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Irão a ferro e fogo

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Irão executa em público preso condenado por violar duas mulheres




O Irão executou hoje em público um preso condenado por violar duas mulheres, no mais recente caso de enforcamento público na República Islâmica, anunciou o poder judicial iraniano.


Irão executa em público preso condenado por violar duas mulheres





O enforcamento aconteceu hoje na cidade de Bastam, localizada na província de Semnan, no norte do Irão.



A pena foi aplicada após o preso ter "cometido o horrendo crime de violação e coação contra duas mulheres", segundo afirmou o chefe do poder judicial da província de Semnan, Mohammad Akbari, de acordo com a agência Mizan.


A mesma fonte sublinhou que a execução foi realizada após cumpridas todas as etapas legais.



A Amnistia Internacional apontou em meados de outubr, que mais de 1.000 pessoas foram executadas no Irão nos primeiros nove meses de 2025, o número mais alto a ser documentado em quinze anos.


Cerca de metade das execuções está ligada a crimes relacionados com droga, 43% a homicídios, 3% a crimes de segurança, outros 3% a violações e 1% a espionagem para Israel.



Apenas 11% do total dos crimes foram anunciados por fontes oficiais.


A Amnistia Internacional denunciou que "as autoridades iranianas têm aumentado o uso da pena de morte para atemorizar a população, reprimir a dissidência e castigar comunidades marginalizadas".


Este ano as execuções atingiram "números nunca vistos no Irão desde 1989", afirmou o grupo internacional de direitos humanos.


O Irão tem sido um dos principais países a aplicar a pena de morte, com 972 execuções registadas em 2024, mais 119 do que em 2023, segundo a Amnistia Internacional.


A República Islâmica do Irão é um dos poucos países onde se realizam ocasionalmente execuções públicas, com 88 casos entre 2011 e 2024, segundo uma investigação do jornal iraniano Shargh.


A identidade do executado não foi tornada pública.



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Exceções na censura à Internet para VIPs despertam polémica no Irão




Uma atualização da rede social X reacendeu hoje no Irão a polémica sobre as restrições no uso da Internet impostas à população, ao expôr o acesso livre de muitos políticos, funcionários do Estado e jornalistas.


Exceções na censura à Internet para VIPs despertam polémica no Irão





As autoridades de Teerão instituíram o uso de VPN (Virtual Private Network, um protocolo eletrónico de segurança) para se poder utilizar as plataformas X, Instagram, Telegram, entre outras, mas uma nova função do X identifica de que país o utilizador está a aceder, pondo a nu que a censura não é aplicada a certas pessoas, que recorrem a cartões SIM (cartões com chip) 'brancos' ou desbloqueados, sem quaisquer restrições.


O ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araqchi, a porta-voz do governo, Fatemeh Mohajerani, e vários deputados conservadores que defenderam aquele tipo de censura foram agora expostos às próprias contradições por terem dito que também usavam as VPN.



"Uso VPN como todos e o meu filho a minha nora ajudam-me na configuração", declarou Mohajerani em 2024, quando questionado sobre a censura sobre as redes sociais em vigor na República Islâmica do Irão, cujo fim tinha sido prometido na campanha eleitoral pelo presidente, Masud Pezeshkian.



Malásia quer proibir acesso às redes sociais a menores de 16 anos


Malásia quer proibir acesso às redes sociais a menores de 16 anos


A Malásia poderá proibir o acesso às redes sociais a menores de 16 anos a partir do próximo ano, de acordo com uma proposta apresentada pelo Governo com base no exemplo da Austrália.




Entretanto, foram alteradas as configurações de várias contas de personalidades ligadas ao regime teocrático iraniano.



"Enquanto cidadão comum luta pelo seu direito ao livre acesso à informação e à liberdade de expressão, há este grupo privilegiado que beneficia de um acesso exclusivo à informação", contestou o ativista e antigo preso político Hossein na rede social Telegram.



O chefe do Departamento de Informação do governo iraniano, Ali Ahmadnia, anunciou depois no X que a administração vai rever atribuição dos 'cartões brancos' que foram distribuídos, sugerindo que foi algo da responsabilidade de outros executivos e afirmou que já pediu a publicação da lista das pessoas que tem aquela ferramenta.




Snapchat impõe verificação de idade a menores de 16 anos


Snapchat impõe verificação de idade a menores de 16 anos




A aplicação Snapchat vai impor a verificação de idade aos utilizadores australianos, informou hoje um porta-voz da empresa, antes da entrada em vigor da lei que proíbe menores de 16 anos de aceder às redes sociais na Austrália.



Segundo dados da Companhia de Telecomunicações do Irão, cerca de 80% dos utilizadores iranianos da Internet consultam páginas e redes sociais através da VPN, portanto, com as restrições associadas.




Apesar da promessa de Pedestriana levantar essa censura, em 16 meses de mandato as aplicações continuam bloqueadas no Irão, exceto a rede social WhatsApp e a plataforma de aplicações digitais Google Play.




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Homem executado em público no Irão por assassinar a mulher em 2020




Um homem foi hoje executado em público na cidade iraniana de Senman (norte) por ter assassinado a própria mulher em 2020, após a sentença de pena capital ter sido ratificada pelo Supremo Tribunal.


Homem executado em público no Irão por assassinar a mulher em 2020







O réu foi considerado culpado de asfixiar a vítima e de ter tentado encobrir a morte como se tivesse sido natural, segundo o portal de notícias iraniano Mizan, onde se lê que as perícias forenses provaram as suspeitas.




"Após a investigação, as provas documentais reunidas e a análise aprofundada do caso permitiram ao tribunal de Semnan declarar culpado o acusado e emitir a sentença correspondente", afirmou o responsável judicial local, Ualmuslimin Akbari, referindo-se à pena de morte.




No Irão, a pena capital é executada por enforcamento, normalmente nas prisões, mas em determinadas ocasiões o ato é público.




Aquele país do Médio Oriente é o segundo do Mundo onde mais se pratica a pena de morte, a seguir à China, segundo diversas organizações não-governamentais, designadamente a Amnistia Internacional.



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Foi forçada a casar aos 12 e matou marido violento. Agora, será executada




Especialistas em direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) apelaram hoje ao Irão para que suspenda a execução de uma jovem de 25 anos, forçada a casar aos 12, que foi acusada de ter matado o seu marido, violento.


Foi forçada a casar aos 12 e matou marido violento. Agora, será executada





Goli Kouhkan, pertencente à minoria balúchi e sem documentação, deverá ser executada este mês, indicaram oito especialistas da ONU em comunicado, entre os quais se incluem três relatores especiais e membros do Grupo de Trabalho sobre a Discriminação contra Mulheres e Raparigas.




O seu caso "ilustra o preconceito generalizado de género no sistema penal iraniano, que enfrentam as mulheres que foram vítimas de casamentos infantis e de violência doméstica", afirmam os especialistas, no comunicado divulgado na terça-feira.




Segundo os especialistas da ONU, executar esta jovem "constitui uma grave violação do direito internacional dos direitos humanos".




Casada à força aos 12 anos com o seu primo, Goli Kouhkan deu à luz o seu filho aos 13 anos, em casa e sem assistência médica, de acordo com a nota, o que indica que esta trabalhadora agrícola sofreu violência física e psicológica durante vários anos.




Em maio de 2018, quando tinha 18 anos, "o marido bateu-lhe, assim como ao filho de cinco anos. Depois de ligar a um familiar para pedir ajuda, eclodiu uma altercação, que resultou na morte do marido", refere o comunicado.




"Goli Kouhkan é uma sobrevivente de violência doméstica e uma vítima do sistema de justiça", frisam os especialistas, que são mandatados pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU mas não falam em nome da organização.



Por isso, "a sua execução seria uma injustiça profunda", acrescentam.




Segundo aqueles responsáveis, a jovem, que é analfabeta e não teve acesso a um advogado, foi forçada a assumir total responsabilidade pela morte do marido. A família da vítima concordou em renunciar à sua execução mas sob a condição de de lhe pagarem 90.000 dólares (77.081 euros), "dinheiro de sangue", uma prática autorizada pela lei Sharia iraniana, um montante demasiado elevado segundo os peritos da ONU, ou seja, a jovem corre o risco de ser executada "porque não tem meios para pagar pela sua vida", alertam.




Quase metade das 241 mulheres executadas no Irão entre 2010 e 2024 foram condenadas por homicídio, principalmente do seu marido ou parceiro, realçam. E "muitas destas mulheres foram vítimas de violência doméstica ou de casamento na infância, ou agiram em legítima defesa", sustentaram.




O Irão é o segundo país do mundo em termos de número de execuções, depois da China, segundo grupos de defesa dos direitos humanos, incluindo a Amnistia Internacional.




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Irão classifica apreensão de petroleiro venezuelano pelos EUA como "pirataria"




As autoridades do Irão classificaram hoje a apreensão pelos Estados Unidos da América (EUA) de um navio-petroleiro venezuelano, carregado de combustível, como "pirataria de Estado" e pediram tomada de posição das instituições internacionais.


Irão classifica apreensão de petroleiro venezuelano pelos EUA como pirataria







"A ação da Marinha dos EUA contra um navio comercial que transportava petróleo venezuelano perto da costa da Venezuela é pirataria de Estado", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ismail Baghaei, em comunicado.



O chefe da diplomacia persa frisou que "invocar leis internas dos EUA e sanções ilegais não pode justificar ou alterar a natureza ilegal deste roubo armado no Mar".



Baghai acrescentou que a apreensão de navios mercantes pertencentes a outros países constitui "um desrespeito ao direito internacional e uma violação dos princípios que garantem a segurança da navegação internacional", sublinhando eventuais consequências para a Paz, segurança e comércio internacionais.



Segundo o jornal norte-americano New York Times, o petroleiro Skipper, navegava sob pavilhão falso da Guiana, foi apreendido por ordem de um juiz americano devido a suspeitas anteriores de contrabando de petróleo iraniano, sancionado por Washington.



O Irão, um dos principais aliados da Venezuela, tem denunciado repetidamente a atitude "intimidante", "intervencionista" e "perigosa" da Casa Branca em relação a Caracas nos últimos meses.


Quinta-feira, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, acusou os EUA de quererem roubar o petróleo da Venezuela, depois das forças armadas norte-americanas terem intercetado e confiscado o referido navio, em águas caribenhas.


Maduro disse ainda que os tripulantes do petroleiro estão desaparecidos e anunciou que irá denunciar o incidente aos organismos internacionais para garantir a segurança de todas as embarcações venezuelanas e o livre-comércio.



Maduro afirmou que o navio transportava 1,9 milhões de barris de petróleo, já pagos, sem especificar qual o comprador, antes de partir da Venezuela.



Na quarta-feira, a Presidência dos Estados Unidos anunciou que o petroleiro será encaminhado para um porto norte-americano para que o crude possa ser apreendido.




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Prémio Nobel da Paz Narges Mohammadi detida no Irão




Narges Mohammadi foi detida no Irão, onde se encontrava em liberdade provisória por motivos de saúde.


Prémio Nobel da Paz Narges Mohammadi detida no Irão






A laureada com o Prémio Nobel da Paz de 2023, Narges Mohammadi, foi detida no Irão, onde se encontrava em liberdade provisória por motivos de saúde, anunciou hoje a fundação iraniana criada em seu nome.




"A Fundação Narges Mohammadi anunciou ter recebido informações credíveis de que Narges Mohammadi foi violentamente detida pelas forças de segurança e pela polícia há cerca de uma hora, durante a cerimónia do sétimo dia em memória de Khosrow Alikordi", um advogado falecido na semana passada, indicou o comité por volta das 13h00 de Lisboa.




A advogada francesa de Narges Mohammadi, Chirine Ardakani, confirmou igualmente a informação à agência noticiosa France-Presse (AFP).

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Libertada mulher condenada à morte por matar marido com quem casou aos 12




O Irão libertou uma mulher condenada à morte pelo assassínio do marido abusivo, com quem foi forçada a casar em criança, indicaram hoje ativistas de direitos humanos.


Libertada mulher condenada à morte por matar marido com quem casou aos 12







As autoridades iranianas confirmaram a libertação de Goli Kuhkan, de 25 anos, que estava detida na província do Gulistão, no norte do país.



A sua condenação foi anulada esta semana, na sequência de um acordo com a família do marido violento.



Goli Kuhkan, membro da minoria baluchi e sem documentos, seria executada pelo assassínio em 2018 do marido, violento em relação a ela e ao filho de ambos, segundo organizações de defesa dos direitos humanos.


De acordo com a organização não-governamental (ONG) Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega, Kuhkan escapou à execução e foi libertada após o pagamento do "preço do sangue", uma prática permitida pela 'sharia' (lei islâmica) iraniana, que serviu para indemnizar a família do marido.



O chefe da jurisdição do Gulistão, Heydar Asiabi, citado pela televisão estatal iraniana, indicou que Goli Kuhkan foi libertada na quinta-feira.



A estação televisiva exibiu uma foto sua, envergando um chador, de costas para a câmara, ao lado de autoridades.



Especialistas em direitos humanos da ONU tinham apelado na semana passada ao Irão para que suspendesse a execução da jovem.



Obrigada a casar aos 12 anos com o primo, deu à luz um filho aos 13 anos, segundo os especialistas da ONU, que afirmaram que esta trabalhadora rural foi alvo de violência física e psicológica durante vários anos.


Em maio de 2018, quando tinha 18 anos, "o marido espancou-a, assim como ao filho de cinco anos. Depois de ela ter ligado um familiar a pedir ajuda, iniciou-se uma altercação que resultou na morte do marido", indicaram os especialistas.



Mai Sato, relatora especial da ONU sobre a situação dos direitos humanos no Irão, saudou "uma vida salva", mas condenou o facto de, naquele país, a violência conjugal e o casamento forçado de crianças "não serem considerados crime".


Segundo a IHR, mais de 40 mulheres foram executadas no Irão desde o início deste ano, muitas delas vítimas de casamentos infantis forçados ou de violência conjugal.




As condenações à pena de morte aumentaram em 2025 no Irão, com pelo menos 1.426 pessoas enforcadas, segundo a contagem do IHR no final de novembro.



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Autoridades iranianas confirmam detenção da Nobel da Paz Narges Mohammadi




O Irão confirmou hoje a detenção da laureada com o Nobel da Paz Narges Mohammadi, juntamente com outros ativistas, durante uma cerimónia em memória de um advogado de direitos humanos, alegadando dever-se ao uso de 'slogans' proibidos.


Autoridades iranianas confirmam detenção da Nobel da Paz Narges Mohammadi





"Esta detenção temporária foi realizada por ordem do Ministério Público e teve como motivo a expressão de 'slogans' que violavam as normas", declarou Hassan Hosseini, governador de Mexede, na província de Coração Razavi, no nordeste do Irão, próximo das fronteiras com o Afeganistão e com o Turquemenistão.



Citado pelo diário local Jorassan, Hosseini explicou que o Conselho de Segurança da cidade tinha previamente coordenado a presença destas pessoas no funeral de Khosrow Alikordi, advogado de direitos humanos encontrado morto na semana passada, realizado numa mesquita em Mexede, "sob o compromisso de realizar o evento num ambiente tranquilo".



No entanto, argumentou, "um grupo não respeitou esse ambiente e começou a entoar palavras de ordem fora da mesquita", pelo que o Ministério Público acabou por intervir, detendo Mohammadi e outras pessoas "para evitar problemas maiores" e com o objetivo de "proteger os próprios detidos".



"Outras fações poderiam ter reagido e provocado confrontos", acrescentou o governador.



Horas antes, a Fundação Narges, gerida pela família da Nobel desde Paris, tinha informado da sua detenção "violenta", juntamente com os ativistas Asadollah Fakhimi, Akbar Amini, Hasan Bagherinia e Abolfazl Abri.


Mohammadi proferiu um discurso no evento e entoou palavras de ordem como "Viva o Irão", segundo vídeos divulgados na conta pessoal na rede social X.


Outras imagens mostram os presentes a gritar 'slogans' contra a República Islâmica, incluindo "Morte ao ditador".



As famílias de Sepideh Qolian, Pouran Nazemi, Hasti Amiri e Aliyeh Motalebzadeh também confirmaram as respetivas detenções.




A laureada com o Nobel da Paz 2023 encontrava-se em liberdade condicional e, no final de novembro, denunciou publicamente que as autoridades iranianas lhe tinham proibido de forma "permanente" sair do país e que não lhe emitiam passaporte para poder visitar os seus dois filhos, que não vê há 11 anos.



Mohammadi, de 53 anos, encontra-se fora da prisão há um ano, quando foi libertada por motivos médicos. A ativista foi detida por 13 vezes, condenada em nove ocasiões e esteve encarcerada pela última vez em 2021.


Apesar das condenações e da prisão, a ativista de direitos humanos e direitos das mulheres tem continuado a denunciar as violações de direitos humanos no Irão, incluindo a aplicação da pena de morte e a violência contra mulheres que não usam o véu islâmico, o 'hijab'.



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Quatro mortos em confrontos no sul do Irão




Três membros das forças de segurança e um civil foram mortos num ataque a um posto de controlo no sul do Irão, anunciaram hoje as autoridades iranianas, que atribuíram o incidente a "elementos terroristas".


Quatro mortos em confrontos no sul do Irão







Os confrontos ocorreram num posto de controlo de Fahraj, no leste da província de Kerman, segundo um comunicado dos Guardas da Revolução divulgado pela agência de notícias oficial IRNA.



"O incidente ocorreu ontem [segunda-feira] à noite durante confrontos entre elementos terroristas e as forças estacionadas no posto de controlo", declarou a polícia de Kerman num comunicado separado, também citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).



Fahraj localiza-se perto da província de Sistão-Baluchistão (sudeste), na fronteira do Irão com o Paquistão e o Afeganistão.



É uma região onde ocorrem com regularidade confrontos entre as forças de segurança, rebeldes da minoria balúchi, grupos sunitas radicais e também traficantes de droga.



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Pugilista iraniano condenado à morte em risco de "execução iminente"




Um pugilista iraniano condenado à morte por pertencer a uma organização ilegal arrisca uma execução "iminente", após rejeitado o seu pedido de um novo julgamento, alertaram hoje organizações não-governamentais (ONG) e a oposição no exílio.


Pugilista iraniano condenado à morte em risco de execução iminente





O Conselho Mundial de Boxe (WBC), uma das principais federações internacionais de boxe, e personalidades desportivas, entre as quais a ex-tenista 'número um' do mundo Martina Navratilova, apelaram ao Irão para poupar Mohammad Javad Vafaei-Sani, de 30 anos, vice-campeão nacional de boxe.


O pugilista foi detido em 2020, por ter participado em protestos antigovernamentais em 2019, acusado de ser membro do People's Mojahedin (MEK), organização proibida no Irão, e condenado à morte por "corrupção no terreno".


Esta semana, foi informado de que o seu pedido de um novo julgamento foi rejeitado pelo Supremo Tribunal iraniano e de que o seu caso foi transferido para o gabinete encarregado da execução das sentenças, indicou a ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA), sediada nos Estados Unidos.


A comunicação social oficial iraniana não noticiou hoje o assunto.



Ao mesmo tempo, a mãe do pugilista foi "inesperadamente autorizada" a visitá-lo na prisão, observou a HRANA.



É comum no Irão que familiares possam fazer uma última visita aos condenados quando a data da sua execução se aproxima.



"A sua vida está agora em grande perigo", reagiu o Conselho Nacional de Resistência do Irão (NCRI), o braço político do MEK, num comunicado.


O porta-voz do NCRI, Shahin Ghobadi, indicou que o pugilista era "membro" da organização e que as autoridades tentaram obrigá-lo a desligar-se dela através do "uso intensivo de tortura".



Mahmood Amiry-Moghaddam, diretor da ONG Iran Human Rights, com sede na Noruega, disse que o lutador de boxe corria risco de "execução iminente" e que tinha sido "torturado para lhe arrancarem confissões à força".


Em novembro, mais de 20 atletas, entre os quais a ex-tenista norte-americana Martina Navratilova e a ex-nadadora britânica Sharon Davies, instaram, num comunicado, os respetivos Governos a agir para salvar Mohammad Javad Vafaei-Sani, argumentando que a sua execução funcionaria como "um aviso para qualquer atleta que ousasse tomar uma posição".


O presidente do Conselho Mundial de Boxe, Mauricio Sulaiman Saldivar, também considerou que tal execução seria um ataque aos "valores fundamentais do desporto e da dignidade humana".


Segundo as ONG, está desde junho em curso uma maior repressão no Irão, com um aumento do recurso à pena de morte.



De acordo com a IHR, pelo menos 1.426 pessoas foram enforcadas de janeiro ao final de novembro de 2025.




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Irão executa homem acusado de espiar para Israel




O Irão executou hoje um homem acusado de espiar para o serviço de informações israelita, a Mossad, anunciou o poder judicial da República Islâmica.


Irão executa homem acusado de espiar para Israel







Aghil Keshavarz foi "condenado por espionagem para o regime sionista [Israel], por ligações e cooperação com o referido regime e pela recolha de imagens de instalações militares e de segurança", disse a justiça de Teerão.




A sentença de morte foi executada após ser confirmada pelo Supremo Tribunal, anunciou a agência Mizan, o órgão oficial do poder judicial do país.



Esta execução eleva para 16 o número de pessoas enforcadas no Irão acusadas de espionagem a favor de Israel desde a guerra de 12 dias travada pelos dois países em junho, segundo a agência de notícias espanhola EFE.




Keshavarz foi detido em maio em Urumia, no noroeste do país, quando agentes de segurança o surpreenderam a tirar fotografias do quartel-general de uma divisão de infantaria da cidade, precisou a Mizan.




Afirmou que tinha viajado para Urumia para participar num congresso científico, mas descobriu-se no telemóvel "uma mensagem proveniente de um número ligado ao regime sionista".





"Posteriormente, na busca efetuada à sua residência, foram obtidos mais documentos e provas", explicou a justiça iraniana, que descreveu Keshavarz como "um agente da Mossad".




A Mizan acrescentou que o condenado admitiu ter colaborado com a Mossad "com a intenção de prejudicar a República Islâmica e de lhe fornecer informações do país".




O Irão e Israel entraram em guerra em 13 de junho, após um ataque sem precedentes de Israel contra instalações militares e nucleares no território iraniano, bem como zonas habitadas.




O conflito durou 12 dias e os Estados Unidos participaram brevemente para atacar três importantes instalações nucleares iranianas.



Um cessar-fogo está em vigor desde 24 de junho.



O Irão acusa há muito tempo Israel, país que não reconhece, de realizar operações de sabotagem contra as instalações nucleares e de assassinar cientistas iranianos.




Teerão promulgou em outubro uma lei que endureceu as punições por espionagem a favor dos Estados Unidos e de Israel, estabelecendo a pena de morte para atos contra a segurança do país.




A lei passou a incluir penas de prisão pelo uso de serviços de satélite como a Starlink ou pela colaboração com meios de comunicação estrangeiros considerados hostis.




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Personalidades femininas pedem ao Irão que suspenda execução de Tabari




Mais de 400 personalidades femininas de todo o mundo, incluindo quatro prémios Nobel e várias ex-presidentes e chefes de Governo, pediram hoje ao Irão que liberte imediatamente a ativista Zahra Tabari, temendo a sua iminente execução.


Personalidades femininas pedem ao Irão que suspenda execução de Tabari







Zahra Tabari, uma mãe de 67 anos, foi condenada à morte em outubro passado, após um "julgamento simulado de dez minutos realizado por videoconferência sem a presença do seu advogado", segundo uma carta assinada por estas personalidades.



O texto especificou que Tabari enfrenta a pena de morte "por segurar uma faixa com a inscrição 'Mulher, Resistência, Liberdade', provavelmente derivada da frase 'Mulher, Vida, Liberdade'" que ganhou popularidade durante a onda de protestos de 2022 no Irão.



Elaborada pela associação de familiares das vítimas "Justiça para as Vítimas do Massacre do Irão de 1988", com sede em Londres, a carta foi assinada por ex-presidentes da Suíça e do Equador e ex-primeiras-ministras da Finlândia, Peru, Polónia e Ucrânia.



"Exigimos a libertação imediata de Zahra e apelamos aos governos de todo o mundo para que se solidarizem com as mulheres iranianas na sua luta pela democracia, igualdade e liberdade", referiu a carta.



O documento foi também assinado por juízas, diplomatas, membros do parlamento e outras figuras públicas, como a filósofa francesa Elisabeth Badinter.


Os meios de comunicação estatais iranianos não mencionaram o caso nem confirmaram a sentença de morte de Tabari, mas um grupo de oito peritos independentes da ONU confirmou hoje a sentença --- com base apenas numa faixa e numa mensagem áudio não divulgada --- e exigiu que o Irão "suspenda imediatamente" a sua execução.



Estes peritos, mandatados pelo Conselho dos Direitos Humanos da ONU, mas não agindo em seu nome, sublinharam que o Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos - ratificado pelo Irão - limita, em princípio, a aplicação da pena de morte aos "crimes mais graves".



Contudo, "este caso não envolve homicídio doloso e apresenta numerosas irregularidades processuais", sublinharam, concluindo que "a morte de Tabari nestas circunstâncias constituiria uma execução arbitrária".



A carta assinada por mais de 400 mulheres destacadas recorda e denuncia o terror que as mulheres têm sofrido durante décadas no Irão, o país que executa o maior número de mulheres 'per capita' no mundo.



De acordo com a organização Iran Human Rights (IHR), sediada na Noruega, as autoridades iranianas executaram este ano mais de 40 mulheres.



A carta afirma ainda que Tabari é acusada de colaborar com a organização de oposição Mujahedin do Povo (MEK), que está proibido do Irão.


O MEK disse à agência de notícias AFP que Tabari está entre os 18 ativistas atualmente condenados à morte no Irão pela sua filiação no grupo.




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Protestos no Irão contra situação económica duram há três dias


Os protestos no Irão contra a deterioração da situação económica e a desvalorização da moeda continuaram hoje, pelo terceiro dia consecutivo, com manifestações em várias universidades, indicaram meios de comunicação social locais.

Protestos no Irão contra situação económica duram há três dias





Entretanto, em várias universidades da capital iraniana, incluindo as universidades de Teerão, Sharif e Beheshti, as mais prestigiadas do Irão.


O portal de notícias 'online' Amirkabir avançou que os estudantes realizaram manifestações de apoio aos protestos de comerciantes e cidadãos contra a crise económica no país, duramente atingido pelas sanções dos EUA e da ONU devido ao programa nuclear.



Em Teerão, foram registados encerramentos parciais de várias lojas no Grande Bazar e noutros mercados da zona sul da capital, de acordo com imagens publicadas nas redes sociais pela organização não-governamental (ONG) iraniana de oposição Hrana, com sede nos Estados Unidos.



Os vídeos mostram um grande contingente de forças de segurança no bazar e nas ruas adjacentes.



A Hrana acrescentou que também houve manifestações nas cidades de Kermanshah, no oeste do país, e Shiraz, no sul, com gritos de "Morte à inflação" e "Fechem, fechem", incitando os comerciantes a aderir ao movimento de protesto social que começou no domingo em Teerão.



Os protestos começaram no domingo, quando os comerciantes de diversos mercados e centros comerciais do centro e sul de Teerão fecharam as suas lojas e marcharam pelas ruas adjacentes em resposta às fortes oscilações do mercado cambial, à queda acentuada do valor do rial e à instabilidade económica.



As manifestações continuaram na segunda-feira e alastraram-se a outras cidades, como Malard (na província de Teerão), Karaj (norte), Kerman (sudeste), Zanyan e Hamadan (noroeste) e à ilha de Qeshm (sul).



Em alguns destes protestos, ouviram-se palavras de ordem contra a República Islâmica, como "Morte ao ditador", de acordo com vídeos publicados por ativistas nas redes sociais.



O Governo iraniano reconheceu já a legitimidade dos protestos contra as dificuldades económicas e defendeu o diálogo com os manifestantes, prometendo implementar reformas para preservar o poder de compra dos cidadãos.



O Irão enfrenta uma inflação anual superior a 42%, enquanto a inflação acumulada entre novembro e dezembro atingiu os 52% em comparação com o mesmo período do ano passado.



Além disso, a moeda iraniana perdeu, este ano, 69% do valor face ao dólar.



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Aumenta para sete o número de mortos em protestos no Irão




Um novo balanço aponta para pelo menos sete mortos em confrontos entre manifestantes e forças de segurança nas províncias rurais do Irão, no quinto dia de protestos contra o elevado custo de vida.


Aumenta para sete o número de mortos em protestos no Irão







Um balanço inicial divulgado na quinta-feira apontava para seis mortos no oeste do Irão, as primeiras vítimas mortais da vaga de manifestações, de acordo com um balanço das autoridades.



As mortes, duas registadas na quarta-feira e cinco na quinta-feira, ocorreram em quatro cidades do Irão, em grande parte habitadas pelo grupo étnico minoritário Lur.



Entre as vítimas estava um membro de uma milícia afiliada à Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do Irão.



A violência mais intensa parece ter atingido Azna, uma cidade na província de Lorestan, no Irão, a cerca de 300 quilómetros a sudoeste da capital, Teerão. Vídeos 'online' mostravam alegadamente objetos em chamas nas ruas e tiros a ecoar enquanto as pessoas gritavam: "Sem vergonha! Sem vergonha!".



A agência de notícias semioficial iraniana Fars noticiou que três pessoas foram mortas em Azna.



As manifestações começaram no domingo em Teerão, onde os comerciantes fecharam os seus negócios em protesto contra a hiperinflação, a desvalorização da moeda e a estagnação económica e, de seguida, espalhou-se para as universidades e para o resto do país.



Estes protestos, contudo, não são ainda comparáveis ao movimento que abalou o Irão no final de 2022, após a morte de Mahsa Amini, uma jovem iraniana presa por alegadamente usar um véu islâmico de forma incorreta.



"Numa perspetiva islâmica, se não resolvermos o problema do sustento das pessoas, acabaremos no inferno", defendeu o Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, que convocou o Governo.



Na quarta-feira, um edifício governamental foi atacado em Fassa, no sul do Irão, enquanto quase todo o país entrou em feriado decretado pelas autoridades, que justificaram a medida com o frio e poupança de energia.



Oficialmente, não houve qualquer ligação com os protestos e esta pausa prolongada de atividades, que apenas terminará no domingo.



Desde o início dos protestos, o Governo tem tentado apaziguar a situação, reconhecendo "exigências legítimas" relacionadas com dificuldades económicas.


Na quinta-feira, sete pessoas foram detidas na cidade de Kermanshah, no oeste do país, por supostas ligações com "grupos hostis e membros da oposição exilados".



A emissora estatal iraniana informou ainda que uma outra operação resultou na apreensão de 100 armas ilegais, sem adiantar mais pormenores.


De acordo com imagens publicadas por ativistas nas redes sociais, 'slogans' a favor do retorno da monarquia, como "Esta é a batalha final, Pahlavi regressará", foram ouvidos em vários protestos, em referência à dinastia Pahlavi, derrubada pela Revolução Islâmica em 1979.



A moeda nacional, o rial, perdeu mais de um terço do valor face ao dólar no último ano, enquanto a hiperinflação de dois dígitos tem vindo a corroer o poder de compra dos iranianos há anos, num país sufocado pelas sanções internacionais relacionadas com o programa nuclear de Teerão.



A taxa de inflação em dezembro foi de 52% em comparação com o ano anterior.


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Trump avisa que EUA vão ajudar manifestantes se Irão disparar para matar




O presidente americano, Donald Trump, avisou hoje que os Estados Unidos vão defender os "manifestantes pacíficos" caso o Irão dispare mortalmente sobre os cidadãos que protestam devido ao custo de vida no país.


Trump avisa que EUA vão ajudar manifestantes se Irão disparar para matar







"Se o Irão atirar em manifestantes pacíficos e os matar violentamente, como costuma fazer, os Estados Unidos da América irão em seu auxílio", escreveu Donald Trump, numa mensagem publicada na sua rede social Truth.



Esta mensagem surge depois de, na quinta-feira, confrontos entre manifestantes e forças de segurança causaram seis mortos no Irão.




"Estamos prontos, armados e preparados para intervir", escreveu o presidente dos Estados Unidos.




Na quinta-feira registaram-se as primeiras mortes desde o início, há cerca de cinco dias, dos protestos contra o alto custo de vida no país.




As manifestações começaram no domingo em Teerão, onde os comerciantes fecharam os seus negócios em protesto contra a hiperinflação, a desvalorização da moeda e a estagnação económica e, de seguida, espalhou-se para as universidades e para o resto do país.



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Trump "deveria ter cuidado com os seus soldados", avisa Irão




Um conselheiro do líder supremo do Irão avisou hoje o Presidente norte-americano para "ter cuidado" depois de Donald Trump ter garantido que os Estados Unidos irão ajudar os manifestantes iranianos caso sejam atacados pelas autoridades.


Trump deveria ter cuidado com os seus soldados, avisa Irão







"Trump deveria saber que qualquer interferência neste assunto interno irá desestabilizar toda a região e prejudicar os interesses norte-americanos", escreveu, nas redes sociais, Ali Larijani, que é também secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão.



"Ele deveria ter cuidado com os seus soldados", acrescentou Larijani.




As declarações do conselheiro do líder supremo do Irão foram feitas em resposta a uma mensagem do Presidente norte-americano, que afirmou, hoje de manhã, que os Estados Unidos vão defender os "manifestantes pacíficos" caso o Irão dispare mortalmente sobre cidadãos que protestam devido ao custo de vida no país.




"Se o Irão atirar em manifestantes pacíficos e os matar violentamente, como costuma fazer, os Estados Unidos da América irão em seu auxílio", escreveu Donald Trump.




"Estamos prontos, armados e preparados para intervir", acrescentou.



Na quinta-feira registaram-se as primeiras mortes desde o início dos protestos contra o alto custo de vida no país, que já duram há seis dias.



Estes protestos são os maiores no Irão desde 2022, quando a morte de uma jovem chamada Mahsa Amini, de 22 anos, sob custódia policial, desencadeou manifestações por todo o país.




A contestação ainda não se espalhou por todo o país, embora esteja a alargar-se, nem é tão intensa como a que rodeou a morte de Amini, que foi detida por não usar o seu 'hijab', ou véu islâmico, da forma que as autoridades consideravam adequada.




O Governo civil do Irão, sob o comando do Presidente reformista, Masoud Pezeshkian, tem tentado sinalizar que quer negociar com os manifestantes, mas já reconheceu que pouco pode fazer.




A moeda iraniana, o rial, desvalorizou rapidamente, com 1 dólar a custar agora cerca de 1,4 milhões de riais devido, sobretudo, às consequências das sanções económicas impostas pelos EUA e pela ONU devido à manutenção do programa nuclear do Irão.




Embora tenham origem na economia, os protestos incluíram também manifestantes a gritar contra a teocracia iraniana.




O Irão tem afirmado que já não está a enriquecer urânio em nenhum local do país, tentando sinalizar ao Ocidente que continua aberto a possíveis negociações sobre o seu programa nuclear, mas a situação continua suspensa e as tensões têm-se agravado.



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Principais protestos no Irão nos últimos 25 anos




As mais recentes manifestações no Irão, que entraram hoje no sexto dia, começaram com protestos contra a hiperinflação e a deterioração da situação económica, mas evoluíram para incluir exigências políticas.


Principais protestos no Irão nos últimos 25 anos







Pelo menos sete pessoas morreram em confrontos entre manifestantes e forças de segurança nas províncias rurais, nomeadamente no oeste do Irão.




Eis uma retrospetiva dos principais movimentos de protesto no Irão desde 1999:


Uso obrigatório do véu



A morte sob custódia, em 16 de setembro de 2022, de Mahsa Amini, uma jovem curda iraniana presa por alegadamente violar o código de vestuário com um véu mal ajustado, desencadeou meses de protestos em todo o país, sob o grito de guerra: "Mulheres, Vida, Liberdade!".


Centenas de pessoas foram mortas, incluindo dezenas de membros das forças de segurança, e milhares de manifestantes foram detidos.


Hoje, porém, um número crescente de mulheres aparece em público sem véu em Teerão e noutras grandes cidades, desafiando a obrigatoriedade do uso do 'hijab' em vigor desde a fundação da República Islâmica em 1979.




Escassez de água e eletricidade



Em 15 de julho de 2021, eclodiram protestos contra a escassez de água na província de Khuzistan, no sudoeste do país, atingida pela seca. Três pessoas foram mortas na região e uma quarta morreu durante "tumultos" na província vizinha de Lorestan, segundo os meios de comunicação estatais.



Nesse mesmo mês, dezenas de pessoas realizaram manifestações antigovernamentais em Teerão, protestando contra os cortes de energia.


Em novembro, milhares de pessoas reuniram-se em Isfahan para protestar contra a diminuição do caudal de um rio importante no centro do Irão, em parte devido à seca. A polícia anunciou a detenção de quase 70 pessoas após confrontos entre agentes de segurança e manifestantes.


Aumento do preço dos combustíveis



Em 15 de novembro de 2019, os protestos irromperam logo após o anúncio de um aumento acentuado dos preços dos combustíveis. As manifestações espalharam-se por cerca de 100 cidades, incluindo Teerão, Mashhad e Isfahan.



Segundo a Amnistia Internacional (AI), mais de 300 pessoas foram mortas na repressão que durou três dias, números rejeitados por Teerão. Pelo menos 7.000 pessoas terão sido detidas, de acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.


Manifestações contra o elevado custo de vida e contra o Governo



No final de dezembro de 2017, centenas de pessoas manifestaram-se em Mashhad (nordeste), a segunda maior cidade do país, e noutras cidades contra o aumento dos preços, o desemprego e o Governo. As autoridades bloquearam o acesso às redes sociais Telegram e Instagram, acusando grupos "contrarrevolucionários" no estrangeiro de utilizarem estas redes para incitar protestos.


Em 01 de janeiro de 2018, os distúrbios espalharam-se por dezenas de cidades. Os manifestantes atacaram e, por vezes, incendiaram edifícios públicos, centros religiosos, bancos e carros da polícia.



O movimento resultou em pelo menos 25 mortes, a maioria de manifestantes, e levou a centenas de detenções.


Protestos pós-eleitorais




Em meados de junho de 2009, a contestada reeleição do Presidente ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad desencadeou protestos em Teerão, que foram violentamente reprimidos. Os apoiantes do seu rival, Mir Hossein Mousavi, denunciaram a eleição como fraudulenta.


Os tumultos e confrontos intensificaram-se, e os jornalistas estrangeiros foram impedidos de trabalhar ou obrigados a abandonar o país.


O regime acabou por esmagar os protestos com uma repressão brutal que fez dezenas de mortos e milhares de presos, devastando os círculos políticos e intelectuais da oposição com dezenas de sentenças, muitas destas bastante severas.


Protestos estudantis



Em julho de 1999, eclodiu um movimento de protesto estudantil, marcado pela violência.



No dia 08 de julho, cerca de uma centena de estudantes reuniram-se nos dormitórios da universidade de Teerão para protestar contra a proibição de um jornal ligado ao então presidente, o reformista Mohammad Khatami.



Durante a noite, ocorreu o primeiro ataque das forças de segurança. No dia seguinte, o movimento ganhou força, sobretudo em Tabriz (noroeste), e a violência intensificou-se.


Quatro dias depois, eclodiram confrontos entre manifestantes e forças de segurança, incluindo a polícia e a Basij (voluntários islâmicos encarregues de certas funções de ordem pública), cuja intervenção praticamente pôs fim aos protestos.



A violência resultou oficialmente em três mortes, enquanto a imprensa noticiou cinco.




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Líder supremo ordena "mão dura" contra os "distúrbios" no Irão




O líder supremo do Irão, ayatollah Ali Khameneí, instou hoje as autoridades a agirem com firmeza contra o que qualificou de "distúrbios" e de tentativas de aproveitar os protestos de comerciantes para atacar a República Islâmica.


Líder supremo ordena mão dura contra os distúrbios no Irão







"Que algumas pessoas, sob diversos títulos e nomes, ajam com o objetivo de destruir e gerar insegurança, colocando-se atrás de comerciantes crentes e revolucionários e abusando dos seus protestos para provocar distúrbios, não é de todo aceitável", afirmou Khameneí numa cerimónia que assinala o sexto aniversário da morte do general da Guarda Revolucionária Qasem Soleimani, morto a 03 de janeiro de 2020 num ataque dos Estados Unidos com drones no aeroporto de Bagdade.



A mais alta autoridade política e religiosa do Irão apelou a "pôr no seu lugar" os agitadores, que considerou agentes de países inimigos, numa alusão a Israel e aos Estados Unidos.


"Que um grupo de indivíduos incitados, mercenários do inimigo, se coloque atrás dos comerciantes e lance palavras de ordem contra o Islão, contra o Irão e contra a República Islâmica é verdadeiramente grave", acrescentou.



No entanto, Khameneí pediu às autoridades que distingam entre os agitadores e os comerciantes que protestam pelo agravamento da situação económica do país.



"Não se pode confrontar a República Islâmica nem o sistema islâmico em nome do bazar e dos comerciantes", sublinhou, numa referência às palavras de ordem que têm sido entoadas contra a República Islâmica nas manifestações que decorrem desde domingo passado em dezenas de cidades do país.



As concentrações começaram por ser protagonizadas pelos comerciantes do Grande Bazar de Teerão e de outros espaços comerciais do centro da capital, mas rapidamente se alargaram a outras cidades, envolvendo diversos setores da sociedade.



Nos primeiros seis dias de mobilizações, pelo menos oito pessoas perderam a vida em confrontos com as forças de segurança, segundo a organização não-governamental opositora Hrana, com sede nos Estados Unidos.



Em alguns vídeos publicados pela Hrana e outros ativistas nas redes sociais ouvem-se disparos das forças antimotim contra os manifestantes.


O Irão atravessa uma crise económica, marcada por uma inflação anual de 42%, enquanto a inflação homóloga em dezembro superou os 52%.


A moeda local, o rial, tem vindo a desvalorizar-se, pressionado pelas sanções impostas pelos Estados Unidos e pela ONU devido ao programa nuclear de Teerão.



As manifestações de protesto no Irão levaram na sexta-feira o Presidente norte-americano, Donald Trump, a avisar Teerão que não ficará passivo a assistir ao que considera ser "um ato de repressão" do regime.



A atitude levou o representante diplomático do Irão junto das Nações Unidas a enviar uma carta ao secretário-geral da ONU, António Guterres, em protesto contra o que considerou uma ingerência de Trump.



Na sexta-feira de manhã, Trump ameaçou que, "se o Irão disparar contra manifestantes pacíficos e matá-los violentamente, como costuma fazer, os Estados Unidos da América irão em seu auxílio", adicionando que os militares norte-americanos estão "prontos, armados e preparados para intervir".



O diplomata iraniano afirmou que as ameaças de Trump "demonstram claramente um padrão consistente de comportamento ilegal por parte dos Estados Unidos e constituem uma ameaça clara, explícita e ilegal de uso da força contra um Estado soberano".



Iravani apelou a Guterres para que condene "inequívoca e firmemente" as palavras de Trump e obrigue os Estados Unidos a cumprir as suas obrigações ao abrigo da Carta das Nações Unidas.


"A República Islâmica do Irão exercerá os seus direitos de forma decisiva e proporcional", sublinhou o diplomata, na carta divulgada pela agência de notícias oficial iraniana IRNA.



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Irão anuncia apoio mensal a todos os cidadãos em resposta a protestos




O Irão anunciou hoje a atribuição de um apoio mensal de cerca de seis euros a todos os cidadãos, por quatro meses, para "reduzir a pressão económica sobre a população".


Irão anuncia apoio mensal a todos os cidadãos em resposta a protestos





O anúncio, feito pela porta-voz do Governo iraniano, Fatemeh Mohajerani, na televisão estatal, acontece na sequência de uma semana de forte contestação por civis e comerciantes por causa do elevado custo de vida no país.



O salário médio no Irão, um país com 86 milhões de habitantes, é de cerca de 170 euros, e o salário mínimo ronda os 85 euros mensais.




Os protestos começaram a 28 de dezembro em Teerão, relacionados com a recessão económica e a taxa de inflação elevada, mas alargaram-se a reivindicações políticas e estenderam-se a outras 40 cidades.




Segundo organizações de direitos humanos, pelo menos 15 pessoas morreram nestes protestos e foram registadas quase 600 detenções.




O Irão tem sofrido ainda um aumento das pressões e sanções económicas dos Estados Unidos, que, juntamente com Israel, voltaram a criticar o programa nuclear de Teerão.





Estas manifestações são as maiores desde o movimento de 2022-2023, durante o qual a repressão pelas autoridades resultou em centenas de mortos e milhares de detenções, segundo ativistas.




O Irão atravessa uma crise económica, marcada por uma inflação anual de 42% e com a inflação homóloga em dezembro a superar os 52%.



As manifestações levaram na sexta-feira o Presidente norte-americano, Donald Trump, a avisar Teerão que não ficará passivo a assistir ao que considera ser "um ato de repressão" do regime.



A atitude levou o representante diplomático do Irão junto das Nações Unidas a enviar uma carta ao secretário-geral da ONU, António Guterres, em protesto contra o que considerou uma ingerência de Trump.




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Organizações relatam pelo menos 29 mortos desde o início dos protestos no Irão




Pelo menos 29 pessoas morreram desde o início das manifestações e protestos em várias províncias iranianas, que começaram devido à deterioração da situação económica e à crise energética, segundo organizações de defesa dos direitos humanos.


Organizações relatam pelo menos 29 mortos desde o início dos protestos no Irão







A organização de defesa dos direitos humanos HRANA, com sede nos EUA, referiu que, nos primeiros sete dias de protestos, foram registadas 29 mortes e 1.203 detenções.



A contagem da agência France-Presse (AFP) divulgada hoje, baseada em comunicados oficiais e relatos dos meios de comunicação social, apontava para pelo menos 12 mortos, incluindo membros das forças de segurança.



"Pelo nono dia consecutivo, os protestos e greves continuam em várias cidades do Irão", frisou o grupo no seu relatório diário, citado pela agência Europa Press.


"Apesar do aumento da presença das forças de segurança, dos confrontos nas ruas e do uso de munições reais em algumas zonas, o alcance geográfico dos protestos não diminuiu", acrescentou.


Segundo a HRANA, os protestos, pelo contrário, persistem de diversas formas em todo o país e, nos últimos dias, foram relatados protestos em pelo menos 257 locais em 88 cidades de 27 províncias.



A queda do poder de compra de milhões de cidadãos iranianos está na origem dos protestos, que ocorrem no meio da crescente pressão e das sanções económicas dos Estados Unidos.


Os EUA, juntamente com Israel, voltaram a atacar o programa nuclear do Irão, incluindo ataques aéreos como os de Junho passado, que mataram aproximadamente mil pessoas no país da Ásia Central.



O chefe do poder judicial no Irão, Gholamhossein Mohseni Ejei, exigiu hoje que seja cumprida a lei, mas, em consonância com a posição adotada pelo Governo desde o início do movimento, reconheceu o direito legítimo de manifestação por reivindicações económicas.



"A República Islâmica ouve os manifestantes (...) e distingue entre eles e os arruaceiros violentos", acrescentou.



A agência de notícias iraniana Fars noticiou hoje que "a tendência observada na noite de domingo foi uma diminuição assinalável no número de manifestações e na sua abrangência geográfica".



As autoridades e os meios de comunicação iranianos nem sempre relatam todos os incidentes de forma detalhada.



Os vídeos das manifestações inundam as redes sociais, mas nem todos podem ser autenticados.



No domingo, as autoridades anunciaram um auxílio mensal de 10 milhões de riais (aproximadamente seis euros) por pessoa, durante quatro meses, para "reduzir a pressão económica sobre a população".



O movimento de protesto ainda não atingiu a mesma escala do que foi desencadeado no final de 2022 pela morte sob custódia de Mahsa Amini, presa por violar o rígido código de vestuário feminino.


Em 2019, os protestos fizeram também dezenas de mortos no Irão após o anúncio de um aumento acentuado dos preços da gasolina.



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Irão: Um polícia morto a tiro em manifestações no oeste do país




Um polícia foi hoje morto a tiro no oeste do Irão, região abalada por manifestações contra o poder, informou a agência de notícias Fars no décimo dia de protestos no país.


Irão: Um polícia morto a tiro em manifestações no oeste do país







"Ehsan Aghajani [...] morreu há algumas horas após ser atingido por um tiro disparado por manifestantes perto de Malekshahi", escreveu a Fars, precisando que o agente acabou por morrer num hospital local.



Malekshahi é conta perto de 20.000 habitantes, onde vive uma importante população curda. Um membro da forças de segurança morreu em confrontos registados no sábado.




Segunda-feira, a organização de defesa dos direitos humanos HRANA, com sede nos Estados Unidos, referiu que pelo menos 29 pessoas morreram desde o início das manifestações e protestos em várias províncias iranianas, que começaram devido à deterioração da situação económica e à crise energética.



A Hrana indicou que, nos primeiros sete dias de protestos, foram registadas também 1.203 detenções.




A contagem da agência de notícias France-Presse (AFP) divulgada segunda-feira, baseada em comunicados oficiais e relatos dos meios de comunicação social, apontava para pelo menos 12 mortos, incluindo membros das forças de segurança.




"Pelo nono dia consecutivo, os protestos e greves continuam em várias cidades do Irão", destacou o grupo no relatório diário, citado pela agência de notícias Europa Press.




"Apesar do aumento da presença das forças de segurança, dos confrontos nas ruas e do uso de munições reais em algumas zonas, o alcance geográfico dos protestos não diminuiu", acrescentou.



A HRANA indicou que os protestos persistem de diversas formas em todo o país e, nos últimos dias, foram relatados em pelo menos 257 locais em 88 cidades de 27 províncias.




A queda do poder de compra de milhões de cidadãos iranianos está na origem dos protestos, que ocorrem no meio da crescente pressão e das sanções económicas dos Estados Unidos.




No domingo, as autoridades de Teerão anunciaram um auxílio mensal de 10 milhões de riais (aproximadamente seis euros) por pessoa, durante quatro meses, para "reduzir a pressão económica sobre a população".




O movimento de protesto ainda não atingiu a mesma escala do que foi desencadeado no final de 2022 pela morte sob custódia de Mahsa Amini, presa por violar o rígido código de vestuário feminino.




Em 2019, os protestos fizeram também dezenas de mortos no Irão após o anúncio de um aumento acentuado dos preços da gasolina.



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Irão considera "ameaça" declarações de Trump e Netanyahu sobre protestos




O Irão considera como uma ameaça as declarações do presidente norte-americano e do primeiro-ministro israelita sobre os protestos em curso, adiantando que não tolerará que continuem sem resposta, segundo o chefe do exército iraniano.


Irão considera ameaça declarações de Trump e Netanyahu sobre protestos







"O Irão islâmico considera a escalada da retórica inimiga contra a nação iraniana como uma ameaça e não tolerará que isso continue sem resposta", afirmou o general Amir Hatami, citado pela agência Fars.



Donald Trump ameaçou nos últimos dias intervir militarmente no Irão se manifestantes fossem mortos, enquanto Benjamin Netanyahu apoiou a posição norte-americana.



Desde o mês passado que no Irão têm ocorrido diversas manifestações, inicialmente contra o alto custo de vida e que passaram a incluir reivindicações políticas.




No oeste do Irão, a várias centenas de quilómetros de Teerão, foram relatados confrontos mortais nos últimos dias. É o caso de Malekshahi, um condado com cerca de 20 mil habitantes, onde vive uma importante população curda.




Na segunda-feira, o Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, solicitou a abertura de uma investigação após um primeiro incidente num hospital onde manifestantes e forças da ordem se enfrentaram, segundo organizações não-governamentais.



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Protestos no Irão contra dificuldades económicas alastram a todo o país




Os protestos no Irão, desencadeados por dificuldades económicas, espalharam-se agora por toda o país, disseram hoje ativistas, sublinhando que as manifestações estão a desafiar o poder teocrático apesar de não terem liderança.


Protestos no Irão contra dificuldades económicas alastram a todo o país







Até ao momento, a violência em torno das manifestações já matou pelo menos 38 pessoas e mais de 2.200 foram detidas, declarou a organização Human Rights Activists News Agency, com sede nos Estados Unidos.



"A falta de uma alternativa viável [de liderança] minou os protestos anteriores no Irão", declarou Nate Swanson, do Atlantic Council, sediado em Washington, organização que estuda o Irão.




"Há mil ativistas dissidentes iranianos que, se tivessem uma oportunidade, poderiam tornar-se estadistas respeitados, como fez o líder trabalhista Lech Walesa na Polónia, no final da Guerra Fria. Mas, até agora, o aparelho de segurança iraniano prendeu, perseguiu e exilou todos os potenciais líderes transformadores do país", avaliou Swanson.




O crescimento dos protestos aumenta a pressão sobre o Governo civil do Irão e o seu líder supremo, o ayatollah Ali Khamenei. Até agora, as autoridades não bloquearam a internet nem mobilizaram forças de segurança em grande escala nas ruas, como fizeram para reprimir os protestos de 2022 contra a morte da jovem Mahsa Amini.




Na quarta-feira, que foi o dia mais intenso de manifestações, os protestos atingiram cidades rurais e grandes centros urbanos de todas as províncias, embora se mantenham ainda muito localizados.




Pelo menos 37 protestos ocorreram em todo o país, disseram ativistas, incluindo em Shiraz.




Vídeos que circulam na internet mostravam o que parece ser um camião antimotim a usar um canhão de água contra manifestantes.



A agência de notícias estatal IRNA, que se tem mantido praticamente em silêncio sobre as manifestações, noticiou uma manifestação em massa em Bojnourd, bem como manifestações em Kerman e Kermanshah.




As autoridades iranianas não reconhecem a dimensão dos protestos. No entanto, houve relatos de agentes de segurança feridos ou mortos.



As manifestações continuam hoje, com os comerciantes a encerrarem as suas lojas na província do Curdistão iraniano.



As manifestações, até ao momento, parecem estar sem liderança, tal como outras vagas de protestos no Irão nos últimos anos. No entanto, o príncipe herdeiro exilado do Irão, Reza Pahlavi, filho do falecido Xá, pediu ao povo iraniano que se manifeste, mesmo através das janelas e telhados de suas casas, hoje e sexta-feira à partir das 20:00 (16:30 em Lisboa).



"Onde quer que estejam, seja nas ruas ou mesmo nas vossas próprias casas, convoco-vos a começarem a cantar exatamente a esta hora", disse Pahlavi num vídeo na internet que foi também divulgado pelos canais de notícias satélites iranianos no estrangeiro.



"Com base na resposta a este apelo, anunciarei os próximos apelos à ação", referiu Pahlavi.




A participação das pessoas será um sinal de possível apoio a Pahlavi, cujo apoio a Israel e de Israel tem sido alvo de críticas no passado --- particularmente após a guerra de 12 dias que Israel travou contra o Irão em junho.



As pessoas manifestaram-se em apoio do Xá em alguns protestos, mas não é claro se isso representa o apoio a Pahlavi ou um desejo de regressar a um tempo anterior à Revolução Islâmica de 1979.



Entretanto, a laureada com o Prémio Nobel da Paz Narges Mohammadi continua detida pelas autoridades, desde dezembro.




O Irão tem enfrentado uma série de protestos em todo o país nos últimos anos.




Com o endurecimento das sanções e as dificuldades enfrentadas pelo Irão após uma guerra de 12 dias com Israel em junho, a sua moeda, o rial, caiu a pique em dezembro.




Os protestos começaram pouco depois, com as pessoas a manifestarem-se contra a teocracia iraniana.



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