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Há guerra na Ucrania

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Ataques russos contra centrais foram os "mais poderosos" de 2026




Os ataques russos realizados durante a noite contra o setor energético da Ucrânia foram "os mais poderosos" de 2026, afirmou hoje a empresa do setor energético ucraniana DTEK, acrescentando que as suas centrais foram "gravemente danificadas".


Ataques russos contra centrais foram os mais poderosos de 2026




"Durante a noite, a Rússia lançou o seu ataque mais poderoso contra o setor energético desde o início do ano", declarou a empresa privada no Telegram, dando conta de que centrais elétricas e centrais termoelétricas foram atingidas em Kyiv, Kharkiv (nordeste), Odessa (sul) e Dnipro (centro-leste).



A Rússia lançou cerca de 450 drones de longo alcance e 70 mísseis de vários tipos contra a Ucrânia num grande ataque durante a noite, disse hoje o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.



Zelensky acusou hoje a Rússia de preferir continuar os ataques à Ucrânia em vez de procurar uma solução diplomática, após mais de 1.100 casas terem ficado sem aquecimento, em Kiev, numa grande ofensiva noturna.



"Aproveitar os dias mais frios do inverno para aterrorizar a população é mais importante para a Rússia do que escolher a diplomacia", escreveu o líder da Ucrânia na rede social X.



O ministro do Desenvolvimento ucraniano, Oleksiy Kuleba, declarou que "em resultado dos ataques, ficaram sem aquecimento mais de 1.100 imóveis de habitação".



O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sibiga, destacou que esta retoma dos ataques da Federação Russa, após vários dias de trégua, aconteceu quando as temperaturas rondam os 20º negativos em algumas zonas do país, como a capital.



Kiev, Dnipropetrovsk, Kharkiv, Sumi e Odessa foram os alvos desta mais recente ofensiva aérea russa.



O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, declarou hoje, em Kiev, que o ataque lançado na madrugada de hoje pela Rússia contra o sistema energético ucraniano, após dias sem bombardeamentos, demonstra que o Kremlin não está interessado no processo de paz.



"O Presidente [dos Estados Unidos, Donald] Trump e a sua equipa estão a tentar colocar fim a este derramamento de sangue. É evidente que a Ucrânia está pronta para apoiar esta iniciativa. Houve progressos, mas a Rússia continua a atacar. O último ataque ocorreu durante a noite. Isto demonstra que não estão a falar a sério sobre a paz", afirmou Mark Rutte num discurso no Parlamento ucraniano, pouco depois de chegar a Kiev.



Os negociadores da Ucrânia, Rússia e Estados Unidos deverão realizar a segunda ronda de negociações trilaterais esta quarta e quinta-feira nos Emirados Árabes Unidos, negociações que começaram no mês passado na capital do país, Abu Dhabi.



Em janeiro, os bombardeamentos russos provocaram cortes de energia sem precedentes em Kyiv, desde o início da invasão russa em grande escala, em 24 de fevereiro de 2022.



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Duas pessoas mortas em ataque aéreo na região ucraniana de Dnipropetrovsk




Duas pessoas morreram num ataque com um drone russo na região de Dnipropetrovsk, na Ucrânia, anunciaram hoje as autoridades locais, horas antes do começo de negociações de paz tripartidas, programadas para começar em Abu Dhabi.


Duas pessoas mortas em ataque aéreo na região ucraniana de Dnipropetrovsk




"Uma mulher de 68 anos e um homem de 38 foram mortos", disse o chefe da administração regional de Dnipropetrovsk, Mykola Lukashuk, na plataforma de mensagens Telegram.



Na direção contrária, o Ministério da Defesa russo disse hoje que as defesas aéreas abateram 24 drones ucranianos sobre quatro regiões da Rússia durante a noite.




Quase metade dos drones, 11, foram abatidos sobre a região fronteiriça de Bryansk, e outros oito sobre Belgorod, declarou o comando militar russo, também no Telegram.




Mais cinco drones foram neutralizados nas regiões de Rostov e Astrakhan.




As autoridades de aviação ordenaram o encerramento temporário dos aeroportos de Volgogrado e Saratov.




Nos últimos dias, o número de ataques ucranianos contra zonas de retaguarda russas diminuiu consideravelmente: entre 31 de janeiro e 02 de fevereiro, foram abatidos uma média de cerca de 25 drones por dia, enquanto a 26 de janeiro foram destruídos 106 e, a 04 de janeiro, cerca de 400, segundo dados do Ministério da Defesa russo.




Na terça-feira a Rússia registou o menor número de ataques nas últimas semanas: apenas dez drones foram intercetados durante a noite.




Pelo contrário, também na terça-feira, a empresa do setor energético ucraniana DTEK disse que os ataques russos realizados contra o setor energético da Ucrânia foram "os mais poderosos" de 2026, acrescentando que as suas centrais foram "gravemente danificadas".




"Durante a noite, a Rússia lançou o seu ataque mais poderoso contra o setor energético desde o início do ano", declarou a empresa privada no Telegram, dando conta de que centrais elétricas e centrais termoelétricas foram atingidas em Kyiv, Kharkiv (nordeste), Odessa (sul) e Dnipro (centro-leste).



A Rússia lançou cerca de 450 drones de longo alcance e 70 mísseis de vários tipos contra a Ucrânia num grande ataque durante a noite, disse hoje o presidente ucraniano.



Volodymyr Zelensky acusou a Rússia de preferir continuar os ataques à Ucrânia em vez de procurar uma solução diplomática, após mais de 1.100 casas terem ficado sem aquecimento, em Kyiv, numa grande ofensiva noturna.




Os negociadores da Ucrânia, Rússia e Estados Unidos deverão realizar hoje a segunda ronda de negociações trilaterais nos Emirados Árabes Unidos, negociações que começaram no mês passado na capital do país, Abu Dhabi.



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Rússia aumentou ataques a civis na Ucrânia em 2025




Os civis ucranianos, incluindo crianças, são cada vez mais alvo de ataques da Rússia, denunciou a organização Human Rights Watch (HRW) no seu relatório anual sobre a situação dos direitos humanos no mundo, hoje divulgado.


Rússia aumentou ataques a civis na Ucrânia em 2025





O documento, que analisa os acontecimentos do ano 2025, apontou que o mês de julho passado foi o que registou um número mensal mais elevado de vítimas civis desde o início da guerra contra a Ucrânia, a 24 de fevereiro de 2022.




Só nesse mês, o número de mortos chegou aos 286 enquanto os feridos atingiram 1.388 pessoas.



"O elevado número de vítimas resultou de uma série de ataques russos, incluindo um ataque combinado de mísseis e drones contra Kyiv, a 31 de julho, que matou 31 pessoas, incluindo cinco crianças, e feriu 171" outras pessoas, recordou a HRW.



A maioria das vítimas, acrescentou a organização, foi atingida por um míssil russo disparado contra um bloco de apartamentos residenciais, entretanto considerado como o ataque isolado mais mortífero contra Kyiv num ano.



"Os ataques contra civis são crimes de guerra e aqueles que são planeados para instigar terror podem constituir crimes contra a humanidade", lembrou a organização, sublinhando que desde o início da invasão em grande escala da Rússia até dezembro de 2025, 14.999 civis ucranianos foram mortos e 40.601 ficaram feridos, de acordo com a Missão de Monitorização dos Direitos Humanos das Nações Unidas na Ucrânia (HRMMU).



"Em 2025, o uso de armas explosivas em áreas povoadas contribuiu para um aumento de 31% nas baixas civis em comparação com 2024", criticou a organização internacional.



A HRW apontou também a intensificação, no ano passado, de ataques russos à rede elétrica da Ucrânia, que provocaram apagões em todo o país.



O relatório da organização não-governamental (ONG) acusou também as autoridades e forças militares russas de terem continuado, em 2025, "a torturar e maltratar sistematicamente prisioneiros de guerra ucranianos e civis sob a sua custódia", o que constitui crimes de guerra e crimes contra a humanidade.



"Muitos detidos permanecem em condições prisionais atrozes, onde são privados de alimentação adequada, higiene e cuidados médicos", referiu, adiantando que, em março passado, a Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU concluiu que as autoridades russas "cometeram desaparecimentos forçados e tortura".



"Estes abusos estiverem em conformidade com uma política estatal coordenada", frisou.



Uma investigação aprofundada dos meios de comunicação social, publicada em maio, documentou a morte de pelo menos 206 prisioneiros de guerra ucranianos em prisões russas. O relatório forneceu mais provas da tortura sistemática de prisioneiros de guerra ucranianos por parte da Rússia, bem como das tentativas da Rússia de ocultar os abusos e a falta de assistência médica adequada.



Os maus-tratos a prisioneiros não é, no entanto, uma crítica dirigida apenas à Rússia, mas também à Ucrânia.



Segundo o documento hoje divulgado, as autoridades ucranianas transferiram alguns dos seus próprios cidadãos, condenados por colaboração, para a Rússia.



Este "é um desenvolvimento preocupante, dada a já complexa dificuldade de garantir o regresso de civis ucranianos detidos ilegalmente na Rússia", admitiu a organização.



Além disso, uma análise do HRMMU implicou as autoridades ucranianas em abusos a prisioneiros de guerra russos, com casos de tortura, espancamentos e abusos verbais.



A HRW apontou também que a Rússia reforçou, no ano passado, os esforços para integrar à força as áreas ocupadas da Ucrânia, impondo a lei e as estruturas administrativas russas nestes territórios, em violação do direito internacional, e intensificou a coação aos residentes dessas zonas para aceitarem a cidadania russa.



Um decreto presidencial de março exigiu que os residentes das partes ocupadas pela Rússia "regularizassem a sua situação jurídica" até 10 de setembro sob pena de expulsão, relatou a HRW, indicando que isto pode constituir um crime contra a humanidade.



Nesse mesmo mês, as autoridades russas informaram ter emitido 3,5 milhões de passaportes a residentes do leste da Ucrânia ocupado desde o início do processo de "passaportização" em massa, o que, segundo pesquisas de grupos da sociedade civil, foi feito sobretudo com recurso a ameaças, privação de prestações sociais e restrições ao acesso à saúde, educação, liberdade de circulação, de emprego e de direitos de propriedade.



Além disso, a Rússia continuou também a "submeter as crianças ucranianas que viviam em zonas ocupadas à educação militar-patriótica" e a treiná-las como operadores de drones, tendo algumas recebido mesmo avisos de recrutamento para o exército russo um ano antes de atingirem a idade, obrigando as famílias a fugir.


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Duas pessoas morreram após ataque ucraniano contra Lugansk




Duas pessoas morreram na sequência de um ataque ucraniano com drone na região de Lugansk, leste da Ucrânia, controlada pelas forças russas, ao mesmo tempo que um ataque russo atingiu várias infraestruturas em toda a Ucrânia.


Duas pessoas morreram após ataque ucraniano contra Lugansk




O governo local da região de Lugansk comunicou através das redes sociais que um jovem e uma mulher de 20 anos foram mortos no ataque ucraniano com um aparelho aéreo não tripulado (drone) que atingiu um autocarro que circulava na cidade de Novokrassnianka, região de Lugansk.



Em setembro de 2022, a Rússia reivindicou a anexação da região de Lugansk, bem como das regiões de Donetsk (leste), Zaporijia e Kherson (sul), embora não controle "de facto" todo o território.




O ataque ocorreu numa altura em que se espera a realização de uma nova ronda de negociações entre as delegações de Moscovo, Kiev e Washington em Abu Dhabi.




Os negociadores tentam encontrar uma solução para o conflito desencadeado pela ofensiva russa de grande escala contra a Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022.




Por outro lado, as autoridades de Kiev acusaram hoje as Forças Armadas da Rússia pelo lançamento de 105 drones de longo alcance contra várias regiões da Ucrânia desde a tarde de terça-feira.




Na região de Odessa, sul, o governador militar ucraniano reportou danos em infraestruturas industriais e civis.




Do total de drones russos, as defesas aéreas ucranianas neutralizaram 88 aparelhos aéreos não tripulados durante a última noite sobre diversas regiões do sul, norte e leste da Ucrânia.




Outros 17 drones não foram intercetados e atingiram 14 locais diferentes na Ucrânia, que a Força Aérea não especificou.



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Pelo menos sete mortos após ataque russo a mercado em Donetsk




Pelo menos sete pessoas morreram e oito ficaram feridas hoje num ataque russo ao mercado da cidade de Druzhkivka, na província de Donetsk, segundo o governador militar regional.


Pelo menos sete mortos após ataque russo a mercado em Donetsk




Em comunicado divulgado nas redes sociais, Vadim Filashkin indicou que o ataque foi realizado com munições de fragmentação e atingiu diretamente uma zona com grande afluência de civis.



"Os russos atacaram a cidade com munições de fragmentação, visando diretamente o mercado, onde há sempre um grande fluxo de pessoas todas as manhãs", escreveu Filashkin.




A cidade de Druzhkivka situa-se no leste da Ucrânia, uma das regiões mais afetadas pelos combates desde o início da invasão russa em 2022.




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Rússia continuará ofensiva militar até Kyiv aceitar condições




O Kremlin afirmou hoje que continuará a sua ofensiva na Ucrânia até Kiev aceitar as suas condições, enquanto autoridades russas, ucranianas e norte-americanas se reúnem em Abu Dhabi para uma nova ronda de negociações.


Rússia continuará ofensiva militar até Kyiv aceitar condições





"Enquanto o regime de Kyiv não tomar a decisão adequada, a operação militar especial vai continuar", disse aos jornalistas o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov.



O Kremlin declarou recentemente que uma das condições "muito importantes" seria a retirada das forças ucranianas das zonas que ainda controlam na região de Donbass, no leste da Ucrânia.




Enviados da Rússia e da Ucrânia deverão reunir-se em Abu Dhabi hoje para mais uma ronda de negociações mediadas pelos Estados Unidos sobre o fim da guerra que dura há quase quatro anos.




As delegações de Moscovo e Kyiv deverão ser acompanhadas nos Emirados Árabes Unidos pelo enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e pelo genro do Presidente norte-americano, Donald Trump, Jared Kushner, que também participaram na reunião do mês passado.




As negociações ocorridas em janeiro na capital dos Emirados Árabes Unidos, parte de um esforço dos EUA para colocar fim aos combates, renderam algum progresso, mas não houve um avanço em questões-chave, segundo as partes envolvidas nas conversações.




Estas negociações decorrem quando há uma grande indignação ucraniana com os grandes ataques russos ao seu sistema energético, que ocorrem todos os invernos desde que a Rússia lançou a sua invasão total do país vizinho, em 24 de fevereiro de 2022.




Um enorme bombardeamento russo durante a noite de segunda para terça-feira incluiu centenas de drones e um recorde de 32 mísseis balísticos, ferindo pelo menos 10 pessoas. Isto aconteceu apesar do entendimento da Ucrânia de que o Presidente russo, Vladimir Putin, tinha dito ao Trump que iria suspender temporariamente os ataques à rede elétrica ucraniana.




Os civis ucranianos estão a enfrentar um dos invernos mais rigorosos dos últimos anos, com temperaturas a rondar os -20º graus Celsius.




Não ficou claro durante quanto tempo Putin teria prometido observar a moratória sobre os ataques à rede elétrica ucraniana e Moscovo não interrompeu os seus ataques aéreos contra outros alvos na Ucrânia, apesar de um responsável do Kremlin ter dito na semana passada que a Rússia tinha concordado em suspender os ataques a Kiev durante uma semana, até 01 de fevereiro.




O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse na noite de terça-feira que mal tinham passado quatro dias e uma nova onda de ataques atingiu a rede elétrica da Ucrânia, acusando Putin de duplicidade.



Trump afirmou na terça-feira que Putin "cumpriu a sua palavra" sobre a pausa temporária. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que Trump "não ficou surpreendido" com o retomar dos ataques de Moscovo.



As negociações em Abu Dhabi coincidem também com a expiração do último pacto de armas nucleares remanescente entre a Rússia e os Estados Unidos na quinta-feira. Trump e Putin podem prolongar os termos do tratado ou renegociar as suas condições, num esforço para evitar uma nova corrida ao armamento nuclear.




A Rússia lançou 105 drones contra a Ucrânia durante a noite e as defesas aéreas abateram 88, indicou hoje a Força Aérea ucraniana.



Na região central de Dnipropetrovsk, um ataque russo a uma zona residencial matou uma mulher de 68 anos e um homem de 38 anos, disse o chefe da administração militar regional, Oleksandr Hancha.




A cidade de Odessa, no sul do país, também sofreu um ataque em grande escala, disse o chefe da administração militar regional, Oleh Kiper. Cerca de 20 edifícios residenciais foram danificados e quatro pessoas foram resgatadas dos escombros, afirmou.



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Zelensky espera troca de prisioneiros "num futuro próximo"




O Presidente ucraniano indicou hoje que espera em breve novas trocas de prisioneiros com a Rússia, no dia em que arrancaram as negociações tripartidas sobre o fim do conflito na Ucrânia em Abu Dhabi.


Zelensky espera troca de prisioneiros num futuro próximo




Volodymyr Zelensky afirmou, na declaração diária, que, à luz do primeiro dia de contactos com as delegações de Moscovo e Washington, na capital dos Emirados Árabes Unidos (EAU), uma nova troca de prisioneiros poderá ocorrer "num futuro próximo".



As trocas de prisioneiros entre as duas partes estiveram entre os poucos resultados concretos das negociações indiretas ao longo de 2025 entre delegações de Kyiv e Moscovo.



"Haverá também um passo importante: prevemos uma troca de prisioneiros num futuro próximo. Devemos trazer os nossos prisioneiros para casa", disse o líder ucraniano após o primeiro dia de reuniões nos EAU, que se prolongarão na quinta-feira.




Zelensky insistiu porém que o objetivo de Kyiv é o fim da guerra e alertou que a Rússia também deve se deve preparar, pedindo aos parceiros que aumentem a pressão sobre o Kremlin para que aceite um acordo de paz.





Nesse sentido, reafirmou a exigência de garantias de segurança reais para que a Ucrânia não seja novamente invadida após o fim da guerra, desencadeada por Moscovo em fevereiro de 2022.




Volodymyr Zelensky reforçou que o povo ucraniano deve sentir que "a situação está realmente a caminhar para a paz, para o fim da guerra", e não que os russos estejam a explorar o processo negocial em seu benefício para continuar a atacar.




Os enviados de Moscovo e Kyiv reuniram-se para mais uma ronda de negociações mediadas pelos Estados Unidos no dia em que a Rússia voltou aos ataques aéreos em grande escala no país vizinho que, segundo as autoridades locais, recorreram a munições de fragmentação num mercado em Donetsk, onde morreram pelo menos sete pessoas.





"O trabalho foi substancial e produtivo, focado em etapas concretas e decisões práticas", comentou o chefe da representação ucraniana, Rustem Umerov, na rede social Telegram, após o primeiro dia dos contactos trilaterais.





Umerov, que é secretário do Conselho de Segurança Nacional da Ucrânia, indicara anteriormente que as negociações, planeadas para dois dias na capital dos EAU, começaram com a presença das três delegações e os trabalhos vão continuar "em grupos separados, focados em temas específicos, seguidos de uma reunião conjunta de sincronização".





A delegação russa é liderada pelo chefe do serviço de informações militares, almirante Igor Kostiukov, que chegou na terça-feira à noite a Abu Dhabi.




O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que "as portas para uma solução pacífica estão abertas", mas Moscovo prosseguirá com a campanha militar até que Kyiv aceite as exigências russas.




As primeiras discussões trilaterais, no mês passado em Abu Dhabi, produziram alguns progressos, mas nenhum avanço nas questões-chave, segundo as partes, que continuam separadas em relação ao futuro das regiões no leste da Ucrânia reivindicadas por Moscovo.


Além de rejeitar o recuo dos seus militares das frentes do Donbass, Kyiv insistiu na obtenção das garantias de segurança, que merecem oposição da Rússia, argumentando que não vai aceitar a presença de tropas ocidentais no país vizinho.




Russos e ucranianos iniciaram, em 23 e 24 de janeiro, nos EAU, conversações neste formato trilateral com a mediação do enviado da Casa Branca, Steve Witkoff, e Jared Kushner, genro do Presidente norte-americano, Donald Trump, e também envolvido no processo de paz, a partir de um plano inicial proposto por Washington e entretanto revisto.




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