Portal Chamar Táxi

USA

kok@s

GForum VIP
Entrou
Dez 9, 2019
Mensagens
10,114
Gostos Recebidos
436

Ambição de Trump sobre a Gronelândia intensifica tensão com a Europa




A intenção reiterada do presidente dos EUA, Donald Trump, de adquirir a Gronelândia, admitindo usar força militar, voltou a provocar tensão diplomática com a Europa num contexto agravado pela intervenção norte-americana na Venezuela.


Ambição de Trump sobre a Gronelândia intensifica tensão com a Europa





Território autónomo do Reino da Dinamarca, situado entre os oceanos Atlântico e Ártico, a Gronelândia tem cerca de um quarto da sua superfície coberta de gelo, uma população de aproximadamente 56.000 habitantes e recursos minerais estratégicos, incluindo terras raras, cujo valor aumentou com o degelo progressivo do Ártico.



A incerteza em torno dos planos de Trump intensificou-se desde a visita privada do seu filho, Donald Trump Jr., à ilha, em janeiro de 2025, e da deslocação do vice-Presidente, JD Vance, à base militar norte-americana de Pituffik, em março do mesmo ano.




O interesse de Trump pela Gronelândia remonta ao seu primeiro mandato, quando, em agosto de 2019, confirmou publicamente a intenção de comprar o território, proposta rejeitada de imediato pela primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, que afirmou que "a Gronelândia não está à venda".



Já no seu segundo mandato, Trump declarou, em dezembro de 2024, que a "propriedade e o controlo" da ilha constituem uma "necessidade absoluta" para a segurança nacional dos Estados Unidos, posição reiterada nos últimos dias pela Casa Branca, que admitiu não excluir o uso das forças armadas e manifestou também disponibilidade para uma compra.




Segundo o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, os assessores de Trump estão a preparar um plano atualizado para encontrar uma via que permita adquirir o território, declaração que voltou a alarmar governos europeus.



Copenhaga reagiu convocando repetidamente representantes diplomáticos norte-americanos e exigindo respeito pela integridade territorial do reino, posição apoiada pela Comissão Europeia e por vários chefes de Governo europeus, que sublinharam que a soberania da Dinamarca é essencial para a União Europeia.



O primeiro-ministro da Gronelândia, Múte B. Egede, apelou à calma, reiterando que o futuro do território cabe exclusivamente aos groenlandeses, embora tenha manifestado abertura para reforçar a cooperação económica com Washington.




Uma sondagem divulgada em janeiro de 2025 indicou que 85% da população da Gronelândia se opõe a uma eventual saída da Dinamarca, contra apenas 6% favoráveis à anexação aos Estados Unidos.




O interesse norte-americano pela ilha não é novo e remonta ao século XIX, tendo sido formalizado em 1946, quando o então Presidente Harry Truman ofereceu 100 milhões de dólares à Dinamarca pela Gronelândia, proposta rejeitada por Copenhaga.




Mas a ambição em relação à Gronelândia insere-se numa longa tradição expansionista norte-americana, iniciada no século XIX, com a compra da Luisiana à França, em 1803, por 15 milhões de dólares, durante a presidência de Thomas Jefferson, acordo aceite por Napoleão Bonaparte e que duplicou a dimensão territorial dos Estados Unidos.



Em 1819, a Flórida oriental foi cedida por Espanha através do Tratado Adams-Onís, seguindo-se a incorporação do Texas, em 1845, e a chamada Cessão Mexicana após a guerra de 1848, que integrou vastos territórios hoje correspondentes à Califórnia, Nevada, Utah, Arizona e partes de outros estados do sudoeste.



A expansão prosseguiu com a compra do Alasca à Rússia, em 1867, por 7,2 milhões de dólares, e com a aquisição das atuais Ilhas Virgens Americanas à Dinamarca, em 1917, por 25 milhões de dólares em ouro.




Atualmente, os Estados Unidos mantêm uma presença militar permanente na Gronelândia, herdeira de acordos assinados durante a Segunda Guerra Mundial e da instalação da estratégica base aérea de Thule, um dos pilares do sistema de defesa no Ártico durante a Guerra Fria.



nm
 

orban89

Moderador GForum
Team GForum
Entrou
Set 18, 2023
Mensagens
11,047
Gostos Recebidos
255

“Este é o NOSSO hemisfério!” A nova doutrina Monroe (versão Trump)​



 

kok@s

GForum VIP
Entrou
Dez 9, 2019
Mensagens
10,114
Gostos Recebidos
436

Trump diz que governo cubano "está por um fio" e "em sérios apuros"




O presidente norte-americano, Donald Trump, alertou hoje que o Governo cubano liderado por Miguel Díaz-Canel "está por um fio" e "em sérios apuros", na sequência do recente ataque dos EUA contra a Venezuela para deter Nicolás Maduro.


Trump diz que governo cubano está por um fio e em sérios apuros





"Acho que Cuba está por um fio. Cuba está em sérios apuros (...) Cuba está em apuros há 45 anos e não caiu. Mas acho que estão muito perto disso por vontade própria", realçou, numa entrevista ao programa do radialista Hugh Hewitt, quando questionado se havia alguma possibilidade de Díaz-Canel cair.



Sobre a possibilidade de exercer mais pressão sobre Havana, o presidente norte-americano respondeu que não acredita que possa fazer mais do que "entrar e destruir o local".



Destacou ainda que a ilha depende dos recursos venezuelanos, que, desde a detenção de Maduro, quer concentrar nas empresas norte-americanas.


As declarações do republicano surgem depois da operação militar dos EUA no país da América Latina, que levou à captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da mulher, Cilia Flores.


A 'número dois' do Governo de Maduro, Delcy Rodriguez - irmã do atual presidente do parlamento - foi entretanto investida como nova presidente da Venezuela.



O ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabelo, indicou hoje que pelo menos 100 pessoas morreram na sequência do ataque dos Estados Unidos.



A agência France-Presse (AFP) noticiou a morte de pelo menos um civil, um miliciano, 23 militares venezuelanos e 32 cubanos.



nm
 

orban89

Moderador GForum
Team GForum
Entrou
Set 18, 2023
Mensagens
11,047
Gostos Recebidos
255
Quem era a mulher morta a tiro por agente dos Serviços de Imigração norte-americanos?


 

kok@s

GForum VIP
Entrou
Dez 9, 2019
Mensagens
10,114
Gostos Recebidos
436

Renee era "guerreira" anti-ICE? O que levou ICE a matar a norte-americana




Renee faria parte de um grupo de protesto contra os serviços de imigração norte-americana. Recorde-se, porém, que imagens do momento levantam dúvidas quanto às teorias de Washington que dizem que esta tentou atropelar o agente. O que levou ICE a matar mulher norte-americana?


Renee era guerreira anti-ICE? O que levou ICE a matar a norte-americana







Uma mulher, de 37 anos, morreu, esta quarta-feira, depois de ter sido baleada por um agente dos serviços de imigração norte-americanos (ICE, sigla em inglês), no sul de Minneapolis. A vítima era Renee Nicole Good, mulher que se mudara recentemente para aquela região.




Mãe de três filhos, poetisa premiada e guitarrista amadora, têm-se levantado questões sobre o motivo pelo qual se tornou alvo dos serviços de imigração norte-americanos. As dúvidas adensam-se inclusivamente pelo facto de se tratar de uma cidadã norte-americana.




Justificação de Washington


Recorde-se que após o incidente, a porta-voz do Departamento de Segurança Interna, Tricia MacLaughlin, disse que o tiroteio ocorreu quando "manifestantes violentos" estavam "a impedir que os agentes do ICE" realizassem uma operação.


O vice-presidente norte-americano, JD Vance, insistiu que o agente de controlo agiu em "legítima defesa" e a porta-voz da Casa Branca afirmou que as forças de segurança norte-americanas estão a enfrentar um "ataque organizado" em todo o país.



"O incidente fatal ocorrido ontem (quarta-feira) no Minnesota é o resultado de um movimento de esquerda mais amplo e perigoso que se espalhou por todo o país, onde os bravos homens e mulheres da polícia enfrentam um ataque organizado", afirmou Karoline Leavitt.


Renee era uma guerreira anti-ICE?



Estas afirmações vêm agora de encontro a novas informações sobre a mulher, a que o NY Post alegadamente teve acesso. Segundo esta publicação, a mulher faria parte de um grupo de esquerda radical que desencadeou vários protestos contra o ICE, no Minnesota.



Renee Nicole Good era uma "guerreira" anti-ICE e fazia parte de um grupo de ativistas que trabalhava para "resistir" à repressão federal à imigração em Minnesota. A mulher, que se mudou para a cidade no ano passado, juntou-se a estes através da comunidade escolar do seu filho de 6 anos, comunidade essa que se orgulha de colocar "a justiça social em primeiro lugar" e priorizar "o envolvimento das crianças no ativismo político e social"



"Ela era uma guerreira. Morreu a fazer o que era certo", afirmou outro elemento deste grupo, ao The Post, durante uma vigília de homenagem a Renee.


Mas que movimento é este?


Segundo a mesma publicação, os 'Indivisible' são uma ramificação do 'Indivisible Project' em Washington DC, que se autodenomina como um movimento para derrotar a "agenda Trump".



A Indivisible Twin Cities, que se descreve como um grupo de voluntários de base, liderou muitos dos protestos contra as rusgas do ICE em Minnesota, onde Renee Macklin Good foi morta a tiro na quarta-feira.



Imagens contrariam, contudo, tese da Casa Branca




Apesar da teoria de terrorismo, apresentada por Washington, e que alegam que a mulher tentou atropelar o agente do ICE, uma análise feita pelo Washington Post às imagens do momento em que o agente do ICE disparou - e matou - a condutora nos EUA, estão a levantar dúvidas.


Na análise do jornal é possível ver, frame a frame, o que se passou entre os agentes envolvidos no tiroteio e a mulher de 37 anos, que estava num veículo. Segundo o mesmo meio, o tiro fatal teria sido disparado quando o agente já não estava em frente à viatura, ou seja, não correndo perigo de ser atropelado.

nm
 
Topo