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Novo ataque russo deixa parte de Kyiv sem luz, água e aquecimento
Um novo ataque maciço russo contra infraestruturas energéticas ucranianas deixou hoje parte de Kyiv sem eletricidade, água e aquecimento, numa altura em que as temperaturas na capital rondam os 12 graus negativos.
Segundo informaram o presidente da câmara de Kyiv, Vitali Klichkó, e o chefe da administração militar da região da capital, Timur Tkachenko, a margem oriental do rio Dniepre -- que divide a cidade em duas -- foi a mais afetada pelo bombardeamento.
Durante as primeiras horas da madrugada, antes de os responsáveis divulgarem os primeiros balanços, a Força Aérea ucraniana já tinha alertado, através do seu canal no Telegram, que veículos aéreos não tripulados ("drones") e mísseis balísticos se dirigiam para a capital.
Este é o terceiro grande ataque russo contra infraestruturas energéticas de Kyiv desde 09 de janeiro, data em que um outro bombardeamento com mísseis e "drones" deixou grande parte da cidade sem luz nem aquecimento durante quase três dias, precisamente no início da vaga de frio que ainda se mantém.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou repetidamente nos últimos dias para a preparação de um novo ataque russo em larga escala contra o sistema energético da Ucrânia, com o objetivo de agravar a crise de fornecimento em plena vaga de frio, após os danos causados por bombardeamentos anteriores.
Na semana passada, a Ucrânia recebeu um carregamento significativo de mísseis antiaéreos para reforçar as suas defesas e responder com maior eficácia aos ataques russos.
Pelo menos dois mortos em ataque russo à cidade de Kryvyi Rih
Pelo menos duas pessoas morreram hoje num novo ataque do exército russo à cidade ucraniana de Kryvyi Rih, terra natal do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, segundo as autoridades ucranianas.
O governador da região de Dnipropetrovsk, Oleksandr Ganzha, afirmou nas redes sociais que os mortos eram um homem de 77 anos e uma mulher de 72 anos, acrescentando que uma terceira pessoa ficou ferida e foi hospitalizada.
"O agressor lançou um ataque com mísseis contra Kryvyi Rih", no centro-leste da Ucrânia, referiu o governador, sublinhando que o ataque russo também danificou aproximadamente 15 casas, um edifício administrativo e vários veículos no distrito de Sinelniki.
As defesas aéreas ucranianas abateram 84 dos 97 drones de diversos tipos lançados pelas Forças Armadas russas desde a tarde de terça-feira contra território sob controlo de Kiev, segundo um comunicado divulgado hoje pela Força Aérea ucraniana.
"O impacto de um míssil balístico e de 13 drones kamikaze foi registado em 11 zonas, assim como o impacto de destroços de drones abatidos noutros pontos", referiu o comunicado.
"O ataque continua, dada a presença de numerosos drones inimigos no nosso espaço aéreo. Por favor, sigam as normas de segurança", concluiu a Força Aérea ucraniana.
Pelo menos três mortos em ataque ucraniano a terminal portuário russo
Pelo menos três pessoas morreram hoje num ataque ucraniano com drones a um terminal portuário na região russa de Krasnodar, no Mar Negro.
Além dos mortos, o ataque na localidade de Volna feriu com diferentes gravidades outros oito trabalhadores, que foram hospitalizados, segundo explicou no Telegram governador de Krasnodar, Beniamin Kondrátev.
Em consequência do bombardeamento, quatro depósitos de produtos petrolíferos arderam nas chamas nos terminais do porto de Taman.
Cerca de cem pessoas participam nas operações de extinção do fogo, informou o Ministério para Situações de Emergência.
A Ucrânia tem concentrado os seus ataques, nos últimos meses, na infraestrutura energética russa, especialmente nas refinarias das regiões do sul do país, o que tem diminuído significativamente o seu potencial de produção e fornecimento com destino à maquinaria do Exército russo.
Moscovo bombardeou incessantemente nas últimas semanas as infraestruturas civis do país vizinho, deixando milhões de ucranianos sem luz e aquecimento, quando as temperaturas variam entre os 10 e 20 graus abaixo de zero.
Rússia abate 31 drones de Kyiv nas últimas 12 horas
Sistemas de defesa aérea russos abateram, nas últimas horas, um total de 31 drones ucranianos sobre diversas regiões da Rússia, informaram hoje as autoridades.
"Entre as 23h00 [20h00 em Lisboa] de 21 de janeiro e as 7h00 [4h00] de 22 de janeiro, 14 drones ucranianos foram intercetados e destruídos", informou o Ministério da Defesa russo na plataforma de mensagens Telegram, acrescentando que um total de 31 drones foram abatidos entre as 20h00 (17h00) de quarta-feira e a manhã de hoje.
Entre as regiões atacadas estão Volgogrado, a península anexada da Crimeia, Rostov, Bryansk, Belgorod e Krasnodar.
Em Krasnodar, as autoridades locais relataram que os serviços de emergência conseguiram extinguir o incêndio que começou na quarta-feira, na cidade portuária de Volna, após um ataque de drones ucranianos que causou três mortes e feriu pelo menos oito trabalhadores.
Como resultado do bombardeamento, quatro instalações de armazenamento de produtos petrolíferos foram incendiadas nos terminais portuários de Taman.
Quase cem pessoas participaram dos trabalhos de combate às chamas, indicou o Ministério de Situações de Emergência.
A Ucrânia tem concentrado os ataques na infraestrutura energética russa, especialmente em refinarias nas regiões sul do país, numa tentativa de comprometer a capacidade de produção e abastecimento do exército russo.
Moscovo lançou uma série de ataques nas últimas semanas, bombardeando a infraestrutura civil do país vizinho e deixando milhões de ucranianos sem eletricidade e aquecimento, enquanto as temperaturas caem para entre 10 e 20 graus negativos.
Moscovo anuncia reunião entre a Rússia, Ucrânia e os EUA em Abu Dhabi
A Rússia, a Ucrânia e os Estados Unidos vão realizar hoje uma reunião trilateral em Abu Dhabi, anunciou hoje o Kremlin, após uma reunião em Moscovo entre o presidente Vladimir Putin e o enviado norte-americano Steve Witkoff.
"Foi acordado que, a partir de hoje, a primeira reunião de um grupo de trabalho trilateral responsável pelas questões de segurança terá lugar em Abu Dhabi", declarou o conselheiro diplomático do Kremlin, Iouri Uchakov, em declarações à imprensa.
A equipa russa, liderada pelo general Igor Kostioukov, alto responsável do Estado-Maior, "viajará nas próximas horas para Abu Dhabi", anunciou.
Ushakov salientou que a reunião entre Putin e Witkoff foi "útil em todos os pontos de vista", nomeadamente para permitir esta reunião trilateral.
"Os norte-americanos fizeram muito para preparar esta reunião e esperam que ela seja um sucesso e abra perspetivas para avançar em todas as questões relacionadas com o fim do conflito" na Ucrânia, sublinhou Ushakov, referindo-se a conversações "muito substanciais" com Witkoff.
Outro encontro, dedicado a questões económicas, decorrerá também hoje em Abu Dhabi entre Witkoff e o enviado do Kremlin para questões económicas internacionais, Kirill Dmitriev, precisou.
"Estamos sinceramente interessados numa resolução (do conflito) por meios político-diplomáticos", assegurou Ouchakov. Mas "enquanto isso não acontecer, a Rússia continuará a atingir os seus objetivos (...) no campo de batalha", acrescentou.
Steve Witkoff, que estava acompanhado pelo genro do Presidente norte-americano, Jared Kushner, conversou com Vladimir Putin durante mais de três horas e meia. O enviado já se reuniu com o Presidente russo várias vezes ao longo do último ano, no âmbito dos esforços norte-americanos para pôr fim a quatro anos de combates na Ucrânia.
Em Davos, Witkoff elogiou os "significativos" progressos alcançados durante o seu encontro, no fim de semana passado em Miami, com negociadores ucranianos.
"Acho que reduzimos o problema a um único ponto", afirmou.
Em Davos, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, conversou brevemente com Trump na quinta-feira e declarou à imprensa que o encontro foi "positivo", mas que o diálogo "não foi fácil".
Zelensky assegurou ter chegado a um acordo sobre as garantias de segurança que devem ser oferecidas pelos Estados Unidos à Ucrânia para dissuadir a Rússia de atacar novamente após um eventual fim do conflito.
"As garantias de segurança estão prontas", afirmou, indicando que "o documento deve ser assinado pelas partes, pelos presidentes, e depois será enviado aos parlamentos nacionais".
O chefe de Estado ucraniano, por outro lado, disse que a questão dos territórios do leste da Ucrânia reivindicados por Moscovo "ainda não está resolvida".
"Sem a resolução da questão territorial (...), não se pode esperar uma solução a longo prazo"", repetiu já hoje o conselheiro diplomático do Kremlin depois da reunião entre Putin e Witkoff.
As negociações diretas anteriores entre a Rússia e a Ucrânia durante o primeiro ano da guerra, em 2022, e várias vezes em 2025, em Istambul resultaram apenas na troca de prisioneiros e de restos mortais de soldados.
A Rússia exige a retirada das tropas ucranianas do Donbass, na região industrial do leste da Ucrânia, e um compromisso de Kyiv de não aderir à NATO. Nos últimos meses, a Rússia intensificou os ataques à rede energética ucraniana, provocando cortes massivos de eletricidade e aquecimento, especialmente na capital ucraniana, que enfrenta temperaturas gélidas.
Cada vez mais crítico em relação aos europeus nas últimas semanas, Zelensky proferiu um discurso particularmente duro em Davos na quinta-feira contra os seus principais apoiantes, dizendo ver uma Europa "fragmentada" e "perdida", quando se trata de influenciar as posições de Donald Trump, e sem "vontade política" face a Vladimir Putin.
"Em vez de se tornar uma verdadeira potência mundial, a Europa continua a ser um caleidoscópio bonito, mas fragmentado, de pequenas e médias potências", lamentou Zelensky, referindo-se às "disputas internas incessantes e aos silêncios" que "impedem a Europa de se unir".
O líder ucraniano considerou ainda que, apesar das promessas europeias de enviar tropas para a Ucrânia após a guerra, "nenhuma garantia de segurança pode funcionar sem os Estados Unidos" e que o apoio do seu homólogo americano é "indispensável".
Incêndio em depósito de combustível russo após ataque com drone em Penza
Um incêndio deflagrou hoje num depósito de combustível na cidade de Penza após a queda de destroços de um drone, alegadamente intercetados na zona durante um ataque do exército ucraniano, terem atingido o local, informaram as autoridades russas.
O governador da região de Penza, Oleg Melnichenko, afirmou que os sistemas de defesa aérea abateram quatro drones na zona, antes de confirmarem que o impacto dos fragmentos "causou um incêndio num depósito de combustível" na cidade.
"Segundo informações preliminares, não há mortos nem feridos", disse, acrescentando que os bombeiros já estão a trabalhar no local para extinguir as chamas e pedindo ao público que "não partilhe fotografias ou vídeos" da operação.
"Não se tornem cúmplices do inimigo, confiem apenas em informações verificadas", concluiu.
O Ministério da Defesa russo afirmou que 12 drones foram abatidos nas últimas horas, incluindo sete em Belgorod, dois em Voronezh e um em cada uma das cidades de Penza, Bryansk e Astracã.
O incidente ocorreu dois dias depois de os bombeiros terem extinguido um incêndio numa refinaria na região de Krasnodar, provocado por destroços de um drone ucraniano, alegadamente intercetado por sistemas de defesa aérea.
Segundo os relatos, este incidente também não resultou em vítimas.
A refinaria afetada foi a Afipsky, alvo de vários ataques ucranianos nos últimos meses, no âmbito da campanha de Kiev contra a infraestrutura energética russa.
Alegado petroleiro da frota fantasma russa será rebocado para Marselha
Um petroleiro suspeito de integrar a frota fantasma russa intercetado na quinta-feira no Mediterrâneo pela Marinha francesa será rebocado para o porto de Marselha-Fos, no sul de França, indicou hoje uma fonte próxima do caso.
O navio, conhecido pela alcunha Grinch, foi intercetado na manhã de quinta-feira em águas internacionais do Mar de Alborão, entre Espanha e o Norte de África.
Segundo a mesma fonte, o petroleiro deverá chegar no sábado de manhã ao porto de Marselha-Fos, que dispõe de um terminal petrolífero em Fos-sur-Mer e é o terceiro maior porto petrolífero da Europa.
O navio encontra-se sob sanções internacionais e é suspeito de operar sob falsa bandeira, tendo sido intercetado com a assistência de vários aliados da França, incluindo o Reino Unido, anunciou na quinta-feira o Presidente francês, Emmanuel Macron.
A operação decorreu a bordo do petroleiro, que tinha partido de Murmansk, um porto ártico no Mar de Barents, segundo a Prefeitura Marítima do Mediterrâneo.
A abordagem resultou na apresentação de um relatório à procuradoria de Marselha e na abertura de um inquérito judicial.
Com 249 metros de comprimento, o petroleiro Grinch surge com esse nome na lista do Reino Unido de navios pertencentes à frota fantasma russa, mas figura como Carl na lista de sanções estabelecida pela União Europeia e pelos Estados Unidos.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, saudou a operação, agradecendo à França a determinação demonstrada para impedir que o petróleo russo continue a financiar a guerra.
Esta é a segunda operação deste tipo realizada pela França, depois da interceção do petroleiro Boracay, abordado no final de setembro no Atlântico e desviado para o porto de Saint-Nazaire.
Cerca de 598 navios suspeitos de integrarem a denominada frota fantasma russa estão atualmente sujeitos a sanções da União Europeia.
Bombardeamentos russos sobre Kyiv e Kharkiv fazem um morto e 15 feridos
Importantes bombardeamentos russos sobre a Ucrânia na noite de sexta-feira para sábado causaram, pelo menos, um morto e 15 feridos em Kyiv e Kharkiv, no nordeste, informaram as autoridades locais.
Todo o território ucraniano se encontra em estado de alerta devido a ataques aéreos, com as autoridades militares da capital a alertar para a ameaça de drones e mísseis balísticos.
Em Kyiv, foram registados danos em cinco bairros, provocando incêndios e quebrando as janelas de uma clínica privada e de uma casa residencial, segundo o presidente da câmara Vitali Klitschko.
"Um morto e quatro feridos foram registados. Três feridos foram hospitalizados", precisou Klitschko na rede de mensagens Telegram, referindo-se a perturbações no abastecimento de aquecimento e água em alguns bairros periféricos, apesar das temperaturas abaixo de -10 °C.
Em Kharkiv, o presidente da câmara Igor Terekhov relatou um ataque com drones Shahed de fabrico iraniano, que danificou vários edifícios residenciais, bem como um alojamento para deslocados, um hospital e uma maternidade desta grande cidade perto da fronteira russa.
"Há agora 11 feridos registados", afirmou, também através do Telegram.
Estes bombardeamentos estão a ocorrer quanto negociadores russos, ucranianos e americanos discutem em Abu Dhabi, pela primeira vez neste formato, as condições para pôr fim a quatro anos de guerra. A reunião teve início esta sexta-feira e prossegue hoje.
Segundo o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a questão dos territórios continua a ser o principal ponto de bloqueio nestas negociações, que decorrem num contexto difícil para a Ucrânia, em cuja frente de batalha as suas tropas estão em recuo há quase dois anos diante de um adversário mais numeroso e melhor armado, com Kyiv a depender em grande parte do apoio financeiro e militar ocidental.
No terreno, a rede energética do país foi severamente danificada por uma série de ataques russos, provocando cortes de eletricidade e aquecimento em grande escala devido às temperaturas gélidas, especialmente em Kyiv.
Kyiv e Moscovo acusaram-se mutuamente de ataques com drones
As autoridades ucranianas acusaram hoje a Rússia do lançamento de 138 drones contra o seu território e Moscovo anunciou que derrubou 40 aparelhos aéreos não tripulados da Ucrânia, nas últimas horas.
A Força Aérea Ucraniana afirmou que as forças russas lançaram 138 aparelhos aéreos não tripulados (drones) sendo que 110 foram abatidos pelos sistemas de defesa aérea.
De acordo com as autoridades militares de Kyiv registaram-se 21 impactos em 11 locais, bem como a queda de fragmentos de um drone abatido, sem referir vítimas ou danos.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reclamou no domingo aos aliados mais meios de defesa antiaérea, perante os ataques russos que já deixaram centenas de milhares de habitantes de Kyiv sem eletricidade e aquecimento no pico do inverno.
Na Rússia, o Ministério da Defesa disse hoje que os sistemas aéreos abateram 40 drones ucranianos durante a última noite, a maioria no sul do país.
A maior parte do ataque, com 34 drones abatidos, concentrou-se na região sul de Krasnodar, na costa do Mar Negro.
Outros quatro foram intercetados sobrevoando o Mar de Azov.
Um outro drone ucraniano foi abatido na região fronteiriça de Bryansk e outro em Kaluga, perto de Moscovo.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 anexando a Península da Crimeia e lançou em 2022 uma invasão de grande escala contra todo o território ucraniano.
Exército da Ucrânia está a usar robôs terrestres que podem mudar a guerra
A Ucrânia está cada vez mais equipada com armas feitas no país, e isso pode ser determinante para uma nova fase da guerra. Usar robôs terrestres pode mudar o curso deste conflito.
A guerra que deu ao mundo novas armas
Desde que a guerra entre a Rússia e a Ucrânia começou, em 2022, líderes militares de todo o mundo têm retirado lições sobre um panorama tecnológico em constante evolução.
Ambos os lados continuam a empregar e a contrariar, em tempo real, sistemas de armamento inovadores, que vão desde drones marítimos a lasers de alta energia. Uma dessas tecnologias é a recente utilização, por parte da Ucrânia, de robôs terrestres não tripulados.
Equipados com armas que vão de lança-granadas a metralhadoras, estes veículos terrestres não tripulados (UGV) mudaram a forma como a Ucrânia conduz missões de reconhecimento, ataque e reabastecimento.
Menos baixas e mais poder de fogo
As capacidades multifunções dos UGV tornaram-nos numa escolha popular entre os líderes ucranianos que procuram perturbar as operações russas, reduzindo ao mesmo tempo as baixas. No entanto, estes drones têm registado graus variados de sucesso e ainda não foram utilizados ao mesmo nível que os seus equivalentes aéreos.
Isso não significa que não tenham funcionado no campo de batalha, uma vez que as forças ucranianas publicaram vídeos que mostram UGV a destruir veículos blindados russos a tiro.
Ainda assim, os veículos terrestres não tripulados poderão revelar-se mais úteis como ferramentas logísticas, uma área-chave em que a Ucrânia tem uma desvantagem clara.
Ucrânia: serão estes "drones/robôs" que vão combater?
Como temos visto, e em termos de balanço geral, a utilização de drones tanto pela Ucrânia como pela Rússia revelou vários pontos fracos no equipamento das potências militares globais.
Estes avanços levam especialistas a acreditar que as tecnologias não tripuladas irão revolucionar o campo de batalha durante muitos anos.
Soldados humanos estão a acabar
O arsenal ucraniano de veículos terrestres não tripulados tem crescido de forma sustentada desde 2022, apoiado por ajuda militar estrangeira, desenvolvimento nacional e financiamento civil.
Plataformas como o THeMIS, usadas em reabastecimento e evacuação de feridos, foram reforçadas por novas encomendas internacionais, enquanto empresas locais desenvolveram soluções capazes de conduzir operações terrestres complexas à distância.
O THeMIS (Tracked Hybrid Modular Infantry System) é um veículo terrestre não tripulado (sigla portuguesa: VTNT; em inglês: UGV (Unmaned Ground Vehicle), originário da Estónia, desenvolvido e produzido pela Milrem Robotics.
Em paralelo, unidades no terreno têm adaptado e reconstruído veículos terrestres não tripulados de baixo custo, permitindo escalar rapidamente a capacidade logística, ao ponto de uma única brigada conseguir abastecer forças inteiras e movimentar centenas de toneladas de material por mês.
Ao mesmo tempo, estes sistemas evoluíram para funções de ataque e reconhecimento, armados com metralhadoras e lança-granadas, eficazes em terrenos difíceis e missões de alto risco, incluindo remoção de obstáculos, detonação de minas e recolha de feridos.
A experiência ucraniana está a acelerar a adoção global de UGV, com potências como Rússia, China, Estados Unidos e países da NATO a investirem em robôs de combate e logística.
Este movimento está a levar os militares a repensar estratégias, estruturas e equipamentos, sinalizando que as tecnologias não tripuladas poderão redefinir a escala e a natureza da guerra nos próximos anos.
Rússia destruiu rede elétrica de Odessa, Kyiv abateu 135 drones
Um ataque noturno com drones provocou hoje danos graves na infraestrutura da rede elétrica da cidade portuária ucraniana Odessa (sul), uma cidade que tem sido das mais afetadas pelos bombardeamentos das Forças Armadas da Federação Russa.
A Força Aérea ucraniana contabilizou 165 drones no seu território, anunciando ter conseguido abater 135 deles, mas há registo de dois mortos em Donetsk, num total de 14 locais de impactos por todo o país.
"O nível de destruição foi colossal e os trabalhos de reconstrução vão levar bastante tempo para que aquele equipamento volte a funcionar", lê-se em comunicado da empresa de distribuição elétrica de Odessa, DTEK, enquanto o governador Mikolayiv (a leste de Odessa) também se queixou de que o sistema de fornecimento de gás à sua região foi afetado.
Pelo menos duas pessoas morreram devido ao ataque a uma localidade da província de Donetsk (leste), parcialmente ocupada pelas forças russas.
O autarca de Slaviansk, Vadim Liaj, informou que "o inimigo lançou um ataque contra a cidade" e duas casas ficaram "totalmente destruídas".
"Foram resgatadas três pessoas por entre escombros. Um jovem ficou ferido e está no hospital a receber tratamentos. Infelizmente, os seus pais não puderam ser salvos", afirmou.
Rússia e Ucrânia têm vindo a atacar mutuamente as respetivas infraestruturas energéticas para tentar enfraquecer as forças contrárias, provocando cortes nos serviços de fornecimento ou cortes programados para racionamento de eletricidade e gás, essenciais sobretudo no mais rigoroso inverno dos últimos 20 anos.