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Washington transmite plano de 15 pontos a Teerão para pôr fim à guerra
Os Estados Unidos transmitiram ao Irão um plano de 15 pontos para pôr fim ao conflito, exigindo que entregue todo o combustível nuclear enriquecido que tem e mantenha aberto o Estreito de Ormuz, noticiaram media norte-americanos e israelitas.
O New York Times e o canal de televisão israelita Channel 12 afirmam que a administração Trump transmitiu as suas exigências ao Irão, através do Paquistão, que mantém boas relações com ambas as partes.
De acordo com três fontes não identificadas citadas pelo Channel 12, os negociadores norte-americanos --- o enviado especial Steve Witkoff e o genro de Donald Trump, Jared Kushner --- propõem um cessar-fogo de um mês, o tempo necessário para que as autoridades iranianas analisem os seus pedidos.
Entre os 15 pontos apresentados, os cinco primeiros dizem respeito ao setor nuclear: Washington exige que o Irão renuncie a dotar-se de armas atómicas, que entregue todo o combustível enriquecido de que dispõe numa data fixada pelas partes, e que várias instalações nucleares importantes sejam desmanteladas.
O Irão terá também de abandonar o apoio a milícias regionais e deixar de financiar ou armar grupos como o Hezbollah ou o Hamas.
É ainda proposta a imposição de limites à quantidade de mísseis de que o país poderá dispor e ao seu raio de ação.
Além disso, o Estreito de Ormuz, por onde transitam cerca de 20% dos hidrocarbonetos mundiais, deverá permanecer aberto à circulação marítima.
Em contrapartida, o Irão obteria o levantamento das sanções internacionais contra si e apoio para o seu programa nuclear civil.
A Casa Branca e o Departamento de Estado não confirmaram a informação.
Não é feita qualquer menção neste plano a uma mudança de regime no Irão, alvo desde 28 de fevereiro de ataques israelitas e norte-americanos.
Organização Marítima Internacional (OMI) afirmou hoje ter recebido do Irão a garantia de que "navios não hostis" podem transitar pelo Estreito de Ormuz, desde que respeitem as regras de segurança e proteção.
Segundo a agência das Nações Unidas para a segurança marítima, a garantia consta de um documento, datado de domingo, emitido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, com pedido de que fosse divulgado, o que a OMI fez aos seus Estados-Membros e organizações não-governamentais.
"Os navios não hostis (...) podem --- desde que não participem em atos de agressão contra o Irão nem os apoiem e que cumpram integralmente as regras de segurança e proteção em vigor --- beneficiar de uma passagem segura pelo Estreito de Ormuz, em coordenação com as autoridades competentes", refere o documento divulgado.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.
Em retaliação, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.
Desde o início do conflito, as autoridades iranianas contabilizaram pelo menos 1.332 mortos - entre os quais o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica desde 1989, entretanto substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei, e o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani - e mais de 10.000 feridos, mas não atualizaram o balanço oficial nos últimos dias.
A organização não-governamental HRANA (Human Rights Activists News Agency), com sede nos Estados Unidos, situou a 23 de março o número total de vítimas mortais no Irão em pelo menos 3.268, entre as quais 1.443 civis - incluindo 217 crianças -, 1.167 militares e 658 pessoas cujo estatuto não foi precisado.
nm
