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Como funciona a eleição na Venezuela

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Ministro venezuelano pede à população que não ajude "inimigo invasor"




O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, pediu hoje aos habitantes que "não facilitem as coisas ao inimigo invasor", acusando os Estados Unidos da América de um ataque "criminoso e terrorista" sobre a capital venezuelana esta madrugada.


Ministro venezuelano pede à população que não ajude inimigo invasor





Em imagens divulgadas pelo canal estatal VTV, Cabello surgiu rodeado de militares e pediu ainda "confiança na liderança" venezuelana perante a situação atual, com o Presidente, Nicolás Maduro, alegadamente retirado à força e detido pelos Estados Unidos.



Pediu "muita calma, que ninguém desespere e que não facilitem as coisas ao inimigo invasor e terrorista" responsável pelo ataque desta madrugada.




O 'número dois' do regime de Maduro questionou a comunidade internacional sobre a sua "cumplicidade perante o ataque invasor, o assassínio de civis, bombas a caírem em zonas habitacionais".




"Os organismos internacionais vão ser cúmplices deste massacre?", perguntou.




O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje um "ataque em grande escala" na Venezuela para a captura do chefe do Estado venezuelano, Nicolas Maduro, que foi retirado à força do país.



O Governo de Caracas denunciou uma "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos, após explosões na capital durante a noite, e decretou o estado de exceção.




É desconhecido, para já, o paradeiro de Nicolás Maduro.



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Ataque a Caracas é a 6.ª intervenção dos EUA na América Latina em 75 anos




O ataque aéreo norte-americano na madrugada de hoje contra vários alvos dentro da Venezuela, onde Nicolás Maduro foi capturado, é a sexta intervenção militar de Washington na América Latina nos últimos 75 anos e a primeira neste século.


Ataque a Caracas é a 6.ª intervenção dos EUA na América Latina em 75 anos







O presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou que os Estados Unidos realizaram "com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e o seu líder, Nicolás Maduro -- a quem acusa de narcotráfico --, que foi, juntamente com a sua mulher, capturado e retirado do país por via aérea".



A Venezuela denunciou que o ataque com mísseis lançados por helicópteros norte-americanos contra zonas civis de Caracas, bem como outros locais do país, causou a morte de "militares e civis", ainda por contabilizar, e admitiu que desconhece o paradeiro de Maduro e da respetiva mulher.




Seguem-se, segundo a agência noticiosa espanhola EFE, as principais intervenções dos Estados Unidos na América Latina ao longo dos últimos 75 anos.



Baía dos Porcos - Cuba




A 15 de abril de 1961, aviões B-26 enviados pelos Estados Unidos bombardearam bases cubanas para aniquilar a Força Aérea Revolucionária e facilitar o desembarque em Playa Girón da chamada Brigada 2506, composta por exilados e mercenários treinados pela CIA na Guatemala e na Nicarágua.




No dia seguinte, o então Presidente cubano, Fidel Castro, declarou o caráter socialista da revolução que o levara ao poder em janeiro de 1959 e, a 17 de abril, a Brigada 2506, integrada por cerca de 1.500 homens armados e apoiados por aviões e navios da força naval dos Estados Unidos, tentou desembarcar em Playa Girón, na Baía dos Porcos, Cuba, a cerca de 180 quilómetros a sudeste de Havana.



O ataque tinha como objetivo derrubar Castro e instaurar um governo que havia sido formado em Miami, mas foi reprimido pelo exército cubano.



A invasão da Baía dos Porcos ocorreu no contexto da aproximação do regime cubano à URSS e o seu fracasso representou um grave revés para o então Presidente norte-americano John F. Kennedy, ao mesmo tempo que reforçou o regime castrista e agravou as relações entre os dois países.



República Dominicana




A 28 de abril de 1965, o então Presidente dos Estados Unidos Lyndon B. Johnson enviou 20.000 fuzileiros para a República Dominicana para reprimir o conflito civil que assolava o país, após a chegada de Juan Bosch ao poder após a morte do ditador Leónidas Trujillo, em 1961, que foi deposto pelos militares.



A intenção dos Estados Unidos era evitar que o país caísse nas mãos do comunismo e que se criasse "uma segunda Cuba" nas Caraíbas.


Washington colocou o general Antonio Imbert Barrera à frente do governo e, em setembro de 1966, as tropas norte-americanas abandonaram o país, pouco antes da realização das eleições presidenciais, nas quais Bosch foi derrotado por Joaquín Balaguer, que havia feito parte do governo do ditador Trujillo e permaneceria no poder até 1996.



Granada



A 25 de outubro de 1983, quase 2.000 fuzileiros norte-americanos, juntamente com uma força simbólica de 300 soldados de outros pequenos países caribenhos -- Jamaica, Antígua, Barbados, Dominica, Santa Lúcia e São Vicente -- invadiram a ilha caribenha de Granada para derrubar o regime militar que havia tomado o poder seis dias antes, a 19 de outubro, após executar o chefe do governo, Maurice Bishop, três dos seus ministros e numerosos civis.



O golpe, de influência comunista, derrubou um governo que havia chegado ao poder em 1979 também após um golpe de Estado -- neste caso, sem derramamento de sangue -- e instaurou um governo apoiado por Cuba e reconhecido pelos EUA e pelo Reino Unido.



O então Presidente norte-americano Ronald Reagan justificou a chamada "Operação Fúria Urgente" pela necessidade de proteger as vidas dos milhares de norte-americanos residentes na ilha e restaurar as instituições democráticas.



A maior parte das tropas norte-americanas deixou o país a 01 de novembro de 1983.



Panamá



Na noite de 20 de dezembro de 1989, com George Bush na Casa Branca, 26.000 soldados norte-americanos entraram no Panamá para desmantelar o exército do país e capturar o ditador Manuel Antonio Noriega, acusado de tráfico de drogas, na operação "Causa Justa".


Mais de 500 pessoas morreram, 314 delas militares e a maioria panamianos, segundo dados divulgados pelo Pentágono em 2019, embora organizações humanitárias estimem que entre 500 e 4.000 civis tenham morrido.



Noriega, que governou o país entre 1983 e 1989 e tinha sido colaborador da CIA, rendeu-se 13 dias depois às tropas dos Estados Unidos que cercavam a Nunciatura Apostólica no Panamá, onde se tinha refugiado após a invasão.



Haiti



A 19 de setembro de 1994, mais de 23.000 militares norte-americanos ocuparam pacificamente o Haiti para facilitar a transição para a democracia e o retorno de Jean-Bertrand Aristide, o primeiro presidente do Haiti eleito em eleições democráticas (1990), que havia sido derrubado em 30 de setembro de 1991 por um golpe militar liderado pelo general Raoul Cedras.



A chegada dos militares ocorreu horas depois de uma delegação norte-americana, liderada pelo ex-presidente Jimmy Carter, ter chegado a um acordo com Cedras para a entrada das tropas dos EUA no Haiti, a saída do país do governo golpista, o regresso de Aristide e a convocação de futuras eleições.


Aristide regressou ao Haiti a 15 de outubro e retomou o seu mandato. No final de março de 1995, as forças norte-americanas transferiram para a ONU o comando da operação de paz e, em junho, foram realizadas eleições legislativas e municipais, que a oposição denunciou por favorecerem o partido de Aristide.



Quase uma década depois, em fevereiro de 2004, os Estados Unidos voltariam a enviar fuzileiros para o Haiti, desta vez como parte de uma coligação internacional autorizada pela ONU, após uma revolta armada que provocou a saída de Aristide.




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Venezuela? Núcleo das Comunidades do JPP confiante que democracia ganhará




O Núcleo das Comunidades do Juntos pelo Povo (JPP), maior partido da oposição da Madeira, enviou hoje um voto e solidariedade à comunidade madeirense na Venezuela, declarando confiança que a democracia e a liberdade "voltarão a prevalecer".


Venezuela? Núcleo das Comunidades do JPP confiante que democracia ganhará







Em comunicado, o JPP assegura que está a acompanhar com a máxima atenção as recentes notícias relativas à situação política na Venezuela, que "dão como certa de deposição de Nicolás Maduro da Presidência da República Bolivariana da Venezuela".



O Núcleo das Comunidades do JPP envia um voto de "solidariedade, confiança e coragem" a toda a comunidade madeirense residente naquele país, lembrando que tem formas de contacto permanente com as nossas comunidades na Venezuela, que permanece vigilante e a defender sempre "o primado da liberdade e da democracia", lê-se no documento.



Esta estrutura representativa das comunidades, através da sua coordenadora, Mariusky Spínola, destaca o seu "compromisso inabalável com os valores da democracia, da liberdade e da autodeterminação dos povos".


"Mantemo-nos atentos aos acontecimentos, solidários com todos os cidadãos que aspiram a um futuro estável, livre e democrático, e a aguardar o desfecho do processo por vias democráticas, de forma transparente e em respeito absoluto pela vontade popular", diz.




Adianta que, no atual contexto da situação na Venezuela, "a responsabilidade e a prudência devem prevalecer".




O núcleo aponta que vai continuar a observar a evolução da situação, "o desenrolar dos acontecimentos, confiantes de que a democracia e a liberdade voltarão a prevalecer na Venezuela".



O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje um "ataque em grande escala" na Venezuela para a captura do chefe do Estado venezuelano, Nicolas Maduro, que foi retirado à força do país.




O Governo de Caracas denunciou uma "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos, após explosões na capital durante a noite, e decretou o estado de exceção.


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EUA querem julgar Maduro por tráfico de droga e terrorismo




O Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, deverá ser julgado nos Estados Unidos por acusações de terrorismo e tráfico de droga, afirmou hoje a procuradora-geral norte-americana, Pam Bondi.


EUA querem julgar Maduro por tráfico de droga e terrorismo







Numa declaração divulgada nas redes sociais, Pam Bondi indicou que Nicolás Maduro e a mulher, Cilia Flores, alegadamente retirados à força da Venezuela e detidos por forças norte-americanas, "enfrentarão em breve a Justiça americana em solo americano e em tribunais americanos".



Maduro tinha sido acusado formalmente por "narco-terrorismo" em 2020 num processo movido num tribunal de Nova Iorque, mas até agora desconhecia-se que a sua mulher também estava acusada.




Nessa acusação, o Departamento de Justiça norte-americano alegava que Maduro tinha convertido a Venezuela num Estado criminoso ao serviço de traficantes de droga e grupos terroristas que tinham alegadamente roubado milhares de milhões de dólares do país.



Os Estados Unidos ofereceram uma recompensa de 55 milhões de dólares por informações que levassem à captura de Maduro e de quatro outros responsáveis do regime.




Os procuradores do tribunal de Nova Iorque acusaram Maduro e o seu 'número dois', Diosdado Cabelo, de conspirarem com rebeldes colombianos e militares para "inundar os Estados Unidos com cocaína" e usar o tráfico como "arma contra a América".



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De líder sindical a presidente contestado. O perfil de Nicolás Maduro




Nicolás Maduro Moros é presidente da Venezuela desde 2013 e uma das figuras mais controversas da política latino-americana. Conheça o perfil do homem que fez frente a Donald Trump e acaba de ser hoje capturado.


De líder sindical a presidente contestado. O perfil de Nicolás Maduro







Nicolás Maduro Moros, Presidente da Venezuela desde 2013 e uma das figuras mais controversas da política latino-americana recente, foi motorista do Metro de Caracas e líder sindical até suceder a Hugo Chávez, que deixou essa indicação antes de morrer.



Desde então, Maduro tem governado entre crises económicas, protestos em massa, eleições questionadas e um forte isolamento internacional, mantendo-se no poder apesar de um prolongado confronto com a oposição e a comunidade internacional.



Maduro nasceu em Caracas, em 23 de novembro de 1962, trabalhou como motorista de autocarros do Metro de Caracas e tornou-se um destacado líder sindical nos anos 90.


Conheceu Hugo Chávez quando este cumpria pena na prisão pelo seu golpe de Estado fracassado de 1992, graças ao facto de a sua companheira, Cilia Flores, ser uma das advogadas de Chávez.



Foi um dos fundadores do Movimento V República, antecessor do Partido Socialista Unido da Venezuela, e participou na campanha de 1998 em que Chávez foi eleito Presidente.



Membro da Assembleia Nacional Constituinte que redigiu a nova Constituição (1999), foi eleito deputado à Assembleia Nacional em 2000 e 2005.


Em janeiro de 2006, foi nomeado presidente do Parlamento e, em agosto do mesmo ano, foi nomeado ministro das Relações Exteriores.


Em 10 de outubro de 2012, três dias após Chávez ter sido reeleito Presidente, Maduro foi nomeado vice-presidente, continuando a exercer o cargo de ministro das Relações Exteriores até janeiro de 2013.



Considerado o homem forte de Chávez, Maduro assumiu as rédeas do país nos períodos em que o Presidente estava hospitalizado em Cuba devido ao cancro de que sofria.



Em 08 de dezembro de 2012, Chávez referiu-se a ele como seu sucessor e, em 05 de março de 2013, Maduro foi quem anunciou a morte do seu mentor.



Três dias depois, tomou posse como "presidente encarregado" da Venezuela.



Nas eleições de 14 de abril de 2013, venceu por uma margem estreita de apenas 272 mil votos o candidato da oposição Henrique Capriles. Foi empossado como Presidente em 19 de abril daquele ano e, em 19 de novembro, o Parlamento da Venezuela concedeu-lhe poderes especiais para governar por decreto durante um ano.



Em fevereiro de 2014, começou uma onda de protestos contra a sua gestão, que se prolongou por quase quatro meses e deixou, segundo o balanço oficial, 43 mortos, mais de 800 feridos e cerca de quarenta opositores na prisão.



A popularidade de Maduro foi também muito afetada pela difícil situação económica, pela inflação galopante, pela queda dos preços do petróleo e pela escassez de produtos de primeira necessidade.



Os principais grupos da oposição participaram juntos nas eleições legislativas de 06 de dezembro de 2015, nas quais o partido de Maduro foi derrotado.



O novo Parlamento, com maioria da oposição, foi constituído em 05 de janeiro de 2016. Um ano depois, o Supremo Tribunal assumiu os poderes da Assembleia Nacional e a decisão, embora tenha sido revogada, gerou violentos protestos com mais de 120 mortos.



Em 01 de maio de 2017, Maduro convocou uma Assembleia Constituinte, que foi votada em 30 de julho (com 8 milhões de votos a favor) e instalada em agosto, composta apenas por chavistas. Vários países consideraram-na antidemocrática.



Em 2018, foram convocadas eleições presidenciais antecipadas.


A MUD, principal coligação da oposição, recusou-se a participar e, a 20 de maio de 2018, Maduro foi reeleito presidente para o período 2019-2025, em eleições marcadas por uma elevada abstenção e denúncias de fraude.



A 10 de janeiro de 2019, assumiu o seu segundo mandato, cuja legitimidade foi questionada pela oposição e parte da comunidade internacional. A cerimónia de tomada de posse contou com a presença de apenas seis chefes de Estado.



A 23 de janeiro de 2019, o presidente do Parlamento, Juan Guaidó, proclamou-se presidente interino do país. Apesar da oposição interna e das pressões de mais de 50 países que apoiaram Guaidó, Maduro manteve-se no poder.



Em 06 de dezembro de 2020, foram realizadas eleições legislativas às quais a oposição liderada por Guaidó não compareceu por considerá-las fraudulentas, e nas quais o chavismo obteve 92% dos deputados da Assembleia Nacional.



Guaidó deixou de ser "presidente interino" em janeiro de 2023 devido à falta de progressos.



Após um diálogo entre o governo e a oposição, foi acordado realizar eleições presidenciais em 2024, um ano antes do previsto.



A oposição maioritária realizou primárias, nas quais foi eleita María Corina Machado (Nobel da Paz 2025), mas uma inabilitação que pesava sobre ela fez com que fosse substituída por Edmundo González Urrutia.



Nestas eleições de 28 de julho de 2024, Maduro, de acordo com a autoridade eleitoral, controlada pelo chavismo, obteve a vitória com 51,2% dos votos, contra 44,2% de González Urrutia, embora esses dados tenham sido questionados pela oposição e por líderes internacionais.



A 07 de agosto de 2025, a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, anunciou uma recompensa de 50 milhões de dólares (43 milhões de euros) por informações que levassem à prisão de Maduro, acusado de ser narcotraficante e de liderar o Cartel dos Soles.



É casado com Cilia Flores, que também ocupou altos cargos no chavismo, como o de presidente da Assembleia Nacional. Ambos têm filhos de relacionamentos anteriores.



Hoje o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou um "ataque em grande escala" na Venezuela para a sua captura e foi retirado à força do país.




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Conselho Eleitoral pede a libertação de Maduro para garantir estabilidade




O Conselho Eleitoral da Venezuela pediu hoje que se garanta a integridade do Presidente Nicolás Maduro e exigiu a sua libertação, alertando que o político é "fundamental para a estabilidade da nação e o exercício da democracia" no país.


Conselho Eleitoral pede a libertação de Maduro para garantir estabilidade







"Exigimos uma prova de vida, a integridade física, o respeito pelos direitos humanos e a libertação imediata do Presidente e da primeira-dama", afirmou o órgão eleitoral num comunicado divulgado hoje na plataforma Telegram pelo canal estatal Venezolana de Televisión (VTV), citado pela agência espanhola EFE.



A instituição afirmou tratar-se de uma exigência "legítima" devido à "gravidade das ameaças e ataques".




Nesse sentido, condenou "categoricamente" os ataques norte-americanos em território venezuelano que causaram "mortes de funcionários públicos e civis".



"Esta incursão armada, disfarçada de falsos pretextos de luta contra o narcotráfico, constitui uma violação flagrante do direito internacional", considerou o Conselho Eleitoral.




Um funcionário governamental venezuelano que falou sob condição de anonimato ao jornal The New York Times referiu no sábado que cerca de 40 pessoas teriam morrido durante a operação militar norte-americana que conduziu à captura de Maduro.




Segundo a mesma fonte, entre os mortos estariam tanto civis como militares.




A Organização dos Estados Americanos (OEA) anunciou hoje entretanto a convocação de uma reunião do conselho independente do organismo por causa da situação política na Venezuela e da detenção do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos.




A reunião será na sede da OEA em Washington, às 10:00 locais (15:00 em Lisboa), e foi convocada pelo presidente do conselho independente da OEA e representante da Colômbia, Luis Ernesto Vargas.




Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela" para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.




Horas depois do ataque, e não sendo ainda claro quem vai dirigir o país após a queda de Maduro, o Presidente norte-americano, Donald Trump, admitiu uma segunda ofensiva contra o país se for necessário.




Nicolás Maduro e a mulher foram transportados para Nova Iorque e o líder venezuelano vai comparecer na segunda-feira num tribunal federal em Manhattan.




A vice-presidente executiva Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina do país.




A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos a Caracas e saudações pela queda de Maduro e o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a ação militar norte-americana poderá ter "implicações preocupantes" para a região.



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Rubio considera prematuro falar de eleições após detenção de Maduro




O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, considerou hoje "prematuro" falar de eleições na Venezuela, defendendo que a prioridade dos Estados Unidos passa, nesta fase, pela estabilidade e pela gestão da transição após a detenção de Nicolás Maduro.


Rubio considera prematuro falar de eleições após detenção de Maduro





Em declarações ao canal norte-americano NBC, Marco Rubio ressalvou que, apesar de valorizar "as eleições e a democracia", existem ainda "muitos assuntos a tratar".




"É prematuro nesta fase. (...) O que mais nos importa, acima de tudo, é a segurança, o bem-estar e a prosperidade dos Estados Unidos", sublinhou.




Na mesma entrevista, o chefe da diplomacia norte-americana reconheceu o papel da líder da oposição venezuelana María Corina Machado, que classificou como "fantástica", mas advertiu que grande parte do seu movimento já não se encontra no país, o que limita, para já, a sua capacidade de liderar uma transição política.





"María Corina Machado é fantástica, e conheço-a há muito tempo (...), mas esta é a realidade que enfrentamos, a realidade imediata, que é que, infelizmente, a grande maioria da oposição já não está presente na Venezuela. Temos assuntos de curto prazo que precisam de ser tratados de imediato", apontou.





Marco Rubio explicou que Washington está focado no curto prazo, nas próximas semanas e meses, e na forma como a evolução da situação na Venezuela se relaciona com os interesses nacionais dos Estados Unidos.





"Há agora outras pessoas responsáveis pelo aparelho militar e policial ali [na Venezuela]. Terão de decidir agora que direção querem tomar, e esperamos que escolham um caminho diferente daquele que Nicolás Maduro escolheu. Em última análise, esperamos que isto conduza a uma transição integral na Venezuela", acrescentou.





Numa outra entrevista, também hoje divulgada, o secretário de Estado disse à estação CBS que a presidente interina Delcy Rodríguez "é alguém com quem se pode trabalhar", ao contrário de Maduro, que, segundo Rubio, quebrava todos os acordos firmados com Washington.





Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela", capturando o Presidente venezuelano e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.





Entretanto, o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela entregou a presidência interina à vice-presidente executiva, Delcy Rodriguez, "de forma a garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da nação".





Delcy Rodriguez será a primeira mulher na história do país a liderar o executivo.





A comunidade internacional tem-se dividido entre a condenação da ação dos Estados Unidos e o júbilo pela queda de Maduro.



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"Estamos firmes". Filho de Maduro pede mobilização para libertação do pai




O filho do Presidente venezuelano deposto Nicolás Maduro apelou hoje à população para se mobilizar contra o ataque realizado no sábado pelos Estados Unidos contra a Venezuela e a prisão do seu pai pelas forças norte-americanas.


Estamos firmes. Filho de Maduro pede mobilização para libertação do pai







"Estamos bem, estamos calmos. Vão ver-nos nas ruas, ao lado do povo", disse Nicolás Maduro Guerra.



O filho de Maduro sublinhou que a mobilização popular deve centrar-se em "erguer as bandeiras da dignidade" e rejeitar qualquer perceção de fraqueza.


"Não nos verão fracos", afirmou o filho de Maduro.




"Vamos erguer as bandeiras do [antigo presidente venezuelano Hugo] Chávez e trabalhar para trazer Nicolás Maduro para casa são e salvo", disse, segundo a Rádio Miraflores.




"Estamos firmes (...). Estamos a avançar", sublinhou, numa mensagem dirigida aos membros do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, partido de Maduro) e aos movimentos sociais.




Nicolás Maduro Guerra convocou a participação nas manifestações organizadas nos últimos dias para denunciar a operação norte-americana na Venezuela.




Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela" para capturar e julgar o líder venezuelano e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.




Horas depois do ataque, e não sendo ainda claro quem vai dirigir o país após a queda de Maduro, o presidente norte-americano, Donald Trump, admitiu uma segunda ofensiva contra o país se for necessário.




Nicolás Maduro e a sua mulher, Cília Flores, foram transportados para Nova Iorque e o ex-presidente vai comparecer hoje num tribunal em Manhattan.




A vice-presidente, Delcy Rodriguez, assumiu a Presidência interina do país.




A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos a Caracas e saudações pela queda de Maduro e o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a ação militar dos EUA poderá ter "implicações preocupantes" para a região.




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Edmundo González pede libertação de presos políticos "imediata"




O dirigente da oposição venezuelana apelou às Forças Armadas do país para reconhecerem o resultado das eleições presidenciais no país de julho 2024, de que se diz vencedor, e à libertação de todos os presos políticos.


Edmundo González pede libertação de presos políticos imediata





O dirigente da oposição venezuelana Edmundo González apelou às Forças Armadas do país para reconhecerem o resultado das eleições presidenciais no país de julho 2024, de que se diz vencedor, e à libertação de todos os presos políticos.



"A normalização real do país só será possível quando se respeitar sem ambiguidades a vontade maioritária expressa pelo povo venezuelano" em 28 de julho de 2024 e quando "se libertarem todos os venezuelanos privados de liberdade por razões políticas", disse Edmundo González, que encabeçou a lista da oposição ao regime de Nicolás Maduro nas eleições de 2024.




Edmundo González Urrutia fez estas declarações num vídeo publicado na rede social X no domingo à noite, nas suas primeiras palavras públicas após a captura do presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, pelos EUA, em Caracas, no sábado.




Nuestro compromiso es: lealtad al pueblo, a la libertad y al Estado de derecho.




Nunca traicionaremos nuestros principios, esa será la base de la reconstrucción de la nación.



Venezuela merece un futuro con derechos y esperanza. pic.twitter.com/a7IidGHYZH
— Edmundo González (@EdmundoGU) January 4, 2026




"Este momento é um passo importante, mas não suficiente", disse Edmundo González sobre a queda de Maduro.



O dirigente político venezuelano insistiu em que só com o reconhecimento do resultado eleitoral real de julho de 2024 e a libertação "imediata e sem condições" dos presos políticos civis e militares poderá iniciar-se "de maneira séria e responsável" um "verdadeiro processo de transição" na Venezuela.




Edmundo González, que vive exilado em Espanha, na sequência das eleições de 2024, fez "um apelo sereno e claro" às forças armadas e aos corpos de segurança do Estado, sublinhando "que o seu dever é cumprir e fazer cumprir o mandato soberano expresso em 28 de julho de 2024".



"Como chefe supremo [das Forças Armadas] lembro-lhes que a sua lealdade é com a Constituição, com o povo e com a República", disse, afirmando assim que se considera o vencedor das últimas eleições venezuelanas e o presidente eleito e legítimo do país.



Edmundo González encabeçou a lista da oposição venezuelana e do movimento da hoje Nobel da Paz Maria Corina Machado nas eleições de 2024, cujos resultados oficiais - que deram nova vitória a Maduro - não foram reconhecidos também por toda a comunidade internacional, incluindo a União Europeia ou os EUA.




"Quem usurpou o poder já não se encontra no país e enfrenta a justiça", o que "configura um novo cenário político", mas "não substitui as tarefas fundamentais" que os venezuelanos têm de pela frente, disse Edmundo González no vídeo publicado no X.




O dirigente venezuelano insistiu em que o movimento político que integra tem hoje uma legitimidade que "provém do mandato popular e do apoio claro de milhões de venezuelanos" nas eleições de 2024.




"Esse apoio é profundo, maioritário e sustentável e jamais será traído". acrescentou.




Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela" para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, Cilia Flores, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.




Sobre María Corina Machado, reconhecida como líder da oposição, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que não "goza do apoio e respeito" necessários para governar o país.



María Corina Machado "é uma mulher muito simpática, mas não inspira respeito", disse Trump, acrescentando que os EUA não tiveram nenhum contacto com a vencedora do Prémio Nobel da paz.



Já María Corina Machado, defendeu que Edmundo González Urrutia deverá "assumir de imediato" o mandato presidencial, depois de os EUA terem capturado Nicolás Maduro.




"Esta é a hora dos cidadãos. Quem arriscou tudo pela democracia no 28 de julho [de 2024]. Quem elegeu Edmundo González Urrutia como legítimo Presidente da Venezuela, que deve assumir de imediato o mandato constitucional e ser reconhecido como comandante supremo das Forças Armadas" venezuelanas, afirmou.



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"Inferno na terra". A prisão onde Nicolás Maduro está detido




Nicolás Maduro, o presidente deposto da Venezuela, está detido numa prisão de Brooklyn descrita como um "inferno na terra" e uma "tragédia em curso". A prisão tem tantos problemas que alguns juízes se recusam a enviar reclusos para as instalações.


Inferno na terra. A prisão onde Nicolás Maduro está detido




A prisão de Brooklyn onde o presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, é descrita como "o inferno na terra" por muitos dos detidos e condenados que por lá passaram. O estabelecimento prisional, aliás, tem tantos problemas (de segurança e saúde) que certos juízes se recusam a enviar reclusos para as instalações.



Aberto no início dos anos 90, o Centro de Detenção Metropolitano (conhecido pela sigla MDC, em inglês), alberga, neste momento, 1.300 prisioneiros - uma descida considerável dos 1.580 que tinha em janeiro de 2024.




A prisão, localizada perto de um centro comercial numa zona industrial e perto da linha costeira, tem sido frequentemente descrita como "inferno na terra" e uma "tragédia em curso".




Ao longo dos anos, tanto os detidos como os seus advogados têm-se queixado de uma violência sem controlo dentro das instalações. Em 2024, dois reclusos morreram dentro do centro prisional, assassinados por outros prisioneiros.




Enquanto isso, os guardas prisionais do MDC são frequentemente afastados da posição e acusados de aceitar subornos ou permitir a entrada de contrabando nas instalações.




Em 2019, a falta de condições chegou a níveis extremos: durante o inverno, uma falha de energia geral deixou os reclusos sem luz e aquecimento durante uma semana inteira, enquanto a temperatura chegava a graus negativos.




Recentemente, o Departamento Federal de Prisões dos Estados Unidos disse ter melhorado as condições do MDC com novos guardas prisionais e médicos no centro prisional, uma revisão às linhas de esgotos e de eletricidade, à alimentação e ainda aos sistemas de aquecimento e de ar condicionado.




As melhorias - que visavam responder às preocupações de muitos juízes - vieram acompanhadas por uma forte repressão ao crime dentro da prisão. Em março, 23 reclusos foram acusados de crimes que variavam entre o contrabando de armas num pacote de Doritos ao esfaqueamento de um homem condenado pelo assassinato do DJ Jam Master Jay.




"Em suma, o MDC Brooklyn é seguro para os reclusos e funcionários", afirmou o departamento em setembro de 2025.




É nestas instalações que Nicolás Maduro está a ser detido. Apesar de permanecer isolado da restante população prisional, há caras conhecidas do chefe de Estado venezuelano na prisão.




Desde logo, Hugo Carvajal, o chefe dos serviços de inteligência da Venezuela que em 2019 quebrou laços com Maduro. Carvajal já terá indicado que quer cooperar com as autoridades norte-americanas no caso contra o presidente deposto.




O MDC também já deteve um outro ex-chefe de Estado: Juan Orlando Hernández, antigo presidente das Honduras, foi condenado a 45 anos de cadeia por traficar dezenas de toneladas para os Estados Unidos. Em dezembro, Trump emitiu um perdão a Hernández.




Para além dele, também Sean "Diddy" Combs (produtor e artista musical), R. Kelly (cantor) e Ghislaine Maxwell (namorada de longa data de Jeffrey Epstein) estiveram detidos nas instalações.




Atualmente, os reclusos da prisão incluem o co-fundador de um cartel de droga mexicano, Ismael "El Mayo" Zambada Garcia, e Luigi Mangione, acusado de matar o CEO de uma seguradora de saúde.



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Maduro já está no tribunal em Nova Iorque. As imagens da transferência







Nicolás Maduro vai ser hoje presente a tribunal para responder à acusação de narcoterrorismo. Nas últimas fotografias tiradas ao agora ex-presidente da Venezuela este foi visto a sorrir a caminho da audiência.​


Maduro já está no tribunal em Nova Iorque. As imagens da transferência






Nicolás Maduro já foi transferido do centro de detenção para o tribunal de Nova Iorque, onde está agendada uma audiência, às 17h00 de Lisboa. O presidente venezuelano vai responder às acusações de narcoterrorismo usadas pelo governo de Trump para justificar a sua captura e extradição para os Estados Unidos.



Maduro e Cilia Flores, a sua mulher, foram levados de helicóptero para o tribunal em Manhattan.




A Reuters captou o momento, sendo estas as imagens mais recentes de Maduro, depois de ter sido capturado .



Nas fotografias é possível ver o momento em que Maduro chega a um heliporto, em Nova Iorque. Depois disso, foi escoltado até uma carrinha.



A chegada ao tribunal fez num veículo blindado, refere a CNN internacional. O veículo foi filmado a entrar em marcha-atrás num edifício ladeado por agentes da DEA (Administração de Controlo de Drogas, na sigla em português).








O ex-líder venezuelano e a mulher vão ser ouvidos pelo juiz federal Alvin K. Hellerstein, de 92 anos,




Maduro passou a noite num centro de detenção em Nova Iorque depois de ter sido capturado por militares norte-americanos em Caracas, conforme relataram autoridades dos Estados Unidos.




Prisão é descrita como um inferno




A prisão de Brooklyn onde o presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, é descrita como "o inferno na terra" por muitos dos detidos e condenados que por lá passaram. O estabelecimento prisional, aliás, tem tantos problemas (de segurança e saúde) que certos juízes se recusam a enviar reclusos para as instalações.



Aberto no início dos anos 90, o Centro de Detenção Metropolitano (conhecido pela sigla MDC, em inglês), alberga, neste momento, 1.300 prisioneiros - uma descida considerável dos 1.580 que tinha em janeiro de 2024.



A prisão, localizada perto de um centro comercial numa zona industrial e perto da linha costeira, tem sido frequentemente descrita como "inferno na terra" e uma "tragédia em curso"



A captura de Nicolás Maduro



Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela" para capturar e julgar o líder venezuelano e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.



Horas depois do ataque, e não sendo ainda claro quem vai dirigir o país após a queda de Maduro, o presidente norte-americano, Donald Trump, admitiu uma segunda ofensiva contra o país se for necessário.



Nicolás Maduro e a sua mulher, Cília Flores, foram transportados para Nova Iorque e o ex-presidente vai comparecer hoje num tribunal em Manhattan.


A vice-presidente, Delcy Rodriguez, assumiu a Presidência interina do país.



A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos a Caracas e saudações pela queda de Maduro e o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a ação militar dos EUA poderá ter "implicações preocupantes" para a região.


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Presidente colombiano pronto a "retomar as armas" face a ameaças de Trump




O Presidente colombiano, Gustavo Petro, antigo guerrilheiro, afirmou-se hoje pronto para "retomar as armas" face às ameaças de ataques ao país feitas pelo homólogo norte-americano, Donald Trump.


Presidente colombiano pronto a retomar as armas face a ameaças de Trump





As palavras de Petro surgem num contexto de tensão crescente entre os dois países após o ataque militar norte-americano de sábado na Venezuela para prender o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro.



"Jurei não tocar em armas desde o acordo de paz de 1989, mas pela pátria voltarei a pegar em armas", escreveu o Presidente colombiano de esquerda na rede social X.



No domingo, a bordo do Air Force One, Trump declarou que uma operação na Colômbia semelhante à realizada na Venezuela lhe parecia "uma boa ideia" e acusou Gustavo Petro de tráfico de drogas para os Estados Unidos, avisando que "não continuaria a fazê-lo por muito tempo".


No mesmo dia, e também na rede social X, Petro criticou os Estados Unidos por serem o primeiro país a bombardear uma capital sul-americana, após o ataque da véspera a Caracas, dizendo que nem Netanyahu, Hitler, Franco ou Salazar o fizeram.



"Os Estados Unidos são o primeiro país do mundo a bombardear uma capital sul-americana em toda a história da humanidade. Nem Netanyahu o fez, nem Hitler, nem Franco, nem Salazar. Que medalha terrível essa, porque os sul-americanos não a esquecerão durante as próximas gerações", escreveu Petro.



Para o Presidente colombiano, "a ferida fica aberta durante muito tempo", mas "a vingança não deve existir" porque "mata o coração".


"Os parceiros comerciais têm de mudar e a América Latina tem de se unir ou será tratada como um servo e escravo e não como o centro vital do mundo. Uma América Latina com capacidade para compreender, negociar e unir-se a todo o mundo. Não olhamos apenas para o norte, mas em todas as direções", frisou Petro numa longa mensagem.



Petro disse que pediu ao homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que procure uma aliança -- "antes de tudo deve ser a própria América Latina, que está sendo bombardeada" --, após observar que a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), da qual a Colômbia detém a presidência temporária, não é um fórum com capacidade de atuação.


"A CELAC atualmente não nos serve de nada por causa da sua regra de consenso absoluto, o que não falta é um ou uma presidente que prefere continuar a ser escravo de governos estrangeiros, que anseia ajoelhar-se perante o rei", afirmou, referindo-se a uma reunião virtual de ministros dos Negócios Estrangeiros convocada pela Colômbia para lidar com a situação na Venezuela, na qual não se chegou, no domingo, a qualquer acordo.



Horas antes da publicação da mensagem, o Presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou Petro, a quem acusou de "fabricar cocaína", com o envio para a Colômbia de uma missão norte-americana como a que atacou vários pontos da Venezuela e capturou Maduro.


Trump disse aos jornalistas a bordo do avião presidencial que, tal como a Venezuela, "a Colômbia também está muito doente", acrescentando que o país é "governado por um homem doente que gosta de fabricar cocaína e vendê-la aos Estados Unidos, e isso é algo que ele não vai fazer durante muito tempo".



A este respeito, Petro disse: "Rejeito profundamente que Trump fale sem saber, o meu nome em 50 anos não aparece nos ficheiros judiciais sobre tráfico de droga, nem antes nem agora. Pare de me caluniar, senhor Trump".



"Não lê a história da Colômbia e é por isso que falha quando nos critica. Só deve reunir-se com os seus funcionários especializados em investigações sobre drogas na Colômbia a quem eu ajudei com as minhas próprias investigações como senador da República de esquerda da Colômbia e do seu povo", acrescentou Petro.



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México condena ataque dos EUA e diz que "nunca trouxe democracia"




A Presidente do México, Claudia Sheinbaum, condenou hoje o ataque militar dos Estados Unidos na Venezuela, afirmando que a intervenção externa "nunca trouxe democracia" e que o continente americano "pertence aos povos" que o habitam.


México condena ataque dos EUA e diz que nunca trouxe democracia







"O México mantém firmemente a posição de que os Estados Unidos não pertencem a nenhuma doutrina nem a nenhuma potência. O continente americano pertence aos povos de cada um dos países que o compõem", disse Sheinbaum, na sua conferência de imprensa diária.



A chefe de Estado reiterou a rejeição do seu Governo ao ataque militar norte-americano contra a Venezuela, no qual foram capturados, no passado sábado, o Presidente Nicolás Maduro e a sua mulher, Cilia Flores.




Segundo Sheinbaum, a história da América Latina demonstra que a intervenção nos assuntos internos de outros países não produziu resultados positivos.


"Rejeitamos categoricamente a intervenção nos assuntos internos de outros países. A história da América Latina é clara e incontestável. A intervenção nunca trouxe democracia, nunca gerou bem-estar ou estabilidade duradoura", disse o Presidente do México.




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"Sou inocente. Não sou culpado de nada do que foi aqui mencionado"




O Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, declarou-se hoje inocente na sua primeira aparição perante um tribunal de Nova Iorque, após ter sido capturado pelas autoridades norte-americanas.


Sou inocente. Não sou culpado de nada do que foi aqui mencionado






"Sou inocente. Não sou culpado de nada do que foi aqui mencionado", afirmou Maduro, ao ser questionado sobre como se declarava, quando foi presente, pela primeira vez, a um juiz de Nova Iorque e dois dias depois de ter sido detido em Caracas no âmbito de uma operação conduzida por forças especiais dos Estados Unidos, cujos contornos continuam a ser contestados por Caracas.



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Americanos reativam processo contra Maduro e Delcy Rodríguez por sequestro




Cidadãos norte-americanos reativaram em Miami um processo contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, após a sua captura, e a sua vice-presidente e agora mandatária interina, Delcy Rodríguez, que acusam de sequestro, tortura e terrorismo.


Americanos reativam processo contra Maduro e Delcy Rodríguez por sequestro





Os reclamantes, incluindo pessoas sequestradas na Venezuela e duas menores de idade, apresentaram, este fim de semana, uma moção ao Tribunal do Distrito Sul da Florida, para que este declare o incumprimento por parte dos acusados por não responderem à ação apresentada a 14 de agosto de 2025, segundo documentos judiciais disponibilizados hoje.



O recurso, atribuído ao juiz Darrin P. Gayles, acusa os líderes chavismo bem como outros elementos do chavismo na Venezuela de violar a Lei Federal Antiterrorismo (ATA, em inglês), a Lei Antiterrorismo da Flórida e a Lei de Organizações Corruptas e Influenciadas pelo Crime Organizado (RICO).


Além de Maduro e Rodríguez, o processo acusa também o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, o procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab; o ministro do Interior, Diosdado Cabello; ao ex-presidente do Tribunal Supremo de Justiça Maikel Moreno, e o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.



Também refere a empresa estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) e o ex-ministro de Energia Elétrica Néstor Reverol.



A acusação afirma que Maduro "comete atos flagrantes de terrorismo contra os cidadãos dos Estados Unidos" e cita a acusação contra o governante em Nova Iorque, onde o presidente e a sua esposa, Cilia Flores, compareceram hoje, pela primeira vez, após a sua detenção no sábado.



O processo sustenta que os queixosos "foram mantidos cativos por Maduro" com "apoio material ilegal" dos outros acusados, que identifica como membros do Cartel dos Sóis, um grupo considerado terrorista pelos Estados Unidos no ano passado.


A defesa dos queixosos reativou o recurso, com o argumento que os acusados não responderam dentro do prazo estabelecido, o que justifica uma "moção por incumprimento ou não comparência".


O facto veio a público algumas horas depois da primeira aparição de Maduro e Flores hoje perante o tribunal de Nova Iorque, após a sua detenção no sábado numa operação das forças norte-americanas em Caracas, onde agora tomou posse Delcy Rodríguez como presidente interina.


Maduro declarou-se um "prisioneiro de guerra" e "inocente" das acusações de conspiração por terrorismo ligado ao narcotráfico, conspiração para importar cocaína, conspiração para a posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos e conspiração para utilizar essas armas.


A segunda sessão do julgamento de Maduro e da sua esposa, em Nova Iorque, será a 17 de março, enquanto em Miami ainda não há detalhes sobre o andamento do caso.



Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela", capturando o Presidente venezuelano e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.



Entretanto, o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela entregou a presidência interina à vice-presidente executiva, Delcy Rodriguez, "de forma a garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da nação".



A comunidade internacional tem-se dividido entre a condenação da ação dos Estados Unidos e o júbilo pela queda de Maduro.



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Trump garante: Presidente interina da Venezuela está a cooperar com EUA




O presidente dos Estados, Donald Trump, garantiu na segunda-feira que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, está a cooperar com as autoridades norte-americanas e afastou a realização de eleições no país sul-americano num futuro próximo.


Trump garante: Presidente interina da Venezuela está a cooperar com EUA






"Tenho a impressão de que ela está a cooperar. Eles precisam de ajuda. E tenho a impressão de que [Rodriguez] ama o seu país e quer que ele sobreviva", apontou numa entrevista telefónica à estação NBC News, sobre a mulher que era vice-presidente de Nicolás Maduro antes do líder ser capturado no sábado pelas forças norte-americanas.




Trump acrescentou que não houve qualquer contacto de Washington com Rodríguez antes da operação militar.




A administração Trump já tinha designado Rodríguez como interlocutora de Caracas ainda antes da sua tomada de posse, à frente da líder da oposição, María Corina Machado, e de Edmundo González Urrutia, o candidato que desafiou Maduro nas polémicas eleições presidenciais de 2024 e que a oposição considera o presidente eleito da Venezuela.




Quer Trump, quer o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, alertaram veementemente Rodríguez para consequências "muito piores" do que as sofridas por Maduro caso a presidente interina não cumpra as diretrizes de Washington.




O líder norte-americano também exigiu a Rodríguez "acesso total" ao petróleo venezuelano e a outros recursos e infraestruturas.




Na mesma entrevista, o governante republicano afastou a realização de eleições na Venezuela nos próximos 30 dias, até que o país "recupere a sua saúde".




"Primeiro, temos de consertar o país. Não é possível haver eleições. Não há forma de as pessoas votarem", frisou Trump.




O republicano garantiu ainda que os EUA não estão em guerra com o país sul-americano: "Estamos em guerra com quem vende droga. Estamos em guerra com quem esvazia as suas prisões no nosso país, envia os seus toxicodependentes e os seus hospitais psiquiátricos para o nosso país", destacou.




Trump adiantou que os seus secretários de Estado e da Guerra, Marco Rubio e Pete Hegseth, respetivamente, e o conselheiro para assuntos de segurança nacional e migração, Stephen Miller, serão responsáveis pela coordenação da transição na Venezuela.




O chefe de Estado norte-americano também incluiu o seu vice-presidente, JD Vance, na equipa encarregada da Venezuela, embora Vance tenha permanecido em segundo plano desde o grande destacamento militar e de operações especiais em Caracas.




Questionado sobre quem, dentro deste grupo, seria o principal responsável pelas decisões sobre a Venezuela, Trump afirmou simplesmente que teria a palavra final.




Rubio, Hegseth e outros responsáveis vão discutir a situação da Venezuela e os planos do Governo norte-americano para o futuro daquele país com a liderança da Câmara dos Representantes e do Senado dos EUA, bem como com membros importantes das comissões de inteligência e de segurança nacional.




Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela" para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.




Maduro e a mulher prestaram na segunda-feira breves declarações num tribunal de Nova Iorque para responder às acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais e ambos declararam-se inocentes. A próxima audiência está marcada para 17 de março.




A vice-presidente executiva Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina do país com o apoio das Forças Armadas.


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Maduro alarga equipa de defesa a advogado que trabalhou com Ronald Reagan




O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, raptado pelos EUA em Caracas, alargou hoje a sua equipa jurídica de defesa a Bruce Fein, um advogado perito em Direito Constitucional que trabalhou para o governo republicano de Ronald Reagan (1981-1989).


Maduro alarga equipa de defesa a advogado que trabalhou com Ronald Reagan





Fein passou a constar na plataforma judicial 'online' dos EUA, juntamente com o conhecido causídico Barry Pollack, que representou Maduro na segunda-feira na sua primeira comparecência em um tribunal federal de Nova Iorque, depois do seu rapto e da sua transferência para os EUA no sábado.




Este advogado, que foi vice-procurador-geral no governo de Reagan, é uma figura famosa no mundo jurídico em Washington desde há meio século, colabora frequentemente com mios de informação, escreve livros e assessora políticos sobre Direito.



Na página do seu escritório na internet está a informação de que Fein "ajudou a vários países a redigir ou alterar as suas constituições", oferece formação constitucional a vários congressistas e foi assessor do senador Ron Paul, na sua campanha eleitoral de 2012, entre outras atividades.


O advogado, que se graduou na Faculdade de Direito de Harvard, serviu "nos mais altos níveis dos ramos legislativo, executivo e judicial do governo".



Fein tem uma conta na rede Substack, onde publicou um texto intitulado "Presidente Trump, está despedido por delitos incapacitantes", onde classifica várias ordens executivas como anticonstitucionais.



O jurista mostrou-se crítico da política de Trump relativa à Venezuela. Em 4 de janeiro, publicou um texto com o título "Venezuela vai ser o Waterloo de Trump" no Baltimore Sun e uma semana antes escrevera que o governo "abraça o intervencionismo sob o seu próprio risco".



O outro defensor de Maduro, Pollack, apresentou na segunda-feira ao tribunal "dúvidas sobre a legalidade" do "rapto por militares" de Maduro, reivindicou os seus "direitos" e adiantou que vai apresentar "numerosos" documentos para abordar estes assuntos.



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Trump exige que Caracas corte relações com China e Rússia




A Administração de Donald Trump informou a líder interina da Venezuela que o país deve cortar relações com China, Rússia, Irão e Cuba como condição para poder explorar e vender o seu petróleo, noticiou hoje a ABC.


Trump exige que Caracas corte relações com China e Rússia







Segundo a cadeia televisiva, a Casa Branca quer que a Venezuela corte relações com esses países antes de permitir que volte a exportar o seu crude, numa exigência que visa favorecer exclusivamente Washington nas vendas de petróleo pesado.



O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, terá dito em sessões privadas com legisladores que os Estados Unidos acreditam poder pressionar Caracas porque os seus tanques de armazenamento de petróleo estão cheios e advertiu que a Venezuela poderia entrar em insolvência financeira em poucas semanas se não conseguir vender as suas reservas.




O senador Roger Wicker confirmou em entrevista à ABC que o plano se baseia no controlo das exportações de petróleo venezuelano e afirmou que não faz parte da intenção dos EUA o envio de tropas norte-americanas.




Até ao momento, o Governo provisório venezuelano, liderado por Delcy Rodríguez desde que Nicolás Maduro foi capturado pelos Estados Unidos, no sábado, ainda não emitiu uma reação oficial às exigências comunicadas por Washington.




Na terça-feira, durante uma sessão extraordinária da Organização dos Estados Americanos (OEA), países como Colômbia, Chile, México e Brasil condenaram a intervenção dos EUA em Caracas e advertiram que a ingerência norte-americana representa uma ameaça à soberania regional.



A exigência de romper relações com Pequim, Moscovo, Teerão e Havana aprofundaria um realinhamento geopolítico de Caracas, que historicamente manteve laços estreitos com esses países, em particular na esfera energética e financeira.



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Rússia envia submarino para escoltar petroleiro sob ameaça dos EUA




A Federação Russa enviou um submarino e outros meios para fazerem a escolta a um petroleiro que os Estados Unidos da América (EUA) tentaram apreender junto à Venezuela, noticiou hoje o jornal norte-americano Wall Street Journal.


Rússia envia submarino para escoltar petroleiro sob ameaça dos EUA







Segundo fonte oficial dos EUA, o navio em causa é o "Bella 1", que tem estado há duas semanas a tentar furar o bloqueio naval das forças comandadas por Washington, no mar do Caribe.



O referido petroleiro, sem carga nos seus tanques, não conseguiu atracar na Venezuela para ser carregado e foi perseguido pela Guarda Costeira dos EUA, que alegam tratar-se de um dos navios da chamada "frota fantasma" com o objetivo de distribuir petróleo russo por vários países, numa espécie de 'mercado negro'.



A tripulação do "Bella 1" repeliu uma tentativa de abordagem das forças norte-americanas, em dezembro, e navegou para o oceano Atlântico. Entretanto, foi pintada uma bandeira russa no costado (parte lateral do casco) do navio, rebatizado "Marinera".





O Wall Street Journal consultou especialistas que relataram que a Rússia está a permitir o registo de navios sem inspeção ou outras formalidades para assim poderem transportar o seu petróleo, considerado ilícito, e obter benefícios económicos.



Moscovo já pediu a Washington o fim da perseguição àquele navio, segundo três outras fontes norte-americanas citadas, e o ministério dos Negócios Estrangeiros do regime liderado por Vladimir Putin declarou estar a acompanhara a situação com preocupação.


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EUA intercetam petroleiro venezuelano que era escoltado pela Rússia




A Federação Russa tinha enviado um submarino e outros meios para fazerem a escolta do petroleiro que foi agora apreendido pelos EUA.


EUA intercetam petroleiro venezuelano que era escoltado pela Rússia





Os Estados Unidos intercetaram o petroleiro com bandeira russa ligado à Venezuela, após uma perseguição de mais de duas semanas pelo Atlântico, avança a Reuters.




A apreensão, que pode aumentar as tensões com a Rússia, acontece depois de o petroleiro, originalmente conhecido como Bella-1, ter passado o "bloqueio" marítimo dos EUA a petroleiros sancionados e ter rejeitado as tentativas da Guarda Costeira dos EUA de abordá-lo.



A operação foi levada a cabo pela Guarda Costeira norte-americana.




Na rede social X, esta força escreve que intercetou o navio por este ter "violado as sanções dos EUA".




A Guarda Costeira diz que procedeu à intercepção sem sinais de "resitencia ou hostilidades por parte da tripulação", reporta o The New York Times.





Esta terá sido a primeira vez, em muitos anos, que o exército norte-americano interceptou um navio com bandeira russa.




Rússia envia submarino para escoltar petroleiro




A operação ocorre poucas horas depois de notícias de a Marinha russa ter enviado um submarino e outros navios de guerra para escoltar a embarcação, potencialmente para levá-la a um porto russo, segundo relatórios citados pelo jornal Wall Street Journal e pela cadeia televisiva CNN.



A perseguição do Marinera começou em dezembro, quando a Guarda Costeira tentou abordar o navio no Mar das Caraíbas enquanto este se dirigia para a Venezuela sem carga.




Meios de comunicação russos publicaram imagens que alegadamente mostram um helicóptero militar sobrevoando o navio em mar aberto, enquanto a perseguição prossegue.




O "Marinera", que antes transportava petróleo e foi sancionado pelos Estados Unidos em 2024 por alegadas ligações a cargas ilícitas e à chamada "frota fantasma", foi localizado na zona económica exclusiva da Islândia depois de navegar pelo Atlântico Norte.



O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo afirmou que acompanha a situação "com preocupação", considerando desproporcional a atenção militar conferida ao navio, que, segundo Moscovo, tem estatuto pacífico.



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Moscovo denuncia uso da força dos EUA contra navio com bandeira russa




Moscovo denunciou hoje o uso da força por Washington contra um navio com bandeira russa no Atlântico Norte, após o anúncio norte-americano da apreensão de um petroleiro no âmbito do bloqueio dos Estados Unidos contra petroleiros ligados à Venezuela.


Moscovo denuncia uso da força dos EUA contra navio com bandeira russa







"Segundo as disposições da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982, em alto mar aplica-se o regime de liberdade de navegação, e nenhum Estado tem o direito de usar a força contra navios devidamente registados na jurisdição de outros Estados", declarou o Ministério dos Transportes russo.



O ministério especificou que o "Marinera" tinha obtido, em 24 de dezembro, uma "autorização provisória" para navegar sob pavilhão russo e que, quando as forças navais norte-americanas subiram a bordo, "a comunicação com o navio foi perdida".



As Forças Armadas dos Estados Unidos estão a realizar uma operação no Atlântico Norte para tomar o controlo de um petroleiro de bandeira russa ligado à Venezuela, informaram hoje 'media' norte-americanos e confirmou uma fonte militar.



O navio - anteriormente conhecido como "Bella 1" e agora registado como "Marinera" sob a bandeira russa - tem sido perseguido pela Guarda Costeira dos EUA e outras unidades militares desde o final de dezembro, após ter tentado furar o bloqueio marítimo imposto por Washington a petroleiros sancionados, segundo várias fontes noticiosas.



Também uma fonte militar norte-americana confirmou à agência noticiosa Associated Press que as Forças Armadas dos EUA abordaram um petroleiro sancionado e ligado à Venezuela.


A operação ocorre poucas horas após surgirem notícias de a Marinha russa ter enviado um submarino e outros navios de guerra para escoltar a embarcação, potencialmente para levá-la a um porto russo, segundo relatórios citados pelo jornal Wall Street Journal e pela cadeia televisiva CNN.


A perseguição do "Marinera" começou em dezembro, quando a Guarda Costeira tentou abordar o navio no Mar das Caraíbas enquanto este se dirigia para a Venezuela sem carga.



Meios de comunicação russos publicaram imagens que alegadamente mostram um helicóptero militar sobrevoando o navio em mar aberto, enquanto a perseguição prossegue.



O "Marinera", que antes transportava petróleo e foi sancionado pelos Estados Unidos em 2024 por alegadas ligações a cargas ilícitas e à chamada "frota fantasma", foi localizado na zona económica exclusiva da Islândia depois de navegar pelo Atlântico Norte.



O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo afirmou que acompanha a situação "com preocupação", considerando desproporcional a atenção militar conferida ao navio, que, segundo Moscovo, tem estatuto pacífico.




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EUA apreendem dois petroleiros sancionados ligados a Caracas




As autoridades dos Estados Unidos anunciaram hoje a apreensão de dois petroleiros sancionados com ligações à Venezuela em operações consecutivas no Atlântico Norte e no mar das Caraíbas.


EUA apreendem dois petroleiros sancionados ligados a Caracas





O Comando Europeu dos EUA (EUCOM) anunciou, em comunicado divulgado nas redes sociais, a apreensão do navio mercante "Bella 1" por "violações das sanções norte-americanas", confirmando notícias veiculadas por 'media' norte-americanos.



A embarcação vinha a ser seguida pelo navio patrulha da Guarda Costeira "USCGC Munro" e foi intercetada no Atlântico Norte, entre a Escócia e a Islândia, ao abrigo de um mandado emitido por um tribunal federal norte-americano.




O "Bella 1" - rebatizado posteriormente como "Marinera" e registado sob bandeira russa - estava a ser procurado desde o mês passado, após ter tentado contornar um bloqueio imposto pelos EUA a petroleiros sancionados à volta da Venezuela.




O navio tinha sido sancionado em 2024 por alegadamente contrabandear carga para uma empresa com ligações ao grupo militante libanês Hezbollah, apoiado pelo Irão, indicaram autoridades norte-americanas.




Hoje ainda, a secretária de Segurança Interna norte-americana, Kristi Noem, disse que as forças norte-americanas também assumiram o controlo do petroleiro "Sophia" no mar das Caraíbas.



De acordo com Noem, ambos os navios estavam "ou atracados na Venezuela ou a caminho dela" antes das respetivas apreensões.




Fontes oficiais relataram que, após a captura, o "Bella 1/Marinera" foi entregue às autoridades policiais dos EUA, num processo que decorreu sem incidentes significativos.




Dados de rastreamento marítimo de código aberto mostraram a embarcação a navegar para norte antes de ser intercetada, e agentes de vigilância aérea norte-americanos e da Royal Air Force britânica sobrevoaram a área durante a operação.




O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo afirmou que acompanha a situação "com preocupação", considerando desproporcional a atenção militar conferida ao navio, que, segundo Moscovo, tem estatuto pacífico.




Nos últimos dias, responsáveis do Governo norte-americano afirmaram que pretendem continuar a apreender embarcações sancionadas com ligações ao país.



"Estamos a cumprir as leis americanas relativas às sanções ao petróleo", disse o secretário de Estado, Marco Rubio, à estação televisiva NBC, no domingo.




"Vamos a tribunal. Obtemos um mandado. Apreendemos estes barcos com petróleo. E isto vai continuar", assegurou o chefe da diplomacia dos Estados Unidos.



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