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Tropas russas fizeram maior avanço desde 2022 (menos de 1% do território)
As forças russas realizaram o seu maior avanço na Ucrânia no ano passado, embora abaixo das conquistas alcançadas em 2022 e equivalente a menos de 1% território ucraniano, segundo uma análise hoje divulgada pela agência France-Presse (AFP).
Segundo a análise, produzida a partir de dados do Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), que trabalha em conjunto com o Critical Threats Project (CTP), dois 'think tanks' (grupos de reflexão) norte-americanos especializados no estudo de conflitos, a Rússia conquistou em 2025 acima de 5.600 quilómetros quadrados do território ucraniano.
Este avanço representa mais do que 2023 e 2024 juntos, de acordo com os dados, mas apenas 0,94% da área total da Ucrânia.
As áreas conquistadas incluem zonas controladas pela Rússia, de acordo com Kyiv e observadores militares, bem como pequenas áreas reivindicadas pelo exército de Moscovo, mas não confirmadas.
No primeiro ano da invasão russa, iniciada em 24 de fevereiro de 2022, as forças russas conquistaram quase 64.000 quilómetros quadrados de território.
Apesar dos esforços diplomáticos intensificados desde novembro em torno de um plano dos Estados Unidos para pôr fim ao conflito, os combates continuam no terreno.
Um plano de 20 pontos negociado no final de dezembro entre Kyiv e Washington prevê o congelamento das linhas da frente nas regiões de Zaporijia e Kherson, no sul da Ucrânia, bem como em Donetsk e Lugansk, no leste, que juntas formam o Donbass, mas o acordo com Moscovo ainda está por fechar.
No passado mês de dezembro, os militares russos conquistaram 244 quilómetros quadrados, o seu avanço mensal mais baixo desde março, mas aceleraram a sua ofensiva no Donbass, a região oriental da Ucrânia que procuram anexar.
No entanto, os ganhos obtidos desde a primavera, sobretudo em novembro (701 quilómetros quadrados), permitiram à Rússia ultrapassar os avanços acumulados em 2024 (quatro mil) e 2023 (580).
A Rússia progrediu também 131 quilómetros quadrados na região de Zaporijia, no sul do país, onde os bombardeamentos se intensificaram nos últimos meses.
No final de dezembro, Moscovo controlava 19,4% do território ucraniano, total ou parcialmente. Cerca de 7% já estavam sob controlo russo antes da invasão de fevereiro de 2022, incluindo a península da Crimeia, anexada em 2014, e partes do Donbass.
Em sentido contrário, a Rússia perdeu 125 quilómetros na região de Kharkiv, no leste da Ucrânia, e 55 quilómetros quadrados na região de Dnipropetrovsk (centro-leste), duas áreas das quais o plano da Casa Branca (presidência norte-americana) propõe a retirada russa.
Estes ganhos ucranianos são os mais significativos desde junho de 2023, durante uma grande contraofensiva contra os militares de Moscovo.
No seu discurso de Ano Novo, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que um acordo para pôr fim à guerra estava "90% pronto", alertando que os restantes 10% determinariam o "destino da paz".
As partes continuam separadas em relação aos territórios ocupados e a garantias de segurança a Kyiv de modo a prevenir uma nova agressão russa.
Dois mortos e 27 feridos no ataque de sexta-feira a Kharkiv
Pelo menos duas pessoas morreram e 27 ficaram feridas no ataque russo de sexta-feira com mísseis sobre a cidade oriental de Kharkiv, segundo um balanço apresentado hoje pelas autoridades ucranianas.
O chefe da Administração Regional de Kharkiv, Oleg Sinegubov, informou na conta pessoal do Telegram que, como resultado do bombardeamento na cidade, "uma mulher de 22 anos e uma criança de três morreram, e 27 pessoas, incluindo uma criança de seis meses, ficaram feridas".
Segundo Sinegubov, citado pela agência noticiosa EFE, o ataque ocorreu quando dois mísseis do modelo Iskander-M atingiram uma zona residencial.
O ataque foi condenado pelo Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que classificou o bombardeamento russo como "horrível".
O responsável pela Administração Regional de Kharkiv também assinalou que a região tinha sido atacada pela Rússia com outros tipos de sistemas, incluindo drones de vários modelos, utilizados contra infraestruturas civis que ficaram danificadas ou destruídas.
Dois mortos em ataques russos após alerta de mísseis
Ataques russos entre domingo e hoje causaram dois mortos em Kyiv e nos arredores, anunciaram as autoridades locais, depois de o exército ucraniano alertar que todo o país estava sob ameaça de mísseis.
Na capital, "uma pessoa morreu no ataque", disse o chefe da administração militar, Tymour Tkatchenko, na plataforma de mensagens Telegram, enquanto as autoridades locais indicaram que um estabelecimento médico foi atingido.
Nos arredores, os bombardeamentos atingiram várias habitações e "infraestruturas críticas", matando um homem na localidade de Fastiv, de acordo com o responsável pela administração militar regional, Mykola Kalachnyk.
"Toda a Ucrânia está sob a ameaça de mísseis!", tinha alertado anteriormente a aviação ucraniana no Telegram.
Estes ataques ocorrem um dia antes de uma reunião em Paris dos países aliados de Kyiv para tentar avançar com uma resolução do conflito mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
Para preparar o encontro, conselheiros de segurança de 15 países, incluindo França, Alemanha e Canadá, bem como representantes da União Europeia e da NATO, reuniram-se na capital ucraniana no sábado.
Steve Witkoff, emissário do líder norte-americano, Donald Trump, participou remotamente nas discussões, dedicadas aos detalhes da última versão do plano para o fim do conflito com a Rússia.
O esforço diplomático, impulsionado pelo Presidente norte-americano foi travado por alegações de Moscovo, que acusou Kyiv de ter atacado com 91 drones, na noite de 28 para 29 de dezembro, uma residência de Vladimir Putin.
Kyiv desmentiu a acusação, que disse ter como objetivo servir de pretexto para novos ataques contra a Ucrânia e minar as negociações diplomáticas. Os europeus também expressaram dúvidas quanto à veracidade do ataque.
"Não creio que este ataque tenha ocorrido", afirmou Donald Trump no domingo à noite a bordo do avião presidencial, observando que "ninguém sabia até ao momento" se as alegações russas eram verdadeiras.
O Kremlin advertiu na terça-feira que "as consequências" deste ataque se traduziriam num "endurecimento da posição negocial" da Rússia.
Rússia abate 132 drones ucranianos em menos de doze horas
As defesas antiaéreas russas abateram 132 drones ucranianos em menos de doze horas, informou hoje o Ministério da Defesa do país.
De acordo com a fonte, a maior parte dos aparelhos não tripulados (37) foi neutralizada na região fronteiriça de Briansk.
Outros 26 drones foram destruídos em Kursk, também na fronteira com a Ucrânia.
Além disso, as autoridades informaram sobre drones neutralizados em Kaluga, Tula, Voronej, Riazan, Belgorod e outras regiões russas.
Enquanto isso, segundo a EFE, o presidente da câmara de Moscovo, Sergey Sobyanin, informou no sábado à noite, no seu canal do Telegram, que as defesas antiaéreas da capital abateram mais de 20 drones que se dirigiam à cidade.
Também o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, denunciou hoje que, na última semana, a Rússia atacou o território ucraniano com cerca de 2.000 bombas guiadas e drones, e destacou que Kyiv conta com o apoio dos seus parceiros para repelir ataques como esses e levar Moscovo a negociar.
"Esta semana, a Rússia lançou contra a Ucrânia mais de 1.070 bombas guiadas, quase mil drones de ataque e seis mísseis", escreveu Zelensky na sua conta do Telegram.
E acrescentou: "É muito importante que o apoio dos nossos parceiros continue. Tem havido uma assistência consistente para fortalecer a nossa defesa", pois "praticamente todos os dias há uma ameaça à vida na Ucrânia devido aos ataques russos".
Antes de destacar que Kyiv conta com o apoio dos seus parceiros internacionais contra Moscovo, o chefe de Estado ucraniano afirmou que "a estabilidade e a previsibilidade da ajuda à Ucrânia é o que pode levar Moscovo à diplomacia".
"Contamos com mais assistência em defesa e apoio para preparar os documentos sobre as garantias de segurança dos Estados Unidos, Europa e parceiros da Coligação de Voluntários", disse Zelensky.
De acordo com a Força Aérea da Ucrânia, os militares ucranianos abateram esta noite 39 drones lançados pela Rússia contra o seu território.
As forças russas enviaram um total de 52 drones contra a Ucrânia, segundo informou a Força Aérea na sua conta do Telegram, onde refere que, no ataque noturno, foram registados treze impactos em nove pontos do país invadido pela Rússia.
"Não acredito". Trump defende que Kyiv não atacou residência de Putin
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou que a Ucrânia tenha realizado um ataque contra a residência do presidente russo, Vladimir Putin. A afirmação vem após a divulgação de um relatório da CIA que não encontrou provas do suposto ataque.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite de domingo, que não acredita que a Ucrânia tenha levado a cabo o ataque contra a residência do presidente russo, Vladimir Putin.
Em declarações aos jornalistas a bordo do seu Air Force One, o chefe de Estado considerou que "aconteceu algo lá perto", mas que as autoridades norte-americanas não encontraram provas de que a casa tinha sido o alvo.
"Eu não acredito que o ataque tenha acontecido", disse taxativamente.
A afirmação de Trump vem dias depois de ser conhecido o relatório da CIA ao incidente, onde fica registado que não foram encontradas provas do alegado ataque. Os serviços de informação de Washington concluíram que Kyiv tinha como alvo um objetivo militar na região de Novgorod (onde se encontra a residência de Putin) e não a casa do líder russo.
Rússia diz que ataque aconteceu a 29 de dezembro. Trump "muito zangado"
"Na noite de 28 para 29 de dezembro de 2025, o regime de Kyiv lançou um ataque terrorista e, para isso, utilizou 91 drones de longo alcance contra a residência presidencial russa na região de Novgorod", anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov.
Na mesma declaração, o governante disse também que a "posição de negociação da Rússia será revista à luz da tentativa de Kyiv de atacar a residência presidencial russa" e alertou ainda que as "ações imprudentes" da Ucrânia "não vão ficar sem resposta".
A Ucrânia reagiu rapidamente às acusações, defendendo desde a primeira hora que não tinha atacado a residência do presidente da Rússia, e acusando Moscovo de "inventar" o incidente para justificar futuros ataques e prejudicar as negociações de paz.
"Esta suposta história do 'ataque à residência' é uma completa invenção destinada a justificar ataques adicionais contra a Ucrânia, incluindo Kyiv - assim como a própria recusa da Rússia em tomar as medidas necessárias para pôr fim à guerra. Típicas mentiras russas", afirmou Zelensky na rede social X.
Já do lado norte-americano, Donald Trump, numa reação inicial, tinha dito estar "muito zangado" com o ataque: "Não gostei. Não é bom. Ouvi falar disso esta manhã. O presidente Putin contou-me. Ele disse que o atacaram, não é bom".
E acrescentou: "Uma coisa é ser ofensivo porque eles [os russos] são ofensivos. Outra coisa é atacar a casa dele. Não é o momento certo para isso. Fiquei muito zangado".
Dois mortos em ataques russos após alerta de mísseis
Ataques russos entre domingo e hoje causaram dois mortos em Kyiv e nos arredores, anunciaram as autoridades locais, depois de o exército ucraniano alertar que todo o país estava sob ameaça de mísseis.
Na capital, "uma pessoa morreu no ataque", disse o chefe da administração militar, Tymour Tkatchenko, na plataforma de mensagens Telegram, enquanto as autoridades locais indicaram que um estabelecimento médico foi atingido.
Nos arredores, os bombardeamentos atingiram várias habitações e "infraestruturas críticas", matando um homem na localidade de Fastiv, de acordo com o responsável pela administração militar regional, Mykola Kalachnyk.
"Toda a Ucrânia está sob a ameaça de mísseis!", tinha alertado anteriormente a aviação ucraniana no Telegram.
Estes ataques ocorrem um dia antes de uma reunião em Paris dos países aliados de Kyiv para tentar avançar com uma resolução do conflito mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
Para preparar o encontro, conselheiros de segurança de 15 países, incluindo França, Alemanha e Canadá, bem como representantes da União Europeia e da NATO, reuniram-se na capital ucraniana no sábado.
Steve Witkoff, emissário do líder norte-americano, Donald Trump, participou remotamente nas discussões, dedicadas aos detalhes da última versão do plano para o fim do conflito com a Rússia.
O esforço diplomático, impulsionado pelo Presidente norte-americano foi travado por alegações de Moscovo, que acusou Kyiv de ter atacado com 91 drones, na noite de 28 para 29 de dezembro, uma residência de Vladimir Putin.
Kyiv desmentiu a acusação, que disse ter como objetivo servir de pretexto para novos ataques contra a Ucrânia e minar as negociações diplomáticas. Os europeus também expressaram dúvidas quanto à veracidade do ataque.
"Não creio que este ataque tenha ocorrido", afirmou Donald Trump no domingo à noite a bordo do avião presidencial, observando que "ninguém sabia até ao momento" se as alegações russas eram verdadeiras.
O Kremlin advertiu na terça-feira que "as consequências" deste ataque se traduziriam num "endurecimento da posição negocial" da Rússia.
Um morto na Rússia e vários aeroportos encerrados devido a ataque de Kyiv
Um ataque ucraniano com 129 drones causou hoje um morto, a 100 quilómetros de Moscovo, e levou à suspensão de operações em seis aeroportos, além de perturbações numa linha de caminhos de ferro.
Segundo fontes oficiais russas, a vítima mortal foi registada na cidade Tver, a mais de 700 quilómetros da fronteira com a Ucrânia
"Em Tver, o abate de um dos drones de asa fixa provocou estilhaços que atingiram um apartamento no nono piso de um edifício. No local, estavam a trabalhar os serviços de socorro e emergência (...) e morreu um homem", escreveu na plataforma digital Telegram o governador local, Vitali Koroliov.
Koroliov especificou que os bombeiros conseguiram dominar o incêndio que se seguiu aos impactos, mas outro habitante do mesmo prédio teve de ser hospitalizado.
O ministério da Defesa russo declarou que foram neutralizados 129 drones ucranianos num total de 21 regiões diferentes, a maior parte na zona raiana de Briansk (29), Belgorod (15), Yaroslavl (13) e Novgorod (10) foram outras das mais visadas.
Devido ao ataque aéreo, as infraestruturas de aviação de Ufa, Oremburgo, Kazan, Krasnodar, Sochi e Udmurtia encerraram as respetivas atividades.
Em Voronezh, destroços de um drone caíram sobre um trecho de linha ferroviária e provocaram atrasos em várias ligações por comboio, segundo o também responsável político local, Alexandr Gusev.
Rússia ataca com 61 drones e Ucrânia neutraliza 53 durante a noite
A Rússia atacou hoje a Ucrânia com 61 drones dos quais 53 foram abatidos, anunciou a Força Aérea ucraniana, que registou impactos de oito aparelhos não tripulados daqueles em seis locais.
Em comunicado, a mesma fonte especificou que aquelas aeronaves teleguiadas usadas no ataque foram do tipo Shahed (cerca de 40) e Gerbera, lançadas de Milerov, Kursk, Oriol e do território ucraniano ocupado pela Federação Russa Donetsk.
As forças ucranianas dedicadas aos drones anunciaram também que destruíram um total de 4.071 objetivos russos só nos primeiros cinco dias do ano, acumulando 832 mil voos de combate daquele género e 168 mil objetivos inimigos, desde a sua criação, há sete meses.
Dos objetivos constam 532 carros de combate, 2.500 peças de artilharia e obuses, 7.697 veículos e 5.548 motos, e mais de 50.238 efetivos.
"Nos sete meses desde que foi criado, o grupo de forças de sistemas não tripulados cumpriu eficazmente as suas missões em zonas-chave das frentes de combate", lê-se, num texto que garante a eficácia daquele grupo militar especializado.
Guerra contra a Ucrânia é uma "missão sagrada", considera Putin
O presidente da Rússia considerou a guerra contra a Ucrânia como uma "missão sagrada" durante uma missa de Natal. O discurso acontece numa altura em que o conflito está prestes a completar quatro anos, com o Kremlin a considerar a ofensiva uma missão nacional.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, considerou que a guerra contra a Ucrânia era uma "missão sagrada" na defesa da pátria. Durante uma missa de Natal (que na Rússia se celebra a 7 de janeiro) numa igreja ortodoxa, o chefe de Estado russo aproveitou para fazer um pequeno discurso à nação onde se focou, em especial, nos temas da união, caridade e apoio às forças armadas de Moscovo.
Putin falava entre um grupo de soldados e militares fardados, que marcavam presença no evento religioso com as suas esposas e filhos. O chefe de Estado, entre eles, destoava: usava um casaco de fato escuro, mas sem gravata (uma peça que raramente falta no vestuário do presidente russo).
"Muitas vezes chamamos a Cristo 'O Salvador', porque ele desceu à terra para salvar o seu povo", começou por dizer Putin no seu discurso. "Os guerreiros russos, como se comandados pelo Senhor, cumprem sempre esta missão de defender a sua terra natal e os seus cidadãos, de salvar a pátria e o seu povo", acrescentou.
"Desde sempre que, na Rússia, é assim que as pessoas têm olhado para os seus guerreiros - como aqueles que, comandados pelo Senhor, levam a cabo esta missão sagrada", concluiu o presidente russo.
O discurso de Putin, note-se, aconteceu numa altura em que a guerra contra Kyiv está prestes a completar quatro anos, com o Kremlin a considerar a ofensiva uma missão nacional, apoiando-se no patriotismo e na religião para legitimar o conflito.
Na mesa das negociações, os Estados Unidos e a Ucrânia mantém-se otimistas, com o plano de paz a estar já "90% pronto", segundo Volodymyr Zelensky.
"O acordo de paz está 90% pronto. Faltam 10%. (...) Estes 10% contêm tudo, na verdade. São estes 10% que vão determinar o destino da paz, o destino da Ucrânia e da Europa", declarou o presidente ucraniano a semana passada numa mensagem vídeo publicada na rede Telegram, na qual sublinha "10% para a paz".
O presidente ucraniano afirmou ainda que o seu país quer o fim do conflito, mas não "a qualquer preço", e que um acordo deverá incluir fortes garantias de segurança para impedir a Rússia de lançar outra invasão.
O maior ponto de discórdia, contudo, continua a ser as questões territoriais, nomeadamente no que toca ao Donbass, com a Rússia a querer anexar a região industrial e a Ucrânia a recusar.
Zaporíjia e Dnipropetrovsk quase sem energia após ataque russo
As regiões de Zaporijia e Dnipropetrovsk, no leste da Ucrânia, ficaram hoje quase completamente sem energia devido a um ataque russo, informou o governo ucraniano.
"Esta tarde, as tropas russas lançaram mais um ataque às infraestruturas energéticas da Ucrânia. Como resultado do ataque, as regiões de Dnipropetrovsk e Zaporijia ficaram quase completamente sem energia", referiu um comunicado de imprensa publicado no Telegram pelo ministério.
As duas regiões no leste da Ucrânia, situam-se nas margens do rio Dnieper, perto da linha da frente da guerra.
"A avaliação dos danos, a avaliação do impacto e os trabalhos de restauro terão início assim que a situação de segurança o permita", afirmou o ministério.
A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.
No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões - Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia - além da península da Crimeia, anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).
Mais de um milhão de casas sem energia e água após ataque na Ucrânia
Mais de um milhão de casas na Ucrânia ficaram sem aquecimento e sem água após ataques aéreos russos durante a noite e que atingiram sobretudo a região de Dnipropetrovsk, no centro do país, disse hoje o Governo de Kiev.
O vice-primeiro-ministro para a Reconstrução da Ucrânia, Oleksiy Kuleba, afirmou que os trabalhos de reparação decorrem na região de Dnipropetrovsk para restabelecer o fornecimento de água e aquecimento a mais de um milhão de casas.
Anteriormente, a empresa ucraniana Ukrenergo responsável pelo fornecimento de energia indicava que os ataques russos contra a Ucrânia durante a última noite provocaram falhas de eletricidade nas regiões centro e leste do país.
De acordo com a Ukrenergo, o fornecimento de energia nas regiões entre Dnipropetrovsk e Zaporijia foi afetado após os ataques russos com aparelhos aéreos não tripulados (drones).
Entretanto, o governador de Dnipropetrovsk, Vladyslav Gaivanenko, afirmou através das redes sociais que a "situação é difícil".
Por outro lado, as forças de defesa aérea russas reclamaram hoje a neutralização de 86 drones ucranianos sobre diversas regiões da Rússia e dos mares Negro e de Azov entre as 20:00 de quarta-feira (17:00 de quarta-feira em Lisboa) e as primeiras horas da madrugada de hoje.
O comando militar russo afirmou também que foram abatidos sete drones ucranianos sobre a Península da Crimeia anexada e outros dois: um na região de Volgogrado e outro no Mar Negro.
Ataque russo faz 4 mortos. Ataque ucraniano deixa 500 mil russos sem luz
Um ataque da Rússia à Ucrânia fez hoje quatro mortos em Kyiv, enquanto um ataque ucraniano deixou mais de 500 mil russos sem eletricidade na região oriental de Belgorod, de acordo com as autoridades dos dois países.
Além da capital ucraniana, a Rússia também atingiu infraestruturas críticas na cidade ocidental de Lviv, usando um míssil balístico não identificado, disse o presidente da câmara, Andriy Sadoviy.
O Comando Ocidental da Força Aérea da Ucrânia adiantou mais tarde que o míssil viajou a uma velocidade de 13 mil quilómetros por hora e que o tipo específico de foguete estava a ser investigado.
Entre os mortos encontra-se um socorrista médico, indicou o chefe da administração militar de Kyiv, Tymur Tkachenko. Cinco socorristas ficaram feridos, declarou o serviço de segurança da Ucrânia.
Várias áreas de Kyiv foram atingidas no ataque, disse ainda Tymur Tkachenko. Na zona de Desnyanskyi, um drone caiu no telhado de um prédio de vários andares. Nessa mesma área, dois primeiros andares de um prédio residencial foram danificados como resultado de outro ataque.
Em Dnipro, partes de um drone danificaram um prédio de vários andares, provocando um incêndio.
O abastecimento de água e eletricidade foi interrompido em partes da capital como resultado da agressão, disse o presidente da câmara de Kyiv Vitali Klitschko.
O ataque ocorreu poucas horas depois de o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertar a nação para as intenções da Rússia de levar a cabo uma ofensiva em grande escala.
Entretanto, na Rússia, mais de 500 mil pessoas encontram-se sem eletricidade após um ataque ucraniano na região russa de Belgorod (oeste), anunciou hoje o governador local, Viatcheslav Gladkov.
"Às 6h00 da manhã de hoje [3h00 em Lisboa], 556 mil pessoas de seis municípios estão sem eletricidade e praticamente o mesmo número não tem aquecimento", indicou o responsável na plataforma de mensagens Telegram.
Duzentas mil pessoas encontram-se também sem água e saneamento.
A região fica próxima à cidade ucraniana de Kharkiv.
Rússia ataca Ucrânia com sistema de mísseis hipersónicos Oreshnik
O ministério da Defesa da Rússia anunciou hoje que as Forças Armadas da Federação Russa atacaram, de madrugada, "alvos estratégicos" na Ucrânia, recorrendo ao sistema de mísseis hipersónicos Oreshnik, lê-se em comunicado oficial.
O texto descreve um "ataque maciço com armas de alta precisão e de longo alcance, incluindo o sistema de mísseis terra-ar Oreshnik, de alcance intermédio", além de drones.
O número de unidades balísticas utilizadas não foi especificado, mas foi justificado como " resposta ao ataque terrorista perpetrado pelo regime de Kiev" contra a residência do presidente russo, Vladimir Putin, no final de dezembro.
As autoridades russas comunicaram que os ataques incidiram sobre fábricas de drones "usadas para o ataque terrorista" e a infraestrutura energética ucraniana, mas também sem especificar as localizações.
As Forças Armadas da Ucrânia temiam que a Rússia voltasse a usar o sistema de mísseis Oreshnik, os quais podem atingir velocidades de Mach10, ou seja mais de 12.000 km/h.
Esta arma é capaz de atingir alvos a milhares de quilómetros de distância, com ogivas nucleares, e foi usado pela primeira vez com ogivas convencionais em novembro de 2024 contra a cidade de Dnipro (centro-leste).
Segundo as autoridades de ambos os países, este mais recente ataque aéreo russo fez quatro mortos em Kiev, enquanto um ataque ucraniano deixou mais de 500 mil russos sem eletricidade na região oriental de Belgorod.
Além da capital ucraniana, a Rússia também atingiu infraestruturas críticas na cidade ocidental de Lviv, usando um míssil balístico não identificado, disse o presidente da câmara, Andriy Sadoviy.
O Comando Ocidental da Força Aérea da Ucrânia adiantou mais tarde que o míssil viajou a uma velocidade de 13 mil quilómetros por hora e que o tipo específico de foguete estava a ser investigado.
Novo ataque russo. "Séria ameaça à segurança do continente europeu"
A Força Aérea ucraniana anunciou hoje que as Forças Armadas da Federação Russa lançaram 36 mísseis e 242 drones contra o seu território durante a noite de quinta-feira e esta madrugada, incluindo o sistema de mísseis hipersónicos Oreshnik
Para Kyiv, este ataque maciço teve como objetivo testar os aliados da Ucrânia, apesar de as autoridades ucranianas adiantarem que as defesas antiaéreas abateram 226 drones e 18 mísseis.
"Um ataque como este, próximo à fronteira da União Europeia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), representa uma séria ameaça à segurança do continente europeu e um teste para a aliança transatlântica", defendeu o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andriy Sybiga, nas redes sociais.
O ministério da Defesa da Rússia reconhecera antes o ataque, de madrugada, contra "alvos estratégicos" na Ucrânia, recorrendo ao sistema de mísseis hipersónicos Oreshnik, descrevendo-o como um "ataque maciço com armas de alta precisão e de longo alcance, incluindo o sistema de mísseis terra-ar Oreshnik, de alcance intermédio", além de drones.
O número de unidades balísticas utilizadas não foi especificado, mas foi justificado como "resposta ao ataque terrorista perpetrado pelo regime de Kyiv" contra a residência do presidente russo, Vladimir Putin, no final de dezembro.
As autoridades russas comunicaram que os ataques incidiram sobre fábricas de drones "usadas para o ataque terrorista" e a infraestrutura energética ucraniana, mas também sem especificar as localizações.
Segundo as autoridades de ambos os países, este mais recente ataque aéreo russo fez quatro mortos em Kyiv, enquanto um ataque ucraniano deixou mais de 500 mil russos sem eletricidade na região oriental de Belgorod.
Além da capital ucraniana, a Rússia também atingiu infraestruturas críticas na cidade ocidental de Lviv, usando um míssil balístico não identificado, disse o presidente da câmara, Andriy Sadoviy.