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A melancolia de inverno pode afetar o humor levando, em alguns casos, à depressão sazonal. Ora, a vida sexual, segundo um artigo do Huffington Post, não é imune a isto.
Por que a libido cai em janeiro - e como recuperá-la
Sobrecarga do sistema nervoso
As festas de final de ano podem afetar o sistema nervoso, mantendo-o em 'modo alerta' durante semanas de adrenalina e cortisol devido às dinâmicas familiares, viagens, às visitas e à pressão para que tudo corra na perfeição.
O desejo sexual precisa do oposto: segurança e espaço mental.
Segundo a sexóloga Mindy DeSeta, quando se está em modo de sobrevivência, o cérebro foca-se em ultrapassar aquele dia e em não sentir prazer. É comum, por isso, evitar contacto físico, ficar irritado ou desconectado após as férias.
"Não há nada de errado consigo, a sua libido está apenas a reagir ao stress", destacou a especialista.
A solução está ligada à recuperação do sistema nervoso, ou seja, uma melhor higiene de sono, menos compromissos, tempo de tranquilidade e afeto sempre pressão.
Tensão no relacionamento
A tomada constante de decisões, as despesas avultadas e o stress familiar podem gerar ressentimentos. Quando esta tensão não é resolvida, a frequência das relações sexuais diminui, não porque a atração tenha acabado, mas porque a segurança emocional perdeu-se.
"Se se sente invisível ou preso no modo 'colega de quarto', o sexo pode parecer uma obrigação em vez de algo divertido. A reconciliação começa na cama", realça.
Assim, a especialista aconselha a que o foco seja a recuperação emocional, através da conversa e do toque suave. "Quando a segurança volta, o desejo naturalmente também", sublinhou.
Clima frio e pele seca
O frio, as mudanças constantes de temperaturas e os banhos mais quentes podem ressecar a pele e as mucosas, sendo comum notar uma maior secura vaginal e irritação do que é habitual.
Quando o desconforto surge, o corpo tende a evitar a intimidade, o que pode diminuir o desejo ao longo do tempo.
A sexóloga diz que a solução é simples: "Vá mais devagar, use mais lubrificante e fale abertamente sobre prazer".
Menos novidade, mais rotina
Quando a rotina de segunda a sexta regressa, a probabilidade de se criar um ambiente de 'colegas de quarto' aumenta.
Para a especialista, mesmo rotinas agradáveis podem esgotar a novidade e sem ela o sexo pode parecer como algo previsível ou mais uma tarefa.
"Quando a espontaneidade desaparece, é fácil prever que algo está errado, quando simplesmente não há espaço reservado para a intimidade", afirma.
A solução deve ser intencional e não drástica. Criar pequenos momentos de novidade e ligação é uma alternativa. A sexóloga sugere, por exemplo, fazer uma nova playlist, tomar banho juntos, trocar de quarto, etc.
Scroll infinito
O hábito de ficar nas redes sociais é algo muito comum, contudo, isto pode afetar a forma como nos relacionamos com os outros.
"Quando o cérebro está exausto por causa das férias e das festas, é tentador ficar a fazer scroll sem parar. Mas, quando faz isto, a mente também está 'ligada', levando a um afastamento da ligação que alimenta a intimidade emocional e física", afirma.
A sexóloga aconselha a reservar pelo menos 20 minutos por dia para ficar a sós com o seu parceiro sem distrações, apenas a conversar.
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