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Irão a ferro e fogo

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Guarda Revolucionária ameaçou responder contra novos protestos no Irão




A Guarda Revolucionária iraniana ameaçou hoje responder de forma devastadora contra novos protestos contra o regime, referindo-se às manifestações ocorridas no passado mês de janeiro no Irão.


Guarda Revolucionária ameaçou responder contra novos protestos no Irão




Em comunicado, a Guarda Revolucionária avisou que vai atuar de forma "ainda mais devastadora" do que em janeiro, caso ocorram novos distúrbios no Irão.



"Hoje, o inimigo, incapaz de atingir os objetivos militares no terreno, procura mais uma vez semear o terror e provocar distúrbios", acrescentou o comunicado.




Na quinta-feira, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou que a ofensiva militar de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão tinha como objetivo, em parte, dar aos iranianos os meios para "derrubar o regime" no poder desde 1979.





A guerra começou poucas semanas após protestos sem precedentes no Irão, inicialmente contra o elevado custo de vida, antes de se transformarem num amplo movimento de oposição ao regime.




As autoridades iranianas reconheceram a morte de mais de três mil pessoas, mas afirmaram que a maioria eram membros das forças de segurança ou civis mortos por "terroristas" que agiram em nome dos Estados Unidos e de Israel.




De acordo com a organização não-governamental norte-americana Human Rights Activists News Agency (HRANA), mais sete mil pessoas, na maioria manifestantes, foram mortas, contudo trata-se de um número provisório devido à falta de acesso a mais informação.




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Quatro mortos em queda de avião dos Estados Unidos no Iraque




Quatro tripulantes morreram hoje quando um avião de abastecimento norte-americano se despenhou no oeste do Iraque, anunciou o comando militar dos Estados Unidos para o Médio Oriente (Centcom).


Quatro mortos em queda de avião dos Estados Unidos no Iraque



O comando disse que as circunstâncias do acidente do aparelho KC-135 estavam a ser investigadas, mas esclareceu que "a perda do avião não se deveu a disparos inimigos ou amigos".



"Quatro dos seis membros da tripulação a bordo do avião morreram, enquanto as operações de salvamento prosseguem", informou o Centcom.




Estados Unidos e Israel têm em curso uma guerra contra o Irão, depois de terem lançado uma ofensiva em 28 de fevereiro, a que Teerão respondeu com ataques contra países vizinhos.



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Morreram os seis tripulantes do avião dos EUA que caiu no Iraque




Os seis tripulantes de um avião-tanque norte-americano morreram quinta-feira na queda do aparelho no oeste do Iraque, cujas circunstâncias estão agora a ser investigadas, anunciou hoje o Exército dos Estados Unidos.


Morreram os seis tripulantes do avião dos EUA que caiu no Iraque





"Por volta das 18h00 GMT [mesma hora em Lisboa] de 12 de março , um avião-tanque norte-americano KC-135 despenhou-se no oeste do Iraque", escreveu numa rede social o Comando Militar Central dos Estados Unidos (Centcom), que inicialmente tinha falado em quatro mortos.



Num novo balanço, as autoridades norte-americanas referiram que mais dois tripulantes do aparelho tinham morrido, ou seja, a totalidade da tripulação a bordo.


"A perda do aparelho não se deveu a fogo inimigo nem a fogo amigo", reiterou o Exército norte-americano, acrescentando que "as circunstâncias do incidente estão a ser investigadas".



Antes, num comunicado divulgado pela televisão estatal, o exército iraniano afirmou que o avião tinha sido atingido por um míssil disparado por movimentos armados pró-iranianos no oeste do Iraque e a tripulação não tinha sobrevivido à queda.



A Resistência Islâmica no Iraque, uma aliança informal de fações iraquianas apoiadas pelo Irão, reivindicou ter abatido um KC-135. Mais tarde, declarou também ter tomado como alvo outro aparelho, precisando que a tripulação conseguiu escapar.



Desde o início da guerra no Médio Oriente, esta aliança reivindica diariamente ataques contra interesses norte-americanos no Iraque e em toda a região, mas raramente identifica os alvos.



Trata-se do quarto avião militar perdido pelos Estados Unidos desde o início da guerra contra o Irão, no final do mês passado, depois de três aviões de combate F-15 terem sido abatidos acidentalmente por fogo amigo proveniente do Kuwait.



Com 41,5 metros de comprimento e uma envergadura de cerca de 40 metros, o Boeing KC-135 "Stratotanker" possui quatro motores a jato e uma capacidade de carga que pode ultrapassar as 38 toneladas, dependendo da configuração.



A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva de larga escala contra o Irão, à qual Teerão respondeu com ataques contra alvos israelitas e bases norte-americanas em países da região e com o bloqueio do estreito de Ormuz, uma via marítima fundamental para escoar o petróleo e o gás natural produzidos na região.



A guerra causou até agora mais de dois mil mortos na região, dos quais 1.348 no Irão e 687 no Líbano, de acordo com dados da televisão Al-Jazeera do Qatar.

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Exército do Irão ameaça destruir infraestruturas energéticas ligadas a EUA




As Forças Armadas do Irão prometeram hoje "reduzir a cinzas" as instalações petrolíferas e energéticas ligadas aos Estados Unidos (EUA) no Médio Oriente, após Washington atacar a ilha iraniana de Kharg.


Exército do Irão ameaça destruir infraestruturas energéticas ligadas a EUA





"Todas as instalações petrolíferas, económicas e energéticas pertencentes a empresas petrolíferas da região que sejam parcialmente controladas pelos Estados Unidos ou que cooperem com os Estados Unidos serão imediatamente destruídas e reduzidas a cinzas", anunciou o porta-voz do quartel-general central de Khatam al-Anbiya, afiliado da Guarda Revolucionária do Irão, citado pela imprensa local.



Este anúncio, acrescentou o porta-voz militar, é uma "resposta às declarações do presidente agressivo e terrorista dos Estados Unidos".




Na sexta-feira Donald Trump garantiu que as forças norte-americanas aniquilaram alvos militares na ilha de Kharg e alertou que a infraestrutura petrolífera local pode ser o próximo alvo.




O exército norte-americano "realizou um dos ataques aéreos mais poderosos da história do Médio Oriente e destruiu completamente todos os alvos militares" em Kharg, escreveu o Presidente norte-americano na rede social que detém, a Truth Social.




"Optei por não destruir as infraestruturas petrolíferas da ilha. No entanto, se o Irão, ou qualquer outro país, fizer alguma coisa para impedir a passagem segura e livre de navios pelo estreito de Ormuz, reconsiderarei imediatamente a minha decisão", garantiu.




A pequena ilha do Golfo Pérsico é o principal terminal por onde passam as exportações de petróleo do Irão.




Trump anunciou a ação numa publicação nas redes sociais enquanto se preparava para viajar para a Florida para o fim de semana.




O presidente do parlamento do Irão, Mohammad Bagher Ghalibaf, avisou na quinta-feira que Teerão abandonaria "toda a contenção" caso os Estados Unidos e Israel atacassem as ilhas iranianas no Golfo.




As Forças Armadas dos EUA divulgaram na sexta-feira que enviaram 2.500 fuzileiros navais e um navio de assalto anfíbio para o Médio Oriente, num grande reforço de tropas na região após quase duas semanas de guerra com o Irão.




O Irão continuou a lançar ataques generalizados com mísseis e drones contra Israel e os países vizinhos do Golfo, e fechou efetivamente o estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo comercializado no mundo, mesmo enquanto aviões de guerra norte-americanos e israelitas bombardeiam alvos militares e outros alvos em todo o Irão.




Em entrevista à Fox News, Donald Trump referiu que a guerra vai acabar "quando sentir isso nos ossos", mas mostrou-se mais cauteloso quanto à possibilidade de os opositores derrubarem o governo islâmico.




Em Washington, o secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que foram atingidos mais de 15 mil alvos inimigos, mais de mil por dia desde o início da guerra.



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Irão. EUA realiza ataque "poderoso" a ilha que exporta petróleo




O presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu hoje que as forças norte-americanas aniquilaram alvos militares na ilha iraniana de Kharg e alertou que a infraestrutura petrolífera local pode ser o próximo alvo.


Irão. EUA realiza ataque poderoso a ilha que exporta petróleo





O exército norte-americano "realizou um dos ataques aéreos mais poderosos da história do Médio Oriente e destruiu completamente todos os alvos militares" em Kharg, escreveu o Presidente norte-americano na sua rede social, a Truth Social.



"Optei por não destruir as infraestruturas petrolíferas da ilha. No entanto, se o Irão, ou qualquer outro país, fizer alguma coisa para impedir a passagem segura e livre de navios pelo estreito de Ormuz, reconsiderarei imediatamente a minha decisão", garantiu.




A pequena ilha do Golfo Pérsico é o principal terminal por onde passam as exportações de petróleo do Irão, noticiou a agência Associated Press (AP).




Trump anunciou a ação numa publicação nas redes sociais enquanto se preparava para viajar para a Florida para o fim de semana.




O republicano respondeu às perguntas dos jornalistas que o acompanhavam antes de embarcar no Air Force One, mas não mencionou a mais recente operação militar norte-americana contra o Irão.




As Forças Armadas dos EUA divulgaram hoje que enviaram 2.500 fuzileiros navais e um navio de assalto anfíbio para o Médio Oriente, num grande reforço de tropas na região após quase duas semanas de guerra com o Irão.




O Irão continuou hoje a lançar ataques generalizados com mísseis e drones contra Israel e os países vizinhos do Golfo, e fechou efetivamente o estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo comercializado no mundo, mesmo enquanto aviões de guerra norte-americanos e israelitas bombardeiam alvos militares e outros alvos em todo o Irão.




Em entrevista à Fox News, o Presidente norte-americano, Donald Trump, referiu que a guerra vai acabar "quando sentir isso nos ossos".




Mostrou-se também mais cauteloso quanto à possibilidade de os opositores derrubarem o governo islâmico.




"Portanto, acho realmente que este é um grande obstáculo a ser ultrapassado pelas pessoas que não têm armas", indicou Trump.




Em Washington, o secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que foram atingidos mais de 15 mil alvos inimigos, mais de mil por dia desde o início da guerra.




Hegseth procurou ainda tranquilizar a população sobre o bloqueio do Estreito de Ormuz, declarando aos jornalistas: "Estamos a lidar com isso e não temos de nos preocupar".



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EUA oferecem recompensa de 10 milhões de dólares por Khamenei




Os Estados Unidos (EUA) estão a oferecer uma recompensa de 10 milhões de dólares (8,7 milhões de euros) por informações sobre a localização de altos dirigentes iranianos, incluindo o líder supremo, Mojtaba Khamenei, anunciou hoje o Departamento de Estado.


EUA oferecem recompensa de 10 milhões de dólares por Khamenei





Em comunicado, a diplomacia de Washington especificou que a recompensa visa em particular a cúpula da Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do Irão, mas também Mojtaba Khamenei e o chefe do Conselho de Segurança Nacional, Ali Larijani.



O ministro do Interior iraniano, Eskandar Momeni, e o ministro das Informações e Segurança, Esmail Khatib, também estão entre as dez pessoas da lista do Departamento de Estado.




"Estes indivíduos comandam e dirigem vários elementos da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão, que planeia, organiza e realiza atos terroristas em todo o mundo", justificou a entidade norte-americana.




O Departamento de Estado incentiva os potenciais interessados a enviarem informações através do Signal, entre outros canais, referindo que podem vir a beneficiar de "uma reinstalação e uma recompensa".




A oferta surge ao fim de quase duas semanas desde o início da ofensiva aérea dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, que matou, logo no primeiro dia dos bombardeamentos em Teerão, o líder supremo, Ali Khamenei.




O seu filho Mojtaba Khamenei ficou ferido no mesmo ataque segundo vários relatos de personalidades iranianas, e não tem sido visto em público desde a sua escolha para novo líder supremo.




A sua primeira mensagem à nação foi lida na quinta-feira na televisão iraniana por uma apresentadora.




Segundo o secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, Mojtaba Khamenei ficou ferido e provavelmente desfigurado nos ataques que mataram o pai no início da guerra.




Na quinta-feira, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, desqualificou o novo líder supremo, tratando-o como um "fantoche da Guarda Revolucionária" que não pode aparecer em público.




Além de Ali Khamenei, os Estados Unidos e Israel alegam ter morto vários comandantes da Guarda Revolucionária desde o início das operações militares.



Mojtaba Khamenei não esteve também entre os altos dirigentes iranianos que hoje desafiaram as ameaças israelitas e norte-americanas e marcharam pelo centro de Teerão, apesar de uma explosão perto do percurso, que não interrompeu o evento.




Entre os presentes estavam o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, o chefe do sistema judiciário, Gholam-Hossein Mohseni Ejei, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araqchi.




Segundo os meios de comunicação social iranianos, Pezeshkian marchou durante parte do percurso sem guarda-costas, entoando 'slogans' como "Morte a Israel" e "Morte à América".



"Devemos permanecer com o povo e estar ao lado do povo até ao nosso último suspiro e até ao nosso último momento, perante a arrogância e aqueles que agem como faraós", disse Gholam-Hossein Mohseni Ejei, segundo a agência de notícias Tasnim.




Para Ali Larijani, o ataque na rota da marcha "demonstra o seu desespero".




O alto responsável pela segurança da República Islâmica criticou ainda duramente o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmando que "não é suficientemente inteligente para perceber que o povo iraniano é maduro, forte e determinado" e que, quanto maior for a pressão dos Estados Unidos, "maior será a determinação".




Os manifestantes, na maioria apoiantes do regime teocrático, prosseguiram até ao final da marcha num dia simbólico para o sistema clerical, uma vez que o Dia de Quds foi instituído em 1979 pelo seu fundador, Ruhollah Khomeini, em apoio da Palestina.



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Irão: Guerra está a danificar património histórico




Os bombardeamentos israelo-americanos danificaram pelo menos 56 museus e sítios históricos em todo o Irão desde o início da guerra em 28 de fevereiro, anunciou hoje o Ministério do Património Cultural e do Turismo iraniano.


Irão: Guerra está a danificar património histórico




Em Teerão, os ataques danificaram, logo nos primeiros dias, o palácio do Golestão, inscrito no Património Mundial da UNESCO, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.



O complexo, por vezes comparado ao palácio de Versalhes, em França, é um dos mais antigos da capital iraniana e serviu de residência à dinastia real Qajar (1789-1925).



A província de Teerão é a que regista o maior número de monumentos danificados (19), em diversos graus, de acordo com os dados do ministério citados pela agência de notícias France-Presse (AFP).



Em Isfahan, no centro do país, também sofreu danos a praça Naqsh-e-Jahan, uma joia arquitetónica construída no século XVII e rodeada de mesquitas, um palácio e um bazar histórico.



Em Bushehr, cidade portuária no Golfo Pérsico, várias residências foram atingidas no bairro histórico do porto de Siraf, que conta com inúmeros edifícios centenários ou bicentenários.



A UNESCO alertou na sexta-feira para os danos e riscos para o património face ao elevado número de ataques aéreos, mísseis e drones no Médio Oriente.



A organização referiu sítios históricos no Irão, em Israel e no Líbano já danificados, e centenas de outros potencialmente ameaçados pela guerra.


O Irão respondeu à ofensiva israelo-americana com ataques contra Israel, e bases militares e outros interesses dos Estados Unidos nos países do Golfo Pérsico.



A guerra já tinha causado mais de dois mil mortos até sexta-feira, incluindo 1.444 no Irão e 687 no Líbano, de acordo com dados oficiais citados pela televisão Al-Jazeera do Qatar.



Causou também perturbações graves nos mercados internacionais de petróleo devido ao bloqueio pelo Irão do estreito de Ormuz, por onde circula mais de 20% da produção mundial.



O preço do barril de crude atingiu os valores mais elevados desde 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia, tendo ultrapassado novamente a barreira psicológica dos 100 dólares, o que fez recear uma crise económica global.



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Polícia iraniana deteve 54 alegados "manifestantes monárquicos"




A Polícia iraniana anunciou hoje a detenção de 54 alegados "manifestantes monárquicos" que procuravam "incitar a opinião pública", assim como dois espiões e outras 14 pessoas em Kerman.


Polícia iraniana deteve 54 alegados manifestantes monárquicos




Os 54 "manifestantes monárquicos" foram detidos nas últimas 72 horas e tentavam influenciar a opinião pública e incitá-la, informou a agência de notícias Fars, ligada à Guarda Revolucionária, que citou a polícia.



Este anúncio surge no meio de uma onda de detenções durante a guerra com os Estados Unidos e Israel.



Os manifestantes detidos em Kerman, segundo as mesmas fontes, procuravam também "criar o caos" atacando bens públicos.



A Revolução Islâmica de 1979 pôs fim à monarquia no Irão, e um dos principais opositores da teocracia iraniana é atualmente o príncipe Reza Pahlavi, filho do último Xá.



A agência noticiosa Fars informou ainda a detenção de dois alegados espiões acusados de enviar a localização de instalações importantes para os Estados Unidos e para Israel para que pudessem ser alvos de ataques, e, supostamente, teriam também enviado imagens de locais visados em território iraniano para órgãos de comunicação da oposição fora do país para publicação.



Na província de Kerman, no leste do país, outras 14 pessoas foram detidas por "atividades contra a segurança", informou a agência de notícias Tasnim, que não adiantou pormenores.



Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, com os Estados Unidos e Israel, as detenções na República Islâmica de alegados colaboradores de países inimigos e da oposição aumentaram drasticamente, noticiou a agência espanhola Efe.



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Irão afirma que ataque israelita a depósitos de combustível é "ecocídio"




O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros afirmou hoje que o ataque de Israel contra depósitos de combustível em Teerão "constitui um ecocídio" ou destruição ambiental, depois de ter envolvido a capital iraniana numa nuvem tóxica.


Irão afirma que ataque israelita a depósitos de combustível é ecocídio





"Os residentes [de Teerão] sofrem danos a longo prazo na saúde e bem-estar. A poluição do solo e das águas subterrâneas poderá ter consequências durante gerações", afirmou Abbas Araghchi na rede social X.



O ministro iraniano afirmou que os ataques "violam o direito internacional e constituem um ecocídio" e pediu que Israel seja punido pelo que classifica de "crimes de guerra".



O Exército de Israel reconheceu que, em 08 de março, atacou pela primeira vez depósitos de combustível em Teerão e zonas próximas que, segundo defendeu, eram utilizados pelas forças armadas iranianas.



O ataque deixou a capital iraniana envolta numa nuvem tóxica, numa mistura de chuva e fumo.



Na sequência da agressão, a Organização de Proteção Ambiental do Irão apelou aos cidadãos para que não saíssem à rua e permanecessem em casa devido à toxicidade na cidade, com uma população estimada em mais de 12 milhões de habitantes na área metropolitana.



Os ataques atingiram quatro instalações de armazenamento de petróleo e um centro de transferência de produtos petrolíferos, confirmou o diretor executivo da Companhia Nacional Iraniana de Distribuição de Produtos Petrolíferos, Keramat Veis Karami, noticiou na altura a agência iraniana IRNA.



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Novos dados dizem que Khamenei foi para Moscovo para ser operado




Mojtaba Khamenei, que sucede ao seu pai no cargo, estará gravemente ferido na sequência do ataque que matou o pai e a mulher. Novas alegações dizem que estará em Moscovo, na Rússia, a receber tratamentos médicos.


Novos dados dizem que Khamenei foi para Moscovo para ser operado




Mojtaba Khamenei, 56 anos, foi nomeado guia supremo da República Islâmica do Irão no domingo, 8 de março. Desde então muitas teorias têm surgido acerca do seu bem-estar, algumas delas ganhando força quando na sexta-feira partilhou o seu primeiro discurso oficial, mas sem dar a cara.



Crê-se que o novo líder supremo do Irão tenha ficado ferido num ataque norte-americano a 28 de fevereiro, o mesmo que matou o seu pai e a sua mulher. Mojtaba terá ficado gravemente ferido. Quão ferido é o que não se sabe.


Se muitos anunciaram inicialmente que estaria morto, depois vieram as alegações de que estaria em coma, outras em que amputara uma perna e mais recentemente que estava desfigurado.



Todas elas, porém, levam a crer que os seus ferimentos são graves, e já este fim de semana surgiram notícias de que este foi transferido de urgência para Moscovo, e sujeito a uma cirurgia num dos palácios pertencentes a Vladimir Putin.



Segundo o jornal Al-Jarida, do Kuwait, o ayatollah foi retirado do Irão num avião militar russo e sujeito a uma cirurgia na capital russa, que foi bem sucedida. Apesar das informações ainda não terem sido confirmadas, o jornal refere que as informações foram obtidas junto de uma "fonte de confiança e próximo do novo líder supremo".



A mesma fonte refere que a gravidade das lesões do homem exigiam cuidados especializados e que terá sido o próprio presidente russo a sugerir que Mojtaba fosse tratado na Rússia, numa chamada telefónica que aconteceu na quinta-feira. O líder supremo foi transferido nesse mesmo dia.


Morto ou vivo?




Mojtaba Khamenei foi o escolhido para suceder ao seu pai, Ali Khamenei, como líder supremo do Irão, no passado domingo. No entanto, volvida uma semana depois o seu paradeiro continua a ser uma incógnita: não apareceu em vídeo ou em público e emitiu apenas um discurso.




Na semana passada, Yousef Pezeshkian, filho do presidente iraniano, confirmou que Khamenei está "são e salvo", apesar de ter ficado ferido no ataque que vitimou o pai.



Segundo as mesmas fontes, o líder supremo sofreu ferimentos nas pernas, mas mantém-se "em alerta e isolado num local de alta segurança, com comunicação limitada".


No entanto, as circunstâncias exatas e a extensão dos ferimentos de Khamenei ainda não são claras.



Quem é, afinal, Mojtaba Khamenei?




Mojtaba, nascido em Mashhad 10 anos antes da Revolução Islâmica (1979), já era tido como forte candidato ao mais alto cargo de poder do regime xiita conservador de Teerão, apesar de nunca ter desempenhado funções governativas, sendo uma figura descrita como especialista nos jogos de bastidores.



Khamenei combateu na Guerra Irão-Iraque, na década de 1980, integrado no batalhão Habib ibn Mazahir, uma divisão da Guarda Revolucionária da qual muitos membros sairam para funções nos serviços secretos e de informações.



Com a ascensão do pai Khamenei a líder supremo, em 1989, Mojtaba e a família ficaram com acesso a biliões de dólares e outros ativos e fundos que gerem empresas e indústrias estatais do Irão.



Documentos diplomáticos norte-americanos publicados pela organização Wikileaks descrevem o agora eleito 'ayatollah' como "o poder atrás da cortina", alegando-se que o próprio teria colocado o telefone do pai sob escuta e formado uma base autónoma de apoio nos corredores do poder do país.



Khamenei "é amplamente visto dentro do regime como um líder e gestor capaz e enérgico que poderá um dia suceder a, pelo menos, uma parte da liderança nacional" e "o seu pai [Ali Khamenei] também pode vê-lo dessa forma", lia-se num dos telegramas dos EUA, datado de 2008.



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Israel anuncia ter destruido avião do anterior líder supremo iraniano




As forças armadas israelitas anunciaram hoje ter destruído o avião do anterior 'líder supremo' do regime conservador xiita do Irão, Ali Khamenei, num ataque ao aeroporto de Mehrabad, em Teerão.


Israel anuncia ter destruido avião do anterior líder supremo iraniano




Em comunicado, as Forças da Defesa de Israel (IDF) indicaram que a operação militar para destruir a aeronave, também utilizada por outros altos funcionários, foi realizada durante na madrugada de segunda-feira com "um ataque preciso".



"Mais um ativo estratégico do regime foi enfraquecido", lê-se no texto dos responsáveis militares de Israel, referindo-se ao avião que era usado pelo 'ayatollah', morto nos primeiros ataques da ofensiva conjunta israelo-americana.



A atual guerra começou em 28 de fevereiro e já fez, pelo menos 1.230 mortos, segundo a última contagem oficial iraniana, que não é atualizada há 11 dias.


No domingo, os militares israelitas disseram que estão a preparar uma "longa guerra", pois ainda têm milhares de alvos em mira, embora neguem qualquer escassez de intercetores para combater mísseis iranianos.



Entretanto, Mojtaba Khamenei, segundo filho de Ali Khamenei, foi o escolhido para suceder ao pai no topo da hierarquia da República Islâmica.


Na sequência dos ataques de Israel e Estados Unidos, que já tinham protagonizado ofensiva militar de 12 dias contra o Irão, no verão passado, Teerão lançou ataques com mísseis e drones contra Israel e países vizinhos, visando bases militares e outros interesses norte-americanos, mas também infraestruturas económicas, sobretudo energéticas, como o estreito de Ormuz.



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Arábia Saudita e Emirados acusam Irão de "escalada perigosa"




O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed ben Salman, e o Presidente dos Emirados Árabes Unidos (EAU), Mohammed ben Zayed, acusaram hoje o Irão de protagonizar uma "escalada perigosa" ao alvejar os vizinhos do golfo Pérsico.


Arábia Saudita e Emirados acusam Irão de escalada perigosa




Ambos os responsáveis políticos declararam que as retaliações iranianas aos ataques israelo-americanos, começados em 28 de fevereiro, são "uma escalada perigosa que ameaça a segurança e a estabilidade da região".



A posição conjunta foi veiculada pela agência de notícias dos EAU, a WAM, descrevendo uma conversa telefónica entre ben Salman e ben Zayed, sobre "os ataques iranianos contínuos e flagrantes contra países da região".




"Ambos os lados frisaram a necessidade de uma interrupção imediata da escalada militar (...) e a importância de dar prioridade ao diálogo sério e à via diplomática", segundo a WAM.



Entretanto, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar, Majed al-Ansari, disse que negociações com o Irão são possíveis se a República Islâmica deixar de atacar.




"Se eles cessarem os ataques, poderemos encontrar uma solução por meio de canais diplomáticos. Mas enquanto os nossos países estiverem sob ataque... é hora de adotarmos uma posição muito firme, e de eles pararem imediatamente de nos atacar", disse em conferência de imprensa, em Doha.




Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ex-líder supremo Ali Khamenei, no cargo desde 1989, e substituído pelo segundo filho mais velho, Mojtaba Khamenei.



O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região.



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Berlim responde a Trump: Conflito no Irão "não é uma guerra da NATO"




Berlim defendeu hoje que a guerra de Israel e Estados Unidos contra o Irão "não tem nada a ver com a NATO", depois de o Presidente norte-americano ter pedido ajuda dos aliados para desbloquear o estreito de Ormuz.


Berlim responde a Trump: Conflito no Irão não é uma guerra da NATO





A Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) é uma "aliança para a defesa do território" dos seus membros e "falta o mandato que permitiria a intervenção" da Aliança Atlântica fora das fronteiras da organização, afirmou o porta-voz do Governo alemão, Stefan Kornelius, numa conferência de imprensa.



"Esta guerra não tem nada a ver com a NATO. Não é a guerra da NATO", insistiu o porta-voz do chanceler Friedrich Merz.




Na sexta-feira, Merz apelou ao fim da guerra no Médio Oriente, sublinhando que o conflito "não beneficia ninguém e prejudica economicamente muita gente".




Mas, no domingo, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pressionou a China e a NATO para que ajudem a desbloquear o estreito, por onde transita um quinto da produção mundial de petróleo bruto e gás.




Trump previu "consequências muito negativas para o futuro da NATO" em caso de recusa.




A Alemanha "tomou conhecimento" desse apelo, respondeu Kornelius.




Berlim pretende saber "da parte de Israel e dos Estados Unidos", aliados históricos, "em que momento os objetivos militares no Irão terão sido alcançados", sublinhou hoje um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão.




"Será então possível iniciar conversações com vista a uma solução diplomática", acrescentou.




Opondo-se a qualquer "nova escalada militar" na região, a Alemanha não oferecerá "qualquer participação militar", mas está pronta "a garantir, pela via diplomática, a segurança da passagem no estreito de Ormuz", declarou ao mesmo tempo o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius.




"Estamos perante uma situação que não provocámos. [...] Esta guerra começou sem qualquer consulta prévia", acrescentou, sublinhando que a prioridade militar de Berlim é a sua "responsabilidade muito importante" face à ameaça russa no "flanco leste" da NATO e no "Grande Norte".



"O que espera Donald Trump de, digamos, um punhado ou mesmo dois de fragatas europeias, ali, no estreito de Ormuz? Que façam o que a poderosa marinha norte-americana, por si só, não consegue fazer?", questionou publicamente.




A Alemanha juntou-se assim à Austrália e ao Japão, que indicaram hoje que não enviarão navios de guerra para o Estreito de Ormuz.




"Não enviaremos nenhum navio para o Estreito de Ormuz. Sabemos o quanto isso é extremamente importante, mas não é algo que nos tenha sido pedido nem para o qual estejamos a contribuir", declarou a ministra dos Transportes australiana, Catherine King, em declarações à emissora nacional ABC.




Também o Japão indicou hoje que "não prevê" uma operação de segurança marítima no estreito de Ormuz.




"Na situação atual no Irão, não tencionamos ordenar uma operação de segurança marítima", declarou perante o Parlamento o ministro da Defesa nipónico, Shinjiro Koizumi.



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Rússia exige garantias de segurança para Irão, mas recusa-as à Ucrânia




O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, pediu hoje garantias de segurança para o Irão como uma das condições para o fim do atual conflito com os Estados Unidos e Israel, algo que Moscovo recusa no caso da Ucrânia.


Rússia exige garantias de segurança para Irão, mas recusa-as à Ucrânia




"Aqui são necessárias garantias. Compreendo perfeitamente que o Irão necessita desse tipo de garantias", disse Lavrov em conferência de imprensa após se reunir com o homólogo queniano, Musalia Mudavadi, de visita a Moscovo.



A este respeito, sublinhou que a Rússia está "disposta a desempenhar" neste processo "um papel de mediador, se for necessário", tal como o Presidente russo, Vladimir Putin, assegurou, mais do que uma vez.


"Considero que dispomos dessas capacidades", afirmou, defendendo a cessação "urgente" das ações militares e manifestando-se a favor de uma "solução política".



O primeiro passo para isso, indicou, deve ser suspender de imediato os ataques que danificam infraestruturas civis e "causam vítimas entre a população civil, tanto dos países árabes do Golfo como da República Islâmica do Irão".




Lavrov recordou que, enquanto o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que o Irão será "completamente destruído", o exército israelita afirma que ainda existem "milhares de alvos" na República Islâmica e que os bombardeamentos prosseguirão "durante três semanas, no mínimo".




"Por isso, é difícil prever as consequências desta crise e em que poderá terminar se agora, de imediato, não pararmos, não recuperarmos a razão e não começarmos a chegar a acordos que desta vez não sejam sabotados", afirmou.




O chefe da diplomacia russa afirmou que os EUA e Israel "já compreenderam agora, seguramente, quão errados estavam" quando pensavam que "em poucas horas" conseguiriam a rendição do Irão, que, acrescentou, "naturalmente se defende".



O Irão "responde à agressão com ataques contra infraestruturas militares que os seus atacantes possuem na região. E, infelizmente, também sofrem os países" do Golfo Pérsico, disse.



Putin manteve, desde o início do conflito, duas conversas telefónicas com o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, que agradeceu a ajuda.



Trump afirmou na passada sexta-feira acreditar que a Rússia está a ajudar "um pouco" Teerão.




"Sabem, é como... bem, eles fazem-no e nós também. Para ser justo, eles fazem-no e nós também", acrescentou.




Desde o início dos ataques, em 28 de fevereiro, a Rússia terá partilhado dados de localização de alvos militares norte-americanos na região para ajudar Teerão a planear a resposta com mísseis e 'drones', segundo noticiaram vários meios de comunicação norte-americanos, como o The Washington Post e a CNN.




Sobre o conflito com a Ucrânia, iniciado com a invasão russa, a 24 de fevereiro de 2022, o Kremlin descartou hoje uma eventual perda de interesse por parte de Trump no processo de negociações para pôr fim à guerra em solo ucraniano.




"A julgar pelas suas declarações, o Presidente Trump não perdeu o interesse. Mais ainda, recomenda insistentemente que [o Presidente ucraniano, Volodymyr] Zelensky chegue a um acordo", afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, na habitual conferência de imprensa telefónica diária.



O Kremlin observa que os Estados Unidos estão atualmente ocupados com outras questões. "As prioridades dos negociadores norte-americanos são agora diferentes; têm muito trabalho a fazer noutras áreas, o que é bem conhecido", sublinhou.




Apesar disso, Moscovo, cuja atitude desde o início se tem caracterizado por prolongar os prazos do processo negocial, mostra-se disposta a retomar as conversações.



"A parte russa está aberta a continuar o processo de negociação. Esperamos a próxima ronda de conversações, embora infelizmente ainda não tenham sido acordados o local nem a data, mas acreditamos que será num futuro próximo", acrescentou.




As negociações para pôr fim à guerra na Ucrânia foram interrompidas pelos ataques de Israel e dos EUA contra o Irão, o que desencadeou uma guerra na região e o encerramento da rota comercial que atravessa o estreito de Ormuz. A última ronda trilateral decorreu na cidade suíça de Genebra, pouco antes do início do conflito no Irão.




Nela participou novamente como chefe da delegação russa Vladimir Medinsky, um dos principais ideólogos do atual ultranacionalismo russo, que considera o território da Ucrânia como parte da Rússia e que se mostra inflexível nas exigências de Moscovo para pôr fim ao conflito armado, que entrou há menos de um mês no seu quinto ano.




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Qatar interceta míssil iraniano em nova escalada no Golfo




O sistema de defesa aérea do Qatar intercetou hoje mais um míssil lançado contra o país, anunciou o Ministério da Defesa, em plena escalada de ataques iranianos contra vários países do Golfo.


Qatar interceta míssil iraniano em nova escalada no Golfo





Num comunicado divulgado nas redes sociais, o Governo do Qatar confirmou que o míssil tinha como alvo o seu país e acrescentou que foi intercetado com sucesso pelo sistema de defesa aérea.



Os ataques ocorrem num contexto de retaliação do Irão após a ofensiva militar conjunta lançada por Israel e pelos Estados Unidos contra território iraniano a 28 de fevereiro.




O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar, Majed al-Ansari, afirmou que continuam a existir possibilidades de diálogo com Teerão e informou que o Irão terá cessado os ataques.




"As negociações são possíveis e pode ser encontrada uma solução através da diplomacia", declarou Al-Ansari durante uma conferência de imprensa citada pela cadeia televisiva Al Jazeera.





O porta-voz acrescentou que, apesar da escalada militar, os países da região estão a reforçar a cooperação em matéria de segurança.




"Enquanto os nossos países estão sob ataque, é tempo de tomarmos medidas decisivas para os proteger", disse al-Ansari, referindo que estão em curso contactos entre os países do Golfo para garantir um sistema de segurança regional unificado.




Segundo o porta-voz da diplomacia do Qatar, os países da região mantêm também comunicações permanentes com o objetivo de reduzir a violência.




A ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão já provocou mais de 1.200 mortos no país, segundo as autoridades iranianas.



Entre as vítimas encontram-se o líder supremo iraniano, o 'ayatollah' Ali Khamenei, bem como vários ministros e altos responsáveis das forças armadas iranianas.




Em resposta, Teerão lançou vários mísseis e drones contra Israel e contra bases militares norte-americanas instaladas em países do Médio Oriente.




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Novas explosões sentidas na capital iraniana




Uma série de fortes explosões foram sentidas hoje na capital iraniana, reportou um jornalista da Agência France Press em Teerão.


Novas explosões sentidas na capital iraniana




As explosões foram ouvidas no centro de Teerão, mas os locais atingidos ainda não foram identificados.



As Forças de Defesa de Israel anunciaram hoje que atacaram simultaneamente, na segunda-feira, infraestruturas do regime iraniano nas cidades de Teerão, Shiraz (centro-sul) e Tabriz (noroeste).




De acordo com Israel, edifícios governamentais foram atingidos assim como o quartel-general da milícia Basijt e instalações utilizadas para "armazenamento e lançamento de aparelhos aéreos não tripulados (drones), mísseis balísticos e sistemas de defesa aérea.




Em relação a Shiraz, as forças israelitas afirmaram que o ataque teve como alvo o quartel-general do comando de segurança interna e um suposto depósito de mísseis balísticos.



Em Tabriz foram destruídos sistemas de defesa.




Na segunda-feira, as Forças Armadas israelitas reportaram um ataque contra o quartel-general da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão, localizado na capital iraniana.




De acordo com uma declaração de um porta-voz militar israelita, ainda existem "milhares de alvos" no Irão para atacar no que se prevê ser uma guerra prolongada, com uma duração entre três e seis semanas.




O Governo iraniano informou na segunda-feira que 17 profissionais de saúde e 206 professores e alunos estavam entre as vítimas mortais dos ataques americanos e israelitas, que danificaram 61 mil casas e empresas, incluindo 18 mil em Teerão.




No entanto, o Irão não atualizou o número total de mortos no conflito desde quinta-feira passada, 05 de março, quando divulgou um balanço oficial de 1.230 mortes.



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Teerão enterra poderoso chefe da Segurança Nacional e jura vingança




O Irão celebra hoje o funeral do seu poderoso chefe de segurança, Ali Larijani, abatido esta terça-feira num ataque israelo-americano e cuja morte o chefe do exército da República Islâmica jurou vingar.


Teerão enterra poderoso chefe da Segurança Nacional e jura vingança







O Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano confirmou esta madrugada a morte do seu chefe, pilar do poder iraniano, que na sexta-feira desafiou os bombardeamentos ao participar numa manifestação nas ruas de Teerão.



O funeral está previsto para as 10:30 TMG em Teerão, segundo as agências iranianas Fars e Tasnim.



As exéquias fúnebres realizar-se-ão em simultâneo com as do líder da força paramilitar Bassidj, Gholamreza Soleimani, também morto na terça-feira, e dos mais de 80 militares da fragata afundada pelos Estados Unidos há duas semanas ao largo do Sri Lanka.




Os nomes de Larijani e Soleimani juntam-se à lista de líderes iranianos que os Estados Unidos e Israel mataram, incluindo o líder supremo Ali Khamenei no primeiro dia da guerra, a 28 de fevereiro.



Ali Larijani foi alvejado por "aviões de combate americanos e israelitas na casa da sua filha", segundo a Fars.



"O sangue puro" de Ali Larijani e "dos outros mártires amados será vingado", afirmou o chefe do exército iraniano, general Amir Hatami, num comunicado publicado pela Tasnim, a agência iraniana próxima do Corpo da Guarda da Revolução Islâmica (IRGC).



Os Guardas da Revolução anunciaram num comunicado que ataques iranianos, que causaram pelo menos duas mortes na região de Telavive esta madrugada, foram lançados "para vingar o sangue" de Ali Larijani e de outros responsáveis iranianos.


Ainda na sexta-feira, em Teerão, no meio de uma multidão de apoiantes do regime, Larijani era "o líder de facto do regime iraniano, sobretudo nas últimas duas semanas", afirmou um responsável militar israelita, que falou sob condição de anonimato.



Mesmo antes disso, "era considerado aquele que tomava as decisões e puxava os cordelinhos", acrescentou.



O exército israelita prometeu o mesmo destino a Mojtaba Khamenei, que sucedeu ao pai como líder supremo há mais de uma semana, mas não apareceu em público desde então.



O Departamento de Estado norte-americano, por outro lado, divulgou uma recompensa de 10 milhões de dólares (8,7 milhões de euros) por informações que levem à localização de alguns dos principais líderes iranianos, em particular da Guarda da Revolução, numa lista que inclui o novo líder supremo.



Segundo responsáveis norte-americanos e israelitas, Mojtaba Khamenei poderá ter ficado "desfigurado" ou ferido numa perna no ataque que matou o pai.


No 19.º dia da guerra que assola o Médio Oriente, o chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, previu que as consequências do conflito afetarão o mundo inteiro.


"A onda de repercussões globais está apenas a começar e atingirá toda a gente, sem distinção de riqueza, crença ou raça", escreveu o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros na rede social X.



Os Estados Unidos anunciaram na terça-feira à noite que atacaram, com algumas das bombas mais poderosas do seu arsenal, instalações de mísseis iranianas perto do Estreito de Ormuz, por onde normalmente transita cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo bruto e gás natural liquefeito (GNL).



Donald Trump, por sua vez, desistiu de exigir que os aliados dos Estados Unidos prestassem apoio à marinha de guerra norte-americana para garantir a segurança do estreito, bloqueado pelo Irão.


"Já não precisamos nem queremos a ajuda dos países da NATO. NUNCA PRECISÁMOS", escreveu o Presidente norte-americano na rede social que lhe pertence, Truth Social, depois de vários líderes internacionais terem rejeitado o seu pedido.



O Irão continua a lançar mísseis e drones contra Israel e os seus vizinhos do Golfo, visando tanto interesses norte-americanos como infraestruturas civis.



O exército saudita anunciou ter intercetado vários drones, bem como um míssil balístico perto da base aérea Prince Sultan, a sudeste de Riade, onde estão estacionados militares norte-americanos.



Nos Emirados Árabes Unidos, um "projétil iraniano" caiu perto do quartel-general do exército australiano no Médio Oriente, na base de Al Minhad, a sul do Dubai, sem causar feridos, segundo o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese.


As autoridades do Qatar anunciaram igualmente a interceção de um ataque com mísseis, e as do Kuwait, de vários drones.



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Arábia Saudita abateu drones que tinham como alvo a capital do país




A Arábia Saudita disse hoje que foram intercetados dois drones que tinham como alvo o bairro diplomático de Riade, enquanto o Irão mantém os ataques de retaliação contra os países vizinhos do Golfo.


Arábia Saudita abateu drones que tinham como alvo a capital do país





O Ministério da Defesa saudita afirmou que os dois aparelhos aéreos não tripulados (drones) foram abatidos na altura em que se aproximaram do distrito das embaixadas" em Riade, capital da Arábia Saudita.



As autoridades tinham anteriormente relatado a interceção de vários drones no leste do território saudita, bem como de um míssil balístico perto da Base Aérea de Príncipe Sultan, a sudeste de Riade.




Hoje, além do ataque contra a capital saudita, o Irão disparou mísseis e drones contra Israel, tendo também sido ouvidas explosões nos Emirados Árabes Unidos e no Qatar.



Os ataques ocorreram horas depois de os meios de comunicação estatais iranianos terem confirmado que as Forças Armadas israelitas mataram o alto funcionário de segurança iraniano Ali Larijani num ataque noturno, bem como o general Gholam Reza Soleimani, chefe da força Basij da Guarda Revolucionária.


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Mais explosões no Curdistão iraquiano junto a interesses dos EUA




Pelo menos quatro fortes explosões foram ouvidas hoje em Erbil, no Curdistão iraquiano, segundo a agência noticiosa francesa AFP, após registo de ataques pró-iranianos com drones nos últimos dias contra interesses dos Estados Unidos da América (EUA) naquela zona.


Mais explosões no Curdistão iraquiano junto a interesses dos EUA




Os jornalistas da AFP descreveram colunas de fumo nos arredores daquela cidade do Iraque, onde se situa o consulado dos EUA e estão estacionadas tropas da coligação internacional liderada pelos norte-americanos contra os grupos jihadistas, junto ao aeroporto.



Na passada semana, também bases militares italianas e francesas foram atacadas nesta região norte do Iraque, tendo sido morto um soldado do contingente da França ali destacado, além de outros sete feridos.




Os EUA e Israel lançaram em 28 de fevereiro uma ofensiva militar contra o Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.



Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.




Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.



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China não ajudará EUA em Ormuz e vê com agrado adiamento da visita de Trump




Pequim não vai ajudar Washington a reabrir o Estreito de Ormuz, e verá com agrado o adiamento da visita à China do Presidente norte-americano, Donald Trump, quando os EUA arriscam ficar enredados no Médio Oriente, dizem analistas.


China não ajudará EUA em Ormuz e vê com agrado adiamento da visita de Trump




A guerra contra o Irão, já na terceira semana, enfrenta pressão crescente: o petróleo deixou de circular no estreito e aliados dos Estados Unidos recusam juntar-se aos esforços para garantir a sua segurança. Isto levanta receios de que a China, principal rival geopolítico dos EUA, possa beneficiar de um conflito que alguns consideram mal calculado.



"O pedido de Trump para adiar a cimeira com Xi Jinping mostra que subestimou as consequências da Operação Fúria Épica", disse Ali Wyne, analista do International Crisis Group, citado pela Associated Press. "Os EUA não conseguem reabrir sozinhos o estreito e precisam agora do principal rival para gerir uma crise que criaram", apontou.




O ministério dos Negócios Estrangeiros chinês evitou responder diretamente e limitou-se a apelar ao fim imediato das operações militares, à contenção da escalada e à proteção da economia global.




Pequim, que nunca confirmou a visita em 31 de março, mostrou-se disponível para reagendar, sublinhando que as partes "mantêm comunicação" e que o adiamento não está ligado ao pedido sobre Ormuz.



Trump afirmou que os chineses "não se importaram" com o adiamento da sua primeira visita oficial ao país no seu segundo mandato e disse manter "uma relação de trabalho muito boa com a China".




No domingo, a China enviou 200 mil dólares (173 mil euros) em ajuda humanitária ao Irão, destinados a famílias de vítimas de um bombardeamento numa escola em Minab.




O adiamento da visita é bem recebido por ambos os lados, disse Brett Fetterly, do The Asia Group, notando que Washington enfrenta constrangimentos políticos e Pequim ganha tempo para perceber melhor as intenções de Trump.




Negociações comerciais bilaterais recentes em Paris produziram poucos resultados, com os dois países a manterem divergências no comércio, tecnologia e segurança económica. A comunidade empresarial norte-americana teme que não haja contexto e preparação adequados para acordos concretos.




A transferência de meios militares do Indo-Pacífico para o Médio Oriente levanta ainda receios no sudeste asiático de um desvio estratégico dos Estados Unidos.



"Quanto mais durar a guerra, maior a preocupação dos aliados asiáticos com a distração e limitações de recursos dos EUA", disse Zack Cooper, do American Enterprise Institute, citado pela AP.





O adiamento pode também atrasar vendas de armas a Taiwan. "A China beneficia enquanto os EUA se enredam no Médio Oriente", afirmou Cooper, acrescentando que Pequim pode simplesmente "deixar os EUA prejudicarem-se a si próprios".



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Israel diz ter matado ministro dos Serviços de Informações iraniano




O ministro da Defesa de Israel anunciou hoje que as forças armadas israelitas mataram o ministro dos Serviços de Informações iraniano, Esmail Khatib.


Israel diz ter matado ministro dos Serviços de Informações iraniano





Israel Katz adiantou que "são esperadas surpresas significativas ao longo deste dia em todas as frentes", sem avançar pormenores.



A morte de Khatib acontece depois de Israel ter matado o responsável de segurança iraniano Ali Larijani e o chefe da força paramilitar voluntária Basij, ligada à Guarda Revolucionária, Gholamreza Soleimani.




No início da guerra, que começou a 28 de fevereiro, as forças aliadas dos Estados Unidos e de Israel também mataram o ex-líder supremo do Irão aiatola Ali Khamenei.


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Qatar reporta mais ataques iranianos com mísseis a instalações de gás natural




O Qatar informou hoje que ataques com mísseis iranianos danificaram mais instalações de gás natural liquefeito no país rico em recursos energéticos, "provocando incêndios de grandes proporções e danos adicionais extensos".


Qatar reporta mais ataques iranianos com mísseis a instalações de gás natural





De acordo com a Qatar Energy, empresa estatal de petróleo e gás do país, o combate aos incêndios ainda decorre e, até ao momento, não se registaram feridos.



O Qatar, que é um importante fornecedor de gás natural para os mercados energéticos mundiais, já tinha suspendido a produção no início da guerra, e estes danos extensos podem atrasar o país no pleno regresso ao mercado após o fim da guerra com o Irão.



O Irão confirmou esta quarta-feira a morte do ministro com a tutela dos serviços de informações, Ismail Khatib, num ataque aéreo israelita na noite de terça-feira, dia em que também reconheceu os assassínios de Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, e de Gholamreza Soleimani, líder da milícia Basij.



Por outro lado, o país sofreu também um ataque das forças israelitas ao enorme campo de gás natural de South Pars, com o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, a alertar para "consequências incontroláveis" que "podem engolir o mundo inteiro".



Em resposta, o Irão intensificou os ataques às instalações energéticas dos países vizinhos do Golfo Pérsico, atingindo instalações de gás no Qatar, e Doha reagiu ordenando aos funcionários da Embaixada iraniana que abandonassem o país no prazo de 24 horas.



Teerão também atacou as instalações de gás de Habshan e o campo de Bab, nos Emirados Árabes Unidos, o que o governo local classificou como uma "escalada perigosa" na guerra da República Islâmica contra Israel e os Estados Unidos. As autoridades de Abu Dhabi afirmam que as operações de gás foram interrompidas após a deteção de atividades suspeitas sobre os locais.



A vasta Província Oriental da Arábia Saudita, onde se encontram muitos dos campos petrolíferos do país, bem como o Kuwait, Bahrein e Emirados Árabes Unidos foram igualmente atacados.



O Presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu na quarta-feira à noite que Israel não lançaria mais ataques contra o campo de gás de South Pars, mas acrescentou que, caso o Irão atacasse novamente o Qatar, as forças norte-americanas retaliariam e "destruiriam completamente" o campo.




"Não quero autorizar este nível de violência e destruição devido às implicações a longo prazo que isso terá no futuro do Irão", escreveu Trump na Truth Social, uma rede social que lhe pertence, acrescentando que "não hesitará em fazê-lo" se as instalações de gás natural liquefeito do Qatar fossem novamente atacadas.


Os Estados Unidos terão sido informados sobre os planos de Israel de atacar o South Pars, mas não participaram na operação, de acordo com a Associated Press, que cita uma fonte anónima, que não quis dizer se a Administração Trump concordou com a decisão israelita de atacar o maior recurso deste género em todo o mundo e um pilar do abastecimento energético do Irão.



Enquanto a Administração Trump procura formas de aumentar o abastecimento de petróleo, o Departamento do Tesouro aliviou as sanções contra a Venezuela na quarta-feira, afirmando que as empresas norte-americanas serão autorizadas a fazer negócios com a empresa estatal de petróleo e gás do país.



Os ataques iranianos ao Qatar e aos Emirados Árabes Unidos estão a aumentar a pressão sobre os Estados árabes do Golfo, que têm até agora mantido a contenção, sem tomaram ações ofensivas contra o Irão.



O preço do petróleo subiu mais 5%, para mais de 108 dólares por barril nos mercados internacionais, num contexto em que se junta o bloqueio do Irão à navegação no Estreito de Ormuz --- por onde passa um quinto do petróleo mundial. O preço do Brent, a referência internacional para o petróleo, subiu quase 50% desde o início da guerra.



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Presidente do Irão avisa: Ataques no gás podem afetar "o mundo inteiro"




O presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, avisou hoje que os ataques contra a infraestrutura energética iraniana podem ter "consequências incontroláveis" e afetar o mundo inteiro, no seguimento de bombardeamentos no maior campo de gás do país.


Presidente do Irão avisa: Ataques no gás podem afetar o mundo inteiro




"Este tipo de ações agressivas não beneficiará o inimigo sionista [Israel], os Estados Unidos ou os seus aliados. Pelo contrário, só agravará a situação e poderá desencadear consequências incontroláveis que acabarão por afetar o mundo inteiro", advertiu na rede social X.



Esta declaração ocorre no mesmo dia em que, segundo a agência de notícias iraniana Tasnim, Israel e os Estados Unidos atacaram refinarias de gás iranianas na Zona Económica Especial de South Pars, em Asalouye, na costa sul do país.




A instalação atacada é, juntamente com o Campo Norte adjacente que partilha com o Qatar, o maior do mundo.




O Irão prometeu retaliar, num contexto que considera de "guerra económica total" e uma escalada desde o início da ofensiva aérea dos Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica, em 28 de fevereiro.



"A partir desta noite, as linhas vermelhas mudaram. Se o inimigo pensava que com estes ataques poderia aumentar a pressão sobre o Irão para o obrigar a recuar, cometeu um erro fatal de cálculo", alertaram fontes militares citadas pela agência noticiosa Fars.




Teerão acusa os países do Golfo de permitirem que as forças norte-americanas utilizem os seus territórios para lançar os seus bombardeamentos e, no rescaldo do ataque ao campo de gás de South Pars, colocou sob ameaça "as infraestruturas de combustíveis, energia e gás" dos seus vizinhos na região, segundo um comunicado do Centro de Comando Conjunto, Khatam al-Anbiya.




A televisão estatal divulgou uma lista de potenciais alvos, incluindo instalações de petróleo e gás na Arábia Saudita, Qatar e Emirados Árabes Unidos, afirmando que "se tornaram alvos diretos e legítimos e serão alvejadas nas próximas horas".




Todos estes países já relataram ataques contra instalações energéticas, após as ameaças hoje dirigidas por Teerão.




Desde 28 de fevereiro, o Irão realizou ataques aéreos com mísseis e drones contra Israel e os países da região, visando em particular bases militares norte-americanas, mas também infraestruturas económicas, e colocou sob ameaça o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo e petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.




O Presidente iraniano confirmou também a morte do ministro com a tutela dos serviços de informação do país, Ismail Khatib, num ataque aéreo israelita na noite de terça-feira.




O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, disse pelo seu lado e igualmente na rede X, que "Israel está a ignorar as consequências da normalização dos seus atrozes métodos de terror", mas observou que "a comunidade internacional não deve ignorar esta imprudência, porque toda a ação conduz inevitavelmente a uma reação".




Na sua mensagem, criticou porém o silêncio internacional "quando se trata de Israel", em relação ao qual "as regras habituais do jogo parecem não se aplicar" e "os próprios guardiões da 'lei e da ordem' permanecem em silêncio, tergiversam ou, pior, fornecem armas e apoio".



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De Khamenei a Larijani: As figuras-chave do regime mortas nos ataques




Desde o início da guerra, já foram mortas nove figuras importantes do regime iraniano, incluindo o líder supremo Ali Khamenei. Quem são os nove homens que morreram durante os ataques levados a cabo pelos Estados Unidos e Israel?


De Khamenei a Larijani: As figuras-chave do regime mortas nos ataques





A guerra espoletada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão dura já há duas semanas e, por enquanto, não há fim à vista. Desde os primeiros ataques em 28 de fevereiro, já morreram nove figuras centrais do regime iraniano. Mas quem?




Segundo o exército israelita, os ataques que mataram estes nove homens, que foram descritos como "devastadores", têm como objetivo punir os responsáveis pela repressão aos protestos antigovernamentais em janeiro e criar condições "ideais" para uma nova revolta interna que derrube o governo do Irão.




Ali Khamenei




Ali Khamenei era o líder supremo do Irão, ocupando assim o ápice do sistema político estabelecido no país após a Revolução Islâmica, em 1979. Foi assassinado no primeiro dia do conflito em 28 de fevereiro num ataque aéreo israelita ao seu complexo, lugar onde reunia com o seu círculo mais íntimo.




Aliás, nesse dia, estava a decorrer uma reunião, motivo pelo qual o ataque foi antecipado, uma vez que os Estados Unidos e Israel viram uma oportunidade para eliminar simultaneamente todas as figuras-chave do aiatola numa única operação militar.




Ali Khamenei morto por Israel. Golpe de mestre ou sucesso fácil?




Ali Khamenei morto por Israel. Golpe de mestre ou sucesso fácil?




Em Israel, alguns prometem já que a operação militar no Irão que levou à eliminação do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo iraniano, será em breve "ensinada nas escolas militares de todo o mundo".





Ali Shamkhani



Ali Shamkhani, de 70 anos, era também uma das figuras mais importantes do país, tendo sido ex-chefe de segurança e conselheiro de Ali Khamenei. Morreu no dia 28 de fevereiro, visto que estava presente na reunião no complexo do aiatola.





O ex-militar supervisionou as negociações entre os Estados Unidos e o Irão sobre o programa nuclear.




Mohammad Pakpour



Já Mohammad Pakpour havia sido nomeado comandante da Guarda Revolucionária Islâmica no ano passado. Esteve na guerra do Iraque, sendo considerado um veterano.




Depois, acabou por ocupar vários cargos até chegar ao comando das Forças Terrestres da Guarda Revolucionária em 2009. Mohamed Pakpour, note-se, estava sob sanções da União Europeia desde abril de 2021.




Mohammad Shirazi



Mohammad Shirazi também foi morto no primeiro dia de conflito. Era um general do exército iraniano, tendo chefiado o Gabinete Militar do Líder Supremo de 1989 até à sua morte.




Sendo general de brigada, era responsável por coordenar as relações entre a alta cúpula das forças armadas iranianas e o líder supremo. Assim, era considerado um elo fundamental dentro da defesa e segurança do país.




Abdolrahim Mousavi




Abdolrahim Mousavi era o chefe do Estado-maior das Forças Armadas do Irão. De salientar que havia sido nomeado para o cargo por Ali Khamenei, dias antes dos ataques israelitas ao país em junho do ano passado. Antes de assumir a chefia do Estado-maior era, desde 2017, comandante-chefe do exército



De acordo com a imprensa iraniana, Musavi foi uma figura central no desenvolvimento de mísseis balísticos, sistemas de drones e lançamentos espaciais do Irão.




Em 2023, foi sancionado pelos Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido e Austrália por graves violações aos direitos humanos.





Ataques matam chefe do Exército iraniano e decapitam liderança militar




Ataques matam chefe do Exército iraniano e decapitam liderança militar




O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas, Abdolrahim Moussavi, foi morto juntamente com outros generais de alta patente durante os ataques norte-americanos e israelitas contra o país, informou hoje a televisão estatal iraniana.





Aziz Nasirzadeh



Aziz Nasirzadeh era o ministro da Defesa do Irão desde 2014. Antes, tinha sido vice-chefe do Estado-maior das Forças Armadas e comandante da Força Aérea iraniana entre 2018 e 2021.





A sua função durante a guerra era proteger a infraestrutura militar e nuclear do país.




Gholamreza Soleimani




Gholamreza Soleimani era comandante da milícia paramilitar Basij - responsável pela repressão e ligada à Guarda Revolucionária, que confirmou a sua morte.




Segundo Israel, Soleimaini liderou as principais operações repressivas, "empregando a violência extrema e prisões em massa" contra os manifestantes que realizaram os maiores protestos contra o regime nos últimos anos, em janeiro - onde milhares foram também mortos.





Irão: Guarda Revolucionária confirma morte de líder da milícia Basij




Irão: Guarda Revolucionária confirma morte de líder da milícia Basij



A Guarda Revolucionária do Irão confirmou a morte do líder da milícia Basij, general Gholamreza Soleimani, que tinha sido anunciada hoje pelo exército israelita.





Esmail Khatib




Esmail Khatib era o ministro da Inteligência do Irão, sendo uma figura importante para a segurança da República Islâmica nos últimos anos. Foi nomeado em 2021, tendo chefiado os serviços responsáveis pela segurança interna, contraespionagem e operações no estrangeiro.




O ministro era um clérigo xiita e era também um dos protegidos de Ali Khamenei. Aliás, chegou a liderar o gabinete do líder supremo, foi também chefe da guarda iraniana e dirigiu o Centro de Proteção da Informação do Judiciário.




Teerão confirma morte de ministro dos serviços de informações




Teerão confirma morte de ministro dos serviços de informações




O presidente do Irão confirmou hoje a morte do ministro dos Serviços de Informações, Esmail Khatib, reivindicada por Israel num ataque de precisão em Teerão.




Ali Larijani



Ali Larijani foi morto na terça-feira, dia 17 de março. Como chefe supremo da Segurança Nacional era um dos políticos mais influentes e chegou mesmo a ser considerado o sucessor do aiatola Ali Khamenei.




Era responsável pela gestão da guerra, que ele afirmava que seria um conflito longo e defendia a sua extensão. Foi ainda responsável pela repressão das manifestações de janeiro, assim como pelo programa nuclear.




A imprensa árabe descreveu-o como o "homem mais importante depois de figuras-chave como Mujhta Khamenei".






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Irão anuncia execução de três "manifestantes violentos"




O Irão anunciou hoje a execução de três "manifestantes violentos" condenados pelo homicídio de membros das forças de segurança e por terem agido a favor de Israel e dos Estados Unidos.


Irão anuncia execução de três manifestantes violentos




Trata-se das primeiras execuções oficialmente anunciadas relacionadas com os protestos que eclodiram no Irão no final de dezembro contra o custo de vida elevado, antes de se transformarem num vasto movimento de contestação contra o poder.



"Os três revoltosos condenados foram enforcados esta manhã, quinta-feira, 19 de março, por homicídio e por terem conduzido uma operação a favor do regime sionista e dos Estados Unidos", anunciou o 'site' Mizan Online, órgão do poder judicial iraniano, dois meses após violentos motins no Irão.


Os três indivíduos estavam implicados no homicídio de dois agentes das forças da ordem, precisou o Mizan, acrescentando que foram executados após terem sido reconhecidos culpados do crime de "moharebeh", ou "hostilidade contra Deus".




As autoridades iranianas consideram que as manifestações tiveram início no final de dezembro sob a forma de manifestações pacíficas, antes de se transformarem em "motins fomentados por forças estrangeiras", acompanhados de homicídios e atos de vandalismo.




Teerão reconheceu que mais de 3.000 pessoas perderam a vida durante estes distúrbios, entre as quais membros das forças de segurança e transeuntes inocentes, e classificou as violências como "atos terroristas".




A agência de notícias Human Rights Activists News Agency (HRANA), sediada nos Estados Unidos, registou mais de 7.000 mortos, na sua grande maioria manifestantes, e alertou que o número de vítimas poderá ser muito superior.




Antes do início da guerra, a 28 de fevereiro, a Casa Branca tinha garantido, em meados de janeiro, que o Irão tinha renunciado a 800 execuções de manifestantes face às ameaças de intervenção formuladas por Donald Trump.




Pelo menos 1.500 condenados à morte foram executados no Irão em 2025, de acordo com um balanço publicado no início de janeiro pela ONG Iran Human Rights (IHR), explicando que se trata do número anual de execuções mais elevado registado pela organização nos últimos 35 anos.



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