Kyiv reivindica ataque a plataformas petrolíferas russas no mar Cáspio
Uma operação das forças especiais ucranianas no mar Cáspio provocou hoje danos em duas plataformas de perfuração da empresa petrolífera russa Lukoil, informaram as Forças Armadas da Ucrânia.
"O inimigo utiliza essas plataformas como parte da cadeia de abastecimento de combustível para seu exército", refere o comunicado divulgado no canal oficial das Forças Armadas ucranianas no Telegram.
Segundo a mesma fonte, os "danos significativos nas infraestruturas de petróleo e gás" limitam a capacidade russa para "abastecer as suas tropas" e também para se financiar.
O ataque ocorreu antes da trégua da Páscoa Ortodoxa proposta pela Rússia na quinta-feira e aceite pela Ucrânia, que se prevê que vigore por 32 horas, entre as 16:00 de sábado (14:00 de Portugal Continental) e o final de domingo (22:00 de Lisboa).
A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.
"Ucrânia respeita cessar-fogo e retaliará rigorosamente na mesma medida"
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que vai respeitar o cessar-fogo com início previsto para esta tarde, dia da Páscoa Ortodoxa, mas avisou que retaliará na mesma medida qualquer violação russa à trégua.
"A Ucrânia respeitará o cessar-fogo e retaliará rigorosamente na mesma medida. A ausência de ataques aéreos, terrestres e navais russos significa que não haverá resposta da nossa parte", lê-se numa mensagem do presidente ucraniano publicada no X.
O cessar-fogo tem início previsto às 16h00 locais (14h00 em Lisboa) e deverá durar até ao final de domingo.
Zelensky enfatizou que "a Páscoa deve ser um período de silêncio e segurança", mas garantiu que "o exército ucraniano está preparado para qualquer desenvolvimento na linha da frente".
"Um cessar-fogo na Páscoa poderá ser também o início de um movimento real rumo à paz - a nossa parte já fez a proposta nesse sentido", acrescentou.
Segundo o chefe de Estado, estas posições, incluindo a possível extensão do cessar-fogo além do período da Páscoa, já foram comunicadas ao lado russo.
Com a guerra na Ucrânia em segundo plano devido ao conflito no Médio Oriente, as negociações entre as partes não têm conhecido avanços nas últimas semanas.
A última ronda trilateral foi realizada em Genebra, Suíça, em 17 e 18 de fevereiro, e terminou com as partes afastadas sobre os temas essenciais das conversações, que dizem respeito ao futuro das regiões reivindicadas pela Rússia no leste da Ucrânia e garantias de segurança a Kyiv para prevenir uma nova agressão de Moscovo.
Rússia e Ucrânia anunciam troca de 350 prisioneiros (175 de cada lado)
A Rússia e a Ucrânia anunciaram hoje a troca de 350 prisioneiros de guerra, 175 de cada lado, com a mediação dos Emirados Árabes Unidos, poucas horas antes da entrada em vigor prevista de um cessar-fogo pascal.
"A 11 de abril, 175 militares russos foram repatriados do território controlado por Kyiv. Em troca, foram entregues 175 prisioneiros de guerra das forças armadas ucranianas", indicou o Ministério da Defesa russo, num comunicado publicado na aplicação MAX.
"Os nossos soldados estão a regressar a casa. 175 militares. Soldados das Forças Armadas, guardas nacionais, guardas de fronteira. Soldados rasos, sargentos e oficiais. E sete civis", escreveu Zelensky nas suas redes sociais.
No caso dos combatentes russos, tal como em ocasiões anteriores, estes encontram-se em território da Bielorrússia, onde recebem assistência médica e psicológica, segundo Moscovo.
Além disso, acrescentou o comunicado militar russo, Kyiv devolveu sete civis da região fronteiriça russa de Kursk, parcialmente ocupada pelo exército ucraniano durante menos de um ano.
Moscovo agradeceu às autoridades dos Emirados "os esforços humanitários" realizados para concretizar a troca.
Por seu lado, Zelensky indicou que os militares ucranianos libertados tinham sido capturados enquanto defendiam a Ucrânia em vários pontos da frente, por exemplo, na cidade costeira de Mariupol (sul), tomada pela Rússia em 2022, ou na central nuclear de Chernobil, bem como nas regiões de Donetsk, Lugansk, Kharkiv, Kherson, Zaporíjia, Sumy e Kyiv e na região russa de Kursk.
"Entre eles há feridos. A maioria está em cativeiro desde 2022. E agora, finalmente, estão em casa", sublinhou Zelensky.
O presidente da Ucrânia agradeceu o trabalho das unidades ucranianas que capturam soldados russos, com o que aumentam as reservas de prisioneiros de guerra para troca, e salientou a importância de resgatar todos os ucranianos mantidos em cativeiro na Rússia.
Pouco antes, Zelensky tinha reiterado o compromisso do seu país com a trégua por ocasião da Páscoa ortodoxa, que está prevista para começar dentro de poucas horas com a Rússia, e advertiu para uma resposta "simétrica" caso o inimigo viole o cessar-fogo.
Além disso, insistiu que a Ucrânia está disposta a prolongar a trégua de dois dias, apesar de, na sexta-feira, Moscovo ter voltado a rejeitar essa possibilidade e justificado o cessar-fogo temporário com a Páscoa ortodoxa e com o seu "caráter humanitário".
Esta quinta-feira, o Kremlin anunciou unilateralmente "um cessar-fogo a partir das 16:00 (13:00 GMT) de 11 de abril até ao final do dia 12 de abril de 2026", sem consultas prévias com os Estados Unidos ou com a Ucrânia, ao qual Kyiv aderiu imediatamente.
Ambos os lados informaram na sexta-feira sobre outra troca de corpos de mil soldados ucranianos por 41 russos. Em conformidade com o acordado no ano passado em Istambul, Moscovo terá entregue cerca de 10.000 corpos de ucranianos mortos em combate e recebido cerca de 200.
Esta proporção deve-se ao avanço russo na frente de batalha, que - embora lento - não permite aos ucranianos recolher os seus mortos no campo de batalha.
Militares ucranianos acusam Rússia de atacar durante cessar-fogo
A Rússia continuou a atacar posições ucranianas após a entrada em vigor do cessar-fogo da Páscoa Ortodoxa declarado por Moscovo, afirmou hoje um oficial do exército ucraniano.
"O cessar-fogo não está a ser respeitado pelo lado russo", afirmou o oficial de comunicações da 148.ª Brigada de Artilharia, Serhii Kolesnychenko, à agência de notícias Associated Press (AP).
O militar disse que, embora o fogo de artilharia tivesse cessado no setor onde a sua brigada operava, na junção das regiões de Donetsk, Dnipropetrovsk e Zaporijia, as forças russas continuaram a utilizar drones para atacar posições ucranianas.
As forças ucranianas estavam a responder com "silêncio ao silêncio e fogo ao fogo", disse Kolesnychenko.
O Presidente russo, Vladimir Putin, anunciou na quinta-feira um cessar-fogo de 32 horas durante o fim de semana da Páscoa Ortodoxa, ordenando às forças russas que suspendessem as hostilidades até ao final do domingo.
Por sua vez, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, prometeu respeitar o cessar-fogo, descrevendo-o como uma oportunidade para avançar com iniciativas de paz.
No entanto, advertiu que as forças ucranianas iriam responder a quaisquer violações.
"A Páscoa deve ser um momento de silêncio e segurança. Um cessar-fogo na Páscoa também pode tornar-se o início de um verdadeiro movimento em direção à paz", escreveu Zelensky numa publicação na rede social Telegram.
"Hoje foram definidos os parâmetros da nossa resposta a possíveis violações dos termos do cessar-fogo por parte do exército russo", afirmou o líder ucraniano, reiterando que ambiciona uma "prorrogação do cessar-fogo para além da Páscoa".
A Ucrânia propôs anteriormente à Rússia uma pausa nos ataques às infraestruturas energéticas de cada um dos lados durante o feriado da Páscoa Ortodoxa.
As tentativas anteriores de cessar-fogo tiveram pouco impacto, com ambas as partes a acusarem-se mutuamente de violações.
Este é o quarto cessar-fogo desde o início da invasão russa em 2022, cujas negociações de paz, mediadas pelos Estados Unidos, estão num impasse há quase dois meses devido ao conflito no Irão.
O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, descreveu na sexta-feira a iniciativa de Putin como um gesto humanitário, mas afirmou que Moscovo continua empenhado numa solução abrangente baseada nas suas exigências de longa data.
A Rússia e a Ucrânia anunciaram também hoje a troca de 350 prisioneiros de guerra, 175 de cada lado, com a mediação dos Emirados Árabes Unidos, poucas horas antes da entrada em vigor prevista de um cessar-fogo pascal.
"A 11 de abril, 175 militares russos foram repatriados do território controlado por Kiev. Em troca, foram entregues 175 prisioneiros de guerra das forças armadas ucranianas", indicou o Ministério da Defesa russo, num comunicado publicado na aplicação estatal MAX.
Por seu lado, Zelensky indicou que os militares ucranianos libertados tinham sido capturados na cidade costeira de Mariupol (sul), tomada pela Rússia em 2022, ou na central nuclear de Chernobyl, bem como nas regiões de Donetsk, Lugansk, Kharkiv, Kherson, Zaporijia, Sumy e Kiev e na região russa de Kursk.
Rússia (também) acusa Ucrânia de violar cessar-fogo
A Rússia acusou hoje a Ucrânia de violar a trégua acordada para a Páscoa Ortodoxa e atacar posições russas, causando dois feridos na região de Belgorod, segundo as autoridades locais citadas pela agência russa TASS.
De acordo com o governador da região de Belgorod, Vyacheslav Gladkov, um drone ucraniano visou um carro em movimento na localidade de Shebekino e outro atingiu uma mulher em Graivoron.
Momentos antes, um militar ucraniano em declarações à agência de notícias Associated Press (AP) acusou Moscovo de ter violado a trégua, sublinhando que as tropas estavam a responder com "silêncio ao silêncio e fogo ao fogo".
"O cessar-fogo não está a ser respeitado pelo lado russo", afirmou o oficial de comunicações da 148.ª Brigada de Artilharia, Serhii Kolesnychenko.
O militar disse que, embora o fogo de artilharia tivesse cessado no setor onde a sua brigada operava, na junção das regiões de Donetsk, Dnipropetrovsk e Zaporijia, as forças russas continuaram a utilizar drones para atacar posições ucranianas.
Segundo a agência russa TASS, os bombardeamentos ucranianos em Shebekino partiram janelas e danificaram 18 casas e seis carros.
Este é o quarto cessar-fogo desde o início da invasão russa em 2022, cujas negociações de paz, mediadas pelos Estados Unidos, estão num impasse há quase dois meses devido ao conflito no Irão.
As tentativas anteriores de cessar-fogo tiveram pouco impacto, com ambas as partes a acusarem-se mutuamente de violações.
O Presidente russo, Vladimir Putin, anunciou na quinta-feira um cessar-fogo de 32 horas durante o fim de semana da Páscoa Ortodoxa, ordenando às forças russas que suspendessem as hostilidades até ao final do domingo.
Por sua vez, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, prometeu respeitar o cessar-fogo, descrevendo-o como uma oportunidade para avançar com iniciativas de paz.
No entanto, advertiu que as forças ucranianas iriam responder a quaisquer violações.
"A Páscoa deve ser um momento de silêncio e segurança. Um cessar-fogo na Páscoa também pode tornar-se o início de um verdadeiro movimento em direção à paz", escreveu Zelensky numa publicação na rede social Telegram.
"Hoje foram definidos os parâmetros da nossa resposta a possíveis violações dos termos do cessar-fogo por parte do exército russo", afirmou o líder ucraniano, reiterando que ambiciona uma "prorrogação do cessar-fogo para além da Páscoa".
A Ucrânia propôs anteriormente à Rússia uma pausa nos ataques às infraestruturas energéticas de cada um dos lados durante o feriado da Páscoa Ortodoxa.
A Rússia e a Ucrânia anunciaram também hoje a troca de 350 prisioneiros de guerra, 175 de cada lado, com a mediação dos Emirados Árabes Unidos, poucas horas antes da entrada em vigor prevista do cessar-fogo pascal.
Kyiv acusa Rússia de 469 violações do cessar-fogo da Páscoa Ortodoxa
O Exército ucraniano informou, este sábado, que as forças russas realizaram até 469 violações do cessar-fogo declarado na quinta-feira pelo Presidente Vladimir Putin para o feriado da Páscoa Ortodoxa, que Volodymyr Zelensky tinha proposto há cerca de uma semana.
Especificamente, desde as 16h00 locais de sábado (14h00 de Lisboa), quando a trégua começou, as forças ucranianas registaram "22 ataques inimigos, 153 bombardeamentos, 19 ataques com 'drones kamikaze' ('Lancet', 'Molniya') e 275 ataques com 'drones' FPV", de acordo com o mais recente relatório do Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia, que também relatou "um total de 101 confrontos desde o início do dia".
Segundo o Estado-Maior, o inimigo russo realizou 57 ataques aéreos e lançou 182 bombas guiadas, empregou 3.928 'drones' suicidas e realizou 2.454 ataques contra posições e povoações das tropas ucranianas.
O comunicado militar reportou combates limitados em várias frentes, com quatro confrontos nas direções de Slobozhansk Norte e Kursk, e um total de 45 ataques contra posições militares e povoações, incluindo quatro com o uso de sistemas de lançamento múltiplo de 'rockets'.
No eixo sul de Slobozhansk, as forças russas realizaram cinco ataques em zonas como Staritsia, Veterinarne, Prilipka e Vovchanski Khutori, enquanto em Kupiansk, três tentativas de avanço em direção a Petropavlivka e Novoosinove foram repelidas.
Em Liman, as tropas ucranianas repeliram seis ataques perto de vários pontos ao longo da frente, e em Sloviansk, frustraram outra ofensiva na direção de Rai-Oleksandrivka.
Entretanto, as forças ucranianas repeliram 19 ataques na zona de Kostiantinivka e outros 18 ao longo do eixo de Pokrovsk, onde os combates resultaram, segundo estimativas preliminares, em dezenas de baixas russas, bem como na destruição e danos em veículos, sistemas de artilharia, posições de comando e infraestruturas defensivas.
Foram também relatadas quatro tentativas de avanço na direção de Oleksandrivka, acompanhadas de ataques aéreos, juntamente com quatro ataques na frente de Huliaipil, onde também houve relatos de bombardeamentos em várias cidades.
Em Orihiv, ocorreram ataques aéreos, enquanto ao longo do eixo do Dnieper houve três tentativas falhadas de ataque à Ponte Antonivsky e à Ilha Belogrudy, com bombardeamentos em Kherson.
Estes relatos surgem depois de o ministro da Defesa russo, Andrei Belousov, e o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, General Valery Gerasimov, terem recebido ordens na quinta-feira para cessar os combates em todas as frentes no país vizinho durante o fim de semana, embora isso não eximisse as tropas de permanecerem prontas para repelir qualquer "agressão" de Kiev.
O Presidente ucraniano, que apelou a um cessar-fogo em 30 de março também pela Páscoa Ortodoxa, aceitou a trégua, afirmando que a Ucrânia "está preparada para tomar medidas recíprocas".
"Propusemos um cessar-fogo durante o feriado da Páscoa deste ano e vamos agir em conformidade", declarou Zelensky numa breve mensagem nas redes sociais.
No ano passado, Putin declarou uma trégua unilateral da Páscoa que ficou marcada por acusações mútuas de incumprimento: enquanto o Presidente ucraniano denunciava dezenas de bombardeamentos e ataques russos, o lado russo denunciava milhares de violações do cessar-fogo.
Durante as primeiras horas da trégua, contudo, ocorreu uma troca significativa de prisioneiros de guerra entre os dois lados, embora os ataques tenham sido retomados pouco depois do término da pausa de 30 horas da Páscoa.
A Rússia propôs na quinta-feira uma trégua da Páscoa Ortodoxa, aceite pela Ucrânia, que se prevê que vigore por 32 horas, até ao final de domingo (22:00 de Lisboa).
Moscovo também acusou hoje a Ucrânia de violar a trégua acordada para a Páscoa Ortodoxa e atacar posições russas, causando dois feridos na região de Belgorod, segundo as autoridades locais citadas pela agência russa TASS.
Momentos antes, um militar ucraniano em declarações à agência de notícias Associated Press (AP) acusou Moscovo de ter violado a trégua, sublinhando que as tropas estavam a responder com "silêncio ao silêncio e fogo ao fogo".
Kyiv e Moscovo trocam acusações de violação da trégua de Páscoa
A Ucrânia e a Rússia acusaram-se hoje mutuamente de violações ao cessar-fogo por ocasião da Páscoa ortodoxa, em vigor desde sábado, com Kyiv a denunciar quase 2.300 violações e Moscovo cerca de 2.000.
O exército ucraniano acusou hoje as forças russas de, até às 07h00 (05h00 em Lisboa), terem violado 2.299 vezes o cessar-fogo da Páscoa, que entrou em vigor na véspera na linha da frente na Ucrânia, com mais de 1.200 quilómetros de extensão.
O Estado-Maior ucraniano, num relatório publicado no Facebook, especificou que foram registados "28 ataques inimigos, 479 bombardeamentos de artilharia, 747 ataques com drones de ataque ('Lancet', 'Molniya') e 1.045 ataques de drones FPV".
"Não houve nenhum ataque com mísseis, bombas aéreas guiadas ou drones do tipo Shahed", acrescentou.
Segundo o Ministério da Defesa russo, "no total", entre as 16h00 (14h00 em Lisboa) de sábado, quando a trégua teve início, e as 08h00 (06h00 em Lisboa) de hoje, "foram registadas 1.971 violações do cessar-fogo por parte do exército ucraniano".
Mais concretamente, Kyiv terá lançado 1.329 drones de vigilância e atacado as posições russas em 258 ocasiões com lançadores de mísseis, artilharia e tanques, indicou, num comunicado citado pela agência noticiosa TASS.
O Presidente russo, Vladimir Putin, anunciou na quinta-feira um cessar-fogo de 32 horas durante o fim de semana da Páscoa Ortodoxa, ordenando às forças russas que suspendessem as hostilidades até ao final do domingo.
Por sua vez, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, prometeu respeitar o cessar-fogo, descrevendo-o como uma oportunidade para avançar com iniciativas de paz.
No entanto, advertiu que as forças ucranianas iriam responder a quaisquer violações na mesma medida.
Este é o quarto cessar-fogo desde o início da invasão russa em 2022, cujas negociações de paz, mediadas pelos Estados Unidos, estão num impasse há quase dois meses devido ao conflito no Irão.
As tentativas anteriores de cessar-fogo tiveram pouco impacto, com ambas as partes a acusarem-se mutuamente de violações.
Rússia diz que "divergências" com Ucrânia "são apenas uns quilómetros"
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que as divergências territoriais entre a Rússia e a Ucrânia resumem-se a poucos quilómetros, numa altura em que os dois países trocam acusações de violações de cessar-fogo.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou este domingo que as "divergências territoriais" que ainda existem entre a Ucrânia e a Rússia resumem-se a "apenas alguns quilómetros de distância".
"São apenas alguns quilómetros", enfatizou aos jornalistas, citado pela agência de notícias russa TASS.
"De grosso modo, representa de 17 a 18% da República Popular de Donetsk, que ainda precisamos de libertar", acrescentou, frisando que a Rússia precisa de "alcançar as fronteiras administrativas".
As declarações de Peskov surgem numa altura em que os dois países trocam acusações de violações ao cessar-fogo por ocasião da Páscoa ortodoxa, em vigor desde sábado, com Kyiv a denunciar quase 2.300 violações e Moscovo cerca de 2.000.
O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou na quinta-feira um cessar-fogo de 32 horas durante o fim de semana da Páscoa Ortodoxa, ordenando às forças russas que suspendessem as hostilidades até ao final do domingo.
Por sua vez, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, prometeu respeitar o cessar-fogo, descrevendo-o como uma oportunidade para avançar com iniciativas de paz.
No entanto, advertiu que as forças ucranianas iriam responder a quaisquer violações na mesma medida.
Este é o quarto cessar-fogo desde o início da invasão russa em 2022, cujas negociações de paz, mediadas pelos Estados Unidos, estão num impasse há quase dois meses devido ao conflito no Irão.
As tentativas anteriores de cessar-fogo tiveram pouco impacto, com ambas as partes a acusarem-se mutuamente de violações.
A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.
No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões - Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporíjia - além da península da Crimeia, anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental
"A operação militar especial continuará após o fim do cessar-fogo"
A Rússia reafirmou hoje que a guerra na Ucrânia vai continuar após o cessar-fogo de 32 horas durante a Páscoa ortodoxa, que termina à meia-noite, até que Kiev aceite condições que garantam os interesses de Moscovo.
"A operação militar especial continuará após o fim do cessar-fogo, até que [o Presidente ucraniano, Volodymyr] Zelensky encontre a coragem para assumir a sua responsabilidade", disse o porta-voz presidencial, Dmitry Peskov, em comunicado à televisão estatal russa.
No sábado, o Presidente ucraniano reiterou que seria apropriado que o cessar-fogo fosse prolongado, acrescentando que tinha feito essa proposta a Moscovo.
Na sexta-feira, a Rússia tinha já rejeitado a sugestão ucraniana de prolongar a trégua da Páscoa ortodoxa, mantendo que se destina exclusivamente àquela festividade.
O Presidente russo, Vladimir Putin, anunciou na quinta-feira à noite um cessar-fogo com a Ucrânia, o quarto desde o início da guerra em 2022, entre sábado à tarde e hoje à noite, devido à celebração da Páscoa pelos cristãos ortodoxos.
A trégua tinha sido proposta no início da semana pelo Presidente ucraniano, que sugeriu na quinta-feira, após o anúncio de Putin, o prolongamento do cessar-fogo.
O porta-voz do Kremlin (presidência russa), Dmitri Peskov, reafirmou que o anúncio de Putin se circunscreve à Páscoa ortodoxa, referindo que a trégua tem "um caráter humanitário" por se tratar de uma festa sagrada, tanto para russos como para ucranianos.
Anteriormente, o Kremlin já tinha rejeitado as propostas ucranianas de um cessar-fogo prolongado.
Moscovo condiciona o fim das hostilidades à aceitação por Kyiv das suas exigências, que se mantêm praticamente inalteradas desde o início da guerra, em fevereiro de 2022, evidenciando a inflexibilidade russa nas negociações.
A Rússia receia que a Ucrânia possa aproveitar uma trégua para reforçar as posições no terreno sem chegar depois a um acordo de paz.
As negociações para encontrar uma solução para o conflito continuam em pausa desde a última ronda trilateral realizada na cidade de Genebra em meados de fevereiro.
A Rússia exige a retirada das tropas ucranianas das regiões que declarou anexadas após ter invadido a Ucrânia, bem como o reconhecimento da soberania russa nos quatro territórios em causa e na Crimeia, que anexou em 2014.
Exige também, entre outras questões, uma redução dos efetivos das forças armadas ucranianas e garantias de que a Ucrânia nunca fará parte da NATO.
Kyiv rejeita tais pretensões e exige a retirada das tropas russas da Ucrânia, incluindo a Crimeia, e a reposição das fronteiras de 1991, quando se tornou independente da União Soviética, bem como garantias de segurança em relação à Rússia.