar de feridos no hospital de Leiria desde depressão Kristin




Os dados revelados indicam um acumulado de 984 feridos no Hospital de Santo André, em Leiria, que integra a Unidade Local de Saúde (ULS) da Região de Leiria.



A reunião decorreu nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde está instalado o centro de operações do município. Nela marcaram presença várias entidades, incluindo o presidente do conselho de administração da ULS da Região de Leiria, Manuel Carvalho.



As primeiras entradas naquele hospital foram resultantes do impacto direto da depressão, na madrugada de dia 28 de janeiro, sendo que, a meio da tarde desse dia, começaram a entrar feridos na sequência de trabalhos de limpeza e reconstrução.



A área de influência da ULS da Região de Leiria corresponde aos concelhos de Alcobaça, Batalha, Leiria, Marinha Grande, Nazaré, Ourém, Pombal e Porto de Mós. Compreende três hospitais (Leiria, Pombal e Alcobaça) e 10 centros de saúde.


As autoridades nacionais não indicam o número de feridos resultantes das tempestades que têm atingido Portugal continental na última semana, com o Ministério da Saúde a remeter para a Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde, que não disponibiliza os dados.



Desde dia 30 de janeiro, a agência Lusa tem tentado, junto de várias entidades oficiais nacionais, obter o número de pessoas que ficaram feridas no país desde que a depressão Kristin assolou parte do território nacional.


Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.



A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.




nm
 

kok@s

GForum VIP
Entrou
Dez 9, 2019
Mensagens
10,431
Gostos Recebidos
453

Cerca de 30 pessoas retiradas de aldeias de Azambuja por perigo de cheia




Cerca de 30 pessoas estão hoje a ser retiradas preventivamente nas localidades de Póvoa de Manique e Carvalhos, no concelho de Azambuja, devido ao risco de instabilidade num açude provocado pela chuva intensa, disse à Lusa fonte camarária.


Cerca de 30 pessoas retiradas de aldeias de Azambuja por perigo de cheia





"Temos aqui um açude, com uma quantidade significativa de água, que começou a romper e há um perigo de uma das vertentes deslizar", explicou à agência Lusa a vereadora da Proteção Civil da Câmara de Azambuja, Ana Coelho, adiantando que "por uma questão de segurança" o município está a retirar "as pessoas da Póvoa de Manique e de Carvalhos", que são as populações e as localidades que se prevê que sejam afetadas.



A autarca adiantou que as cerca de três dezenas de pessoas retiradas destas povoações, foram encaminhadas para o quartel dos Bombeiros Voluntários Alcoentre, "para se manterem em segurança".




Ana Coelho referiu que além desta situação verificada na zona mais norte deste concelho do distrito de Lisboa, continua a merecer a atenção das autoridades a subida das águas em Vila Nova da Rainha, onde na quinta-feira foi necessário retirar 10 pessoas de habitações.




"Em Vila Nova da Rainha continuam habitações em risco, não só agora também devido à depressão Marta que vem aí, em que se espera também bastante a chuva e vento, mas também relativamente às descargas das barragens e aumento de caudal da parte do rio Tejo", apontou.




Entretanto, a Estrada Nacional 3 (EN3), que atravessa esta localidade que esteve durante o dia de quinta-feira cortada ao trânsito, devido ao avanço das águas, reabriu hoje às 07:00.




Por outro lado, permanece isolada a aldeia ribeirinha do Porto da Palha, onde residem 12 pessoas.




"Neste momento, nós vamos mantendo contacto com eles e está tudo bem. Está tudo tranquilo", ressalvou.




Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.



nm
 

orban89

Moderador GForum
Team GForum
Entrou
Set 18, 2023
Mensagens
11,640
Gostos Recebidos
276

"Coração da polícia" de Leiria destruído pelo mau tempo​



 

kok@s

GForum VIP
Entrou
Dez 9, 2019
Mensagens
10,431
Gostos Recebidos
453

Cheias obrigam ao realojamento de 26 pessoas no Cartaxo




As cheias que afetam o concelho do Cartaxo obrigaram à deslocação de 26 pessoas das zonas ribeirinhas, sobretudo na freguesia de Valada e nas localidades junto ao rio Tejo, disse hoje o presidente da Câmara, João Heitor.


Cheias obrigam ao realojamento de 26 pessoas no Cartaxo




As situações mais graves registam-se nas aldeias de Porto de Muge, Valada, Reguengo e Palhota, bem como nas povoações da Ponte do Reguengo e de Santana, onde já existem casas inundadas "de forma severa", afirmou o autarca.



Segundo João Heitor, 26 pessoas foram retiradas das suas casas nas últimas horas, oito das quais acolhidas em estruturas preparadas pelo município, enquanto as restantes seguiram para casas de familiares e amigos.




Entre os espaços utilizados estão o Centro Paroquial de Valada e o Centro Paroquial de Vila Chã de Ourique.




O município tem ainda pronta uma estrutura de reserva com capacidade para acolher pelo menos 30 pessoas, com possibilidade de aumento caso seja necessário, tendo o autarca assegurado que toda a estrutura de proteção civil e parceiros locais está mobilizada.




A principal dificuldade, neste momento, é garantir a passagem de pessoas e bens para a freguesia de Valada.




João Heitor disse ainda que, para já, não foi necessária ajuda externa adicional, mas sublinhou que o município não hesitará em solicitá-la caso a situação evolua.



"A partir do momento em que achemos que isso possa ser necessário, não vamos hesitar em pedir apoio", frisou.




As cheias, agravadas pela depressão Kristin, já provocaram danos significativos no concelho, com impactos em empresas, explorações agrícolas e culturas, além de "algumas casas que já caíram" devido ao mau tempo, segundo o autarca.




O município espera que o Cartaxo possa vir a ser incluído na declaração de calamidade nacional, para que as respostas e apoios possam ser enquadrados nas medidas de emergência.




João Heitor disse ainda que o agravamento poderá depender das descargas das barragens espanholas e portuguesas e do temporal previsto para os próximos dias.




"Pode vir a piorar de forma significativa, por isso temos de estar preparados para tudo o que possa acontecer", alertou.




Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.




A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.


nm
 

kok@s

GForum VIP
Entrou
Dez 9, 2019
Mensagens
10,431
Gostos Recebidos
453

Com sede, às escuras e em silêncio, Leiria tenta despertar de um pesadelo




Muitas escolas reabriram, muitos voltaram aos empregos e as empresas tentam limpar as feridas, mas Leiria ainda não despertou completamente da depressão Kristin, que atingiu duramente a região.


Com sede, às escuras e em silêncio, Leiria tenta despertar de um pesadelo



"Foi um pesadelo isto. Só quem cá esteve é que imagina o que foi e o que ainda é", afirma Joana Félix, passeando com o filho, recém-nascido, nas ruas de Monte Real, Leiria.



Joana Félix trocou Queluz por uma casa no concelho de Leiria - para "fugir à confusão", diz sorrindo - e poder criar em paz os dois filhos, o mais velho com três anos, que está no jardim infantil do Outeiro da Fonte, Leiria.




O equipamento no Outeiro da Fonte já funciona, mas o de Monte Real não. Junto ao jardim de Monte Real, homens trabalham para cortar um sobreiro que caiu sobre o edifício, levantando passeio. À porta, num papel impresso, molhado pela chuva, lia-se o seguinte texto desbotado: "Encerrado até voltar água, eletricidade, comunicações".




"Fui a Lisboa passar a semana, voltei e isto continua assim. Não é possível estar aqui sem rede e sem eletricidade e hoje já não há água outra vez", desabafa a educadora, moradora do Outeiro da Fonte.




A alguns quilómetros, na zona industrial da Cova das Faias, técnicos de uma empresa contratada da Rede Elétrica Nacional estão a reparar postes de muito alta tensão, desde as primeiras horas do dia seguinte à tempestade.




"Quarta-feira foi o dia dos mortos e de abrir as estradas. Só na quinta, começámos a trabalhar, mas temos trabalho para um mês só na linha de muito alta tensão. As outras vão demorar ainda mais tempo", refere um funcionário da empresa, que está há mais de uma semana em Leiria, vindo de Penafiel.




Leiria e a Marinha Grande são o centro nevrálgico português da indústria dos moldes e dos plásticos e, entre as duas cidades, a TJ Moldes de João Faustino é um dos retratos da catástrofe, com dois pavilhões arrasados e equipamentos ao relento.




"Foi a primeira fábrica que construí aqui, depois de virmos de um pequeno barracão", recorda o empresário, enquanto mostra a destruição a um cliente estrangeiro.




Ao lado, o funcionário administrativo Pedro Rato empurrava uma máquina de corte de ferro, com a ajuda de outros operários da empresa, procurando transportar o equipamento, com uma empilhadora, para uma zona protegida.



Pedro Rato trabalha na TJ Moldes há 18 anos e, após a tempestade, a prioridade foi "tapar os buracos de casa", mas desde segunda-feira está na fábrica.




"Eu fazia planeamento e acompanhamento da produção, hoje faço o que for preciso", afirma Pedro Rato, que teme o impacto desta tempestade no setor dos moldes.



"Nós já tínhamos muitos problemas por causa da falta de trabalho", porque os "carros elétricos precisam de menos peças e isso tem sido um problema para a Marinha Grande", explica.




Ao lado, uma máquina de "injeção de plásticos para testar moldes" está no armazém destruído, protegido pela chuva com uma lona publicitária de um festival gastronómico de Gondomar.



"Estou aqui desde quarta-feira às 8 da manhã, ainda havia vento", diz à Lusa Mário Gomes, enquanto acarta entulho da parede derrubada. E apontando para a máquina, acrescenta: "Não sei de onde vieram as lonas, mas agradecemos muito, porque sem isso as máquinas não iriam aguentar".




"Se isto fosse em Lisboa, o país parava, mas como é aqui, ninguém liga, até porque o nosso primeiro-ministro (PSD) acha que não se passou nada", insiste, em Monte Real, Joana Félix, que também critica a autarquia (PS).




"Estivemos cinco dias sozinhos, até a junta nos aparecer. Até lá ninguém apareceu", recorda.




"Sei que Lisboa é Lisboa e o resto é paisagem. Mas aqui Leiria é a cidade e o resto é paisagem. O resto somos nós", lamenta a recém-eleitora de Leiria, principalmente num momento em que "ter eleições tão importantes" para o país.




O presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, aceita a crítica e reconhece que ainda há muito a fazer no concelho.



"Compreendo e aceito, porque as pessoas têm direito a estar indignadas", mas "tivemos de definir prioridades de resposta", diz.




"Esta tempestade atingiu todos, pobres e ricos, meios urbanos e rurais. Tudo de uma rajada", afirma, destacando o "ímpeto grotesco e demolidor" da depressão.




A "prioridade tem sido repor a eletricidade onde é possível ou nos meios mais populosos", justifica, embora admitindo que a "comunicação pós-catástrofe tem de ser transparente e isso nem sempre tem acontecido".




Gonçalo Lopes recusa o "discurso do coitadinho ou do desgraçado", porque "Leiria é uma cidade dinâmica e a região é um modelo de desenvolvimento" que "vai, de certeza, recuperar graças às pessoas" e à "ajuda de tanta gente solidária", destacando o apoio de "voluntários de todos os lados, incluindo do estrangeiro", de "dezenas de autarquias" e "centenas de pessoas anónimas".




Hoje, o programa eleitoral com que foi eleito em outubro para um segundo mandato acabou. Gonçalo Lopes diz que a prioridade é outra: "reerguer Leiria", com "intervenção rápida e decidida" em "setores fundamentais" para o tecido económico e social do território.




"Para uma coisa destas ninguém está preparado", mas "temos de estar preparados para reagir e foi isso que tentámos fazer, mostrar que é possível reagir", acrescenta.




nm
 

kok@s

GForum VIP
Entrou
Dez 9, 2019
Mensagens
10,431
Gostos Recebidos
453

População de Alcácer do Sal une-se para apoiar famílias e negócios




Perante o rasto de destruição provocado pelas cheias, a população de Alcácer do Sal, distrito de Setúbal, uniu-se numa onda de solidariedade, transformando fábricas em centros logísticos para apoiar as famílias e negócios locais afetados.


População de Alcácer do Sal une-se para apoiar famílias e negócios




Na zona periférica da cidade alentejana, uma fábrica de pinhão tornou-se num armazém de recolha de bens essenciais para ajudar a população afetada.



Sofia Rosa, uma das proprietárias da fábrica, encontra-se, juntamente com a irmã, Maria João Rosa, a coordenar, de forma voluntária, as doações, que são cada vez mais.




"Disponibilizámo-nos para ajudar a câmara municipal [de Alcácer do Sal] e a população. Já há mais na cidade, mas somos um ponto de recolha de bens essenciais que irão fazer falta às pessoas brevemente", conta à Lusa Sofia Rosa.




Os bens essenciais recebidos vão desde peças de vestuário até produtos de higiene. E a solidariedade tem sido tanta que as irmãs, que se mostram gratas pelas doações, até pediram às pessoas para esperarem um bocadinho, porque não estão a conseguir dar vazão aos muitos bens que recebem.




Um trabalho articulado entre o armazém, a Câmara Municipal e Junta de Freguesia de Alcácer do Sal, empresas e a população ajudam as inúmeras famílias afetadas pelas cheias que, desde a quarta-feira da semana passada, assolam a baixa da cidade e também povoações do concelho.




"Neste momento, os 'kits' [compostos por bens essenciais] são pequenos, porque o acesso às famílias ainda é reduzido, não há estradas, há aldeias em que o acesso é só de barco", afirma Sofia.




Nesses 'kits', enviam "o que é necessário, roupa de homem, o tamanho que vestem, os bens necessários de comida, a higiene pessoal", sendo depois tudo colocado dentro de um saco levado aos serviços de ação social do município.




A agência Lusa, que visitou hoje o espaço, pôde observar que não paravam de chegar carrinhas com ajuda, vindas por exemplo de concelhos vizinhos, como Cabrela, no município Montemor-o-Novo, distrito de Évora, ou do Carvalhal, no de Grândola, distrito de Setúbal.




Pelo menos 20 pessoas ajudavam no local, incluindo Madalena Mateus, que disse à Lusa que não conseguia estar em casa sem fazer nada e decidiu pôr 'mão à obra'.



"Foi uma ideia que surgiu destas pessoas que aqui estão, da Sofia, da Maria João, da Madalena e foi abraçar este projeto, porque acho que temos que ser uns para os outros e só juntos, com amor e com união, é que conseguimos reerguer esta cidade", frisa.




Além deste casão, existe outro, destinado a recolher alimentação e produtos de limpeza, artigos que são mais necessários depois de as cheias passarem, segundo Sofia Rosa.




Apesar dos dias difíceis causados pelas cheias e do infortúnio que o mau tempo fez 'cair' sobre Alcácer do Sal, as pessoas uniram-se solidariamente e ajudam-se umas às outras, mantendo sempre um pensamento positivo.




Outro exemplo desse 'laço' de solidariedade é a angariação de fundos para ajudar os negócios locais que está a decorrer, iniciada por Maria Jones, uma das comerciantes que também viu o seu negócio afetado.




A angariação, que arrancou esta terça-feira, já reuniu "um valor significativo", conta à Lusa Maria Jones, acrescentando que a autarquia vai arranjar uma lista com o nome de todos os comerciantes afetados para, depois, o dinheiro angariado ser dividido de igual forma por todos.




nm
 

kok@s

GForum VIP
Entrou
Dez 9, 2019
Mensagens
10,431
Gostos Recebidos
453

Mau tempo coloca (também) toda a costa sob aviso laranja




Toda a faixa costeira de Portugal continental está hoje sob aviso laranja - o segundo mais grave - devido à forte agitação marítima, mantendo-se com o mesmo nível de alerta treze distritos, por causa da precipitação e do vento.


Mau tempo coloca (também) toda a costa sob aviso laranja





Segundo um comunicado emitido pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Setúbal, Beja e Faro estão com aviso laranja face à previsão de ondas que podem atingir 12 a 13 metros de altura na costa ocidental e 4 a 5 metros na costa sul.



Este alerta, emitido às 06h16 de hoje, vigora até às 18h00 em Viana do Castelo e Braga, e até às 21h00 no Porto, ao passo que nos restantes distritos se estende até à manhã de domingo, com exceção de Coimbra em que a previsão aponta para um abrandamento a partir das 03h00.




Leiria, Santarém, Lisboa, Setúbal, Beja, Portalegre, Castelo Branco e Évora estão sob aviso laranja até às 12h00 de hoje, devido à "chuva persistente e por vezes forte".




O mesmo nível de alerta está em vigor até às 15h00 de hoje, nos distritos Setúbal, Beja, Faro e Leiria, estendendo-se até às 18h00 em Lisboa, devido ao "vento forte de sudoeste com rajadas até 100 km/h, sendo até 120 km/h nas serras".




Por outro lado, nos distritos de Guarda, Castelo Branco, Bragança, Viseu e Vila Real, o aviso laranja estará em vigor até às 00h00 de domingo, face à possibilidade de queda de neve acima dos 1.600 metros de altura, com acumulação superior a 25 centímetros em zonas situadas a mais de 1.400 metros de altura.




O IPMA alertou que a acumulação de neve e a possível formação de gelo poderão causar "perturbação moderada", incluindo vias condicionadas ou interditas, danos em estruturas ou árvores e abastecimentos locais prejudicados.




O aviso laranja é emitido pelo IPMA sempre que existe "situação meteorológica de risco moderado a elevado, e o amarelo quando há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.




O aviso amarelo foi emitido para os distritos de Braga, Coimbra, Portalegre, Évora, Aveiro, Castelo Branco, Viana do Castelo, Santarém, Guarda e Porto, devido ao "vento forte de sudoeste com rajadas até 80 km/h, sendo até 100 km/h nas serras".




Os distritos de Viseu, Guarda, Faro, Aveiro e Coimbra estão igualmente sob aviso amarelo durante o dia de hoje devido à "chuva persistente e por vezes forte".




A costa norte da Madeira e a ilha do Porto Santo também estão sob aviso amarelo, até às 00h00 de domingo, devido à agitação marítima, sendo esperadas ondas de noroeste com quatro a cinco metros de altura.




Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.




A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.




As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.



nm
 

kok@s

GForum VIP
Entrou
Dez 9, 2019
Mensagens
10,431
Gostos Recebidos
453

Rio Mondego atingiu situação de risco em Coimbra




O rio Mondego atingiu a situação de risco em Coimbra, na madrugada de hoje, com um nível hidrométrico acima dos 3,6 metros na ponte de Santa Clara, na baixa da cidade, o mais alto das últimas 48 horas.


Rio Mondego atingiu situação de risco em Coimbra




Segundo dados do portal Info Água, da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a bacia do Mondego era, pelas 09:00 de hoje, a única em situação de risco no país em nível vermelho, o mais alto de dois níveis, estando as bacias dos rios Sado, Tejo, Douro e Lima em situação de alerta (nível amarelo).



A situação de risco do Mondego decorria do nível hidrométrico medido na ponte de Santa Clara: este atingiu os 3,6 metros pelas 03:00 de hoje (o nível vermelho atinge-se, naquela estação hidrométrica, acima dos 3,59 metros) e era de 3,62 metros às 09:00.


O valor de altura máxima medido na ponte de Santa Clara foi de 4,76 metros em 1976.




Cerca de 1.300 metros a jusante da ponte de Santa Clara, o volume de água a passar na Ponte-Açude de Coimbra também atingiu um máximo nas últimas 48 horas esta madrugada, sempre acima dos 1.600 metros cúbicos por segundo (m3/s).



nm
 

kok@s

GForum VIP
Entrou
Dez 9, 2019
Mensagens
10,431
Gostos Recebidos
453

Exército tem mais de 1.600 militares em 41 municípios




Mais de 1.600 militares estão diretamente empenhados no apoio às populações afetadas pelo mau tempo em 41 municípios de 12 distritos portugueses, informou hoje o Exército.


Exército tem mais de 1.600 militares em 41 municípios




Em comunicado, o Exército garantiu que "mantém o seu empenhamento no apoio às populações afetadas pelas cheias, em coordenação com as autoridades competentes, assegurando uma resposta contínua, integrada e ajustada às necessidades identificadas no terreno".



Atualmente, estão envolvidas nas várias operações 135 viaturas táticas ligeiras, 130 viaturas táticas pesadas, 24 máquinas de engenharia e 15 geradores, e também módulos de comunicações, "complementados por meios pré-posicionados com notificação para emprego rápido sempre que necessário".




"O esforço desenvolvido traduziu-se, até ao momento, na proteção e recuperação de habitações, com 188 lonas aplicadas em telhados e 26 coberturas reparadas", contabilizou o Exército.



No que respeita ao restabelecimento de acessos e apoio logístico, o balanço é de "210 toneladas de carga transportada e 169 quilómetros de itinerários e estradas abertos". Foram ainda removidas 451 toneladas de escombros para recuperação de condições de segurança.




Segundo o Exército, foram também "disponibilizadas 1.826 camas, realizadas 762 patrulhas, apoiadas 229 situações de dificuldade social e assegurado apoio de lavandaria, com 650 quilogramas de roupa lavada, contribuindo para o apoio direto às populações em contexto de emergência".




"O Exército Português continuará a atuar onde for necessário e pelo tempo que se justificar, mantendo capacidades em prontidão e adaptando o dispositivo à evolução da situação no terreno", assegurou.




Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.




A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.



nm
 

kok@s

GForum VIP
Entrou
Dez 9, 2019
Mensagens
10,431
Gostos Recebidos
453

Mau tempo? Câmara de Pedrógão Grande estima 80% das casas afetadas




O presidente da Câmara de Pedrógão Grande, concelho do distrito de Leiria gravemente afetado pelo mau tempo, estimou hoje que 80% das casas tenham sido afetadas pelo mau tempo.


Mau tempo? Câmara de Pedrógão Grande estima 80% das casas afetadas




"Temos milhares de casas afetadas, 80% estão afetadas", disse à agência Lusa João Marques, adiantando que estão instalados cerca de 3.700 contadores de água no concelho.



Questionado sobre o estado do concelho 11 dias após o impacto da depressão Kristin, o autarca declarou que está um "bocadinho melhor", notando, contudo, que a ajuda prestada à população ainda "é um socorro muito débil".




"Estamos a pôr lonas, plásticos, a repor telhas naquelas situações menos graves em que há telhas disponíveis", explicou o presidente do município, salientando o espírito de entreajuda que permitiu, a muitas famílias, com ajuda de vizinhos resolverem os casos menos graves.




Por outro lado, realçou o trabalho dos funcionários da autarquia, bombeiros, Guarda Nacional Republicana, população, onde se contam muitos estrangeiros, e voluntários que chegam ao concelho.




A título de exemplo, adiantou que um grupo de pessoas oriundas dos Estados Unidos da América está em Pedrógão Grande e, na próxima semana, junta-se outro de cabo-verdianos que estudaram na escola profissional local.




"É um movimento de voluntariado extraordinário", considerou o autarca.




De acordo com João Marques, o "grande problema" continua a ser a falta de eletricidade numa parte do concelho, agravada com furtos de material elétrico.




"Temos zonas no concelho que já tiveram energia e que deixaram de ter por causa destes roubos", afirmou, assegurando que as autoridades estão atentas, mas é necessária "vigilância em relação às infraestruturas elétricas".




Numa publicação nas redes sociais, o município de Pedrógão Grande manifestou preocupação com situações de furto de "equipamentos essenciais ao funcionamento da rede de distribuição elétrica".




"Estes furtos têm provocado novas interrupções no fornecimento de energia em zonas já recuperadas, agravando os transtornos para a população", lê-se na publicação, que pede à população uma "vigilância ativa".




João Marques reiterou o pedido de solidariedade, "sobretudo na ajuda de mão de obra e materiais de construção", para a reconstrução do concelho.




Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.




A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.




nm
 

kok@s

GForum VIP
Entrou
Dez 9, 2019
Mensagens
10,431
Gostos Recebidos
453

Depressão Marta desloca-se para Norte com "vento forte e persistente"




A Proteção Civil considerou hoje que o território nacional está com "um quadro meteorológico complexo de risco", alertando para o vento forte e persistente provocado pela depressão Marta que se vai deslocar para o norte do país.


Depressão Marta desloca-se para Norte com vento forte e persistente




"Terminámos há pouco mais uma atualização do quadro meteorológico, juntamente com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera e com a Agência Portuguesa do Ambiente. Mantemos as previsões para o dia de hoje do vento forte e persistente, embora haja aqui um deslocamento da depressão Marta para o norte do país e, portanto, afetando outras regiões que até agora não estavam previstas a afetar", disse o comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.



Mário Silvestre falava no ponto de situação feito às 12:40 na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, concelho de Oeiras, distrito de Lisboa.



nm
 

kok@s

GForum VIP
Entrou
Dez 9, 2019
Mensagens
10,431
Gostos Recebidos
453

"Foi uma noite calma, apesar de ter chovido muito até à meia-noite"




A proteção civil não registou durante a noite ocorrências significativas relacionadas com o mau tempo e houve uma ligeira melhoria da situação nas zonas inundadas, disse à agência Lusa José Costa.


Foi uma noite calma, apesar de ter chovido muito até à meia-noite




"Foi uma noite calma, apesar de ter chovido muito até à meia-noite. Registámos 29 ocorrências dispersas por todo o território do continente. No que diz respeito às zonas inundadas, houve uma ligeira melhoria", adiantou José Costa, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.



Entre 28 de janeiro e as 08:00 de hoje, na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, foram registadas 24.225 ocorrências, que mobilizaram 83.546 operacionais, com o apoio de 32.195 meios terrestres, segundo a mesma fonte.



A subidas dos caudais, principalmente dos rios Douro, Mondego, Tejo, Sado e Guadinana no final da semana passada causaram grandes inundações nas zonas envolventes.




Apesar de uma melhoria do estado do tempo no domingo, estão previstos para terça e quarta-feira novos episódios de chuva forte e persistente devido a uma massa de ar com características tropicais, pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).




No domingo, o comandante nacional da ANEPC, Mário Silvestre, a alertou para um agravamento das condições meteorológicas na terça-feira na região Norte, sobretudo na zona do Minho e do Porto.




De acordo com Mário Silvestre, o risco significativo de inundações mantém-se nos rios Mondego, Tejo, Sorraia e Sado, enquanto os rios Vouga, Águeda, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Lis e Guadiana continuam sob risco de cheia.




Catorze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.




A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.




As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.




O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.



nm
 

kok@s

GForum VIP
Entrou
Dez 9, 2019
Mensagens
10,431
Gostos Recebidos
453

Trabalhador de empresa ao serviço da E-Redes morre eletrocutado durante reparações da rede elétrica de Leiria





Técnicos da Redes Energéticas Nacionais (REN) reparam a rede elétrica após a passagem da tempestade Kristin em Marinha Grande, Leiria, Portugal, a 30 de janeiro de 2026. EPA/CARLOS BARROSO



Um outro funcionário da empresa Canas ficou ferido


Um homem morreu e outro ficou ferido na sequência de um acidente de trabalho ocorrido no bairro da Sismaria, em Leiria, por volta das 10:00 desta segunda-feira. As vítimas são funcionários da empresa Canas, prestadora de serviços à E-Redes, e encontravam-se a realizar trabalhos na rede elétrica da zona.



Os dois homens estariam a intervir numa infraestrutura elétrica quando, por razões ainda desconhecidas, ocorreu uma descarga elétrica. Um dos trabalhadores sofreu ferimentos e acabou por morrer no local.



No local estiveram meios dos Bombeiros, a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) e elementos da PSP, que tomaram conta da ocorrência. O óbito foi confirmado no local.



Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.



A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.




cnn
 

kok@s

GForum VIP
Entrou
Dez 9, 2019
Mensagens
10,431
Gostos Recebidos
453

"Resposta seria mais rápida se atingisse casa de quem governa"




O presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, disse hoje que se o impacto da depressão Kristin fosse na casa de quem governa o país a resposta teria sido mais rápida, ao referir-se ao restabelecimento da energia elétrica.


Resposta seria mais rápida se atingisse casa de quem governa





"Ficamos com a clara sensação de que todo este esforço importante - e não ponho em causa os trabalhos que estão a ser feitos por todos os trabalhadores envolvidos - demonstra uma outra situação, é que, de facto, o país pode ser solidário, o povo é solidário, mas continuam a existir muitas barreiras entre Lisboa e o resto do país, porque, se isto tivesse acontecido na casa de quem nos governa, a resposta teria sido mais rápida e se calhar teria sido outra", afirmou Gonçalo Lopes.



Numa conferência de imprensa nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde está instalado o centro de operações municipal, o autarca socialista considerou que o grau de empatia que se deve ter na política passa por colocar-se "no lugar de quem mais sofre e não deixar para trás aqueles que são os mais desfavorecidos, aqueles que vivem nas aldeias, as populações mais idosas"".



Assegurando ter "uma avaliação muito clara sobre as limitações e os meios empregues no terreno", Gonçalo Lopes considerou, contudo, que a resiliência de uma empresa como a E-Redes, a principal operadora da rede de distribuição de energia elétrica em Portugal Continental das redes de alta, média e baixa tensão, "deveria ser maior e deviam ter sido acionados mecanismos de apoio mais cedo".



"Uma empresa que tem responsabilidade de levar energia à casa das pessoas e à qual pagamos todos os meses na nossa fatura, com uma tarifa que é regulada por uma entidade própria, obrigava a outra capacidade de resposta", declarou, lamentando que "a capacidade de resposta, a nível nacional, tenha sido insuficiente e não tenham sido acionados os meios internacionais necessários para que este restabelecimento seja mais rápido".





O presidente do município adiantou que havia 17.030 clientes sem eletricidade no concelho, "informação recolhida na plataforma" a que a autarquia tem acesso.





"Quando se fala de informação, não se fala só dos contadores que estão ativos", sustentou, sublinhando haver mais "informação que é importante, nomeadamente a do planeamento, dos trabalhos executados, das prioridades".




Nesse sentido, destacou que "a dimensão de transparência não se resume a um Excel", assumindo ter "muitas dúvidas sobre essa informação".





Antes, o autarca lamentou a morte, hoje, de um trabalhador da empresa Canas, ao serviço da E-Redes, em Leiria, apresentando as condolências à família e à empresa.



Sobre a vigília, às 20:00 de hoje, junto à Fonte Luminosa, o autarca explicou que pretende ser uma homenagem às vítimas mortais decorrentes do mau tempo, a todos aqueles, incluindo voluntários, que se têm esforçado na limpeza e reconstrução, e uma ação de solidariedade para quem está há 13 dias privado de eletricidade.





No sábado, a Câmara e as 20 juntas de freguesia de Leiria criticaram "a falta de informação objetiva, atualizada e acessível" da E-Redes.





Numa carta aberta dirigida ao presidente do conselho de administração da E-Redes e lida nesse dia pelo presidente do Município de Leiria, Gonçalo Lopes, os subscritores reconheceram "o esforço técnico das equipas no terreno", mas defenderam que, "num contexto de emergência, sendo a E-Redes um operador de serviço público essencial, a comunicação, a proximidade e o respeito pelas populações são responsabilidades tão relevantes quanto a intervenção técnica".





No dia seguinte, a E-Redes fez saber que iria remeter às Câmaras municipais o número de clientes sem energia na sequência do mau tempo, mas os órgãos de comunicação social estão excluídos desta informação.




"Os números por concelho serão divulgados às Câmaras Municipais assim que os tivermos", declarou à agência Lusa fonte oficial da E-Redes.




nm
 

kok@s

GForum VIP
Entrou
Dez 9, 2019
Mensagens
10,431
Gostos Recebidos
453

Proteção Civil alerta para chuva e vento forte no litoral Norte e Centro




A Proteção Civil alertou hoje a população para um agravamento das condições meteorológicas no litoral Norte e Centro, com chuva "por vezes forte" até ao início da tarde e ventos que poderão atingir os 75 quilómetros por hora (km/h).


Proteção Civil alerta para chuva e vento forte no litoral Norte e Centro




"Este quadro meteorológico anuncia-nos chuva, por vezes forte no litoral Norte e Centro, até o início da tarde, vento moderado, mais forte na costa, junto à zona da costa e nas terras altas, com rajadas que poderão ir até aos 75 km/h, e também com agitação marítima forte", avisou o comandante nacional da Proteção Civil.



Mário Silvestre falava na conferência de imprensa sobre o ponto de situação do mau tempo na sede Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, no distrito de Lisboa.




Segundo o responsável, este cenário terá impacto nos cursos de água e nas albufeiras, apesar de a precipitação ter diminuído, permitindo uma descida aparente dos caudais.



"A qualquer momento esses cursos de água podem voltar a subir", alertou, acrescentando que "não é uma situação estável" e pode alterar-se rapidamente.




A Proteção Civil recomenda que as populações se mantenham vigilantes e procurem informação atualizada junto dos Serviços Municipais de Proteção Civil e das autoridades locais, de forma a garantir que todas as decisões são tomadas em segurança.




O comandante destacou ainda o "trabalho excecional de entreajuda" demonstrado pela população em várias regiões do país.




nm
 

orban89

Moderador GForum
Team GForum
Entrou
Set 18, 2023
Mensagens
11,640
Gostos Recebidos
276
Exército em "Prontidão Máxima" uma semana após Tempestade Kristin, diz Expresso


 

kok@s

GForum VIP
Entrou
Dez 9, 2019
Mensagens
10,431
Gostos Recebidos
453

"Todos os dias vai chover", mas IPMA não vai nomear tempestade. Porquê?




Seguindo a ordem dos nomes estabelecidos para as tempestades em 2026, após Leonardo e Marta, seguem-se Nils, Oriana, Pedro, Regina, Samuel, Vitor e Wilma. Contudo, a depressão Nils não deverá ser nomeada em Portugal.


Todos os dias vai chover, mas IPMA não vai nomear tempestade. Porquê?





As autoridades já alertaram: a chuva persistente vai continuar nos próximos dias, sobretudo no Norte e Centro. Contudo, "não há critérios" para o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) "nomear a tempestade". Porquê?



"O Instituto Português do Mar e da Atmosfera não irá nomear esta depressão, já que as depressões são nomeadas pelos serviços meteorológicos quando um dos critérios é que tenha emissão de aviso laranja de vento, vento bastante forte", explica ao Notícias ao Minuto a meteorologista Cristina Simões.



Uma vez que esta depressão irá afetar sobretudo Espanha e França, é possível que os serviços meteorológicos destes dois países venham a nomeá-la.



"Nós não iremos fazer. No entanto, temos previsão de um agravamento do estado do tempo agora para esta próxima noite, novamente, com chuva persistente, por vezes forte, especialmente nas regiões Norte e Centro. A nível de vento, não devemos ter vento muito forte, ele será forte no litoral e nas terras altas, mas nada para emissão de avisos", acrescenta Cristina Simões.



O IPMA prevê que no dia 11, quarta-feira, haja novamente um "agravamento do estado do tempo, aí sim com algum vento". Nessa altura, Bragança, Guarda, Castelo Branco, Viseu, Vila Real, Viana do Castelo, Braga e Porto estarão sob aviso amarelo devido à previsão de vento "nas terras altas e no litoral norte", com rajadas até 75km/h no litoral e até 100km/h nas terras altas.



"Tudo isto a nível amarelo. São agravamentos temporários do estado do tempo, no entanto, não para nomeação da depressão", explica a meteorologista.



Ou seja, "um dos critérios" para a nomeação de uma depressão, como os casos recentes da Kristin, Leonardo e Marta, "é o aviso laranja de vento".



Assim sendo, "embora se vá sentir agora na quarta-feira uma intensificação do estado do vento", os avisos emitidos serão apenas amarelos. Até lá, nesta segunda e terça-feira, "teremos apenas chuva" intensa e persistente, que cairá durante "várias horas".



"Na quarta-feira vai se sentir uma intensificação do vento, mas não com a semelhança do que aconteceu com a [depressão] Kristin, não estamos com uma previsão dessa situação", explica ainda a meteorologista.



Seguindo a ordem dos nomes estabelecidos para as tempestades em 2026, após Leonardo e Marta, seguem-se Nils, Oriana, Pedro, Regina, Samuel, Vitor e Wilma.



Conforme o que explicou a especialista ao Notícias ao Minuto, caso Espanha ou França venham a nomear a depressão Nils, o IPMA deverá emitir comunicado, explicando que os efeitos em Portugal serão mais reduzidos.



Em suma: as tempestades são nomeadas consoante os impactos e a emissão de avisos laranja ou vermelho, sendo o vento o principal critério.



Neste momento, a depressão Marta já deixou o território português e deslocou-se para Leste, mas o continente continua a ser influenciado por outras depressões que se estão a formar mais a Norte no Atlântico e será ainda atravessado por ondulações frontais que estão associadas a essas depressões, explicou mais cedo à Lusa a meteorologista Alexandra Fonseca.



"Não é uma situação extrema. O que identifica mais esta situação desta semana é a persistência da precipitação. Todos os dias vai chover e vai haver aqui períodos em que a chuva não para. Não é que seja forte sempre, mas não vai parar. Isto também, para a situação em que nos encontramos, [com excesso de acumulação de água] não vai facilitar", disse.




nm
 

kok@s

GForum VIP
Entrou
Dez 9, 2019
Mensagens
10,431
Gostos Recebidos
453

Sem telhas, "a missão continua" para os Voluntários de Vieira de Leiria




O mau tempo deixou o quartel dos Bombeiros Voluntários de Vieira de Leira sem sete portões, uma das antenas de comunicação "partiu a espinha" e voaram telhas, mas a vontade férrea de servir a população resistiu, "a missão continua".


Sem telhas, a missão continua para os Voluntários de Vieira de Leiria




A madrugada de 28 de janeiro tornou-se um marco na história dos Bombeiros Voluntários de Vieira de Leiria, na Marinha Grande, distrito de Leiria. A tempestade Kristin invadiu o quartel da corporação, roubou os portões, dobrou uma das antenas de comunicação, que encontrou poiso contra a casa escola, partiu vidros, deixou danos em viaturas, levou telhas e o descanso de todos.



"Foi uma noite difícil", admitiu o comandante da corporação, João Lavos. Mas difícil tem sido também o correr dos dias que seguiram.




"Há 12 dias que não temos luz, estamos dependentes de um gerador. As telecomunicações também estão difíceis, os telemóveis não funcionam, temos água, mas estamos limitados", apontou João Lavos.



O que acontece quando são os bombeiros que precisam de socorro? "Essa é uma pergunta um bocadinho difícil de responder", disse, respondendo de forma pausada.



"Não pensamos em nós. Primeiro está a população. E foi o que fizemos", respondeu.



Mas, as famílias e habitações dos bombeiros, assim como o quartel, não foram imunes aos efeitos do mau tempo: "Eles deixaram as casas deles, os problemas deles para virem trabalhar. É assim que funciona", descreveu.



Em Vieira de Leiria os estragos foram, são, muitos. Há telhados para reconstruir, vidas para continuar e os afazeres do dia-a-dia no quartel continuam, mesmo com os danos visíveis na infraestrutura.



"A urgência pré-hospitalar está 100% assegurada, estamos a funcionar a 100% nesse campo. O transporte de doentes não urgentes tem sido diferente, há coisas que os hospitais adiaram, como algumas consultas, senão assegurávamos.


Estamos a conseguir fazer esta gestão com a ajuda de todos", salientou João Lavos.



Nos primeiros dias pós-kristin, a azáfama no quartel foi muita: "Tivemos aqui muitos [bombeiros] voluntários a ajudar porque as empresas não estavam a trabalhar e eles podiam vir. Agora muitas já estão a funcionar e o ritmo voltou, mais ou menos, ao normal", explicou.



Menos operacionais, mas muitos pedidos, principalmente inundações, segundo explicou o comandante.



"As pessoas percebem se demorarmos mais tempo. Temos tido muitas chamadas para inundações e conseguimos ir a todas, podemos é demorar um pouco mais, mas as pessoas entendem", disse.



Quando é que se descansa? "À noite, se der", respondeu de olhar cansado o comandante.



A cozinha do quartel está cheia: fruta, sopa, comida e calor. Os donativos foram muitos e "a Mãe de todos" faz o que pode para que nada se estrague.



Idalina só é mãe de um, mas todos a chamam de Mãe. "Tenho feito o que posso, ajudo como posso. Gosto deles todos", garante, enquanto se passeia entre as panelas e aquele que será o almoço, depois o lanche e o jantar dos operacionais da casa e de um grupo de voluntários de outra casa.



No quartel de Vieira de Leiria resiste-se. As contas aos prejuízos já começaram a ser feitas e ultrapassam os 400 mil euros. "É muito, é demasiado. Isto custa muito. Trabalhamos muito e de repente temos esta conta para pagar", lamentou à Lusa um dos tesoureiros dos Voluntários de Vieira de Leiria, Júlio Babel.



"Ainda não sabemos o que fazer. Já tivemos alguns donativos, sabemos que há peditórios que estão a ser feitos, até no Luxemburgo. Mas não sabemos que ajudas vamos ter e isto é muito difícil para quem vive isto como nós vivemos, intensamente", desabafou.



Mesmo sem telhas e sem portões, o quartel tem sido casa. Casa de quem precisa de um banho, casa de quem precisa de carregar o telemóvel, casa de quem precisa de rede de internet, a casa de toda uma comunidade.



"A missão continua. Tem de continuar, mas é difícil", admitiu o responsável.



A mesa para o lanche está posta, "a Mãe" tratou disso.



Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.



A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.



nm
 
Topo